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24/09/2010 - 11:25

Trailer/Clipe do Fifa Soccer 2011

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Nice

Autor: - Categoria(s): Videos Futebol Tags: , , , ,
29/06/2010 - 18:55

A rodada dos meias

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Estava aqui quebrando a cabeça para montar a seleção dos times das oitavas e me toquei que os meias finalmente mostraram a que vieram.

Schweinsteiger foi um monstro, dono do jogo contra a Alemanha. Muller, um meia-atacante, talvez tenha sido o melhor deles. Mas seu companheiro Ozil não deixa a desejar.

Messi esteve longe do Messi dos três primeiros jogos. Mas, convenhamos, não chegou a atrapalhar e criou chances de gol como sempre. Kaká, que também segue com problemas físicos, já está longe também de ser um peso morto e chegou a liderança em assistências com seu passe preciso a Luis Fabiano e uma ou outra arrancada. Também no meio brasileiro, Ramires foi excelente (falhou apenas ao tomar o cartão) enquanto que Daniel Alves não foi mal.

Na Holanda, Sneijder mais uma vez jogou bem e Robben quando está neste setor não destoa.

Gana ganhou o jogo muito pela correria do seu Boateng, o Kevin-Price. Xavi deu um passe incrível para Villas decidir a difícil batalha contra Portugal.

Ou seja. Um meio-de-campo desta rodada poderia ter Boateng, Xavi, Kaká e Sneijder bem como Schweinsteiger, Ramires, Muller e Ozil. Ninguém estaria louco.

Louco você estaria se deixasse Juan e Suarez fora do time. Esses, para mim, os mais decisivos desta fase.

Como tem que escolher (usando classificados e desclassificados), eu ficaria com

Eduardo, Sergio Ramos, Juan, Lugano e Lahm; Boateng, Schweinsteiger, Muller e Kaká; Robben e Suarez

Autor: - Categoria(s): Copa do Mundo Tags: , , , , ,
22/10/2009 - 15:52

Ingresso, ambiente e jogo: uma trilogia no Santiago Bernabeu

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O ingresso

A primeira história deste espetacular Real Madrid 2 x 3 Milan é a do ingresso. Um amigo em Madri tem uma amiga que tem uma terceira amiga. A amiga número 3 é proprietária de 3 preciosidades. Três cadeiras de abono, como aqui na Espanha chamam, para a temporada, que vêm sido passadas de pai para filho ou, no caso delas, de mãe para filha. Afinal os três ingressos estão no nome da filha, da mãe e da avó.

As três entradas não poderiam ser mais nobres. Ficam na oitava fileira a partir do escanteio do lado direito onde Dida tomou um frango no primeiro tempo e Casillas tomou outros dois no segundo. A chamada Lateral Este Grada Baja.

Você fica no nível do gramado e quando Ronaldinho ou Granero vinham bater o escanteio, dava para interagir com eles. Ronaldinho, por exemplo, irônico, mandava o seu costumeiro Hang Loose com o sorriso trade mark para as vaias e gritos de ‘almôndega’, ‘baladeiro’ e ‘bêbado’ que recebia.

Para ter estes ingressos, o trio (filha, mãe e avó), tem a preferência de todos os anos comprar a mesma cadeira, que pode ser passada de pai para filho. Compram sempre, claro, até porque o preço não é absurdo (a temporada custa cerca de 800 euros por cadeira, com direito a ver todos os jogos em casa, de Liga, Copa do Rei, Champions e o que mais rolar). O duro não é o preço, mas sim a fila. Para ter o direito de comprar ingressos para a temporada como estes, a fila de espera pode levar de 10 a 20 anos.

E como um deles foi parar na minha mão? Bem, a avó já não está mais tão disposta a ver jogos. E desde que Florentino Perez assumiu, com a zaga ano após ano péssima, o médico decidiu por vetar alguns jogos. A mãe estava fora da cidade por algum motivo. E a filha resolveu não ir. Primeiro por não ter a companhia da família, segundo porque estes ingressos valem dinheiro. E então ela entrega as carteirinhas para a amiga número 2 (sim, tem que confiar para entregar estas preciosidades na mão de alguém) e esta vendeu para mim e amigo André por 60 euros cada.

