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18/05/2012 - 12:44

Neymar, global

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Se me perguntarem, eu sou partidário do “Vai embora, Neymar”, que o colunista da Folha de SP Lúcio Ribeiro levantou como bandeira ainda em 2011. É só procurar aqui nos arquivos deste blog que compartilho de opiniões parecidas. Mas para resumir, eu acho que o Brasil precisa segurar jogadores, sim, nos seus campeonatos, para elevar o nível do futebol por aqui.

Mas eu acho que antes de segurar um craque do tamanho do Neymar, a gente tem que segurar nossos médios. Repatriar todo o pessoal que está na Ucrânia, na Rússia, em Portugal, na Turquia. Jogadores que não estão nos clubes top das grandes Ligas idem.

Volta Nilmar, Alex, Fernandinho, William. Volta Denílson e Jadson (como voltaram), volta Lucas, volta Anderson. São jogadores bons, mas que poderiam estar por aqui, tornando o campeonato Brasileiro mais forte e os times voltarem a ser as grandes fontes e base da Seleção Brasileira.

Mas Neymar? Não, discordo. Neymar pode ser um Ronaldinho Gaúcho, um Ronaldo, um Romário, um Rivaldo, um Kaká, todos eles eleitos melhores jogadores do mundo. E estes foram grandes porque conquistaram a Europa, sendo a estrela de grandes clubes e vencendo nas Ligas mais difíceis do planeta.

Aqui, Neymar destoa. Em vez de nivelar, desequilibra. Em vez de aprender a encarar bons zagueiros, nada de braçada nas frágeis zagas brasileiras. Em vez de aprender a jogar em pé, é totalmente protegido pelas péssimas arbitragens brasileiras. Em vez de aprender a tocar a bola, pega ela e vai para cima em TODAS as jogadas, o que é bom para ele, mas não necessariamente para um futebol coletivo.

Neymar é um craque  global. Internacional. E precisa provar lá isso, ao lado ou contra Iniesta, Thiago Silva, Cristiano Ronaldo, Sneijder, Messi entre outros. Tão global que é a estrela do comercial “longa metragem” da Nike para a Eurocopa (veja bem, torneio em que só jogam europeus), neste ótimo filme feito pela agência Wieden+Kennedy.

A trilha sonora, para quem curtiu,  é da banda “The Eighties Matchbox B-Line Disaster” e chama Chicken.

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29/06/2010 - 18:55

A rodada dos meias

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Estava aqui quebrando a cabeça para montar a seleção dos times das oitavas e me toquei que os meias finalmente mostraram a que vieram.

Schweinsteiger foi um monstro, dono do jogo contra a Alemanha. Muller, um meia-atacante, talvez tenha sido o melhor deles. Mas seu companheiro Ozil não deixa a desejar.

Messi esteve longe do Messi dos três primeiros jogos. Mas, convenhamos, não chegou a atrapalhar e criou chances de gol como sempre. Kaká, que também segue com problemas físicos, já está longe também de ser um peso morto e chegou a liderança em assistências com seu passe preciso a Luis Fabiano e uma ou outra arrancada. Também no meio brasileiro, Ramires foi excelente (falhou apenas ao tomar o cartão) enquanto que Daniel Alves não foi mal.

Na Holanda, Sneijder mais uma vez jogou bem e Robben quando está neste setor não destoa.

Gana ganhou o jogo muito pela correria do seu Boateng, o Kevin-Price. Xavi deu um passe incrível para Villas decidir a difícil batalha contra Portugal.

Ou seja. Um meio-de-campo desta rodada poderia ter Boateng, Xavi, Kaká e Sneijder bem como Schweinsteiger, Ramires, Muller e Ozil. Ninguém estaria louco.

Louco você estaria se deixasse Juan e Suarez fora do time. Esses, para mim, os mais decisivos desta fase.

Como tem que escolher (usando classificados e desclassificados), eu ficaria com

Eduardo, Sergio Ramos, Juan, Lugano e Lahm; Boateng, Schweinsteiger, Muller e Kaká; Robben e Suarez

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