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27/02/2012 - 23:29

O cara que fica…

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Não faço parte do grupo que acha que o trabalho do Dunga foi péssimo. Na verdade, dada a sua nenhuma experiência, a má fase de Ronaldinho e Kaká, e sobretudo o briefing que recebeu ao ser contratado, que era encher esses mimados de porrada acabar com a mordomia e a festa de 4 anos antes, acho que Dunga foi muito melhor do que Parreira havia feito em 2006. Não que isso queira dizer que ele foi excelente, o que não foi. Apenas acho que razoável para bom é o mais indicado.

Aviso importante: o restante deste post vai falar principalmente de Ganso e Neymar.

Aviso mais importante: eu não acho que teria alguma diferença prática no resultado de Brasil x Holanda se Ganso e Neymar tivessem sido convocados por Dunga.

Meu ponto é outro. Segue…

Corta para 2012 e Ganso e Neymar são, de longe, as duas grandes esperanças do futebol brasileiro para a Copa de 2014. E eu pergunto a vocês: alguém aí tem confiança plena de que eles têm chance real de fazer o Brasil ganhar a Copa em casa?

Me adianto a vocês: a resposta é não. Por melhores que sejam (e eles são muito bons) a gente sabe que eles não conseguiriam vencer uma Copa. Nem o chefe deles, Mano Menezes, confia. Tanto que já voltou a chamar Ronaldinho (até quando?) e Kaká e logo logo deve aparecer Robinho por aí.

E entre vários motivos de falta de confiança, destaco um deles: o fato de Dunga não ter levado Ganso e Neymar para o último Mundial. Mais uma vez, vou isentar Dunga pela falha. Do jeito que é pensada a estrutura do futebol no Brasil, restava a Dunga levar 23 jogadores da confiança dele. Se o clamor popular era Ganso e Neymar nas vagas de Julio Baptista e Kleberson, é bom lembrar que Julio decidiu a Copa América para Dunga contra Messi e cia. E que Kleberson trazia a bagagem de 2002.

O que eu quero dizer é que falta na seleção o cara que fica. O diretor, manager, dirigente, presidente, seja lá quem for, que pense um pouco além dos 30 dias da Copa, que sobreviva ao fim do torneio, ao ciclo de um treinador. Dunga seria cobrado pelos 30 dias. Entre o conhecido e o duvidoso, ficou com o primeiro. A meta dele era muito clara e você pode discutir que Neymar é melhor que Julio Baptista para você. Mas não pode afirmar que, na época, uma decisão seria mais certa que a outra.  Assim como a opção por Grafite em vez de Pato.

E é justamente aí que mora o crime. Certamente Ganso e Neymar (cito os dois, mas a lista poderia ter Jefferson, afinal, alguém lembra os outros dois goleiros do último Mundial?) seriam outros jogadores se tivessem estado naquela Copa. Como Ronaldo em 1994 ou Kaká em 2002, que sequer jogaram.

A formação do atleta se faz com a dor de uma eliminação, o ambiente de um Mundial, ver de perto os jogadores que usa no Playstation, sentir o frio na barriga. Ter ido ao Mundial só traria bagagem aos que hoje, injustamente, são os arrimos da seleção que sediará a próxima Copa.

Neymar e Ganso tentam ser líderes de um time que não tem transição. Famosa bola na fogueira.

O cara que fica tem que ter uma cota nas convocações. Vetar ou impor nomes que fazem ou não parte do projeto futuro. De preferência não receber nem bicho se ganhar um torneio, inclusive a Copa, pois a meta dele seria sempre o próximo, não o atual. No mundo corporativo a gente vê executivos fazendo absurdos em nome de “cumprir a meta”. Tudo pelo bônus e eles não estão errados já que a lógica é essa.

O mundo do futebol não é muito diferente.

