Publicidade

Publicidade

29/11/2012 - 12:03

Scolari x Gato Fedorento

Compartilhe: Twitter

Quatro vídeos para “celebrar” a volta de Felipão:

O original:

A paródia:

O Original

A paródia:

Autor: - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags: , ,
28/09/2012 - 10:36

Para inglês ver

Compartilhe: Twitter

Brasil x África do Sul, no Morumbi, não valia nada. Se um pai resolvesse levar a esposa e dois filhos para ver o jogo, gastaria 240 reais. E encarar, assim, o desconforto para ir e voltar ao Morumbi, uma quantia razoável para estacionar o carro e a chatice de não ter lugar marcado para sentar.

Veja só quanta diferença.

Na minha caixa de entrada, hoje, recebi um email marketing para eu comprar ingressos para o jogo oficial das Eliminatórias para a Copa de 2014, quando o English Team recebe San Marino em Wembley. O ingresso, mesmo convertendo moeda a moeda sem levar em conta o poder aquisitivo de cada um dos países, é mais barato na Inglaterra. Com 60 libras, cerca de 200 reais, dois adultos e duas crianças pegam um confortável trem até Wembley e assistem ao jogo no mais confortável dos estádios, coberto para a torcida, quentinho, gramado impecável e com lugar marcado.

E, convenhamos, time por time, este Inglês deve ser um dos piores dos últimos tempos, ou de todos. Ou seja, promoção de ingressos é o mínimo. Comprando, o torcedor ainda ganha prioridade para os ingressos do amistoso contra o Brasil.

O que mais espanta este blogueiro é que a Seleção ainda reclama. Segundo matéria de Marcel Rizzo na última quinta na Folha de São Paulo, os dirigentes acreditam que o problema é que o ingresso é muito barato. Reproduzo trecho da reportagem:

Segundo Del Nero(Marco Polo, vice-presidente da CBF), a ISE e a Pitch (empresas que negociam os amistosos da Seleção) tiveram prejuízo nos amistosos organizados neste mês. No dia 7, o Brasil bateu a África do Sul (1 a 0) em São Paulo e, no dia 10 derrotou a China (8 a 0) em Recife. Os estádios não encheram.

“Os valores dos bilhetes no Brasil são muito baixos. Eles tiveram prejuízo, não é algo tão simples”, disse Del Nero. Representantes da empresa não foram encontrados.

Pois é.

Imagina na Copa…


Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
28/06/2011 - 17:08

Copa América

Compartilhe: Twitter

Em 2007, acompanhei a Seleção na Venezuela por 28 longos dias. Puerto Ordaz, Maturin, Puerto La Cruz (dois jogos) e Maracaibo (semifinal e final) foram as quatro cidades em que o Brasil jogou seus seis jogos até ser campeão, o primeiro título de Dunga.

Dunga, como a maioria de seus antecessores, teve a “desvantagem” de não poder contar com força total para a disputa da competição. Parece esquisito, mas por não ter contado com Kaká, Lúcio, Ronaldinho, Adriano e boa parte da equipe que havia fracassado no Mundial anterior, jogava o favoritismo para Riquelme, Messi, Tevez, Aguero e cia.

O que se viu foi uma vitória para lá de convincente na final contra os argentinos, depois do Brasil sofrer contra o Uruguai e mesmo perder do México na fase de grupos. Dunga saiu vitorioso e montou seu grupo de operários que formou a base do (também fracassado) grupo da Copa.

Mano Menezes tem a vantagem (será mesmo?) de ir com sua equipe principal. O favoritismo é todo da Argentina pela bola inacreditável que Messi vem jogando. Mas de uma seleção brasileira com força máxima a três anos de receber uma Copa do Mundo, não se espera ser a segunda do continente.