É o cambista familiar. Aquele que entrega a carteirinha na sua mão, entra com você no estádio, pega de volta e assiste ao jogo. Muitos fazem disso uma renda extra. E, até por isso, não são poucos os ‘de fora’ em espaço tão nobre.

esscanteio

O ambiente

Aí você entra e, depois de passar a catraca, não sobe escada nenhuma. Apenas desce. Se a cidade de Madrid (vou usar com D) está a 655 metros acima do nível do mar, o gramado do Santiago Bernabeu está a uns 650, por aí.

Entre a primeira fila de torcedores e o gramado, apenas fotógrafos ajoelhados, placas de publicidade e agentes de segurança de frente para a torcida.

A torcida lota o estádio. Atrás do gol de Dida no primeiro tempo, no último anel, os ‘ultras’ italianos, ou a torcida organizada do Milan. Atrás do gol oposto, mas no primeiro anel, os ultras do Madrid, metade de roxo, metade de branco. Só eles gritam para valer, o resto da torcida fica quieta , o que dá a impressão que a torcida adversária grita mais alto.

“O torcedor do Madrid é assim. Gosta de ver o jogo. Ficar gritando é mais para os ‘ultras’, que pouco assistem à partida”, me explicou meu cicerone. Gostei da explicação (me identifico, aliás.. assisto a jogos quieto). Além do espaço reservado aos ultras adversários, muitos torcedores do Milan espalhados pelo resto das tribunas. Mas muitos mesmo, infiltrados, comemorando gols normalmente e gritando bastante. Nenhum mal estar e nenhuma confusão. Três cadeiras acima de mim um grupo de 6 italianos chegou a incomodar de tanto que gritavam os gols. Não seria exagero se rolasse uma briga ou uma discussão. Mas não rolou.

Outra particularidade: maconha. Sim, o cigarrinho do capeta não dá trégua. No lugar (nobre), em que eu estava, foi o jogo inteiro o cheiro e o fumacê do ‘porro’, como se diz por aqui. Um torcedor chegou a fazer o trocadilho: ‘passaram para o Kaká este baseado?’ Maldade…

O frio estava de lascar. Oito graus mas o vento e a chuva fria davam sensação de ainda mais frio. Aí entra a turma do amendoim. Com o time jogando mal, chuva e frio, reclamavam até da cobertura do estádio, que não existe em todos os lugares.

– Florentino %$#@%, cadê o teto?, reclamava um senhor.

Tanto frio que quando o Milan virou, alguns torcedores deixaram o campo, incluindo um ao meu lado. No intervalo, todos voltam para a parte coberta, para um xixi, um bocadillo e, principalmente, para ver os melhores momentos do primeiro tempo e os gols dos outros jogos da Champions na TV.

Sobre os jogadores: Kaká ainda é uma incógnita. Se 80% do estádio estava lá para vê-lo, os mesmos 80% saíram chateados. Alguns davam força, sabem do potencial e do tempo que leva para a adaptação. Outros, como no Brasil, são impacientes e pediam para que Kaká tirasse a camisa do Milan que estava por baixo.

O brasileiro que mais vai do céu ao inferno é Marcelo. Os torcedores mais ‘boleiros’ acham que é muito para ele marcar e ainda ter que apoiar, já que do outro lado Sergio Ramos faz só uma das coisas. Os torcedores mais folclóricos e fanfarrões não suportam o brasileiro. Não é incomum ouvir vaias a ele. De qualquer forma, várias jogadas passam pelos pés do lateral, inclusive oportunidades de gol. Como o gol final de Pato saiu nas costas dele, mais uma na conta do Marcelo.

