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16/06/2009 - 15:44

A pegada gaúcha da final da Copa do Brasil sem favoritos

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Todos os anos, quando a Copa do Brasil começa, tem uma final provável. Times fortes que bateram na trave para ganhar a vaga na elite (Libertadores), acabaram ficando no segundo escalão (Copa do Brasil) e, por isso, entram como favoritos.

Ano passado, o Palmeiras e o Inter eram os candidatos óbvios. O Sport matou os dois favoritos e mais o Vasco. O Corinthians, da série B e sem estrelas, chegou a uma improvável final onde também morreu na BombonIlha do Retiro.

Em anos recentes, Paulista de Jundiaí, Santo André e Figueirense estiveram em finais, com exceção recente a 2006, quando Flamengo e Vasco decidiram.

Este, aliás, sempre foi o barato da Copa do Brasil. Mesmo no tempo em que todos jogavam, equipes como o próprio Sport, o Ceará, o Criciúma e o Goiás jogaram a final.

Desta vez é diferente. Pegue qualquer previsão da lógica (e futebol nem sempre dá a lógica) e a final Corinthians x Internacional seria cravada. Sem São Paulo, Grêmio, Palmeiras, Cruzeiro e Sport, não existiam outras duas forças equivalentes em todo o resto do futebol brasileiro. Coritiba e Vasco foram azarões na reta final mas desta vez não vingaram. Corinthians e Inter figuram, inclusive, entre os favoritos do Brasileirão, onde todos os times jogam.

Por isso, o duelo Internacional (mais forte porém mais desfalcado) x Corinthians (menos técnico mas com o fenômeno Ronaldo), não tem favorito.

Até porque os dois times se equivalem no que existe de mais precioso na hora de decidir em mata-mata. Corinthians e Inter têm a pegada gaúcha no sangue (ou na cuia).

Foi com essa pegada que Mano Menezes subiu o Corinthians ano passado e fez o time vencer São Paulo e Santos (na garra e na bola) para ser campeão paulista. É a marcação e a correria desde o Jorge Henrique. É a consistência na marcação de Cristian e Elias.

É com a mesma pegada gaúcha que nem sempre Abel soube impor ao Inter do ano passado que Tite faz seus jogadores (todos os 22 do grupo) comerem grama o tempo todo e jogarem sob a batuta do maestro Guiñazu. É só você ouvir o (já não mais tão garoto) Taison dar uma entrevista para ver o quanto ele tá com o sangue nos olhos.

O Inter não tem o seu principal jogador, Nilmar, e um outro jogador razoável, Kléber. O Corinthians não tem André Santos que, se não dá para cravar principal jogador por conta do poder de decisão de Ronaldo, é certamente muito mais importante para o conjunto do time do que Ronaldo.

Vai ser uma grande final. Digna dos tempos em que a Copa do Brasil tinha todos os pergonagens principais em seu elenco.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Sem categoria Tags: , , , , , ,
11/05/2009 - 14:14

‘Poupar psicológico’ ou o golaço de Mano Menezes

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Eu sempre sou contra poupar jogador por poupar. Se estiver sentindo algo, se estiver fora de forma, se estiver indo para o sacrifício, claro, faz sentido. Caso contrário, eu sempre acho que a sequência de jogos entrosa, dá ritmo e ajuda mais do que atrapalha. Ainda mais no futebol brasileiro onde as equipes são formadas de seis em seis meses.

Mas tem casos em que o ‘poupar’ pode ser bem interessante. Veja o caso do excelente técnico Mano Menezes na partida contra o Inter. Durante dois meses, só se falou do Inter. E com razão. O time está com um elenco tão bom, entrosado e voando, que será zebra (e decepção) se em novembro não for um dos clubes a disputar o título.

Já o Corinthians vinha com o peso da invencibilidade em casa nas costas. Viria, também, sem Ronaldo, seu ‘decididor’ de jogos desde que o bicho pegou pra valer (Paulistão e Copa do Brasil).

Fosse afoito, Mano Menezes escalaria seu time titular sem Ronaldo. Afinal, ganhar de um candidato ao título, em casa, é quase uma obrigação em campeonato de pontos corridos para quem almeja ser campeão.

O problema é que uma eventual derrota para o Inter com o time titular sem Ronaldo, poderia causar um desgaste psicológico muito maior do que perder 3 pontos na rodada inicial do Brasileirão. Poderia deflorar um sentimento que já existe, mas ainda não tão declarado: a ‘Ronaldo-dependência’. Ela chegaria com tudo na capa dos jornais e na cabeça dos esforçados jogadores do Corinthians, que certamente pensariam não ser capazes o suficiente.

