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31/08/2009 - 11:34

Inter, Palmeiras e São Paulo: quem tem ambição de ser campeão?

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Muricy empatou o clássico do primeiro turno e o São Paulo saiu mais feliz que o Palmeiras. E agora empatou o clássico do segundo turno e foi o Palmeiras que saiu mais feliz que o São Paulo.

Aí vem o Inter e dá outro passeio, no Goiás, e mais uma vez vamos todos exaltar o Colorado e figurá-lo (com méritos) ao time dos favoritos.

Muricy tem uma marca ruim e uma marca boa. A ruim é a vitória a qualquer custo, sem medo de escalar 8 volantes. A boa é o espírito vencedor. Aquele algo a mais que fazia o São Paulo vencer jogos impossíveis fora de casa na hora H.

Não foi o que se viu ontem no Morumbi. Nem uma coisa nem a outra. Se o Palmeiras encurralou o São Paulo no campo dele enquanto pode, o mesmo time não teve VONTADE de ganhar o jogo. Faltou o ímpeto vencedor aos seus comandados para matar o jogo e tirar o São Paulo da briga de vez. N’ao era o jogo da vida de nenhum deles.

Percebe-se, ali, que o Muricy ainda não tem o time na mão. E que assim que conseguir passar esse espírito, e ainda contar com o reforço de Love e a manutenção de Xavier e Diego Souza, vai ser difícil tirar o título do Palmeiras.

Da mesma forma, do outro lado, Ricardo Gomes tem seus limites. Tecnicamente, vem mostrando bola no chão, tabelas de calcanhar e um futebol que encantou por seis rodadas consecutivas. Algo raro no São Paulo e capaz de trazer de volta o futebol de Hernanes, Jorge Wagner e Dagoberto.

Mas tem uma certa timidez ‘Caio-Juniana’. Normal, diga-se, para quem relativamente ainda é novo no ramo e na pressão de um grande clube. É difícil transpor a barreira de time bom para time vencedor. Assim como o Palmeiras não quis vencer o jogo, o São Paulo tampouco. O fato de ter ficado de ‘bom tamanho’ o empate na maioria das falas dos jogadores ao fim do jogo revela essa tendência.

E você vai me perguntar o que o Internacional está fazendo neste post? A mesma coisa que São Paulo e Palmeiras fizeram no clássico. Se o Goiás era um jogo de seis pontos e o Galo na quarta é quase barbada, com todo o respeito ao goianos e mineiros, era no Parque Antárctica, na Vila Belmiro, no Grenal e contra o Corinthians que o Inter mostraria, mais do que futebol vistoso, a gana de ser campeão. E ainda não mostrou.

Isso é uma coisa: o título. Outra é o futebol bonito que o Inter, seus infindáveis talentos da base (agora o Marquinhos?) e suas ótimas contratações cirúrgicas mostram. Resta saber se, finalmente, um coisa levará a outra.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro Tags: , , , ,
27/07/2009 - 01:46

Um Palmeiras campeão e um São Paulo mais bonito

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Edmílson, Pierre, Sousa e Cleiton Xavier.

Muricy mal assumiu e já começou a sua festa de volantes em campo.

Para completar sua praxe, seu jeito de fazer as coisas, pegou o meia ofensivo, Diego Souza, e transformou em atacante. Volantes e atacantes.

São duas as consequências imediatas dos atos de Muricy:

1) O Palmeiras joga mais feio do que quando tinha dois atacantes, um meia e um volante que sabe chegar na frente.

2) O Palmeiras fica super competitivo e grande favorito ao título brasileiro de 2009.

O mais engraçado é ver Muricy, na saída, falando que se tivesse um meia como Conca, tudo seria diferente no São Paulo. Pois tem Diego Souza agora, e parece que vai isolá-lo na frente.

Mais irônico ainda é saber que em apenas poucas semanas como treinador, Ricardo Gomes já escalou Hernanes, Jorge Wagner e Marlos juntos, no meio, com Dagoberto e Washington na frente. Os caras estão há três jogos triangulando, fazendo tabelinhas e até Hernanes voltou a jogar futebol.

São duas as consequências diretas dos atos de Ricardo Gomes:

1) O São Paulo está jogando mais solto, mais bonito, envolvente, tocando bola e capaz de gols legais como os contra o Santos, Barueri e Internacional.

2) O São Paulo fica menos competitivo, tomando sufoco, sujeito ao empate na maioria dos jogos e sua zaga de longe lembra as zagas dos últimos três anos.

E aí fica aquela dúvida:

1) Para o palmeirense, mais vale o título brasileiro que não vence há 15 anos ou melhor jogar bonito?