Saíram todos com a sensação de Ronaldo-dependência. Cristiano, que estava no estádio, fez falta. Zidane, que estava no estádio, também. E Raúl Gonzales BLANCO, que fez o primeiro gol e deu o passe do segundo, é um ídolo sem igual. Sua raça contagia os torcedores. Seus gritos e carrinhos merecem aplausos. Sem contar os seus gols. Fez o que o Dida deu para ele e segue disparado como o maior goleador da história da Champions League com 66 gols. Para se ter uma ideia, a capa do As, jornal madridista ferrenho do day after, mostra um Raúl, bravo, com Benzema e Kaká de cabeça baixa com a seguinte manchete: ‘Grite mais com eles, Raúl’.

O jogo

Vocês viram melhor do que eu. Eu vi mais perto do que vocês. Um primeiro tempo para se esquecer. Fora um pênalti não marcado em Benzema, nada de futebol das duas partes e um gol achado do Real Madrid depois que Dida largou a bola na frente do único jogador que não desiste nunca do Real.

Já no primeiro tempo Seedorf dava mostras que estava mais no jogo do que todos. Mas no segundo, o veterano holandês mostrou que é o cara. Comandou o jogo, ganhou todas as divididas. E então, na minha frente, sem avisar como no futebol de botão que a bola ia para o gol, Pirlo acertou seu petardo com efeito no cantinho de Casillas que, frio, sem tocar na bola até então e sem se aquecer durante o jogo, aceitou.

Pato virou em mais uma falha de Casillas no lançamento do Ambrosini. O gol do empate do Real é o retrato da bagunça do time do Pelegrini. Ninguém aparecia para bater o escanteio já que Granero havia sido substituído. A torcida começou a vaiar e Raúl, sempre ele, saiu correndo desesperado para cobrar. Rolou para Drenthe, fora da área, bater e empatar.

Quando tudo parecia resolvido, mais uma vez bem na minha frente, Ronaldinho bateu um escanteio (foto com máquina ruim) e Thiago Silva marcou. Gol legítimo, mas anulado. O pau quebrou. Ronaldinho deu um ‘pescozon’ no Raúl. Tiveram que separar os dois. Mas o que era do Milan, não ia não ser do Milan. Numa jogada meio errada de Pato, Ronaldinho passou para Seedorf e puxou a marcação pela esquerda. O holandês, para mim mais o nome do jogo do que o próprio Pato, não cruzou, mas deu um passe para o brasileiro fechar a conta.

Milan e Real Madrid, juntos, somam 16 títulos de Champions League. Lá, da grada baja lateral este, deu para entender melhor o motivo.

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: , , , , , , ,
08/07/2009 - 19:44

As coisas que o dinheiro de Florentino não compra

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Não tem como falar menos do Real Madrid do que o mundo todo está falando. Afinal, eles contrataram, de uma vez, os dois últimos melhores jogadores do mundo. Contrataram mais gente também, como o ótimo Benzema, o competente Albiol. E ainda querem mais gente, com Maicon fazendo parte da mais megalomaníaca das listas.

Gastaram tanto dinheiro que fica até difícil lembrar que cerca de 400 km do Santiago Bernabeu tem um timaço de futebol, campeão da tríplice coroa (Copa, Liga e Champions), na última temporada. Um time que talvez tenha uma ou outra baixa, mas que também está preparando contratações.

Time que tem o atual (e não passado) melhor jogador do mundo, Messi. Mas tem mais do que isso. Tem Xavi e Iniesta, o melhor meio-campo do mundo. E, finalmente, pelo menos nos últimos anos, o Barcelona tem algo que o Real Madrid não pode comprar.

O sentimento.

O sentimento de Xavi e Iniesta. A liderança e o amor de Puyol pelas cores de seu clube (mais do que um clube, como diz o slogan). Algo que Raúl representa em Madrid mas que, certamente, não terá mais tanto espaço no clube.

Algo que Kaká e Cristiano Ronaldo até podem desenvolver, mas que leva um certo tempo. Vão precisar de muito futebol para superar essa lacuna.