Se era para ‘perder’, então, Mano Menezes deu o golpe de mestre. Não só poupou Ronaldo como poupou geral. Colocou o time reserva de vez e, de certa forma, desqualificou a vitória colorada. A ponto de 0 x 1 ter sido um resultado magro e, não fosse a pintura de Nilmar, hoje o comentário seria em geral o mesmo do zagueiro Jean, que ao final da partida disse que ‘o Inter não é tudo isso que tão falando’.

A manhã de hoje no treino do Corinthians não é de abatimento de André Santos, Douglas, Jorge Henrique, William, Chicão e etc. Eles não jogaram. Não se sentem menos do que ninguém. Ficam com aquele sentimento de que, caso estivessem todos em campo, poderiam vencer. No final das contas o Inter, poderoso, quase que não ganha do reserva do Corinthians. E, mesmo os reservas, se fortaleceram ao sairem do gramado com uma derrota, digamos, honrosa.

O grupo ganha. Não foi só Nilmar que marcou seu golaço no Pacaembu. Mano também.

Já o Muricy…

Alguém tem alguma explicação para o Borges não ter começado jogando depois de tanto tempo que o São Paulo não joga partida alguma?

Autor: - Categoria(s): Brasileirão Tags: , , , , ,
20/04/2009 - 17:11

Ronaldo, Inter, Washington, Bota, Manutd e o final de semana boleiro

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– Como eu gostaria de cravar aqui que o Internacional é um dos favoritos ao Brasileirão. Não apenas pela aula de futebol contra o fraco Caxias ou pelo passeio que deu no Gauchão. Mas pela equipe mesmo que se apresenta (ainda que talvez tenha que vender Nilmar ou Taison para fazer caixa). O time titular é bom. Os reservas são de alto nível. Enfim, tudo para dar trabalho, mas…

– … mas acontece que no ano passado o time era forte também, eu apostei algumas fichas que seria um dos candidatos ao título e o time sequer brigou pela vaga na Libertadores. Então, este ano, o Colorado vai ter que me convencer mais. Muito além do Gauchão.

– Incrível como a máxima ‘tem coisas que só acontecem com o Botafogo’ é verdade. ‘Tomar’ um gol do jeito que ‘tomou’ (gol contra espírita, com a bola caprichosamente passando entre as pernas do zagueiro que estava embaixo das traves), depois do Americano, vai ficar (de novo) na história.

– E o legal do Campeonato Carioca é que vai ter um tri-vice. Resta saber se será Cuca ou o Botafogo. Uma briga muito boa, apesar de cruel.

– E aí o Ronaldo dá um pique de 36 km/h e ganha da tal melhor zaga do Brasil como se ainda tivesse 17 anos e jogasse no Cruzeiro. Tem coisas que só acontecem com… Ronaldo.

– O São Paulo passa a impressão de falta de vontade. Talvez de desgaste até de convivência (Dagoberto, Washington e Borges não conversam, não é possível). Pode ser só a época do ano, diga-se, já que o Corinthians começou a se preparar para o Paulistão ainda em 2008 enquanto o tri brasileiro descansou (com razão) por muito mais tempo.

– Pode ser também só um momento (ou alguém duvida que em novembro o time estará lutando pelo tetra brasileiro?), mas, às vezes, parece mais do que isso. Parece que o modelo anda meio esgotado. Escapou ontem de levar uma goleada em casa. E, mesmo no primeiro tempo, quando teve o domínio, praticamente não finalizou. Faltava perna (o que é normal) e até entrosamento (o que é absolutamente anormal em se tratando de um time que há tanto tempo joga junto).

– Não sei não. Mas desconfio que o time de Muricy passa pelo mesmo choque de personalidade de 2008. Enquanto teve Adriano em campo, o time foi um. Bolas alçadas na cabeça do Imperador, jogadas para ele concluir de onde fosse. Seja de cabeça ou com o pé, impondo sua força física, patada e habilidade acima da média do futebol brasileiro.

– Com Adriano, o São Paulo foi bem, mas perdeu o Paulista e a Libertadores. Ou seja, de um modo estranho, o São Paulo acabou sendo excelente para Adriano voltar a ser um protagonista mas Adriano não conseguiu, sozinho, levar o São Paulo aos títulos. Sem o Imperador, o time voltou a ser aquele de operários. Hugo é um importante operário e não entendo porque anda deixado de lado. Borges é o melhor dos operários do futebol brasileiro.Dagoberto foi importante, assim como todo o grupo. O eficiente São Paulo sem brilho que ganha todas.

