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24/05/2012 - 17:15

Britânicos vão invadir o metrô de SP

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Este blog não dá ponto sem nó. Reparou que nos últimos posts o assunto futebol inglês quase não sai da pauta, certo? Pudera. Além do feito épico tanto de Chelsea quanto de Manchester City, este blogueiro vem respirando esportes britânicos há mais de dois meses.

Fui gentilmente convidado pela Cultura Inglesa para ser curador de uma da exposição chamada “Universo Esportivo Britânico”, que vai acontecer de 26 de maio a 30 de junho em quatro estações do metrô de São Paulo. A mostra faz parte do 16o Cultura Inglesa Festival, que reúne atrações (todas gratuitas) que vão de teatro e cinema a shows como o da ótima banda Franz Ferdinand no Parque da Independência neste domingo 27.

No que nos diz respeito aqui, a exposição do Universo Esportivo Britânico está dividida em 4 assuntos maiores, um para cada estação do metrô, com rico conteúdo levantado pela mob36, que tem como objetivo mostrar que britânicos e brasileiros têm uma paixão em comum: o esporte.

Na estação Paraíso, o assunto é futebol. Hall da Fama de grandes craques da história do futebol britânico como Ian Rush, George Best, Bobby Charlton, Wayne Rooney entre outros. Histórias gostosas de times como Arsenal, Newcastle e grandes rivalidades como United x Liverpool, Celtic x Rangers entre outras.

Na estação São Bento, no centro da cidade, vamos falar de Olimpíadas já que Londres recebe pela terceira vez os jogos (única cidade a receber três vezes o evento). Grandes nomes do esporte britânico, curiosidades sobre esportes e grandes lendas dos Jogos são retratadas na Mostra.

A estação da Luz, também no centro da cidade, recebe a invasão da velocidade. A tradição dos ingleses no remo com sua tradicional Boat Race, as lendas britânicas no ciclismo e, sobretudo, o foco na Fórmula 1 e a relação entre Brasil e Inglaterra. Para quem não sabe todos os oito títulos brasileiros na categoria foram conquistados correndo em equipes britânicas.

Na estação Corinthians-Itaquera quem entra em campo são tradicionais esportes inventados na Inglaterra como Rúgbi, que cada vez mais ganha adeptos no Brasil, o críquete e o tênis com suas tradições e torneios como Wimbledon.

Em todas as estações estão previstas atividades interativas que vão de remar a jogar pebolim com o Brasil de 1982 contra a Escócia de 1982.

Faz parte da Exposição também a exibição gratuita de quatro filmes de esporte. Os escolhidos pela curadoria (ops) foram Maldito Futebol Clube, Invictus, Carruagens de Fogo e Senna.

Para abrir a exposição, neste sábado dia 26, às 12h30, na estação Paraíso, vamos fazer um bate-papo sobre futebol com Tim Vickery, correspondente da BBC no Brasil, entre outros veículos, Paulo Andrade e Arnaldo Ribeiro, jornalistas dos canais ESPN e especialistas em futebol inglês.

Só chegar na estação, passar a catraca e participar. E, durante todo o mês de junho, quem pegar metrô, descer numa dessas estações e quiser ler umas historinhas gostosas sobre esportes, lembre de mim :)

Confira a programação completa de cinema, mostras, shows, baladas, peças e toda a programação do Cultura Inglesa Festival.

Cheers!

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: , , ,
15/05/2012 - 12:11

City: a diferença é a torcida

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O juiz apitou e o Manchester City foi de forma dramática campeão inglês de futebol depois de mais de 40 anos “na fila”.

Com um caminhão de dinheiro primeiro da Tailândia e depois das arábias, o City conseguiu, em pouco mais de 5 anos, o título, contratando grandes jogadores internacionais, sobretudo Yaya Touré, David Silva e Sergio Aguero para ficar nos de maior sucesso.

Quem olha desavisado pode achar que o Manchester City é uma espécie de Cosmos ou de São Caetano  turbinado.

Aí que está a diferença.

O City, com toda a humilhação que ser rival da mesma cidade do Manchester United pode representar, é um time grande. Grande mesmo, destes que divide a cidade em metade azul e metade vermelha.

