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17/01/2013 - 14:58

Os salários, 10 anos depois

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Interessante a comparação que está na última revista bimensal francesa Surface Football Magazine. Eles listaram os seis maiores salários do futebol mundial em 2012 e os seis maiores salários do futebol em 2002.

Em 2012 (fonte Le Parisien):
1) Samuel Eto’o – 20 milhões de euros/ano
2) Zlatan Ibrahimovic – 14,5 milhões de euros/ano
3) Wayne Rooney – 13,8 milhões de euros/ano
4) Yaya Touré – 13 milhões de euros/ano
5) Sergio Aguero – 12,5 milhões de euros/ano
6) Didier Drogba – 12 milhões de euros/ano

Em 2002 (fonte Le Monde):
1) Álvaro Recoba – 8,15 milhões de euros/ano
2) Roy Keane – 7,31 milhões de euros/ano
3) Raúl – 6,52 milhões de euros/ano
4) Rivaldo – 6,46 milhões de euros/ano
5) Batistuta – 6,25 milhões de euros/ano
6) Zidane – 5,77 milhões de euros/ano

O que mudou nestes 10 anos?

Primeiro e mais óbvio é que os seis salários dobraram.

Mas outras coisas me intrigam.

A lista de 2002, até por ter os “melhores do mundo” e campeões do mundo Rivaldo e Zidane, é bem mais pesada em termos de craques. Não é exagero dizer, com toda a importância e classe de Touré ou potencial de Aguero, que paga-se mais por jogadores menos espetaculares.

Outro fato interessante é que a atual lista tem 3 africanos, 2 europeus e um sul-americano sendo que a anterior, 3 europeus e 3 sul-americanos.

E observe também quem está pagando essa grana toda. Apenas o Manchester United aparece nas duas listas, com Roy Keane e Wayne Rooney. Na lista de 2002, Milan com Rivaldo, Real Madrid com Raúl e Zidane, Inter com Recoba mostravam a imponência, ao lado do Man United, das grandes camisas da história do futebol. Apenas a Roma de Batistuta poderia ser um peixe fora d’água. Não tão fora d’água assim também.

A atual lista tem um time chinês, um russo, o City (dois membros) e o PSG. Quatro novos ricos da bola. O peixe fora d’água é justamente o Manchester United.

E então, com toda a crise mundial, com tudo o que acontece no mundo off futebol, eu volto com a mesma pergunta:

O que mudou nestes 10 anos?

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: , , , , , , , ,
15/08/2011 - 19:38

Aguero, mas pode (quase) chamar de Romário

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Não é porque Kun Aguero jogou o que jogou na sua estreia pelo City, contra um adversário fraco, que eu iria dizer isso aqui.

Na verdade, eu já tinha falado esta sandice muito antes, em 2007 e este link comprova.

“Aguero, a sensação argentina, lembra (eu disse lembra) o jeito de Romário jogar. Baixinho, difícil de derrubar, sempre na perna direita, cabeça levantada, matador incansável. Dá gosto de vê-lo.”

Cada vez mais firme na Seleção e agora com o Campeonato Inglês pela frente, num time sem a tradição dos grandes, ainda falta um feijãozinho extra, claro, para ele se consagrar de vez como o Baixinho brasileiro.

Agora, a semelhança é cada vez mais assustadora na minha opinião. Hoje, sem querer, eu achei essa compilação, que não fui eu que fiz, mas adoraria ter tido o tempo, a capacidade e a competência de fazer. O cara teve a pachorra de colocar lances tão parecidos dos dois que dá até para confundir em algumas das imagens.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
26/10/2009 - 17:08

O drama de ser Atlético de Madrid

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É um time grande mas não ganha título algum desde 1996. O estádio fica na Rua dos Melancólicos. O maior rival, da mesma cidade, ganha tudo sempre, inclusive deles. Tem coisas que realmente só acontecem com… o Atlético de Madrid (seguimos com o D).