– Me parece que Washington virou uma espécie de Adriano para o time, só que piorado, pois não tem o arranque, nem a força e muito menos a habilidade. Tem faro para marcar gols, mas precisa que o time esteja lá. Quando recebeu na frente dos zagueiros no clássico, perdeu todas. E quando ganhou, chutou sem força. Sua grande jogada, nos dois clássicos da semifinal, foi ganhar na cabeça o chutão dado pelo goleiro. Muito pouco.

– Outro que vem dando uma pipocada e não é de hoje é o Manchester United. Não conseguiu marcar um gol no Everton na semifinal da FA Cup e agora dá adeus a possibilidade de ganhar tudo na temporada. Tudo bem, dirá o outro, afinal, não se pode ganhar tudo. Mas eu acho que o buraco é mais embaixo. Como seu grande craque Cristiano Ronaldo, o time vem com dificuldades. Foi capaz de colocar em risco, em casa, a classificação para a Champions League. Foi preciso um pombo sem asas do próprio Ronaldo para sair da enrascada.

– Como sou fã do futebol que o Manchester United apresentou nos últimos 18 meses, torço para estar enganado. Mas a vontade do Chelsea em nítida melhora da equipe, a fase do Barcelona e de Messi e até o ‘desinteressado’ patinho feio Arsenal podem complicar e muito o todo-poderoso melhor time do mundo na Champions League. Sem contar a camisa do Liverpool no Campeonato Inglês.

– Falando em Europa, acho que agora ninguém mais tira o Milan da próxima Champions League. Muito boa notícia. Fez falta nesta temporada.

– E um ps final: passei duas semanas sendo chamado de santista, só porque achei (e acho ainda) que o meio-de-campo do Santos é mais habilidoso que o do Corinthians. Agora tem uns 250 comentários no post abaixo me chamando de palmeirense devido ao post em que comento o episódio Domingos x Diego Souza. Nos sete anos que este blog completa em 2009, isso já aconteceu com pelo menos uns 15 times. O mais inusitado foi uma vez que opinei que o Sporting era favorito contra o Benfica no clássico de Lisboa. Em massa, fui chamado de sportinguista nos comentários. E, claro, que meu palpite deu errado. Até de paranista já me chamaram. Viva o futebol.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional, Sem categoria Tags: , , , , , , , , , ,
25/03/2009 - 12:20

Vários ataques

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Começo com o Corinthians, claro. Afinal errei, para variar, meu palpite no clássico. Como se todo mundo sempre acertasse palpite de clássico. Deveria fazer como todo mundo e repetir a ladainha: ‘clássico é clássico… não tem favorito’. Mas eu não aprendo e nem pretendo aprender.

O futebol sempre prega peças. Acho só engraçado que nos comentários tenha tanta gente intolerante com a opinião alheia e confunda as coisas. De qualquer forma, viva o futebol.

Douglas fez seu melhor jogo do ano e Dentinho brilhou na linda cabeçada. Bom saber que dá para dar um tempo a Ronaldo, dentro e fora de campo. Pelo menos até hoje. Eu estarei lá, aliás.

Santos

Será que esse montoado de bons jogadores vai virar um time? E eu vou dar um tempinho ao Neymar. Falei demais dele semana passada. Só acho uma coisa. Temque ir sim para a Sub-17. Não pode queimar esta etapa do garoto.

Nilmar e Taison

E o passe de ombro do Nilmar ontem? E o de calcanhar? Três dele, três do Taison. O melhor ataque do Brasil, se é que dá para fazer essa comparação em tempos de estaduais.

E a gente só tem a mesma pergunta a fazer. A mesma do ano passado:

“O Colorado vai ser favorito só no papel de novo para os títulos nacionais este ano ou vai vingar?”

Keirrison e Ortigoza?

E o Luxa ontem resolveu prestigiar o Jéci, hein? O cara faz um gol contra aos 12 minutos do primeiro tempo e foi substituído aos 27 do primeiro tempo. Tudo bem que foi para inverter o esquema de três zagueiros. Mas em casa ainda. E, claro, o cara que entrou no lugar, virou o jogo.

Fora isso, o Palmeiras finalmente parece não ter mais um jogador apenas que sabe se posicionar na área. Em outros tempos, essas duas bolas só teriam sobrado para o Keirrison. Mas sobraram para o Ortigoza.

Maradona, Tevez, Messi e Aguero

Tudo bem que o jogo é contra a Venezuela em casa. Mas Maradona enche os olhos da boleiragem ao escalar Tevez, Messi e Aguero no ataque da Argentina. Programão para sábado às 19h10.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional Tags: , , , , , , ,
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