Vai ficar nas costas de uma molecada boa de bola, sobretudo Thiago Silva, Pato, os Lucas, Ganso e Neymar, a responsa dessa vez. Um time que precisa se superar além de sua habilidade técnica para conseguir vencer. Não vai ser fácil mas, por esta molecada, vale a pena pagar para ver …

Ps.: Se alguém espirrou com a poeira que estava por aqui neste blog, saúde…

Autor: - Categoria(s): Seleção Brasileira, Videos Futebol Tags: , , , , ,
31/03/2011 - 18:11

Novas botas do Neymar

Compartilhe: Twitter

Recebi e repasso aos amigos as novas botas (Mercurial Superfly) de Neymar, clicadas em Londres, antes ou depois do jogo em que o santista foi a grande estrela da Seleção contra a Escócia.

Eu, como sempre, acho colorida demais. Jogo com as pretas e as brancas geralmente. Questão de gosto, que não importa.

O que importa mesmo é que essa chuteira mantenha o futebol se Neymar o mesmo.

E, quem sabe não dá uma ajudinha para que ele se jogue menos, não é mesmo?

Taí uma tecnologia em chuteiras a ser inventada! BlogdeBola e as oportunidades de negócio hehehe

Autor: - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags: , ,
23/02/2010 - 17:04

A mandinga da camisa feia…

Compartilhe: Twitter

Já que o último post foi o comercial da linda camisa 2 da Inglaterra, agora a do Brasil. Não tanto pela camisa, que confesso que já vi melhores (e eu gosto mais da azul que da amarela geralmente), mas pelo filme. Muito bom, criado pela agência F/Nazca com produção da O2.

E um amigo me lembrou bem. O Brasil costuma ganhar com camisas de gosto duvidoso, pelo menos ultimamente. Em 1994, aquela horrorosa, da Umbro, toda sobreposta de logos. Em 2002, aquela com listras laterais, meio esquisitas, ao contrário dos belos uniformes de 1998 e 2006, todas as três já na era Nike.

Claro que gosto é gosto. Cada um tem o seu. Mas, para o meu gosto, faz sentido.

Pra quem acredita em mandingas, tem uma boa aí…

Autor: - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags: , , , ,
21/01/2010 - 15:48

Três jogos para Ronaldinho virar, mesmo, unanimidade

Compartilhe: Twitter

Ronaldinho faz parte do grupo de Dunga na Seleção. Não é um estranho como Ronaldo ou qualquer outro que possa aparecer nestes poucos meses de novidade no grupo (Roberto Carlos, por exemplo). Se Ronaldinho fez apenas 3 jogos em 2009, nos outros anos ele foi um dos mais presentes em convocações. Mesmo em má fase, Dunga jamais o descartou. Como não vinha merecendo, não era convocado, critério que o técnico usa muito bem com a maioria de seus comandados, com exceção talvez de Gilberto Silva, Robinho e alguns outros.

No final de 2009, Ronaldinho começou a mostrar melhoras no clube, ainda insuficientes para ser o melhor do Milan, mas já era uma melhora nítida. Agora, Ronaldinho mostra que está em forma ou feliz ou como quer que gostem de dizer toda vez que ele arrebenta. Contra a Juventus, um clássico, fora de casa, foi o dia do ‘clique’. Foi lá que todo mundo finalmente concordou que ele voltou. Depois, no jogo contra o Siena, um show de bola, daqueles dos tempos do Barcelona.

Então é o seguinte. Ele está em forma (o mínimo que pode fazer). Ele é um craque (até Dona Gilda, 90, a minha avó, sabe) e mostrou contra o Siena lampejos do jogador que, entre 2003 e 2006, mudou o jeito de se jogar futebol. O que está faltando? Falta mostrar que voltou a ser competitivo.

E ele tem toda a chance, em três partidas. A primeira é domingo, com transmissão da Espn,às 17h45. O Milan pega a líder Inter, na última chance de diminuir a diferença e quem sabe estragar a festa do penta do rival. Ronaldinho precisa fazer a diferença nesta partida, para começar a mostrar que voltou a ser competitivo.

