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06/01/2010 - 12:18

Ano de Copa – ano de desastre no calendário

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Feliz ano velho, boleiros.

Parece que foi ontem.

A Libertadores de 2006 foi interrompida no meio das quartas-de-final devido à disputa da Copa do Mundo da Alemanha. O Internacional foi a Quito no dia 10 de maio enfrentar a LDU. Perdeu de 2 x 1 e teve que esperar 40 dias para poder dar o troco, no dia 19 de julho, quando Renteria, aos 42 minutos do segundo tempo, fez o 2 x 0 que selou de vez a vaga do Colorado para a semifinal.

Incômodo semelhante passou o São Paulo, que ainda teve que encarar uma disputa de pênaltis com o Estudiantes, após os 40 dias da primeira partida. Rogério Ceni e Mineiro, inclusive, ficaram estes 40 dias fora, pois estavam disputando a Copa do Mundo.

Mas ainda tem a cereja do bolo. O mais mambembe e ridículo dos momentos de amadorismo da história do calendário sul-americano que se tem notícia. Ricardo Oliveira, o craque de última hora da equipe do Morumbi, então emprestado ao São Paulo, jogou a primeira partida da decisão e, pasmem, teve que retornar à Europa antes do segundo jogo da final. É como se Messi ou Cristiano Ronaldo fossem impedidos de jogar a última final da Champions League entre Barcelona e Manchester United depois de disputar o torneio todo.

Bom. Nem gosto de lembrar. Essas coisas me desanimam.

Corta para 2010. Devem ter aprendido, certo?

Fon fon fon. Errado. Não aprenderam.

A Libertadores vai parar de novo em maio. E vai ter a sua final no dia 18 de agosto. Desde que o mundo é mundo, a gente sabe que em junho, a cada quatro anos, tem ‘só’ a Copa do Mundo. Não é coisa que precisa lembrar. E eu não estou aqui dando notícia exclusiva ao afirmar que já está marcado o mesmo evento para junho de 2014, 2018 e 2022. Tem gente que não marca férias, casamento, batizado e, se puder planejar, não deixa nascer filho em junho de Copa.

Em 2010, tem só gente grande, como se diz, na Libertadores do lado brasileiro. As três maiores torcidas do Brasil e mais os campeões Cruzeiro e Internacional. Com os argentinos fora, é barbada que vai ter Brasil nos jogos finais. Sem falar do Brasileirão, claro, que também não merecia parar por tanto tempo.

É tão esdrúxulo esfriar o ímpeto das torcidas no momento máximo de seus clubes (todo mundo sabe que se torce mais para clube do que seleção no Brasil) quanto seria humilhante para a Copa do Mundo, evento máximo, ter que dividir atenção com qualquer outra competição.

O ideal, claro, era fazer tudo a seu tempo. Acha difícil? É só ligar para a UEFA e perguntar como.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional Tags: , , , , , , ,
28/05/2009 - 16:22

Direto da Arquibancada (quase): Cruzeiro 2 x 1 São Paulo

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(Quase porque só tinha cadeira especial ainda na bilheteria. Então vá lá.)

– Tudo em relação ao Mineirão é especial. Grande e, quando cheio, espetacular. Aquela cobertura que pega parcialmente a arquibancada garante uma acústica que faz dos jogos lá provavelmente os mais barulhentos do Brasil. A torcida do Cruzeiro se inflama como quase todas as outras, mas a quantidade de gente e a acústica fazem dela especial.

– Antes, porém, a torcida sofre um pouco para chegar, pois o estádio é afastado do centro da cidade. Resultado: já que é longe mesmo e não pode vender bebida nos arredores, eles levam a festa pro estádio. Os carros vão parando pelos estacionamentos, as pessoas vão tirando bancos do porta-malas e até churrasqueiras em alguns casos. Lembra muito o que acontece antes dos jogos de futebol americano e de beisebol nos Estados Unidos. Piquenique ou churrasquinho no estacionamento para esquentar.