Ps: Fica aqui a lista dos 23 de Dunga, o executivo, que não é pago para fazer a empresa prosperar no futuro…

GOLEIROS: Julio César (Inter de Milão), Gomes (Tottenham), Doni (Roma)
LATERAIS: Maicon (Inter de Milão), Daniel Alves (Barcelona), Michel Bastos (Lyon), Gilberto (Cruzeiro)
ZAGUEIROS: Lúcio (Inter de Milão), Juan (Roma), Luisão (Benfica), Thiago Silva (Milan)
MEIO:
Felipe Melo (Juventus), Gilberto Silva (Panathinaikos), Ramires (Benfica), Elano (Galatasaray), Kaká (Real Madrid), Josué (Wolfsburg), Julio Baptista (Roma), Kleberson (Flamengo)
ATACANTES: Robinho (Santos), Luis Fabiano (Sevilla), Nilmar (Villarreal), Grafite (Wolfsburg)

Ps2: Esse cara que fica, cof cof, não pode ser o Américo Faria, ok?

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Seleção Brasileira Tags: , , ,
21/01/2010 - 15:48

Três jogos para Ronaldinho virar, mesmo, unanimidade

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Ronaldinho faz parte do grupo de Dunga na Seleção. Não é um estranho como Ronaldo ou qualquer outro que possa aparecer nestes poucos meses de novidade no grupo (Roberto Carlos, por exemplo). Se Ronaldinho fez apenas 3 jogos em 2009, nos outros anos ele foi um dos mais presentes em convocações. Mesmo em má fase, Dunga jamais o descartou. Como não vinha merecendo, não era convocado, critério que o técnico usa muito bem com a maioria de seus comandados, com exceção talvez de Gilberto Silva, Robinho e alguns outros.

No final de 2009, Ronaldinho começou a mostrar melhoras no clube, ainda insuficientes para ser o melhor do Milan, mas já era uma melhora nítida. Agora, Ronaldinho mostra que está em forma ou feliz ou como quer que gostem de dizer toda vez que ele arrebenta. Contra a Juventus, um clássico, fora de casa, foi o dia do ‘clique’. Foi lá que todo mundo finalmente concordou que ele voltou. Depois, no jogo contra o Siena, um show de bola, daqueles dos tempos do Barcelona.

Então é o seguinte. Ele está em forma (o mínimo que pode fazer). Ele é um craque (até Dona Gilda, 90, a minha avó, sabe) e mostrou contra o Siena lampejos do jogador que, entre 2003 e 2006, mudou o jeito de se jogar futebol. O que está faltando? Falta mostrar que voltou a ser competitivo.

E ele tem toda a chance, em três partidas. A primeira é domingo, com transmissão da Espn,às 17h45. O Milan pega a líder Inter, na última chance de diminuir a diferença e quem sabe estragar a festa do penta do rival. Ronaldinho precisa fazer a diferença nesta partida, para começar a mostrar que voltou a ser competitivo.

Depois disso, em fevereiro e março, o Milan tem a duríssima missão de encarar o Manchester United em dois jogos pelas oitavas da Champions League. Do outro lado, pelo menos um jogador que será protagonista na Copa, Wayne Rooney. Mostrar um futebol de alto nível contra um adversário deste porte, com craques e numa competição de altíssimo prestígio é outra coisa.

Ronaldinho não precisa fazer 3 gols em cada uma destas partidas para convencer o mundo de vez. Não espero deles chapéus, letras, bicicletas e hattricks. Ronaldinho, na verdade, tem apenas a obrigação de fazer parte do jogo, colaborar e ser competitvo.

Se, ainda assim, encantar como contra o Siena, aí já vira covardia.

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional, Seleção Brasileira Tags: , , , , ,
19/01/2010 - 11:20

Robinho, antes, precisa fazer o seu trabalho direito

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Robinho vai a Copa. É tão fato quanto Julio César vai a Copa.

Mas ao contrário do goleiro, que segue a mesma boa fase de sempre, Robinho não joga bem na seleção desde a Copa das Confederações.