Depois disso, em fevereiro e março, o Milan tem a duríssima missão de encarar o Manchester United em dois jogos pelas oitavas da Champions League. Do outro lado, pelo menos um jogador que será protagonista na Copa, Wayne Rooney. Mostrar um futebol de alto nível contra um adversário deste porte, com craques e numa competição de altíssimo prestígio é outra coisa.

Ronaldinho não precisa fazer 3 gols em cada uma destas partidas para convencer o mundo de vez. Não espero deles chapéus, letras, bicicletas e hattricks. Ronaldinho, na verdade, tem apenas a obrigação de fazer parte do jogo, colaborar e ser competitvo.

Se, ainda assim, encantar como contra o Siena, aí já vira covardia.

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional, Seleção Brasileira Tags: , , , , ,
19/01/2010 - 11:20

Robinho, antes, precisa fazer o seu trabalho direito

Compartilhe: Twitter

Robinho vai a Copa. É tão fato quanto Julio César vai a Copa.

Mas ao contrário do goleiro, que segue a mesma boa fase de sempre, Robinho não joga bem na seleção desde a Copa das Confederações.

Mais grave. Enquanto Julio César faz valer o salário na Inter e a cada partida mostra que merece aumento no clube, Robinho segue, aos 26 anos que completará semana que vem, sendo um jogador que ainda vale mais do que joga.

Na Seleção, pelas duas Copas das Confederações e sobretudo pela sua magistral Copa América em 2007, não se pode acusá-lo de nada. A atual má fase e a apagada Copa do Mundo não são motivos suficientes para tirá-lo da lista de 23 que vão a Copa. No máximo, ser reserva, mas isso é problema do Dunga.

Mas Seleção não paga seu salário. E como ele tem jogado nos clubes?

Robinho, todos os anos, renova a ladainha de que seu objetivo é ser o melhor jogador do mundo. Quando fala isso, já começa mal, dando a impressão (que nunca passou na Seleção, diga-se) de que quer ser mais importante que o clube.

Volte um pouco no tempo e veja como foi a longa passagem de Robinho no Real Madrid. Quando chegou, era apenas a surpresa, o xodó, o reserva querido de monstros como Zidane, Ronaldo e Figo. Mas mesmo após a saída dos 3, demorou para se firmar. Quando finalmente tinha tudo para ser o craque do time (e, aí sim, potencial para ser melhor do mundo, indiretamente), saiu. Não se achava valorizado em Madri, como se ele fosse o maior artilheiro da história da Champions League, como Raul, ou dono da melhor média de gols do clube, como Ronaldo.

Na saída, fez uma lambança com o Chelsea, outro time grande onde, naturalmente, é possível ser o melhor do mundo. Acabou no Manchester City, clube em que poderia jogar com o pé nas costas, desde que mostrasse metade da vontade de Carlos Tevez, Kaká ou Rooney em campo.

Robinho, agora, está irritando os ingleses como já irritou os espanhois. Os bastidores dizem que ele não gosta da cidade, do time, do estilo de jogo, do clima, de jogar fora de casa e de nada do que tem lá. Ainda que tenha certo exagero da ávida imprensa inglesa, fato é que chamaram um técnico mais latino para ver se o problema era o polêmico Mark Hughes. Mas até Mancini está cansando do jogador.

Pediu em público para ele melhorar e jogar, independente se o jogo é em casa ou fora, de quanto ele custou (jogador mais caro da história da Inglaterra) ou de qualquer outra coisa, para voltar a ser titular. “Gramado é tudo igual, onde quer que esteja”, diz com toda a propriedade o treinador.

Recentemente, li o blog de um fã do City no site do Mirror, da Inglaterra, e me chamou a atenção a forma como o torcedor, que no final ainda dá crédito a Robinho, começa o texto (tradução livre).

“Ele não pode jogar quando está frio, não consegue quando está molhado, e não joga bem fora de casa, ele não joga quando o jogo fica violento e ao que parece ele não se sente bem jogando no escuro.