Não sou daqueles românticos, que acredita no amor à camisa puro e simples e acima de tudo. Acho que isso é uma coisa ultrapassada quando se pensa que jogar futebol também é um trabalho e o profissionalismo, em 90% dos casos, é mais desejável do que o amadorismo (no sentido amor mesmo da palavra).

Mas tem coisas que motivam mais do que as outras. E, no caso do Barcelona, com Messi por lá desde que ‘nasceu’ praticamente, com Xavi, Iniesta jogando o que jogam e ainda sendo de casa, e, sobretudo, a garra de Puyol, a motivação deve ser um grande obstáculo para o dinheiro de Florentino Perez.

Os três melhores jogadores do time e mais o capitão (que não é assim, digamos, um gênio da bola) só vestiram uma camisa na vida. Formados, criados e mantidos desde as canteras do FC Barcelona.

Para não deixar o fã do Real Madrid totalmente desanimado, eu termino com um vídeo daquela que promete ser a maior rivalidade de ‘sentimento’ da temporada. Cristiano Ronaldo e Puyol se degladiando na última final da Champions League. Parace que Cristiano já chega com uma boa briga comprada com o capitão catalão. Eu chamaria de um bom começo…

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: , , , , , ,
02/04/2009 - 02:31

Brasil 3 x 0 Peru – fácil, fácil…

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– 3 x 0. Meio sonolento. Mas 3 x 0. Boa vitória. Importante.

– O sono começou nas arquibancadas. Os cambistas passaram o dia tentando vender quilos de ingressos na Rua dos Andradas e toda a região central. Não venderam boa parte deles (bem feito) e o resultado foi o segundo anel vazio atrás dos dois gols (mais do lado do terceiro gol brasileiro).

– Luis Fabiano mostrou o faro do gol de sempre. Marcou seis gols já. Mas alguma coisa diz lá no fundo que ele não vai emplacar sempre. Não sei exatamente o motivo mas sempre parece que vai aparecer um Pato, um Nilmar, um Adriano, um Ronaldo e na última hora tirar o cara da jogada. Parece que não combina com o time, não parece à vontade às vezes. Ele me lembra o Alex, que arrebentou nas duas eliminatórias (2002 e 2006), capitão da Copa América e na hora da Copa foi preterido. A sorte dele é que até hoje não vi técnico mais coerente (teimoso?) do que o Dunga com o que ele mesmo pensa. Para o bem e para o mal. Mas isso é só uma sensação minha. Nem opinião, nem informação.

– Kaká voltou razoável. Mas não dá para comparar o que foi o jogo no Equador com o que o Peru se propôs a fazer no Beira-Rio. Júlio César, o melhor goleiro do mundo, quase foi surpreendido no segundo tempo na única vez que a bola chegou. Estava frio e desatento, provavelmente. Injusto até com Ronaldinho, apesar dele merecer uma reserva, pois não dá para comparar as duas situações de jogo.

– Uma coisa Dunga tem razão. O time tem 22 titulares mesmo. Essas duas rodadas foram mais do que prova. Entrou Kleber, saiu marcelo, entrou Daniel Alves, saiu Maicon. Entrou Josué, Elano, Julio Baptista. No final, parece tudo a mesma coisa, né? Mais uma vez: tanto para o bem quanto para o mal.

– Eu já tinha observado outras vezes, sobretudo durante o longo período em que fiquei na Copa América. Mas a velocidade com que o Daniel Alves chega na bola ou na marcação é algo impressionante.

– Por falar em rapidez, de tanto pedir Pato (a primeira vez foi aos 23 do primeiro tempo), a torcida convenceu Dunga a colocar o jogador. Ele e Ronaldinho. Bem, não foi o sonho da torcida a atuação dos dois, mas pelo menos matou a saudade da gauchada. Pato arremessou até as chuteiras para a torcida no final.

– Quando completou as duas substituições de Pato e Ronaldinho, Dunga experimentou uma sensação diferente. Teve seu nome gritado pela torcida. Mas, na coletiva depois, disse que não fez a votnade da torcida. Apenas precisava dar mais movimentação ao time.