E mais uma delas aconteceu na tarde de sábado em que fui conhecer o estádio Vicente Calderón, no sul da capital espanhola, conhecido setor de operários da cidade, casa do centenário clube para acompanhar Aleti (como eles dizem) contra o Mallorca.

Na semana que antecedeu a partida, o Aleti terminou a rodada flertando com a zona de rebaixamento, perdeu de 4 do Chelsea na quarta-feira pela Champions League e viu seu treinador Abel ser demitido.

Assim cheguei ao Calderón. Um clima tenso e ao mesmo tempo um ambiente completamente diferente do Santiago Bernabeu. Torcedores com mais caras de torcedores. Parecia menos uma ópera e mais um jogo de futebol. Lembrei mais do Brasil. Os torcedores dizem que o Atletico é mais um sentimento do que um time. E que os madrilenhos gostam de títulos, mas não se importam ou sofrem pelo time como eles. Impossível não simpatizar com a causa e com o sofrimento destes torcedores. Os ‘underdogs’ sempre têm o seu charme.

calderon

Lembram com carinho do Juninho Paulista e o carrinho que tomou do Salgado, gostam muito, mas muito mesmo do Luiz Pereira. Mas ídolo mesmo deles é gente como Paulo Futre, Pantic, Fernando Torres claro e… e….  Simeone! Sim, o argentino era o rei da botinada no último grande ano da história do clube.

simeone

No dia da partida mesmo, duas horas antes, comprei o ingresso na bilheteria do estádio (para os que me escreveram pedindo dicas de como conseguir ingressos). De lá, fui encontrar no ‘El Doblete’, bar que fica em volta do estádio, Laura, espanhola rojiblanca fanática, que trabalha na IBM em Madri, e mostraria um pouco do encanto de ser Aleti.

Do Doblete, que tem esse nome em homenagem a temporada 95/96, quando o time ganhou a Liga e a Copa do Rei, fomos encontrar o namorado dela e seus amigos, todos membros da Frente Atletico, a maior torcida organizada do clube. Todos com ingresso para temporada há mais de 10 anos. Eles se reuniam numa espécie de pátio de um condomínio conversando e tomando seus tragos antes de entrar no estádio. No caso dos amigos da minha ‘guia’ uma garrafa de scotch em 5 pessoas com um refrigerante.

doblete

Lá eles conversam sobre o passado e o presente. Combinam os gritos e se vestem com camisas ‘antimadridistas’. Um usava além do cachecol do Aleti, um do Sporting Gijon, clube que enfrentaria o Real Madrid (e empatou em 0 x 0), no mesmo dia.

“Não mais vou aos clássicos com o Madrid”, dizia Laura. “Primeiro por ter que correr da polícia, pela violência e também porque sempre nos ganham e Raul, que odiamos por aqui, sempre marca.”

Depois de seca a garrafa de uísque da rapaziada, vamos para o campo. Cheio também. Oitenta porcento da lotação seguramente. E lá dentro, ao começar o jogo, vejo algo que ainda não tinha visto no futebol. Um protesto silencioso. Para reclamar da equipe, a torcida do Aleti comandada pela Frente Atletico simplesmente ficou calada todo o primeiro tempo. Um silêncio ensurdecedor, diria o antigo cronista. Parece um estádio vazio, mas com mais de 40 mil pessoas presentes. Apenas uma faixa com os dizeres:

‘Un club sin rumbo, és como una grada sin animación’.

Curiosamente, não teve gol no primeiro tempo. Teve sim um pênalti que acabou por expulsar um jogador do Mallorca. Forlan, que tem como grito da torcida para ele U-RU-GUAIO, bateu e… chutou para fora.

Aguero horrível. Forlan irreconhecível. Maxi Rodriguez apagado. Simão sem a inspiração de sempre e o primeiro tempo termina 0 x 0. Aliás, como um time que tem esses quatro jogadores não decola, não é mesmo?

Na volta, mais um pënalti, mais um jogador expulso e pronto: Forlan abre o placar na cobrança. Dois a menos no Mallorca. Agora vai.