Dêem a ele o impecável gramado do estádio City of Manchester numa tarde de sol em setembro e talvez ele jogue. Se a vibe estiver boa. Se a lua estiver em urano…”

Engraçado um técnico italiano e um torcedor inglês pensarem que Robinho virou ‘um jogador fresco’. Duro um brasileiro humilde de São Vicente ter que ouvir algo assim. Um cara que dá tudo quando está com Dunga na seleção. Um verdadeiro operário que, quem acompanha sabe, treina e corre tanto quanto volante quando está na Seleção.

Que Robinho vai a Copa, eu tenho certeza. Que ele já jogou em campos piores do que os gramados da Premier League, eu posso apostar.

Mas está na hora dele parar de querer ser o melhor jogador do mundo para querer, primeiro, apenas fazer seu trabalho direito.

Antes que seja tarde demais.

Leia mais

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
25/11/2009 - 14:06

Dunga irrita … por fazer tudo certo

Compartilhe: Twitter

Dunga tem um defeito grave. Não sabe se relacionar com a imprensa em geral, o que não seria tão importante se a própria imagem dele não ficasse comprometida. Parece que ele acorda todas as manhãs e fala: ‘hoje eu vou mostrar para eles’. Por eles, entenda-se forças ocultas. Forças que o massacraram em 1990 e que, mesmo ele virando queridinho em 1994 e unanimidade em 1998, ele, Dunga, preferiu mantê-las (as forças ocultas), como seu oxigênio de cada dia. A impressão é que quando ele termina o churrasco na casa dele e o convidado diz ‘a carne estava ótima’, ele cerra os lábios e xinga todo mundo que o criticou e disse que ele não era capaz.

E eu, apesar de não concordar com esta postura defensiva/ofensiva demais, confesso que entendo. Cada um se motiva como quiser. Cuca disse para o seu time que ninguém na imprensa acreditava que o Botafogo poderia vencer o líder São Paulo. Mentira. Todo mundo disse que Botafogo x São Paulo era o jogo mais difícil dos últimos 4 do São Paulo. Por essa e outras, entendo o Dunga.

O que o Dunga não sabe, talvez, é que ele tem feito tudo certo, mesmo aos olhos de seus críticos. E quando ele trata todo mundo com cordialidade, tchan tchaaan, não existe mais nada a declarar. Foi assim pelos relatos que li (não estive lá) na coletiva que deu ontem em São Paulo, justamente a terra que tradicionalmente mais pega no pé dos treinadores da Seleção.

Dunga tem um grupo treinado e afinado. Convocou a maioria dos jogadores que se destacaram nos últimos 4 anos. Não levou em consideração nomes e sobrenomes. Barrou Kaká e voltou a dar chance quando ele mereceu. Barrou Adriano e deu nova chance quando ele mereceu. Barrou Ronaldinho, deu chance, barrou de novo e deve voltar a dar chance pois ele está merecendo. Ainda não barrou Robinho, mas não acredito que não o fará se o jogador seguir na má fase em que se encontra.

Conseguiu, como nenhum outro treinador havia conseguido, aproveitar o potencial de Luis Fabiano, e dar a ele o moral de ser o 9 titular, independente de Adriano, Ronaldo, Fred ou qualquer outra sombra da última Copa. Se irrita a você, leitor, ou a mim, ele convocar Elano e Julio Baptista, convenhamos, faça um exercício de memória e verá que os dois jogadores sempre atuam bem e/ou foram decisivos em algum momento no trabalho dele. Assim como Diego, talvez o melhor brasileiro em atividade na Europa na última temporada, teve diversas chances e nunca se encaixou bem no time do técnico. Por desempenho, baniu Afonso Alves e Fernando da Seleção e manteve Felipe Melo. Tudo muito coerente.

Dunga é irritantemente coerente.

Mantém motivado os dois melhores laterais pela lado direito do mundo, mesmo que Dani Alves seja reserva. No outro lado, abertamente, discute com a sociedade sobre os dois nomes que vai levar ao Mundial. Tentou de tudo e, no episódio Fábio Aurélio, praticamente desistiu ao ver o jogar não se apresentar novamente e, 3 dias depois, estar em campo pelo Liverpool.