Tailandeses e árabes não inventaram estes clubes. Eles são centenários e a invasão de campo ao fim do jogo, como disse Mauro Cézar Pereira na excelente transmissão comandanda por Paulo Andrade na ESPN, não era de um bando de figurantes. Era de torcedores de verdade, aqueles ingleses barrigudos e branquelos que lotam o estádio e os pubs há 44 anos, de chuva a chuva, de frio a frio, em busca da chegada deste momento.

O City é grande e tinha média, nos anos 90, de 30 mil pagantes por jogo no estádio mesmo na TERCEIRA divisão. Seu estádio anterior, o Maine Road, chegou a ter capacidade para 100 mil pessoas. O atual transforma o clube no de sexta maior torcida do país. Não é um clube de aluguel. Não é um Grêmio Barueri a espera de jogadores de empresários.

Investir no City é mais ou menos como se um caminhão de dinheiro chegasse ao Atlético-MG. Time de tradição, com mais de 40 anos sem Brasileirão, com quedas de divisão e com uma massa gigantesca de torcedores apaixonados e dispostos a tudo pelo clube.

Ou ao Santa Cruz e seu mundão do Arruda.

Se me perguntarem, não gosto do modelo do City e do Chelsea. Acho dinheiro demais, sem sentido (pra não dizer irregular, provavelmente). O que eu acho porém pouco vai importar. O modelo está provando que dá certo, ou pelo menos torna os times mais competitivos. Provavelmente vai virar definitivo.

Mas que ninguém diga que City e Chelsea, antes de tudo, não sejam verdadeiros clubes de futebol.

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: , ,
20/10/2009 - 06:13

Fulham FC em turnê pela Europa

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– Esta é uma temporada e tanto na vida do Fulham FC. O time do oeste de Londres está disputando pela segunda vez na história a Liga Europa, antiga Copa da UEFA, ou a segunda divisão da Europa, e lidera o grupo E da competição.

– O Fulham não tem nenhuma liga inglesa. Nenhuma FA Cup. Muito menos honras europeias. Tem o nome, não do time, mas do bairro. O bairro onde fica o (agora) poderoso Chelsea chama-se Fulham. Stamford Bridge, pomposo e com capacidade para 42 mil pagantes, fica a apenas 20 minutos andando a pé de Craven Cottage, o modesto mas charmoso palco dos Whites.

craven_cottage

– Corta para o jogo da noite. De um lado, o Fulham, a poucos dias de encarar a Roma pela primeira vez na vida, em casa, pela Liga Europeia. Do outro, o Hull City, um clube que apesar de centenário, consegue ser menor ainda. Os dois times em posições desconfortáveis na tabela, apesar da liga ter apenas 9 rodadas incompletas.

– Craven Cottage lotado, inclusive a parte grande e sem separação da torcida do Hull City, visitante. Vinte e cinco mil pessoas no total, que é o máximo possível neste humilde palco londrino. Humilde mesmo, diga-se. Vários lugares onde não se vê direito o jogo. Na minha frente, atrás do gol, uma coluna que sustenta o teto da arquibancada – sim, é tudo coberto, não me deixava ver (foto) boa parte das poucas vezes que Giovanni, o craque brasileiro do Hull City, tocou na bola.

– O gramado termina na arquibancada como nenhum outro. Gandulas sequer trabalham pois todas as vezes que a bola sai do gramado, cai na arquibancada. E os jogadores, locais ou visitantes, ficam pacientemente esperando que o torcedor devolva a bola para o campo. A  bola não é arremessada, que fique claro, mas sim passada da mão do torcedor para o lateral.

– Outra pausa para um detalhe do estádio. Uns dias antes do jogo, fui até lá conhecer e pegar meu ingresso. Na porta do estádio, cometi a gafe de perguntar onde era o próprio estádio. Os portões são tão baixos e as arquibancadas tão discretas, combinando com a paisagem do bairro, que realmente dá para confundir. ‘Fica aqui’, me disse o paciente senhor.

– O jogo começa e a rivalidade já fica clara. Não com o Hull, mas com o Chelsea. Sabe quando Coxa e Atlético ou São Paulo e Corinthians se xingam mesmo quando não se enfrentam? Exatamente a mesma coisa. O principal grito da arquibancada diz que eu sou Fulham e f… Chelsea’.

– O Fulham tem Damien Duff, lembram? Ex-Chelsea, um irlandês driblador, habilidoso. Foi dele a jogada do primeiro gol, de Bobby Zamora.

– No mais, jogo feio, com Giovanni longe dos atacantes, e com o grandalhão norueguês Brade Hangeland (1,96m) do time da casa, errando todos os passes.