Mais grave. Enquanto Julio César faz valer o salário na Inter e a cada partida mostra que merece aumento no clube, Robinho segue, aos 26 anos que completará semana que vem, sendo um jogador que ainda vale mais do que joga.

Na Seleção, pelas duas Copas das Confederações e sobretudo pela sua magistral Copa América em 2007, não se pode acusá-lo de nada. A atual má fase e a apagada Copa do Mundo não são motivos suficientes para tirá-lo da lista de 23 que vão a Copa. No máximo, ser reserva, mas isso é problema do Dunga.

Mas Seleção não paga seu salário. E como ele tem jogado nos clubes?

Robinho, todos os anos, renova a ladainha de que seu objetivo é ser o melhor jogador do mundo. Quando fala isso, já começa mal, dando a impressão (que nunca passou na Seleção, diga-se) de que quer ser mais importante que o clube.

Volte um pouco no tempo e veja como foi a longa passagem de Robinho no Real Madrid. Quando chegou, era apenas a surpresa, o xodó, o reserva querido de monstros como Zidane, Ronaldo e Figo. Mas mesmo após a saída dos 3, demorou para se firmar. Quando finalmente tinha tudo para ser o craque do time (e, aí sim, potencial para ser melhor do mundo, indiretamente), saiu. Não se achava valorizado em Madri, como se ele fosse o maior artilheiro da história da Champions League, como Raul, ou dono da melhor média de gols do clube, como Ronaldo.

Na saída, fez uma lambança com o Chelsea, outro time grande onde, naturalmente, é possível ser o melhor do mundo. Acabou no Manchester City, clube em que poderia jogar com o pé nas costas, desde que mostrasse metade da vontade de Carlos Tevez, Kaká ou Rooney em campo.

Robinho, agora, está irritando os ingleses como já irritou os espanhois. Os bastidores dizem que ele não gosta da cidade, do time, do estilo de jogo, do clima, de jogar fora de casa e de nada do que tem lá. Ainda que tenha certo exagero da ávida imprensa inglesa, fato é que chamaram um técnico mais latino para ver se o problema era o polêmico Mark Hughes. Mas até Mancini está cansando do jogador.

Pediu em público para ele melhorar e jogar, independente se o jogo é em casa ou fora, de quanto ele custou (jogador mais caro da história da Inglaterra) ou de qualquer outra coisa, para voltar a ser titular. “Gramado é tudo igual, onde quer que esteja”, diz com toda a propriedade o treinador.

Recentemente, li o blog de um fã do City no site do Mirror, da Inglaterra, e me chamou a atenção a forma como o torcedor, que no final ainda dá crédito a Robinho, começa o texto (tradução livre).

“Ele não pode jogar quando está frio, não consegue quando está molhado, e não joga bem fora de casa, ele não joga quando o jogo fica violento e ao que parece ele não se sente bem jogando no escuro.

Dêem a ele o impecável gramado do estádio City of Manchester numa tarde de sol em setembro e talvez ele jogue. Se a vibe estiver boa. Se a lua estiver em urano…”

Engraçado um técnico italiano e um torcedor inglês pensarem que Robinho virou ‘um jogador fresco’. Duro um brasileiro humilde de São Vicente ter que ouvir algo assim. Um cara que dá tudo quando está com Dunga na seleção. Um verdadeiro operário que, quem acompanha sabe, treina e corre tanto quanto volante quando está na Seleção.

Que Robinho vai a Copa, eu tenho certeza. Que ele já jogou em campos piores do que os gramados da Premier League, eu posso apostar.

Mas está na hora dele parar de querer ser o melhor jogador do mundo para querer, primeiro, apenas fazer seu trabalho direito.

Antes que seja tarde demais.