– Tudo só para esquentar, que fique claro, porque ir ao Mineirão e não comer o Tropeiro é como não ir ao Mineirão. Feito ali quentinho na hora no prato de plástico. Deixa tomo mundo ligadão para o jogo.

– Parentêses: as mulheres que frequentam o estádio na torcida do Cruzeiro não devem em nada às da Arena da Baixada ou o Beira-Rio. Fecha parênteses.

– O Mineirão está com dois belos telões, uma trás de cada gol. Mais legal ainda, os telões ficaram passando gols da final da Copa do Brasil de 2000 Cruzeiro 2 x 1 São Paulo, de virada. E cada vez que o Cruzeiro vira, no telão, a massa ia à loucura comemorando como se tivesse sido naquele momento. Reveja os melhores momentos deste jogaço de 2000.

– E então começa o jogo e…. caaaaiu o bandeirinha! Que cena sensacional. Exatamente a minha frente. Achei que seria substituído. Mas bandeirou no sacrifício (e acertou tudo).

– Kleber e Dagoberto. O que eu posso dizer desses dois? Eles vivem reclamando de perseguição da arbitragem brasileira. Aí chamam um juiz gringo para apitar. Desses que não fazem ideia quem é Kleber e quem é Dagoberto. Desses que deixam o jogo correr como os dois querem e não dão falta besta. Não deu nem 30 minutos de jogo e os dois já estavam amarelados.

– Um juiz caolho que apita futebol feminino no Vietnã daria cartão para Kleber e Dagoberto em qualquer jogo que eles venham a disputar. E eles reclamam de perseguição…

– E o intervalo chega com o Mineirão indo abaixo. O gol fez com que a torcida passasse os 15 minutos gritando e pulando.

– Dava até para ouvir o coro, tímido, de: ‘O Barcelona, pode esperar, a sua hora vai chegar!’

– O jogo começa ainda melhor no segundo tempo. O São Paulo vai para cima e Fábio mostra porque é considerado um dos melhores goleiros do Brasil. Quando o empate finalmente sai, a torcida do São Paulo, atrás do gol na geral, explode.

– O Cruzeiro não tinha na partida a habitual inspiração e, então, foi na força. Zé Carlos é chamado e a torcida aplaude. É a dose bruta para peitar Miranda, André Dias e o reino encantando dos volantes do MUricy (assunto para outro dia).

– O São Paulo poderia ter feito o segundo, mas sempre esbarrou em Fábio. O Cruzeiro foi, então, e fez. Festa do torcida. O mesmo resultado da final da Copa do Brasil 2000 e a vantagem do empate no Morumbi.

– O São Paulo também sai feliz com o gol fora de casa. Resta saber como será a volta…

Leia outros Direto da Arquibancada

Autor: - Categoria(s): Direto da Arquibancada, Libertadores Tags: , , , , ,
27/05/2009 - 18:13

Barcelona, adversário do Cruzeiro…

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Calma, calma…

Isso é o que se diz aqui na metade azul de Belo Horizonte, palco do jogo Cruzeiro x São Paulo logo mais. Ninguém acredita que possa dar outra coisa.

Amanhã, então, este blog promete:

– Cenas direto da festa na cidade de Barcelona que ninguém viu (a verdade nua e crua);

– Impressões do Estádio Olímpico de Roma que só quem esteve lá sabe contar;

– Tudo.. mas tudo mesmo sobre o duelo do ano, entre Cruzeiro x São Paulo, direto do Mineirão;

– e uma fantástica história de chilenos loucos por futebol em… Porto Alegre, torcendo pelo Coxa contra o Inter

– E otras cositas mas…

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional, Libertadores Tags: , , , , , , ,
04/05/2009 - 13:19

Elias, Ganso, Ibra, Barcelona e o futebol do feriado

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– O Bicho papão do ano é o Barcelona. O único medo que dá é que depois de meter seis no Real Madrid no Bernabeu fique difícil manter a concentração (fica mesmo, vamos combinar). E aí o chatinho Chelsea sob comando do bruxo Hiddink pode conseguir uma das maiores zebras dos últimos anos da Champions League: eliminar o grande time do torneio.