– E o Felipe Melo, depois dessa jogada, deve ter carimbado seu passaporte para a Copa. Ele tem cara de ser aquela aposta do treinador, aquele ‘achado’ que só ele percebeu. Depois dessa, vai até o fim. Se bobear, titular. Veja pelo lado bom. Poderia ter sido o Afonso Alves. Independente disso, Felipe Melo está mais à vontade na Seleção do que o veterano penta Gilberto Silva.

– E o Kaká foi dizer que em uma semana melhorou mais do que em 3 no Milan. A comisão técnica brasileira ficou toda prosa. Esqueceram de fazer outra conta. Anderson, Maicon, Luisão e Marcelo com lesões musculares. O Brasil recuperou um e ‘estragou’ quatro.

– No final das contas, importante mesmo foi o resultado… da Bolívia. Se der para somar os 6 deles, virou goleada.

– E que saudades que eu tenho da arquibancada.

Autor: - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags: , , , ,
31/03/2009 - 14:47

‘Kaká mandou, eu passei’

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Algumas histórias são mais legais do que as outras. Na Granja Comary, Adryan, de 14 anos, e Rômullo, de 15 anos, completaram a Seleção Brasileira num treino. Um feito realmente incrível.

Algo parecido aconteceu em Porto Alegre. Junior do Grêmio, Thiago Santos treinou na lateral-direita devido ao problema com Maicon que levou Daniel Alves ser titular. Ao seu lado, simplesmente Kaká. Toda a imprensa noticiou. Ele deu entrevista para todos. O depoimento é legal, veja:

“Me apresentei a ele antes do treino. Falei meu nome mas não achei que ele ia lembrar. Aí, eu estou lá com a bola e ouço o Kaká, atrás, gritando: THIAAAAGO.. THIAAAGO!!! Passei, né? Obrigatório. É o Kaká pedindo a bola”, disse o jovem.

Jovem, mas nem tão garoto assim. Aos 20 anos, Thiago Santos é mais velho do que, por exemplo, Alexandre Pato, da Seleção principal e já praticamente um titular do poderoso Milan.

Na sua posição, inclusive, o Brasil tem Rafael da Silva, do Manchester United, que vem já atuando no time de cima em competições como a Champions League com apenas 18 anos.

A nova realidade do futebol brasileiro e mundial é assim. Dura. Infelizmente, para se chegar lá, as vezes não basta, aos 20 anos, ser das divisões de base de um clube gigante como o Grêmio que a carreira está encaminhada. Imagina a molecada em times menores.

Vamos ver se Thiago Santos vai guardar este momento para sempre na memória como seus 15 minutos(45 na verdade em campo + as entrevistas) e seguir outro caminho ou se um dia voltará a atuar com a camisa amarela. A chance é mínima, ainda que ele tenha cruzado melhor do que muito titular da Seleção durante o treino…

Autor: - Categoria(s): Seleção Brasileira, Sem categoria Tags: , , ,
08/02/2009 - 14:22

Milan x Manchester United: quem é que bate?

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Falta para o Milan: quem bate? Beckham, Ronaldinho ou Pirlo?

Falta para o Manchester United: se for direto, Ronaldo.

Parece uma coisa besta, mas faz toda a diferença.

Ronaldinho não foi Ronaldinho à toa no Barcelona. Um time recheado de ótimos jogadores em campo para ele. O craque tinha tamanha liberdade para criar e errar que o acerto vinha com naturalidade, sempre decisivo, naquele que foi o melhor jogador em um clube que o futebol viu nos últimos 10 anos. Da mesma forma, Kaká foi o cara em 2007. O segredo é o time.

O Milan tem jogadores que encantam mas não (con)vencem. Confesso que tenho visto todos os jogos do Milan, pois os lançamentos de Beckham, as arrancadas de Kaká, os passes de Ronaldinho, as jogadas de Pato, a regularidade de Seedorf e Pirlo e a classe de Maldini são legais de assistir. É bom ver o craque sempre. Mas nada disso basta para que o time milanês vença.