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Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
25/11/2009 - 14:06

Dunga irrita … por fazer tudo certo

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Dunga tem um defeito grave. Não sabe se relacionar com a imprensa em geral, o que não seria tão importante se a própria imagem dele não ficasse comprometida. Parece que ele acorda todas as manhãs e fala: ‘hoje eu vou mostrar para eles’. Por eles, entenda-se forças ocultas. Forças que o massacraram em 1990 e que, mesmo ele virando queridinho em 1994 e unanimidade em 1998, ele, Dunga, preferiu mantê-las (as forças ocultas), como seu oxigênio de cada dia. A impressão é que quando ele termina o churrasco na casa dele e o convidado diz ‘a carne estava ótima’, ele cerra os lábios e xinga todo mundo que o criticou e disse que ele não era capaz.

E eu, apesar de não concordar com esta postura defensiva/ofensiva demais, confesso que entendo. Cada um se motiva como quiser. Cuca disse para o seu time que ninguém na imprensa acreditava que o Botafogo poderia vencer o líder São Paulo. Mentira. Todo mundo disse que Botafogo x São Paulo era o jogo mais difícil dos últimos 4 do São Paulo. Por essa e outras, entendo o Dunga.

O que o Dunga não sabe, talvez, é que ele tem feito tudo certo, mesmo aos olhos de seus críticos. E quando ele trata todo mundo com cordialidade, tchan tchaaan, não existe mais nada a declarar. Foi assim pelos relatos que li (não estive lá) na coletiva que deu ontem em São Paulo, justamente a terra que tradicionalmente mais pega no pé dos treinadores da Seleção.

Dunga tem um grupo treinado e afinado. Convocou a maioria dos jogadores que se destacaram nos últimos 4 anos. Não levou em consideração nomes e sobrenomes. Barrou Kaká e voltou a dar chance quando ele mereceu. Barrou Adriano e deu nova chance quando ele mereceu. Barrou Ronaldinho, deu chance, barrou de novo e deve voltar a dar chance pois ele está merecendo. Ainda não barrou Robinho, mas não acredito que não o fará se o jogador seguir na má fase em que se encontra.

Conseguiu, como nenhum outro treinador havia conseguido, aproveitar o potencial de Luis Fabiano, e dar a ele o moral de ser o 9 titular, independente de Adriano, Ronaldo, Fred ou qualquer outra sombra da última Copa. Se irrita a você, leitor, ou a mim, ele convocar Elano e Julio Baptista, convenhamos, faça um exercício de memória e verá que os dois jogadores sempre atuam bem e/ou foram decisivos em algum momento no trabalho dele. Assim como Diego, talvez o melhor brasileiro em atividade na Europa na última temporada, teve diversas chances e nunca se encaixou bem no time do técnico. Por desempenho, baniu Afonso Alves e Fernando da Seleção e manteve Felipe Melo. Tudo muito coerente.

Dunga é irritantemente coerente.

Mantém motivado os dois melhores laterais pela lado direito do mundo, mesmo que Dani Alves seja reserva. No outro lado, abertamente, discute com a sociedade sobre os dois nomes que vai levar ao Mundial. Tentou de tudo e, no episódio Fábio Aurélio, praticamente desistiu ao ver o jogar não se apresentar novamente e, 3 dias depois, estar em campo pelo Liverpool.

Na entrevista, defendeu o recurso eletrônico para lances como o de Henry, não quer uma concentração festiva como a da última Copa e também tratou do mais delicado dos assuntos, que é Ronaldo. Independente de você achar que o Fenômeno mereça ou não ser chamado para a Copa, é fato que agora ele tem dois finalizadores tinindo em Luis Fabiano e Adriano. Não é certo dizer que Ronaldo vai à Copa agora, nesta fase, fim de temporada, com ele fora de forma novamente e atuando num Corinthians que cumpre tabela. Seria, sim, repetir o erro, convocá-lo agora por pressão ou pelo peso do nome. Será acerto, claro, convocá-lo por merecimento após ou durante a Libertadores.

Não duvido que o faça. Dunga dá motivos para a gente acreditar que só é teimoso em ser coerente até aqui. Irritantemente coerente.