– Emoção, mais no segundo tempo. Primeiro pelo segundo gol, do franco-senegalês Kamara. Depois pela grande história do jogo: a entrada de Jimmy Bullard na segunda metade da etapa final.

– Bullard não passou em branco no Fulham. Marcou gols importantes, quase todos livrando o time do rebaixamento. Chegou a ser chamado por um treinador de ‘as melhores 2 milhões libras que eu já gastei na minha vida’. Teve também uma contusão no joelho que o deixou mais de um ano parado. Voltou jogando muito e, numa decisão controversa, deixou o clube para ser vendido por 5 milhões de libras para o Hull City. Chegou lá e…. mais 9 meses fora do futebol, com contusão no MESMO joelho. Praticamente um Ronaldo sem ‘aquela coisa toda’.

– Adivinha o primeiro jogo de Jimmy Bullard em sua volta a Premier League? Voilá… contra o Fulham, ontem, com a presença ao vivo deste blogueiro. O cara fica quase dois anos sem jogar na carreira, imagina-se que vai haver compaixão, amizade.

– Arrã.

– Bullard não só ouviu a maior vaia da história deste estádio cada vez que pegava na bola, como teve um recorde de 10 canções diferentes contra ele. A criatividade não tinha limites. Cantaram desde ‘Jimmy, como vai esse joelho? até ‘não existe maior bastardo ganacioso’. O canto mais legal era o trocadilho com a frase do técnico que dizia que ele era o dinheiro mais bem gasto que já teve. Os torcedores diziam que Bullard era o maior desperdício de dinheiro da história do futebol. Tudo rimando e com música,  de preferência Yellow Submarine dos Beatles, Guantanamera, Volare e Seven Nation Army do White Stripes, é claro.

– Bullard tomou a maior vaia da sua vida, uma ombrada de Kamara que o fez voar longe no primeiro lance, perdeu de 2 x 0, ouviu mais de 10 canções contra ele, bateu uma falta que o Guardian narrou como ‘motivo para dar risada no bar depois’ e ainda assistiu ao seu ex-Fulham, sem alguns titulares, encerrar o jogo com um olé que durou quase 3 minutos.

– O Fulham e seus torcedores sarcásticos enfrentam a Roma no que estão chamando de turnê europeia nesta quinta em Craven Cottage. Jimmy Bullard vai assistir de casa mesmo.

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06/10/2009 - 07:30

Jogando fora de casa

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*É.. eu tive fora uns dias.

Mas vamos lá, sem delongas, venho aqui para contar uma historinha que está no jornal inglês Guardian de ontem (segunda 5 de outubro). Uma lista de jogadores, a grande maioria de times do noroeste da Inglaterra, que tiveram suas casas/mansões invadidas enquanto jogavam fora de casa por seus times, sobretudo Liverpool e Everton, mas também Manchester United.

O repórter Patrick Barkham levanta 21 nomes, entre eles Lucas Leiva (novembro do ano passado), Gerrard, Reina, Crouch, Macheda, o amigo do Joel Santana Steven Pienaar (maio de 2009) e o último deles Phil Jagielka, do Everton, no mês passado.

Quase todos tiveram suas casas invadidas enquanto jogavam. No caso de Lucas, nem precisou viajar. Foi no jogo contra o Atletico de Madri em pleno Anfield mesmo. Kuyt, Keane e Fletcher estavam viajando com seus times.

A polícia analisa se é apenas a oportunidade que tem feito o ladrão, afinal todo mundo sabe onde os astros moram e principalmente todos sabem quando estão ou não em casa, ou se na verdade é uma gangue organizada dos jogos fora de casa.

A parte engraçada que surge do problema é que antes de ‘sacar’ que checar a tabela poderia facilitar qualquer roubo, teve gente que se deu mal. Ao tentar assaltar a casa do lendário escocês grandalhão briguento Duncan Ferguson, aposentado em 2006 e que marcou época no Everton, Carl Bishop não esperava encontrar na sala o próprio jogador.

Encrenqueiro conhecido e com 1,93 de altura (mas ao contrário de Crouch, muito forte), Ferguson deu de cara com Bishop em sua sala. O ‘meliante’ passou 3 dias no hospital além de pegar 15 meses de prisão. A seguir, dois momentos delicados de Duncan Fergunson, guardião de sua casa, nos gramados.



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