Todos eles sabem disso e ninguém parece à vontade. Não me lembro de ver Ronaldinho tão tenso em campo. Carrinho com a perna levantada, reclamação a todo momento e muita frustração ao ser substituído. Beckham voltou a mostrar um futebol por vezes violento. Flamini, que parecia um meia de habilidade nos seus tempos de Arsenal, tenta incorporar em vão o Gattuso enquanto está em campo.

No empate contra a Reggina em casa, não seria exagero se Ronaldinho, Pato, Flamini e Beckham tivessem sido expulsos tamanha a falta de tranquilidade.

São os neo-galacticos. Muitos talentos desorganizados e cobrados, tendo que mostrar na base do carrinho que estão dando o sangue (e estão realmente).

Aí voltamos ao Manchester United. Um time está quase 24 horas sem tomar um gol na Liga Inglesa, onde lidera com fôlego de campeão. Mas não é o goleiro Van der Saar o líder desta estatística. Ele faz poucas defesas. O responsável pela invencibilidade dos Diabos Vermelhos começa por Tevez e Berbatov, que apertam a saída de bola. Passa pelos meias incansáveis e laterais e por uma zaga que, quando a bola, chega, é a mais segura e confiável do mundo.

Tudo para que a bola caia no pé de Cristiano Ronaldo, o astro do time, para ele dar uma de Ronaldinho do Barcelona e fazer o que sabe. E, se por acaso for falta perto da área ou pênalti, todo mundo já sabe quem é que vai bater, né?

Messi x Cristiano Ronaldo

Existe um outro time na temporada europeia com o mesmo perfil do Manchester United. O Barcelona está jogando por Messi e Messi está mostrando que é digno da confiança e muito mais. Será um duelo interessante caso aconteça. O time do Manchester é melhor que o do Barcelona. Mas Messi é muito mais genial e bonito de ver que o português…

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: , , , , , , ,
14/01/2009 - 17:16

A outra conta de Kaká

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A conta que todos fazem. Kaká receberia 1,5 mi de reais por semana para ir ao Manchester City. Para qualquer mortal, é uma salário irrecusável mesmo.

Para Kaká, não. A conta que ninguém faz é que ele já ganha cerca de 750 mil reais por semana. Mesmo sendo a metade, é dinheiro demais. Fora os patrocínios e prêmios para quem joga na elite da elite, na nata da nata do futebol mundial.

Uma coisa é ir ganhar 900 mil por semana (parece inacreditável que estamos aqui falando em semana, não mês) no Real Madrid ou no Chelsea. Outra é ajudar o Manchester City a sair da zona do rebaixamento na Premier League.

E ficar, por conta disso, dois anos no mínino longe da Champions League. E, consequentemente, longe de qualquer chance de levar o prêmio de Melhor do Mundo.

Quer sair do Milan, sai… Quer jogar na Premier League? Também acho que é o campeonato mais legal de todos.

Mas Manchester City com Kia de intermediário… sei lá. Acho que tem oferta melhor por aí.

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: , ,
02/01/2009 - 13:50

Kaká, Beckham, Ronaldinho e os novos Galácticos

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A galáxia saiu de Madri e voou até Milão. Antes, porém, uma breve passada por Dubai, onde o estrelado Milan faz uma (inter)temporada para dar o bote no segundo semestre do futebol europeu (Copa da Uefa e quebrar o possível e inédito tetra da Inter).

Eu não faço idéia qual time Ancelotti vai montar. Parece lógico que Kaká é o super titular. Ele e mais 10 como diz o comercial. Mas acho difícil o meio-de-campo não contar com um volante para substituir Gattuso (Ambrosini?), além dos tradicionais Pirlo e Seedorf. Kaká e Ronaldinho poderiam ser a linha de frente para que Beckham ganhasse uma quarta vaga no meio.

