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31/03/2011 - 18:32

Brasil, o país dos (sete) laterais na Champions

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Por Maurício Targino

Vamos combinar que não tem, assim, um craque em CAPS LOCK brasileiro nesta Champions League. Daquele de parar o trânsito. Tem o Kaká. Bem… mas… deixa pra lá. Em compensação, tem um monte de gente boa, que joga para o time, que corre pra caramba e que merece jogar num dos oito melhores times do mundo.

Destaque para os laterais.

Na última Copa do Mundo, a gente só tinha destros. Os canhotos deixaram a desejar. Eis que nove meses após a fatídica partida contra a Holanda, às vésperas das quartas-de-final da Liga dos Campeões, nota-se que nada menos do que sete laterais brasucas integram os elencos de quatro das oito melhores equipes da Europa.

Maicon e Daniel Alves, os dois laterais-direitos de Dunga seguem como titulares absolutos de Inter de Milão e Barcelona, respectivamente. No time catalão, há ainda os laterais-esquerdos Maxwell (que deve assumir a titularidade com a saída de Abidal) e Adriano, “coringa” que no site da competição aparece como meia.

Ainda na lateral-esquerda, o Real Madrid tem o titularíssimo Marcelo, que para muitos deveria ter ido ao Mundial de 2010.

Fechando a lista de laterais, a dupla de gêmeos do Manchester United, Rafael e Fabio, direito e esquerdo respectivamente. Ambos atuaram em 5 das 8 partidas do Red Devils na competição e tudo leva a crer que terão um grande futuro na equipe de Alex Ferguson.

Três pela direita, quatro pela esquerda.

PS: Absolutamente TODOS os 8 melhores times da Champions contam com brasileiros em seus elencos.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional Tags: ,
30/11/2009 - 12:05

Daniel Alves, Ashley Cole e … Vítor

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Eu não gosto do clichê de que ‘futebol se joga pelas pontas’. Pelo contrário, acho que o futebol mais bonito mesmo é pelo meio. Até pela dificuldade. Pelo meio, mais congestionado, mais difícil, o resultado é mais prazeroso. Momentos como quando Pelé e Coutinho, Romário e Bebeto ou Careca e Maradona entravam na área tabelando, na minha memória, são os mais lindos da história do futebol.

Mas nem todo mundo tem esse talento todo. E, por isso, para se ganhar um jogo contra times fechados, nada como os cantos. E como são poucos os atacantes que fazem boas jogadas pelas pontas, e menos ainda os volantes que chegam na frente, os laterais podem ser os grandes diferenciais dos times.

Nos três jogos que eu vi no domingo, três deles fizeram a diferença. Primeiro, Ashley Cole. Ex-Arsenal, era só tocar na bola que tomava a tradicional vaia no clássico. Mas o lateral do Chelsea, acostumado com a recepção, não ligou. Fez os dois cruzamentos para dois primeiros gols que colocaram o Chelsea ainda mais líder da Premier League. Cole cruzou as duas bolas entre o goleiro e a zaga, em curva, com precisão.

Daniel Alves já tinha feito um passe para o gol da vitória do Barcelona contra a Inter de Milão. Pedro (Pedroca, segundo um amiogo de Barcelona) ainda tentou perder o gol, mas não havia como. Dani não cruzou, passou, de cabeça levantada, por trás de Henry e toda a zaga. Um primor. Eis que no clássico contra o Real Madrid ele nem precisou ir ao fundo para dar outro passe no pé de Ibrahimovic. Dois passes de Dani Alves, duas vitórias fundamentais do Barcelona na temporada.

Para fechar o domingo e o caixão do São Paulo: Vítor. O lateral do Goiás teve um defeito apenas na partida, não ser canhoto para ser chamado por Dunga para a seleção. Participou de 3 dos quatro gols, sendo que fez um golaço, o mais importante da partida, pois naquele momento o São Paulo ainda estava melhor em campo e com vantagem.

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