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20/09/2012 - 10:55

Oscar e Zola

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O golaço do Oscar na sua estreia em Champions League (o segundo dele na partida) foi comparado a um gol de Gianfranco Zola, ídolo do Chelsea nos anos pré-Abramovich, na semifinal da FA Cup de 1997, contra o Wimbledon.

Aqui está o tal gol:

E aqui o gif animado de Oscar:

Cá entre nós, com todo respeito ao Zola, ao Wimbledon e a FA Cup.

O drible realmente lembra. Mas sem comparação…

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: , , ,
15/03/2010 - 14:22

Argentina e o Oscar em ano de Copa (de novo)

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Por Maurício Targino

Quem não esteve em Marte nos últimos dias sabe que o filme argentino O Segredo dos Seus Olhos faturou o Oscar de melhor filme estrangeiro. Dias antes de receber o prêmio, já era comentado pela fantástica tomada do estádio do Huracán, o Tomás Adolfo Ducó (não é o Cillindro de Avellaneda, do Racing, como muitos têm se referido), que por si só já valeria o ingresso.


Entretanto, por mais fascinante que seja a cena supracitada, ela é uma dentro de um filme arrebatador. Sim, é apenas mais uma cena do filme.

O segundo triunfo dos vizinhos no prêmio que permanece inédito para os brasileiros levanta mais uma vez a questão: o que o cinema argentino tem para ser “melhor” que o brasileiro? Em um artigo recente, o crítico de cinema Inácio Araújo afirmou que nos filmes argentinos a realidade social surge a partir dos personagens (e do espectador) ao passo que no cinema brasileiro a realidade é “jogada na cara” dos personagens e, principalmente de quem assiste. Assim, o cinema brasilis seria um cinema paternalista, que não deixa o espectador pensar por si só.

O Segredo dos Seus Olhos ilustra bem esse raciocínio. Com idas e vindas num intervalo de 25 anos, mostra a investigação, solução e conseqüências do assassinato de Liliana Coloto (a bela Gabriela Quevedo).  O agente de justiça Benjamin Espósito (o excelente Ricardo Darín), auxiliado por seu colega Pablo Sandoval (o também ótimo Guillermo Francella, quase-sósia de Woody Allen) tenta resolver o caso, a princípio um estupro seguido de morte que acontece no ano de 1974, quando já se vivia a atmosfera de repressão que culminaria no golpe militar anos depois.

Aí entra o observado por Inácio Araújo. O filme não faz referência alguma (ao menos diretamente) a esse clima político. Deixa que os personagens expressem e principalmente o espectador perceba. Não subestima, pelo contrário, estimula a inteligência de quem assiste.

O cinema argentino em geral, e O Segredo dos Seus Olhos em particular, usam de um expediente básico para conquistar o espectador (e uma penca de prêmios também): tudo começa com uma boa e bem-contada história e com bons personagens (e absolutamente todos, do protagonista aos figurantes de O Segredo… são excelentes).

A partir da história e dos personagens bem construídos, só um elenco medíocre e um diretor muito ruim são capazes de estragar o filme. E aqui não é o caso. O protagonista Ricardo Darín inspirou a pérola twitteriana: “Se a Argentina tivesse um Darín no futebol, teria ganho pelo menos dez Copas do Mundo”. Exagero à parte, dá uma medida da qualidade de seu trabalho.

Quanto ao diretor Juan José Campanella (de O Filho da Noiva, também indicado ao Oscar em 2002) pode-se dizer que conduz o filme com firmeza e equilíbrio. Além disso, não se rende fácil ao “clima romântico” entre o protagonista Espósito e sua colega e superiora Irene Menendéz Hastings (a deslumbrante Soledad Villamil, de Un Oso Rojo, um dos grandes filmes argentinos, na humilde opinião deste que escreve). Fosse um filme brasileiro, já se sabe o que logo iria acontecer entre Espósito e Irene…

Assim, sendo, a parte técnica se torna um complemento. E que complemento. A maquiagem dos personagens envelhecidos é magistral, como se pode ver no detalhe das rugas no pescoço de Darín (mostradas em plano fechado num dado momento).

Enquanto o cinema brasileiro reclama da falta de apoio e gasta 12 milhões num lixo como Olga, os hermanos fazem um filme melhor que o outro, sem chororô. E o pior (ou melhor de tudo): com identidade e orgulho da própria arte.

22 libertadores, 14 Copas América, 2 Copas do Mundo, 2 medalhas olímpicas de ouro no futebol e, agora, 2 Oscar. Quem liga para a rivalidade “galvãobueniana” entre Brasil e Argentina, esbraveja que naquilo que importa o Brasil é melhor e tem cinco contra apenas duas.

E complementa que o troco vai ser dado na bola, em junho/julho, na África do Sul. Mas cabe um alerta: sabem em que ano A História Oficial levou a estatueta dourada pela primeira vez para a terra de Maradona?

Sim, foi no mesmo ano em que hoje treinador da Seleção Argentina levantou outro badalado troféu dourado, num país ao sul da terra do Oscar.

Se coincidência faz efeito sobre Brasil x Argentina podem ir colocando as barbas de molho…

Nota do editor do BlogdeBola: agradeço ao Targino pela crônica. Este blog vai vivendo seus últimos momentos antes de uma mega reformulação e vai adiantando que cinema vai fazer parte do novo projeto. Aguardemmmm</span>

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