Dunga irrita … por fazer tudo certo

Dunga tem um defeito grave. Não sabe se relacionar com a imprensa em geral. Parece que

acorda todas as manhãs e fala: ‘hoje eu vou mostrar para eles’. Por eles, entenda-se forças

ocultas. Forças que o massacraram em 1990 e que, mesmo ele virando queridinho em 1994 e

unanimidade em 1998, ele, Dunga, preferiu mantê-las (as forças ocultas), como seu oxigênio

de cada dia. A impressão é que quando ele termina o churrasco na casa dele e o convidado diz

‘a carne estava ótima’, ele cerra os lábios e xinga todo mundo que o criticou e disse que

ele não era capaz.

E eu, apesar de não concordar com esta postura defensiva/ofensiva demais, confesso que

entendo. Cada um se motiva como quiser. Cuca disse para o seu time que ninguém na imprensa

acreditava que o Botafogo poderia vencer o líder São Paulo. Mentira. Todo mundo disse que

Botafogo x São Paulo era o jogo mais difícil dos últimos 4 do São Paulo. Por essa e outras,

entendo o Dunga.

O que o Dunga não sabe, talvez, é que ele tem feito tudo certo, mesmo aos olhos de seus

críticos. E quando ele trata todo mundo com cordialidade, tchan tchaaan, não existe mais

nada a declarar. Foi assim pelos relatos que li (não estive lá) na coletiva que deu ontem em

São Paulo, justamente a terra que tradicionalmente mais pega no pé dos treinadores da

Seleção.

Dunga tem um grupo treinado e afinado. Convocou a maioria dos jogadores que se destacaram

nos últimos 4 anos. Não levou em consideração nomes e sobrenomes. Barrou Kaká e voltou a dar

chance quando ele mereceu. Barrou Adriano e deu nova chance quando ele mereceu. Barrou

Ronaldinho, deu chance, barrou de novo e deve voltar a dar chance pois ele está merecendo.

Ainda não barrou Robinho, mas não acredito que não o fará se o jogador seguir na má fase em

que se encontra.

Conseguiu, como nenhum outro treinador havia conseguido, aproveitar o potencial de Luis

Fabiano, e dar a ele o moral de ser o 9 titular, independente de Adriano, Ronaldo, Fred ou

qualquer outra sombra da última Copa. Se irrita a você, leitor, ou a mim, ele convocar Elano

e Julio Baptista, convenhamos, faça um exercício de memória e verá que os dois jogadores

sempre atuam bem e/ou foram decisivos em algum momento no trabalho dele. Assim como Diego,

talvez o melhor brasileiro em atividade na Europa na última temporada, teve diversas chances

e nunca se encaixou bem no time do técnico. Por desempenho, baniu Afonso Alves e Fernando da

Seleção e manteve Felipe Melo. Tudo muito coerente.

Dunga é irritantemente coerente.

Mantém motivado os dois melhores laterais pela lado direito do mundo, mesmo que Dani Alves

seja reserva. No outro lado, abertamente, discute com a sociedade sobre os dois nomes que

vai levar ao Mundial. Tentou de tudo e, no episódio Fábio Aurélio, praticamente desistiu ao

ver o jogar não se apresentar novamente e, 3 dias depois, estar em campo pelo seu clube.

Na entrevista, defendeu o recurso eletrônico para lances como o de Henry, não quer uma

concentração festiva como a da última Copa e também tratou do mais delicado dos assuntos,

que é Ronaldo. Independente de você achar que o Fenômeno mereça ou não ser chamado para a

Copa, é fato que agora ele tem dois finalizadores tinindo em Luis Fabiano e Adriano. Não é

certo dizer que Ronaldo vai à Copa agora, nesta fase, fim de temporada, com ele fora de

forma novamente e atuando num Corinthians que cumpre tabela. Seria, sim, repetir o erro,

convocá-lo agora por pressão ou pelo peso do nome. Será acerto, claro, convocá-lo por

merecimento após ou durante a Libertadores.