E nada. Vai é ter pressão do Mallorca, com Webo e Borja Valero gigantes, correndo por 12. Tome vaias, é claro. Para o time, para o técnico interino, para a diretoria. Para todos. Alguns poucos, diga-se, abusam em comentários racistas, sobretudo para o brasileiro Cleber Santana, que entrou no segundo tempo. ‘Corre, negro’, ‘vamos, negro’, pipocavam aqui e ali por alguns poucos torcedores.

Outro brasileiro, Paulo Assunção, lançado no Palmeiras, este sim tem mais moral. Em tempos de crise, porém, todo mundo vai mal. E assim seguiu o jogo, que tinha mesmo cara de tragédia.

Um goleiro das divisões de base, inseguro, um time que já tinha colocado Reyes e Cleber Santana em campo e nem contra 9 podia marcar. Só poderia terminar como terminou. Um gol milagroso de Borja Valero aos 45 minutos, num frango do goleiro De Gea, que fez os 9 de Mallorca, metade com cãimbra, sair aplaudido do Calderón pela torcida rojiblanca.

O time terminou a rodada a uma posição acima da zona de rebaixamento. A torcida nas ruas protestou e a polícia teve que intervir depois. Mais um capítulo do drama que é ser torcedor do Atlético de Madrid.

É um time grande mas não ganha título algum desde 1995. O

estádio fica na Rua dos Melancólicos. O maior rival, da

mesma cidade, ganha tudo sempre, incusive deles. Tem coisas

que realmente só acontecem com… o Atletico de Madrid.

E mais uma delas aconteceu na tarde de sábado em que fui

conhecer o mitológico estádio Vicente Calderón, no sul da

capital espanhola, conhecido setor de operários da cidade,

para acompanhar Aleti (como eles dizem) contra o fraco

Mallorca.

Na semana que antecedeu a partida, o Aleti terminou a

rodada flertando com a zona de rebaixamento, perdeu de 4 do

Chelsea na quarta-feira pela Champions League e viu seu

treinador Abel ser demitido.

Assim cheguei ao Calderón. Um clima tenso e ao mesmo tempo

um ambiente completamente diferente do Santiago Bernabeu.

Torcedores com mais caras de torcedores. Parecia menos uma

ópera e mais um jogo de futebol. Lembrei mais do Brasil. Os

torcedores dizem que o Atletico é mais um sentimento do que

um time. E que os madrilenhos gostam de títulos, mas não se

importam ou sofrem pelo time como eles. Impossível não

simpatizar com a causa e com o sofrimento destes

torcedores. Os ‘underdogs’ sempre têm o seu charme.

No dia da partida mesmo, duas horas antes, comprei o

ingresso na bilheteria do estádio (para os muitos que me

escreveram pedindo dicas de como conseguir ingressos). De

lá, fui encontrar no ‘El Doblete’, bar que fica em volta do

estádio, Laura, espanhola rojiblanca fanática, que trabalha

na IBM em Madri, e mostraria um pouco do encanto de ser

Aleti.

Do Doblete, que tem esse nome em homenagem a temporada

95/96, quando o time ganhou a Liga e a Copa do Rei, fomos

encontrar o seu namorado e seus amigos, todos membros da

Frente Atletico, a maior torcida organizada do clube.

Ficavam muitos torcedores numa praça, conversando e tomando

seus tragos antes de entrar no estádio. No caso dos amigos

da minha ‘guia informal’ uma garrafa de scotch em 5 pessoas

ajudado por um refrigerante.

Lá eles conversam sobre o passado e o presente. Combinam os

gritos e vestem com camisas ‘antimadridistas’. Um usava

além do cachecol do Aleti, um do Sporting Gijon, clube que

enfrentaria o Real Madrid (e empatou em 0 x 0), no mesmo

dia.

“Não vou aos clássicos com o Madrid”, dizia Laura.