Na entrevista, defendeu o recurso eletrônico para lances como o de Henry, não quer uma concentração festiva como a da última Copa e também tratou do mais delicado dos assuntos, que é Ronaldo. Independente de você achar que o Fenômeno mereça ou não ser chamado para a Copa, é fato que agora ele tem dois finalizadores tinindo em Luis Fabiano e Adriano. Não é certo dizer que Ronaldo vai à Copa agora, nesta fase, fim de temporada, com ele fora de forma novamente e atuando num Corinthians que cumpre tabela. Seria, sim, repetir o erro, convocá-lo agora por pressão ou pelo peso do nome. Será acerto, claro, convocá-lo por merecimento após ou durante a Libertadores.

Não duvido que o faça. Dunga dá motivos para a gente acreditar que só é teimoso em ser coerente até aqui. Irritantemente coerente.

Dunga irrita … por fazer tudo certo

Dunga tem um defeito grave. Não sabe se relacionar com a imprensa em geral. Parece que

acorda todas as manhãs e fala: ‘hoje eu vou mostrar para eles’. Por eles, entenda-se forças

ocultas. Forças que o massacraram em 1990 e que, mesmo ele virando queridinho em 1994 e

unanimidade em 1998, ele, Dunga, preferiu mantê-las (as forças ocultas), como seu oxigênio

de cada dia. A impressão é que quando ele termina o churrasco na casa dele e o convidado diz

‘a carne estava ótima’, ele cerra os lábios e xinga todo mundo que o criticou e disse que

ele não era capaz.

E eu, apesar de não concordar com esta postura defensiva/ofensiva demais, confesso que

entendo. Cada um se motiva como quiser. Cuca disse para o seu time que ninguém na imprensa

acreditava que o Botafogo poderia vencer o líder São Paulo. Mentira. Todo mundo disse que

Botafogo x São Paulo era o jogo mais difícil dos últimos 4 do São Paulo. Por essa e outras,

entendo o Dunga.

O que o Dunga não sabe, talvez, é que ele tem feito tudo certo, mesmo aos olhos de seus

críticos. E quando ele trata todo mundo com cordialidade, tchan tchaaan, não existe mais

nada a declarar. Foi assim pelos relatos que li (não estive lá) na coletiva que deu ontem em

São Paulo, justamente a terra que tradicionalmente mais pega no pé dos treinadores da

Seleção.

Dunga tem um grupo treinado e afinado. Convocou a maioria dos jogadores que se destacaram

nos últimos 4 anos. Não levou em consideração nomes e sobrenomes. Barrou Kaká e voltou a dar

chance quando ele mereceu. Barrou Adriano e deu nova chance quando ele mereceu. Barrou

Ronaldinho, deu chance, barrou de novo e deve voltar a dar chance pois ele está merecendo.

Ainda não barrou Robinho, mas não acredito que não o fará se o jogador seguir na má fase em

que se encontra.

Conseguiu, como nenhum outro treinador havia conseguido, aproveitar o potencial de Luis

Fabiano, e dar a ele o moral de ser o 9 titular, independente de Adriano, Ronaldo, Fred ou

qualquer outra sombra da última Copa. Se irrita a você, leitor, ou a mim, ele convocar Elano

e Julio Baptista, convenhamos, faça um exercício de memória e verá que os dois jogadores

sempre atuam bem e/ou foram decisivos em algum momento no trabalho dele. Assim como Diego,

talvez o melhor brasileiro em atividade na Europa na última temporada, teve diversas chances

e nunca se encaixou bem no time do técnico. Por desempenho, baniu Afonso Alves e Fernando da

Seleção e manteve Felipe Melo. Tudo muito coerente.

Dunga é irritantemente coerente.