– Afinal, o ano do Barcelona está ganho depois dessa humilhação pública em Madri. Mas que os deuses nos permitam a final Manchester United x Barcelona em Roma.

– Outro grande momento do futebol europeu no feriado. Ibrahimovic sendo vaiado pela própria torcida da Inter na partida contra a Lazio. Aí ele pega a bola, tira do zagueiro e bate para abrir o placar. Depois dá um passe primoroso para o segundo gol. Nos dois lances, mandou a torcida calar a boca sem dó. Está muito na cara que o sueco está de saída (Real Madrid?).

Por aqui

– Vamos voltar ao Brasil. Não sei se alguém reparou, mas surgiu um novo camisa 10 no futebol brasileiro. Eu tava com saudade já de ver um cara que pega a bola no meio e toca pra frente, na vertical e não faz passe de lado para os alas. Não é volante que sabe sair jogando nem atacante que vem buscar jogo. É o 10. Posição do Alex do Fenerbahçe, posição que a gente gostaria de ver o Ronaldinho jogar.

– Alguém sabe de quem eu estou falando? Paulo Henrique, o tal Ganso santista. O Neymar tem todos os holofotes mas, para mim, a grande revelação do Paulistão foi Paulo Henrique.

– E alguns vão dizer: ‘mas ele erra muito passe’. Pois é, quem toca na frente, enfia a bola entre os zagueiros, tenta tabela pelos espaços mais apertados, erra mais passe mesmo. Quem toca de lado, realmente não erra passe. Volante e zagueiro dificilmente erra passe. Paulo Henrique cansou de colocar o Kleber Pereira na cara do gol nos dois jogos. Fora isso, lançou Triguinho, Neymar e mesmo Madson diversas vezes. Sabe receber a bola de costas para o gol e virar, ou vir com ela dominada.

– Mesmo assim, Paulo Henrique está longe de figurar ente os três melhores do torneio. É apenas uma grata surpresa que, perdendo um pouco mais a timidez, ganhando força, pode encher os olhos no Brasileirão.

Top 3 Paulistão

– Na terceira posição fica Madson. Não é um cracaço de bola, mas ninguém correu mais do que ele nas quatro últimas partidas (o Jorge Henrique chegou perto na corrida, mas não criou nem um terço do que o baixinho santista criou e decidiu). Chuta bem, dribla, vai para a linha de fundo, corre atrás do prejuízo. Dá gosto de ver.

– O segundo lugar é uma espécie de primeiro: Elias. O mais voluntarioso também. Não acho que seja um jogador de seleção ou algo do gênero (ao contrário de André Santos, que merece uma chance), mas acho Elias, além da cara do Corinthians, o retrato deste título.

– O primeiro não tem nem graça. Ronaldo nem precisou jogar o campeonato inteiro e muito menos fazer grande partida no jogo de volta para ganhar o prêmio. Acabou com o São Paulo no Morumbi e com o Santos na Vila. Fica devendo uma apresentação de gala no Pacaembu. Quem sabe já não acontece nesta quarta…

– Por falar em Atlético-PR, sei não viu? Campeão e terceiro colocados do paranaense precisam entrar bem espertos no Brasileirão, ainda que os dois tenham chances de classificação na Copa do Brasil (Coxa já classificado). Considerando o elenco e mesmo a campanha que os quatro grandes de São Paulo, os três do Rio, os dois do RS, o Cruzeiro, o Sport e até o Vitória fizeram na pré-temporada, a dupla atletiba entra em desvantagem, pelo menos aparentemente, para mais da metade dos clubes do torneio. Ou estou enganado?

– Falando em estaduais, que vexame o fogo no William, o campo lotado de gente e a pancadaria no Ba-Vi. Sem contar ‘nosso amigo’ Domingos…

– E o Botafogo… ai ai ai. Nem com reza brava.

– Por último, meus parabéns ao Avaí pelo título e a Chapecoense pela vaga na série D.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro Tags: , , , , , ,
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