Essa formação com quatro meias e dois atacantes fatalmente colocaria no banco Pato, Shevchenko e Inzaghi. Mas me parece a que dá mais força a uma equipe que já sofre com o desgaste da idade de seus jogadores e não tem rendido tanto com três atacantes.

Meu time seria: Dida, Zambrotta, Senderos, Nesta e Jankulovski; Ambrosini (Emerson), Pirlo, Beckham e Seedorf; Kaká e Ronaldinho.

No papel, parece sólido e bom já que Becks, Pirlo e Seedorf também sabem marcar. O banco é excelente, o que é muito necessário num time dessa idade. Vamos ver se engrena.

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: , , , ,
29/11/2008 - 14:28

Duas posições, quatro jogadores, duas realidades

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Diego Cavalieri, Renan, Henrique e Breno.

Quatro jogadores dos mais badalados jovens dos últimos tempos no futebol brasilis. Todos de seleção. Nenhum vendido para a Arábia ou Ucrânia. Muito menos Japão. Pelo contrário.

Pensando do ponto vista Champions League, Diego e Breno foram para os melhores times (Liverpool, com 5 títulos, e Bayern de Munique, com 4) e Henrique e Renan para os menos melhores (Barcelona, com 2, e Valencia, com 0).

Vamos dar um recorte rápido das atuais situações:

1) Diego Cavalieri (goleiro reserva do Liverpool) – Fez dois jogos apenas, pela Carling Cup. Para goleiro, é uma fogueira entrar sem ritmo, todos sabem. E, juntando um pouco de azar, foi (muito) mal no jogo entre Tottenham e Liverpool. Reina reina no gol dos Reds (com perdão do trocadilho) e jogou todos os jodos da Premier League e os 5 da Campions. Seleção para Diego? Beeeem difícil.

2) Breno (zagueiro reserva do Bayern Munique) – Existem três coisas que orgulham Munique: a oktober fest, a cerveja e a zaga do Bayern de Munique. Lúcio domina. Van Buyten agrada. Tem Demichelis, tem Sagnol, tem Oddo, tem Lahm na esquerda, tem Lell e tem Breno. Breno, aos poucos, está sempre no banco, o que é bom. Mas jogar mesmo é raro. Quase entrou nesta rodada quando o capitão Lucio se machucou, mas o guerreiro brasileiro desisitiu de sair e Breno segue com apenas duas partidas.

3) Renan (goleiro titular absoluto do Valencia) – Voltou da Olimpíada três dias antes de começar a Liga. Para surpresa geral, foi escalado. Não largou mais o osso. Renan já é um ídolo e grande candidato a fazer a torcida do Mestalla esquecer Canizares de uma vez por todas. Na atual liga espanhola é o terceiro menos vazado e um dos responsáveis pelo Valencia seguir na zona de classificação da Champions, perseguindo os líderes Barcelona, Real e Villarreal.

4) Henrique (zagueiro titular absoluto do Bayer Leverkusen) – O Barcelona emprestou Henrique ao Bayer. Time infinitamente menor e que não é sombra mais daquele time que deu pro gasto há alguns anos. O time, alías, perdeu em casa neste final de semana para o Bayern de Munique. Mas Henrique não está nem aí. É titular absoluto, joga todos os jogos, super elogiado e acumulando milhas no futebol europeu. Grandes chances de voltar ao Barça como protagonista no próximo ano e, claro, fazer história.

Os quatro são excelentes jogadores e têm um futuro certo encaminhado. Que fique bem claro que ninguém erra ao assinar com Bayern de Munique e Liverpool, é lógico. Mas não há como negar que, às vezes, um passinho mais atrás (e não 12 passos atrás) vale mais do que dois passos à frente.

Ronaldo, Ronaldinho, Romário, Rivaldo são quatro dos brasileiros melhores do mundo que entraram na Europa assim, em times que passam longe de ser pequenos, mas não são gigantes. Claro que sempre tem as exceções, né Kaká?

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional, Seleção Brasileira Tags: , , , , , , , ,
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