Mantém motivado os dois melhores laterais pela lado direito do mundo, mesmo que Dani Alves

seja reserva. No outro lado, abertamente, discute com a sociedade sobre os dois nomes que

vai levar ao Mundial. Tentou de tudo e, no episódio Fábio Aurélio, praticamente desistiu ao

ver o jogar não se apresentar novamente e, 3 dias depois, estar em campo pelo seu clube.

Na entrevista, defendeu o recurso eletrônico para lances como o de Henry, não quer uma

concentração festiva como a da última Copa e também tratou do mais delicado dos assuntos,

que é Ronaldo. Independente de você achar que o Fenômeno mereça ou não ser chamado para a

Copa, é fato que agora ele tem dois finalizadores tinindo em Luis Fabiano e Adriano. Não é

certo dizer que Ronaldo vai à Copa agora, nesta fase, fim de temporada, com ele fora de

forma novamente e atuando num Corinthians que cumpre tabela. Seria, sim, repetir o erro,

convocá-lo agora por pressão ou pelo peso do nome. Será acerto, claro, convocá-lo por

merecimento após ou durante a Libertadores.

Não duvido que o faça. Dunga dá motivos para a gente acreditar que só é teimoso em ser

coerente até aqui. Irritantemente coerente.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , ,
29/06/2009 - 01:01

Um milhão em ação, ‘pra frente Brasil’, chupa Ashton Kutcher

Compartilhe: Twitter

Li no colega Xará Stycer, do iG, que tem cerca de 1 milhão de brasileiros no Twitter. Uma parte deles, neste domingo, com a ajuda de perfis (falsos e verdadeiros) e tags (reais e forjadas), inventou uma nova e divertida maneira de torcer para a Seleção Brasileira de futebol, que anda (ou andava) meio distante de seu povo ou sem sair às ruas (como diria o ministro Barbosa do STF).

Quem já foi em jogo da Seleção aqui ou em Copa ou no Haiti sabe que nosso Brasil sil sil tem disparado o grito de guerra mais chato de todos os tempos do universo.

‘Sou brasileeeeeeeeeiro, com muito orguuuuuuulho, com muito amooooooor’

Gritinho sem rima, difícil de ir até o fim, que lembra algum comercial que eu nem lembro a marca. Assim que começa, no estádio, você sabe que não vai terminar, simplesmente porque é chato e longo demais e não empolga nem motiva ninguém.

Voltemos ao Twitter. Durante o jogo Brasil 3 x 2 USA, o mais popular dos perfis na mais comentada rede social da atualidade…

… o homem que sozinho chegou a um milhão de seguidores antes do que a rede CNN ou de qualquer outro usuário: Ashton Kutcher, resolveu twittar ao vivo a final da Copa das Confederações. Pelo boné, vê-se logo que o esporte dele é outro mas, enfim, não deixa de ser bastante significativo e muito legal ele ter feito isso.

Aí ele narrou o primeiro gol americano. Depois o segundo. E depois, empolgado, mandou:

“Se a gente ganhar a Copa das Confederações, podemos chamar esse jogo de soccer sem ninguém poder reclamar por pelo menos um ano” (tradução livre e sem palavrões de ‘If the USA wins the Fifa Confederations Cup we officially get to call the game Soccer with out getting any sh*t 4 atleast 1 year’)

Então o Brasil diminuiu, teve gol a seu favor roubado, empatou, virou o jogo, o Galvão narrou, o Lucio chorou, aquela coisa toda.

E a galera resolveu mandar um chupa para nosso astro de Hollywood, também conhecido como marido da Demi Moore, seguido por quase 2,5 milhões de pessoas até o fechamento desta edição. E o chupa virou um tópico (#chupa), que Kutcher traduziu como ‘suck it’.

E mais e mais brasileiros foram escrevendo #chupa em seus posts até que o próprio Kutcher declarou que #chupa havia se tornado o assunto mais comentado do twitter mundial naquele momento, batendo Michael Jackson e tudo.

“#Chupa is now #1 just like Brazil congratulations”, sentenciou, convencido das derrotas, Kuchter (a tradução é que tanto a seleção brasileira quanto o tópico chupa eram número 1).