Não duvido que o faça. Dunga dá motivos para a gente acreditar que só é teimoso em ser

coerente até aqui. Irritantemente coerente.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , ,
19/05/2009 - 17:35

Cadê o Fred?

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Faça rapidamente uma lista dos atacantes que podem aparecer na lista de Dunga para a Copa do Mundo. Sua lista não vai conseguir fugir de ter Nilmar (meu favorito), vai ter Ronaldo, o mito, pode ter também os que estão lá (Luis Fabiano, Robinho e Pato). E em dois jogos no máximo terá de volta Adriano, que certamente vai se destacar no Flamengo.

Forçando a barra algum otimista colocará Keirrison, Grafite ou Hulk. Os cruzeirenses, esses sortudos fazedores de grandes atacantes, pensarão, com razão, em Guilherme. Vagner Love não será descartado. Os gremistas tentarão naturalizar Maxi López e lá da Ilha do Retiro ouviremos o coro de Ciro. Não me surpreenderei se Borges, que é o ‘matador-zero-carisma’, seja lembrado, pois há tempos que aqui nesta terra só dá ele.

Mas e o Fred? Cadê o Fred?

Fred teve uma das melhores trajetórias do futebol brasileiro dos últimos tempos ao chegar a Copa de 2006. Pintou como um novo Ronaldo, pois chutava bem com as duas pernas, tinha velocidade, bom cabeceio e cabeça no lugar.

No Mundial, entrou em campo numa das cenas mais interessantes que já presenciei ao vivo. Parreira coloca ele em campo em Munique, contra a Austrália, e um grupinho de senhoras/torcedoras/turistas (típico do Brasil em Copas) lamenta:

– Fred, quem é Fred? Esse Parreira não dá. Nunca ouvi falar deste Fred.

Fred apresentou-se para aquelas senhoras ao marcar o segundo gol brasileiro. Gol de estrela, comemoração diferente, marcante.

Copa terminada e Fred é um dos poucos ‘absolvidos’. Ele saiu ileso e léguas na frente de Adriano como substituto natural de Ronaldo, que tinha sua carreira, mais uma vez, dada como encerrada (arrã).

Mas aí, o que aconteceu? Nada… Fred não fez nada. Conformou-se com entrar de vez em quando no time titular do Lyon (uma espécie de túmulo do futebol brasileiro – ou alguém discorda que o Juninho tem condição de ser titular de Milan, Chelsea, Real ou Barça?). Na Seleção de Dunga, foram 6 convocações, um gol apenas e não é chamado desde junho de 2007 (obrigado, Rodolfo Rodrigues), quando foi cortado da Copa América por contusão. Já em janeiro de 2008, uma capa da revista Placar colocava cinco candidatos a camisa 9 da Seleção. Fred sequer aparecia.

Não é de hoje que Fred parece ter desistido. Uma síndrome meio ‘Ronaldinho Gaúcho’ de se conformar em ser coadjuvante, qualquer coisa tá bom. Deveria ter abandonado o Lyon já em 2007 ou 2008, caso quisesse realmente dar uma nova guinada na carreira.

Aconteceu em 2009 e, claro, não está tarde para ela, a guinada. Pelo contrário, ele tem apenas 25 anos de idade e o mundo pela frente. O problema é que, para quem chegou relativamente em forma já há mais de dois meses, Fred segue devendo. Num Fluminense com os bons Thiago Neves e Conca ao lado, não dá para ele ter tão poucos gols e nenhum decisivo.

Afinal, ele é o Fredgol da foto que ilustra este post, retirada do site oficial do jogador. A marra toda deste site precisa entrar em campo e mostrar alguma coisa. Mostrar que não desistiu.

