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22/01/2013 - 14:30

2013, mas pode chamar de 2012 ainda (ou sobre Ganso)

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São vários. Mas se eu tivesse que escolher um e apenas um jogo da minha vida, foi a final do Campeonato Brasileiro de 1986 que, curiosamente, aconteceu em 1987. Mais precisamente 25 de fevereiro de 1987, contra o Guarani em Campinas. Eu já estava mais próximo dos 11 anos do que dos 10 e vivia uma paixão por futebol e por um clube que a idade madura, com seus problemas “reais”, por mais que você insista, é simplesmente incapaz de reproduzir. O resto é Careca. E história.

Este parágrafo acima não tem quase a nada a ver com o que se segue. Minha única inspiração é que era 22 e 25 de fevereiro mas na verdade o torneio que se disputava era o do ano anterior.

E assim o São Paulo tem que encarar seu desafio nesta quarta-feira. A pré-Libertadores ou mata-mata ou Primeira Fase ou seja lá como queiram chamar, na verdade, nada mais é do que uma rodada a mais, mata-mata, do Brasileirão do ano passado. Se vencer, como grande parte dos brasileiros já venceram, está na Libertadores. Se perder, como o Corinthians contra o Tolima, não está na Libertadores.

Muda tudo. Inclusive eu defendo que a pré-Libertadores seja disputada (se for para ser disputada mesmo) ou definida já no ano anterior. Não faz sentido você montar um time como o São Paulo e o Grêmio estão montando se não tiver a Libertadores. Ou você monta um time de Libertadores ou você não monta.

Aqui entra o Ganso.

É quase emocionante ver um time brasileiro contratar um jogador como Ganso de outro time brasileiro. Contusões e problemas de lado, Ganso é dessas joias que aparecem de vez em quando. Outra cadência, outra cabeça, outro jeito de tratar a bola. E ainda jovem e ainda promissor.

Mas Ganso não pode começar jogando contra o Bolívar nesta quarta. O time não tem 6 jogos da fase de grupos para acertar. São apenas dois jogos. Por mais que Ganso esteja há algum tempo no clube, ele ainda é um jogador para a temporada 2013. Mais que a cereja, PH pode ser o recheio do bolo. Vai ser. Em 2013.

Por enquanto, no derradeiro desafio da temporada 2012, ele precisa ficar de lado. O São Paulo perdeu Lucas, o que não é pouco, e não trouxe nem Vargas e nem Montillo. Fica difícil realmente repor, não tanto o jogador Lucas, mas o time que se formou a partir dele. Ney Franco (e eu imagino a saia justa que é ter Ganso e deixá-lo de lado) precisa armar um time parecido com o do ano passado, com Jadson no meio e qualquer outro pela direita (Cañete ou Aloísio). Eu não descartaria o Maicon, se estiver em condições. Sacrifica apenas um e não o time inteiro (o que entrar na vaga de Lucas).

Nesta quarta, é jogo sério. De campeonato. Ganso não foi titular na final da Copa Sul-Americana e nem em qualquer outro jogo que valia a vaga no G4 do Brasileirão. Ele pode ser uma opção.

Ney Franco deveria entrar com o Ganso de fora (sem trocadilhos) e um time de 2012 para terminar a temporada 2012.

Só assim 2013 começará de fato e, com ele, o grande contratado da temporada será anunciado no Morumbi: o craque Paulo Henrique Ganso.

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O jogo da minha vida

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro Tags: , , ,
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