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10/08/2009 - 12:05

O São Paulo que corre riscos (e encanta)

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Um desavisado poderia achar que nada mudou no Morumbi. Primeiro pela habitual desorganização para comprar ingressos na bilheteria.

Segundo pela escalação, a mesma de sempre.

Mas quaaaaanta diferença.

1) O time está motivado.

Os jogadores correm ainda mais do que na época em que era empurrados aos berros por Muricy na beira do gramado.

2) O time está unido e solidário.

Jogadores se ajudam. Dagoberto reclama 90% menos do que costumava reclamar dos companheiros. Todos tocam bola e procuram companheiro em melhor situação (Junior Cesar e Dagoberto deram exemplos disso). Washington sai para a entrada de Borges e ninguém reclama. Todo mundo se abraça no final e comemora com a torcida.

3) O time joga com a bola no chão.

Tá certo que foram dois gols de cabeça contra o Goiás, mas quem viu o jogo todo, viu que o São Paulo joga com a bola no chão. Jorge Wagner, Hernanes, Dagoberto e Junior Cesar, principalmente mas não só, fazem tabelas com passes curtos e entram com a mesma facilidade pelo meio e pelas pontas.

Não sei se o ‘campeão voltou’. Me parece exagero. Até por uma diferença básica. O ‘campeão’ costumava jogar mais fechado e, depois de fazer 1 x 0, parar de jogar. Ficar no contra-ataque, sorrateiro, faturando 3 pontos. Não corria riscos.

O atual time é mais bonito de ver jogar. Parte para cima sempre que pode, erra passes verticais que só erra quem tenta fugir da burocracia e da mesmice dos toques de lado em busca dos 3 pontinhos. Jean e Richarlysson, os volantes mais atrás, vira e mexe chegam na frente. O segundo teve três chances claras.

O São Paulo atual corre riscos. E o Morumbi ontem, feliz da vida como há tempos não se via, agradece.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro Tags: ,
28/05/2009 - 16:22

Direto da Arquibancada (quase): Cruzeiro 2 x 1 São Paulo

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(Quase porque só tinha cadeira especial ainda na bilheteria. Então vá lá.)

– Tudo em relação ao Mineirão é especial. Grande e, quando cheio, espetacular. Aquela cobertura que pega parcialmente a arquibancada garante uma acústica que faz dos jogos lá provavelmente os mais barulhentos do Brasil. A torcida do Cruzeiro se inflama como quase todas as outras, mas a quantidade de gente e a acústica fazem dela especial.

– Antes, porém, a torcida sofre um pouco para chegar, pois o estádio é afastado do centro da cidade. Resultado: já que é longe mesmo e não pode vender bebida nos arredores, eles levam a festa pro estádio. Os carros vão parando pelos estacionamentos, as pessoas vão tirando bancos do porta-malas e até churrasqueiras em alguns casos. Lembra muito o que acontece antes dos jogos de futebol americano e de beisebol nos Estados Unidos. Piquenique ou churrasquinho no estacionamento para esquentar.

– Tudo só para esquentar, que fique claro, porque ir ao Mineirão e não comer o Tropeiro é como não ir ao Mineirão. Feito ali quentinho na hora no prato de plástico. Deixa tomo mundo ligadão para o jogo.

– Parentêses: as mulheres que frequentam o estádio na torcida do Cruzeiro não devem em nada às da Arena da Baixada ou o Beira-Rio. Fecha parênteses.

– O Mineirão está com dois belos telões, uma trás de cada gol. Mais legal ainda, os telões ficaram passando gols da final da Copa do Brasil de 2000 Cruzeiro 2 x 1 São Paulo, de virada. E cada vez que o Cruzeiro vira, no telão, a massa ia à loucura comemorando como se tivesse sido naquele momento. Reveja os melhores momentos deste jogaço de 2000.

– E então começa o jogo e…. caaaaiu o bandeirinha! Que cena sensacional. Exatamente a minha frente. Achei que seria substituído. Mas bandeirou no sacrifício (e acertou tudo).

– Kleber e Dagoberto. O que eu posso dizer desses dois? Eles vivem reclamando de perseguição da arbitragem brasileira. Aí chamam um juiz gringo para apitar. Desses que não fazem ideia quem é Kleber e quem é Dagoberto. Desses que deixam o jogo correr como os dois querem e não dão falta besta. Não deu nem 30 minutos de jogo e os dois já estavam amarelados.

– Um juiz caolho que apita futebol feminino no Vietnã daria cartão para Kleber e Dagoberto em qualquer jogo que eles venham a disputar. E eles reclamam de perseguição…

– E o intervalo chega com o Mineirão indo abaixo. O gol fez com que a torcida passasse os 15 minutos gritando e pulando.

– Dava até para ouvir o coro, tímido, de: ‘O Barcelona, pode esperar, a sua hora vai chegar!’

– O jogo começa ainda melhor no segundo tempo. O São Paulo vai para cima e Fábio mostra porque é considerado um dos melhores goleiros do Brasil. Quando o empate finalmente sai, a torcida do São Paulo, atrás do gol na geral, explode.

– O Cruzeiro não tinha na partida a habitual inspiração e, então, foi na força. Zé Carlos é chamado e a torcida aplaude. É a dose bruta para peitar Miranda, André Dias e o reino encantando dos volantes do MUricy (assunto para outro dia).

– O São Paulo poderia ter feito o segundo, mas sempre esbarrou em Fábio. O Cruzeiro foi, então, e fez. Festa do torcida. O mesmo resultado da final da Copa do Brasil 2000 e a vantagem do empate no Morumbi.

– O São Paulo também sai feliz com o gol fora de casa. Resta saber como será a volta…

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Autor: - Categoria(s): Direto da Arquibancada, Libertadores Tags: , , , , ,
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