Oportunidade melhor do que contra o Corinthians de Ronaldo no Maracanã lotado nesta quarta-feira, ele dificilmente terá.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional, Seleção Brasileira Tags: , , , , ,
02/04/2009 - 02:31

Brasil 3 x 0 Peru – fácil, fácil…

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– 3 x 0. Meio sonolento. Mas 3 x 0. Boa vitória. Importante.

– O sono começou nas arquibancadas. Os cambistas passaram o dia tentando vender quilos de ingressos na Rua dos Andradas e toda a região central. Não venderam boa parte deles (bem feito) e o resultado foi o segundo anel vazio atrás dos dois gols (mais do lado do terceiro gol brasileiro).

– Luis Fabiano mostrou o faro do gol de sempre. Marcou seis gols já. Mas alguma coisa diz lá no fundo que ele não vai emplacar sempre. Não sei exatamente o motivo mas sempre parece que vai aparecer um Pato, um Nilmar, um Adriano, um Ronaldo e na última hora tirar o cara da jogada. Parece que não combina com o time, não parece à vontade às vezes. Ele me lembra o Alex, que arrebentou nas duas eliminatórias (2002 e 2006), capitão da Copa América e na hora da Copa foi preterido. A sorte dele é que até hoje não vi técnico mais coerente (teimoso?) do que o Dunga com o que ele mesmo pensa. Para o bem e para o mal. Mas isso é só uma sensação minha. Nem opinião, nem informação.

– Kaká voltou razoável. Mas não dá para comparar o que foi o jogo no Equador com o que o Peru se propôs a fazer no Beira-Rio. Júlio César, o melhor goleiro do mundo, quase foi surpreendido no segundo tempo na única vez que a bola chegou. Estava frio e desatento, provavelmente. Injusto até com Ronaldinho, apesar dele merecer uma reserva, pois não dá para comparar as duas situações de jogo.

– Uma coisa Dunga tem razão. O time tem 22 titulares mesmo. Essas duas rodadas foram mais do que prova. Entrou Kleber, saiu marcelo, entrou Daniel Alves, saiu Maicon. Entrou Josué, Elano, Julio Baptista. No final, parece tudo a mesma coisa, né? Mais uma vez: tanto para o bem quanto para o mal.

– Eu já tinha observado outras vezes, sobretudo durante o longo período em que fiquei na Copa América. Mas a velocidade com que o Daniel Alves chega na bola ou na marcação é algo impressionante.

– Por falar em rapidez, de tanto pedir Pato (a primeira vez foi aos 23 do primeiro tempo), a torcida convenceu Dunga a colocar o jogador. Ele e Ronaldinho. Bem, não foi o sonho da torcida a atuação dos dois, mas pelo menos matou a saudade da gauchada. Pato arremessou até as chuteiras para a torcida no final.

– Quando completou as duas substituições de Pato e Ronaldinho, Dunga experimentou uma sensação diferente. Teve seu nome gritado pela torcida. Mas, na coletiva depois, disse que não fez a votnade da torcida. Apenas precisava dar mais movimentação ao time.

– E o Felipe Melo, depois dessa jogada, deve ter carimbado seu passaporte para a Copa. Ele tem cara de ser aquela aposta do treinador, aquele ‘achado’ que só ele percebeu. Depois dessa, vai até o fim. Se bobear, titular. Veja pelo lado bom. Poderia ter sido o Afonso Alves. Independente disso, Felipe Melo está mais à vontade na Seleção do que o veterano penta Gilberto Silva.

– E o Kaká foi dizer que em uma semana melhorou mais do que em 3 no Milan. A comisão técnica brasileira ficou toda prosa. Esqueceram de fazer outra conta. Anderson, Maicon, Luisão e Marcelo com lesões musculares. O Brasil recuperou um e ‘estragou’ quatro.

– No final das contas, importante mesmo foi o resultado… da Bolívia. Se der para somar os 6 deles, virou goleada.

– E que saudades que eu tenho da arquibancada.

Autor: - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags: , , , ,
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