“Primeiro por ter que correr da polícia, pela violência e

também porque sempre nos ganham e Raul, que odiamos por

aqui, sempre marca.”

Depois de seca a garrafa de uísque da rapaziada, vamos para

o campo. Cheio também. Oitenta porcento da lotação

seguramente. E lá dentro, ao começar o jogo, vejo algo que

ainda não tinha visto no futebol. Um protesto silencioso.

Para reclamar da equipe, a torcida do Aleti, comandada pela

Frente Atletico, simplesmente ficou calada todo o primeiro

tempo. Um silêncio ensurdecedor, diria o antigo cronista.

Apenas uma faixa com os dizeres:

‘Un club sin rumbo, és como una grada sin animación’.

Curiosamente, não teve gol no primeiro tempo. Teve sim um

pênalti que acabou por expulsar um jogador do Mallorca.

Forlan, que tem como grito da torcida para ele U-RU-GUAIO,

bateu e… chutou para fora.

Aguero horrível. Forlan irreconhecível. Max Rodrigues

apagado. Simão sem a inspiração de sempre e o primeiro

tempo termina 0 x 0. Aliás, como um time que tem esses

quatro jogadores não decola, não é mesmo?

Na volta, mais um pënalti, mais um jogador expulso e

pronto: Forlan abre o placar na cobrança. Dois a menos no

Mallorca. Agora vai.

E nada. Vai é pressão do Mallorca, com Webo e Borja Valero

gigantes, correndo por 12. Tome vaias, é claro. Para o

time, para o técnico interino, para a diretoria. Para

todos. Alguns poucos, diga-se, abusam em comentários

racistas, sobretudo para o brasileiro Cleber Santana, que

entra no segndo tempo. ‘Corre, negro’, ‘vamos, negro’,

pipocam aqui e ali por alguns poucos torcedores.

Outro brasileiro, Paulo Assunção, lançado no Palmeiras,

este sim tem mais moral. Em tempos de crise, porém, todo

mundo vai mal. E assim seguiu o jogo, que tinha mesmo cara

de tragédia.

Um goleiro das divisões de base, inseguro, um time que já

tinha colocado Reyes e Clebes Santana em campo e nem contra

9 podia marcar. Só poderia terminar como terminou. Um gol

milagroso de Borja Valero aos 45 minutos, num frango do

goleiro De Gea, que fez os 9 de Mallorca, metade com

cãimbra, sair aplaudido do Calderón pela torcida

rojiblanca.

O time terminou a rodada a uma posição acima da zona de

rebaixamento. E a torcida nas ruas protestou e a polícia

teve que intervir depois. Mais um capítulo do drama que é

ser torcedor do Atletico de Madrid.

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02/03/2008 - 18:25

Fred, Robinho, Ronaldinho e … Kun

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Fred gostou tanto do post que eu fiz aqui falando que a fase era péssima que resolveu jogar bola. Mais uma vez, fez o gol da vitória do Lyon. Duro é que pouca gente vê, pouca gente sabe. O lugar de Fred não é na França, definitivamente.

Ronaldinho não evitou a derrota amarga do Barcelona. Mas fez um golaço de bicicleta. O gênio tem dado o ar da graça ultimamente. Seja nos passes, seja neste gol. Resta saber que vai dar tempo de ganhar algo.

Robinho voltou com requintes de crueldade. É o grande jogador do Real no momento, dando esperança de que dá para virar contra a Roma. Fez dois gols pelo Real no apertado 2 x 3. O terceiro gol foi um golaço, tipo Romário.

Por falar em Romário, Kun Aguero, o craque argentino do Atlético de Madri, abusou, como sempre, de jogar bola contra o Barcelona. Marcou dois gols. Este moleque é o primeiro craque argentino dos últimos 20 anos a NÃO ser chamado de ‘Novo Maradona’. Melhor (ou pior) me lembra muito Romário (como já escrevi aqui algumas vezes). Todo mundo esperava ver Messi. Mas foi Ronaldinho que fez o golaço e Kun que acabou com o jogo.

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