2) Para o são-paulino, mais vale o tetra consecutivo com mais um time chato ou um time que pode perder, mas empolgue o torcedor e leve mais gente ao quase vazio Morumbi dos últimos tempos?

Parece bom pra todo mundo por enquanto. Parece…

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro Tags: , , ,
15/07/2009 - 09:31

Clubes, uni-vos! Hora certa de cortar o salário dos técnicos de futebol

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Felipão foi demitido do Chelsea e, com todo o respeito, dirige um time ridículo de futebol. Um ‘Fim de Carreira Futebol & Dinheiro’.

Carlos Alberto Parreira, depois de perder a Copa e abandonar a África do Sul, foi demitido do Fluminense.

Vanderlei Luxemburgo, que tem demissões da Seleção Brasileira e Real Madrid na sua vida pregressa, foi demitido pelo Palmeiras, depois de quase 5 temporadas sem um título nacional e nunca ter conseguido um título internacional.

Muricy Ramalho é tricampeão brasileiro. Mas num time como o São Paulo, acostumado com a Libertadores, fracassou nas suas seguidas tentativas de levar a América de volta ao Morumbi e, também por isso, foi para o olho da rua.

Vamos encarar os fatos. Os técnicos chamados ‘TOP’ estão em baixa no Brasil.

Motivos para lamentar? Alguns. Motivos para comemorar? Vários.

O maior deles a comemorar é o seguinte: está na hora de baixar o salário destes chamados técnicos TOP de futebol. Se até o Obama cortou grandes sálarios e bonus no coração do capitalismo mundial, everybody can.

Nenhum técnico de futebol vale tanto dinheiro. Nenhum deles jamais valeu tudo isso. Mas, ultimamente, associou-se que um time vencedor começa com um técnico TOP. Fica difícil até de entender o motivo deles passarem a ser chamados TOP no caso dos que não foram campeões mundiais seja com clube, seja com seleção.

Eu não sei os valores e confesso que prefiro nem saber. Mas já ouvi falar por aí nos blogs e comunidades que fulanos e beltranos custam de 300 mil a 1 milhão de reais, seja por conta de prêmio, de comissão técnica ou coisa que o valha.

Estão errados eles? Lógico que não. Errado (e espero que errado só de convicção e não legalmente errado) é o tonto que paga tudo isso. Se meu chefe (que não é tonto hehe) chegar para mim e perguntar se eu quero ganhar 500 mil, tudo declarado bonitinho, eu também vou aceitar.

Belluzzo parece, timidamente, tentar mudar essa história. Ele ofereceu menos a Muricy do que Luxemburgo ganhava. Não que Muricy mereça mais ou menos do que Luxemburgo. Não é isso, não é a discussão e não vem ao caso. Mas é uma bela oportunidade para que o preço absurdo pagos aos Técnicos TOP seja revisto. E digo timidamente, porque acho que Belluzzo ofereceu dinheiro demais ao Muricy, mesmo assim.

A torcida é o maior termômetro. Por mais que Mano Menezes seja um excelente técnico e monte seu time muito bem, é Tevez e Ronaldo que a torcida do Corinthians vai ver jogar e por eles que assinou o pay-per-view. Não importa o quanto Tite fale manso e sua figura seja simpática, é graças a Sobis, Pato, Taison, Nilmar, Alex, D’Alessandro que o Inter chegou a 100 mil sócios. E, por mais que o torcedor do São Paulo se identificasse muito com o Muricy, ir ao Morumbi nos últimos tempos era ver estádio vazio e futebol feio.

Se é para pagar 500 mil para alguém (o que já é bem discutível), que seja a um craque. O Cruzeiro, que tem há 19 meses um técnico que está bem longe de ser um Super Técnico, está aí na final da Libertadores para provar que não é o salário que torna um treinador competente.

Clubes, uni-vos! Outra chance como esta dificilmente aparecerá.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional Tags: , , ,
22/06/2009 - 20:12

Um enigma ambulante chamado Muricy (ou futebol)

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Agora você está ouvindo o seguinte:

– ‘Injustiça o que fizeram com o Muricy. A diretoria tricolor não sabe o que faz’

Mas você já ouviu, após os últimos títulos:

– ‘O sucesso do São Paulo é fruto da organização, da diretoria prestigiar o mesmo treinador há 3,5 anos. O resultado é claro. Está aí.’

