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18/04/2009 - 20:32

Senhores do tribunal: poupem-nos de Domingos, não de Diego

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Você vai ler muito por aí que Diego Souza fez um papelão. Eu discordo em parte. O futebol tem que ser menos hipócrita. Não sei se Domingos foi instruído para tal, mas a verdade é que entrou e foi direto dizer algo no ouvido do Diego Souza, o melhor jogador do Palmeiras. Diego não fez nada e o juiz deu vermelho para os dois. Depois de expulso, Domingos (daquele tamanho) parecia ‘sei-la-o-que’ se jogando no chão, fazendo aquela cena ridícula e simulando uma agressão que não existiu. Um ator canastrão péssimo e ruim de bola.

Diego ficou revoltado e, digamos, com razão. Quem tem sangue na veia, fica mesmo revoltado com isso. Ainda mais sendo eliminado em casa por um time que já estava jogando muito melhor. Depois, da cabine, é muito fácil dizer que não podia fazer aquilo.

No final, Domingos tomou uma rasteira (e nem doeu). Diego vai pegar um gancho (pq merece, pela agressão, não tem jeito). Mas eu quero ver mesmo o juiz pegar um gancho por ter provocado tudo isso. E o Domingos, por mim, que não joga nem um décimo do que joga o Diego, podia ficar aí uns 3 anos sem aparecer nos gramados. Pela pataquada e por assumir que sua única contribuição ao time seria mesmo tirar na marra o melhor jogador adversário. Papelão. Resta saber se foi um papelão do Domingos ou um papelão do Santos. Senhores do tribunal, por favor, poupem-nos de Domingos e não de Diego.

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Em campo, o Santos deu um baile no Palmeiras. Ganso, Madson e Neymar é um trio muito bom de meio-de-campo para frente. Não acho que está pronto e acho que pode perder tanto de Corinthians (pela raça que o Corinthians vem mostrando) quanto do São Paulo (um time melhor mesmo que o Santos). Mas durante o ano, no Brasileirão, vai ser interessante de ver se eles engrenarem.

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O Palmeiras está abatido. Keirrison parece outro do começo da temporada. Longe, paradão, molenga. Kleiton Xavier fez muita falta. Mas a Libertadores segue prioridade no Palestra. O time pode se classificar ainda, mas precisa reverter essa vontade. Nem tanto para se classificar (porque acho que o Palmeiras classifica), mas sobretudo pelo adversário que pode vir a enfrentar (Boca, com melhor campanha até aqui, por exemplo).

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro Tags: , , ,
04/03/2009 - 09:01

Palmeiras 1 x 3 Colo Colo – as coisas que vi da arquibancada

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– Não sei como foi na TV, mas obviamente Cleiton Xavier se sacrifica em nome de Diego Souza. Essa é uma boa desculpa, mas não é só isso. O novo 10 do Palmeiras sumiu a valer no jogo mais importante que disputou em casa até agora. Se é coincidência ou será algo repetitivo só o tempo (ou o próximo clássico) dirá.

– Diego Souza definitivamente não acerta no Palmeiras. Mas, convenhamos, junto com o incansável Pierre, foi dos poucos que procurou o jogo. Cleiton Xavier não apareceu. Outro presente foi Williams, enquanto aguentou…

– …falar nele, a velocidade de Williams é algo inacreditável. Nos primeiros 30 minutos de jogo, ele ganhou todas na corrida, tanto na frente como ajudando na marcação. Mas a impressão é de que vai perdendo fôlego com o decorrer do jogo. No segundo tempo, perdeu na corrida num contra-ataque do Colo Colo que quase resultou em gol. De duas uma: ou ele começa a dosar no começo ou terá que ser uma substituição obrigatória sempre.

– O goleiro Bruno estava disperso no segundo tempo. Cabeça baixa. Quando a bola estava com o Palmeiras no ataque, ele estava parado com as mãos na cintura. E quase não ‘aqueceu’ ou gritou. Na jogada do terceiro gol, esse ‘sono’ ficou claro já que o atacante adiantou a bola na corrida e o goleiro, que estava plantado na frente do gol, sequer tentou sair para abafar a jogada. Com o time todo no abafa e dois zagueiros lentos, Bruno tinha que se adiantar e ficar na cabeça da área quando o Colo Colo, que só vivia de contra-ataque, estivesse com a bola. Após o terceiro gol, apenas se lamentou.

Keirrison, matador, fez um belo gol de cabeça e perdeu o grande lance para empatar o jogo. Longe da bola, abriu pouco espaço, movimentou-se mal, embolando o já fechado ferrolho chileno. Foi péssimo na partida e mesmo assim quase saiu como herói. Ou seja, a fase é boa mesmo.

– A parte experiente do time do Palmeiras, Marcão e Edmilson, foi a mais vaiada pela torcida. Marcão na lateral esquerda não aguenta. E Edmílson, que falou estar arrepiado de voltar a ouvir a torcida brasileira nas primeiras vitórias, sentiu ontem a parte ruim de entender o que a torcida grita. Lento, foi o mais vaiado de todos. Nos últimos 10 minutos, não podia tocar na bola que ganhava vaia geral.

– Luxa, que ganhou um coro especial da torcida de que só ganha o ‘Paulistinha’, foi para o vestiário de paletó e voltou só de camisa no calor insuportável que fazia na cidade de São Paulo. Ouviu poucas e boas da tal turma do amendoim.

– Naquela região, aliás, uma parte da torcida ficou irritada com a eloquencia de um narrador chileno no momento do segundo gol. O ‘gol’ dele extrapolava o vidro e chegava forte no silêncio que tomava conta daquele setor.

– Não é desculpa, lógico. Até porque o juiz não foi mal em lances decisivos. Mas as arbitragens sul-americanas são coniventes demais com a catimba dos times não-brasileiros e argentinos. Ontem foi irritante o número de vezes que o jogo parou para atendimento de jogadores chilenos. Além do tempo perdido, que nunca é totalmente recuperado, esse cai-cai vai minando jogadores e torcedores.

– Jogo às 21h50 é um absurdo. Mas jogo às 20h00, em São Paulo, é desumano. Detona todo o trânsito da cidade e faz com que boa parte do estádio só consiga entrar aos 40 do primeiro tempo. Acho que 20h30 é o ideal (para a cidade de São Paulo).

Autor: - Categoria(s): Direto da Arquibancada, Futebol Brasileiro Tags: , , , , ,
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