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12/02/2009 - 12:04

Beleza americana

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Legal o Brasil mostrar quem manda para a Itália. Bacana a Espanha derrotar a Inglaterra e a Argentina calar a boca da França.

Mas futebol mesmo (incluindo o Pacaembu), por incrível que pareça, aconteceu nos Estados Unidos. A seleção norte-americana bateu o México pelas Eliminatórias da Copa do Mundo por 2 x 0.

Esqueçam o resultado. A historinha deste jogo significa muito mais em termos do futebol na América.

O jogo foi numa arena que não é multi-uso, mas sim um estádio de futebol. Nosso futebol.

A capacidade do Columbus Crew Stadium é de pouco mais de 23 mil espectadores (capacidade da Arena da Baixada). Os ingressos se esgotaram em 90 minutos. Pequeno, mas fiel. Não adianta nada colocar 100 mil curiosos no estádio de Pasadena e dizer que ‘o futebol pegou na América’. Melhor ter 22 mil fanáticos por futebol num estadiozinho modesto.

Havia um alerta de tornado na cidade e, mesmo assim, os torcedores não decepcionaram.

Torcedores mesmo. Nada de ‘soccer fans’. Porque foram eles que me fizeram assistir ao jogo. Me chamou muito a atenção o alçapão que virou o pequeno estádio em Ohio. Pressão digna de futebol turco. Parecia (e era) um grande clássico do futebol mundial.

“Quando viemos aquecer no gramado, só tinha uns torcedores mexicanos nas arquibancadas, acho que eles chegaram cedo. Quando voltamos para começar o jogo, a maioria era de americanos. Eles foram demais. Fizeram muito barulho”, disse o meia Landon Donovan.

O clima incendiou todos os jogadores, que deram o sangue contra um decepcionante México do técnico (com a corda no pescoço) Sven-Goran Eriksson.

Por falar em técnico, não existe um mais feliz e orgulhoso do que o dos Estados Unidos. Esqueça tudo o que Felipão já disse sobre a família Scolari. O treinador da seleção norte-americana Bob Bradley assistiu do banco seu filho Michael fazer os dois gols da vitória desta quarta-feira.

Michael Bradley é um meia-ofensivo na Alemanha, onde joga pelo Borussia Monchengladbach, e costuma ser improvisado pelo pai como segundo volante na seleção. Aos 21 anos, ele começou no MetroStars, fez um belo papel no Heerenveen (ao lado de Afonso Alves) e agora chega a Bundesliga.

“Tenho três filhos e tenho que dizer que sou orgulhoso de todos eles”, disse, diplomático, o treinador após a partida.

A gente acredita, Mr. Bob… a gente acredita.

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: , ,
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