Você também já ouviu:

– ‘O Muricy é o melhor treinador do país. Uma espécie de Bernardinho do futebol. Sabe treinar o time, sabe armar a equipe e principalmente sabe dar bronca em jogador mimado quando precisa. Deveria assumir a Seleção Brasileira’

Mas você já ouviu também:

– ‘Esse Muricy é muito retranqueiro. Só escala volante. O São Paulo joga feio há 3,5 anos. Nunca o São Paulo do Muricy me empolgou’

E você já leu:

– ‘O Muricy é um cara autêntico. Dos poucos no futebol brasileiro. Sem frescura ou politicagem. Um cara assim não se cria na corja de cartolas e empresários do futebol nacional.’

Mas também cansou de ler:

– ‘A grosseria com que Muricy trata os jornalistas e algumas das pessoas a sua volta é de uma deselegância revoltante. Alguém precisa dar um basta nas suas patadas’

Senhoras e senhores, este é Muricy Ramalho, tricampeão brasileiro de futebol.

Mas não é apenas Muricy que é assim. Este é o futebol. Ninguém especificamente inventou ele assim. Ele é assim. O que é bonito hoje, amanhã é feio (né, Keirrison e Hernanes?). O que não deu certo ontem, amanhã vai parar na Copa do Mundo (né, Felipe Melo e Doni?). Ronaldo, que é quem fala melhor no mundo do futebol hoje, é o dono da frase que melhor resume tudo isso: “cada gol que faço, fico mais bonito e um quilo mais magro”.

O Manchester United mantém Alex Fergunson como mandante supremo de seu time há mais de 20 anos. Isso inclui negociar jogadores, salário, falar com empresários, fechar patrocinadores – um absurdo para os padrões brasileiros de ética no futebol, diga-se. Mas Fergunson, cá, é visto como modelo de sucesso, continuidade e profissionalismo. O que não deixa de ser também, claro. Mas que também não impede que o time perca o jogo mais importante do ano para o Barcelona, que tem em Guardiola um estreante em sua primeira temporada como treinador (EXATAMENTE COMO DUNGA).

O São Paulo manteve 3,5 anos o Muricy no cargo e fez certo. Mas não podemos esquecer que o mesmo São Paulo contratou Paulo Autuori em abril de 2005 para que ele fosse campeão da LIBERTADORES apenas 4 meses depois.

Futebol é assim. Acontece para todos os lados. Melhor ser profissional e ter planejamento, mas saber atuar rápido e trocar suas peças em nome do resultado também é profissionalismo e planejamento. E nem tudo que é bom para o Manchester United ou para o Los Angeles Lakers – Phil jackson está há 4 anos na franquia nesta sua segunda e vitoriosa passagem. Antes já havia dirigido o time por cinco temporadas, além de ficar 9 anos a frente do Chicago Bulls – é bom para o São Paulo ou para o Botafogo.

Não vejo porque um técnico de futebol tenha que ter vida eterna para que um time seja considerado ‘profissional’.

Não é um cargo qualquer o dele como o de pessoas que passam a vida na mesma empresa. Ser técnico de um time grande de futebol é desgastante. Muricy teve muito mais sucessos do que fracassos, mas estava com a data de validade um pouco vencida. Sem criatividade para inovar nas suas formações (o São Paulo virou o reino dos volantes). Sem forças para motivar seus jogadores mimados. Sem tanta influência entre seus chefes (as pessoas esquecem que treinador tem chefe). E, o mais grave, passava a impressão de não ter mais um pingo de alegria enquanto trabalhava. Mesmo assim, tenho certeza que, como aconteceu no Beira-Rio e nos Aflitos, ele segue com a porta aberta e o carinho da torcida no Morumbi pelos ótimos serviços prestados.

Por isso, depois de pensar um pouco, não me filiei ao Partido dos Defensores do Muricy. Acho que estava na hora de partir. De conhecer novos ares, descansar um pouco e pensar na sua ranzinice crônica e galopante. Não que ele seja péssimo. Pelo contrário. Ele é um dos três melhores técnicos do futebol brasileiro e provavelmente 50 vezes melhor do que o Ricardo Gomes. Mas não é isso que está em jogo. Apenas não entro para o time dos ‘com pena’ do técnico e ‘com raiva’ da diretoria, que tem muitos outros problemas.

Muricy tem mercado e terá emprego quando quiser. Certamente não vai fazer parte da massa de desempregados que afeta nosso país. Ficará em casa se quiser, irá para o Catar se quiser, assumirá o Internacional se bem entender. E, amanhã, você ainda vai ouvir aquele repórter perspicaz perguntar na coletiva no final do jogo em que o time do Muricy bater o São Paulo:

‘Muricy, essa vitória é uma resposta sua para a diretoria do São Paulo?’

Esse é o futebol…

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro Tags: ,
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