Publicidade

Publicidade

18/03/2009 - 11:45

Sobre Neymar

Compartilhe: Twitter

Estou ensaiando há uma semana de escrever sobre o Neymar.

Aí eu abro a coluna do Tostão hoje e leio as palavras da salvação logo nos dois primeiros parágrafos:

Comentarista esportivo não deveria ser ansioso, apressado, chamar uma promessa de craque, ser amigo de atletas, técnicos e dirigentes, entrar para a turma do oba-oba nem ser um refém da indústria do entretenimento, que quase só pensa em promover o espetáculo, aumentar a audiência e vender mais anúncios.

Por outro lado, comentarista não deveria, em situações especiais, ter medo de se encantar por um jogador no início da carreira. Domingo foi um dia especial. Vi a primeira partida de Neymar, 17 anos, como titular do Santos. Fiquei empolgado, como fiquei quando vi pela primeira vez Zico, Ronaldo, Ronaldinho, Romário e outros.

Esse segundo parágrafo me encanta. Os chatos do futebol querem acabar com a emoção de ver um craque surgindo. Querem saber só de encher a paciência pela cor da chuteira dele, pelo contrato, pelo empresário, ou porque não deu entrevista a este ou aquele veículo.

Perde-se a essência. A essência do garoto surgindo, venha ele ser um craque ou não e isso pouco importa.

Ainda fico atordoado quando lembro da tarde de domingo em que fui ao parque Antarctica ver a estreia do tal Alexandre Pato. Não sei o que será do Pato (ainda que ele esteja indo muito, mas muito bem) mas aqueles 45 minutos iniciais jamais sairão da minha memória.

Mas não precisa dizer mais nada. Não leia aqui… vá logo ler por lá na coluna do Tostão.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro Tags: ,
Voltar ao topo