Kuchter descobriu que não é soccer, mas sim football o nome deste esporte e o Brasil descobriu um jeito bem mais bacanudo de torcer.

Autor: - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags: ,
19/05/2009 - 17:35

Cadê o Fred?

Compartilhe: Twitter

Faça rapidamente uma lista dos atacantes que podem aparecer na lista de Dunga para a Copa do Mundo. Sua lista não vai conseguir fugir de ter Nilmar (meu favorito), vai ter Ronaldo, o mito, pode ter também os que estão lá (Luis Fabiano, Robinho e Pato). E em dois jogos no máximo terá de volta Adriano, que certamente vai se destacar no Flamengo.

Forçando a barra algum otimista colocará Keirrison, Grafite ou Hulk. Os cruzeirenses, esses sortudos fazedores de grandes atacantes, pensarão, com razão, em Guilherme. Vagner Love não será descartado. Os gremistas tentarão naturalizar Maxi López e lá da Ilha do Retiro ouviremos o coro de Ciro. Não me surpreenderei se Borges, que é o ‘matador-zero-carisma’, seja lembrado, pois há tempos que aqui nesta terra só dá ele.

Mas e o Fred? Cadê o Fred?

Fred teve uma das melhores trajetórias do futebol brasileiro dos últimos tempos ao chegar a Copa de 2006. Pintou como um novo Ronaldo, pois chutava bem com as duas pernas, tinha velocidade, bom cabeceio e cabeça no lugar.

No Mundial, entrou em campo numa das cenas mais interessantes que já presenciei ao vivo. Parreira coloca ele em campo em Munique, contra a Austrália, e um grupinho de senhoras/torcedoras/turistas (típico do Brasil em Copas) lamenta:

– Fred, quem é Fred? Esse Parreira não dá. Nunca ouvi falar deste Fred.

Fred apresentou-se para aquelas senhoras ao marcar o segundo gol brasileiro. Gol de estrela, comemoração diferente, marcante.

Copa terminada e Fred é um dos poucos ‘absolvidos’. Ele saiu ileso e léguas na frente de Adriano como substituto natural de Ronaldo, que tinha sua carreira, mais uma vez, dada como encerrada (arrã).

Mas aí, o que aconteceu? Nada… Fred não fez nada. Conformou-se com entrar de vez em quando no time titular do Lyon (uma espécie de túmulo do futebol brasileiro – ou alguém discorda que o Juninho tem condição de ser titular de Milan, Chelsea, Real ou Barça?). Na Seleção de Dunga, foram 6 convocações, um gol apenas e não é chamado desde junho de 2007 (obrigado, Rodolfo Rodrigues), quando foi cortado da Copa América por contusão. Já em janeiro de 2008, uma capa da revista Placar colocava cinco candidatos a camisa 9 da Seleção. Fred sequer aparecia.

Não é de hoje que Fred parece ter desistido. Uma síndrome meio ‘Ronaldinho Gaúcho’ de se conformar em ser coadjuvante, qualquer coisa tá bom. Deveria ter abandonado o Lyon já em 2007 ou 2008, caso quisesse realmente dar uma nova guinada na carreira.

Aconteceu em 2009 e, claro, não está tarde para ela, a guinada. Pelo contrário, ele tem apenas 25 anos de idade e o mundo pela frente. O problema é que, para quem chegou relativamente em forma já há mais de dois meses, Fred segue devendo. Num Fluminense com os bons Thiago Neves e Conca ao lado, não dá para ele ter tão poucos gols e nenhum decisivo.

Afinal, ele é o Fredgol da foto que ilustra este post, retirada do site oficial do jogador. A marra toda deste site precisa entrar em campo e mostrar alguma coisa. Mostrar que não desistiu.

Oportunidade melhor do que contra o Corinthians de Ronaldo no Maracanã lotado nesta quarta-feira, ele dificilmente terá.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional, Seleção Brasileira Tags: , , , , ,
Voltar ao topo