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08/02/2013 - 15:55

Uma Copa sem Cristiano Ronaldo

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Se a Copa do Mundo do Brasil fosse amanhã, ela não teria o segundo melhor jogador do mundo nela.

Cristiano Ronaldo, que tem duas Copas do Mundo no currículo, amarga um terceiro lugar no seu grupo nas Eliminatórias, atrás de Rússia e Israel. Tem tempo ainda, mas a realidade de Portugal mostra um time fraco, irregular e totalmente dependente de CR7 na frente e de Pepe na retaguarda. É mais provável que o time esteja prestes a quebrar aquela que seria uma inédita sequência de quatro Mundiais consecutivos dos portugueses.

CR7 não tem culpa. Portugal chegou a ter vários jogadores de ponta no mesmo time. Ainda que nunca tenha apresentado um futebol digno de seu grande jogador em todos os tempos, foi justamente nestes dois últimos Mundiais que a equipe alcançou um honroso quarto lugar em 2006 (com direito a histórico jogo contra a Holanda com 12 cartões amarelos, uma das maiores pancadarias da história das Copas) e vendeu caro para a campeã Espanha (por 0x 1) a vaga nas quartas-de-final em 2010.

O impacto de não ter Cristiano Ronaldo no Mundial é sem precedentes no futebol. A história conta algumas histórias, tristes, de grandes craques que jamais disputaram a Copa, como Di Stefano, George Weah, George Best. No Brasil, Alex, para lembrar um em atividade.

Não é o caso de CR7, com dois mundiais nas costas. Mas talvez seja a ausência mais cruel de todas. Seja pelo que representa o jogador para o “show”. Seja porque Cristiano luta gol a gol para ser o melhor do mundo.  Aqui mesmo já falamos de suas incríveis médias e como Messi precisa jogar todos os jogos para manter um corpo de vantagem em relação português.

De todas as derrotas que Cristiano Ronaldo têm sofrido de Messi, é justamente na Copa que ele tem a “desforra”. Os dois têm duas Copas. Se nenhum foi exatamente genial nelas, pelo menos o português marcou 2 gols contra apenas 1 do argentino. E, além de ser semifinalista em uma delas, não sofreu a humilhação de tomar 4 gols da Alemanha como sentiu na pele Messi em 2010.

Sua coleção de reações ao fato de ser o segundo melhor do mundo há 4 anos dá uma boa dimensão do que seria para ele assistir ao Mundial do Brasil da televisão. Ruim para ele. Pior para o Mundial.

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional, Sem categoria Tags: ,
10/01/2013 - 14:41

As médias…

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Cristiano Ronaldo, aos 27 anos:

595 jogos
344 gols (com os três de ontem)

Isso é a carreira inteira, contando também Sporting, M. United e Portugal.

O que chama a atenção que esta média é muito baixa se comparada apenas ao seu desempenho no Real Madrid. Pelo clube merengue ele soma:

173 jogos
175 gols

Ou seja, além de fazer mais de um por jogo, ele fez metade dos gols da carreira dele pelo time de Madri.

Absurdo, certo?

Mais ou menos.

Absurdo, claro. Não é uma média de um gol por jogo em 10, 20 jogos ou dois meses. É uma média de um gol por jogo em 173 jogos, ou 3 anos e meio.

Mas menos absurdo quando você coloca ao lado dele o cara que tira o sono e faz CR7 ficar com essa carinha animada da foto.

Messi é o seguinte, aos 25 anos.

432 jogos
320 gols

Média 0,74 contando Barça e Seleção

Pior. Se formos levar em conta apenas o período em que CR7 fez os 175 gols em 173 jogos, ou seja, desde que CR7 chegou ao Real, a média de Messi no Barcelona é assim:

195 jogos
209 gols

1,07 gol/jogo

Difícil a vida do português. Chato ser o segundo mesmo quando você se supera e joga demais…

ps.: apenas para ilustrar este post. A média do corintiano Alexandre Pato no Milan, considerada alta para os padrões italianos, é de 63 gols em 150 jogos na equipe. 0,42 por jogo. Média maior que a de Cristiano Ronaldo até chegar no Real Madrid, mas sem comparação a atual fase dos dois maiores jogadores de futebol do momento.

ps2: pode ter um número a mais outro a menos aí. Não são oficiais. Mas deu para entender, certo?

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional Tags: , ,
18/05/2012 - 12:44

Neymar, global

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Se me perguntarem, eu sou partidário do “Vai embora, Neymar”, que o colunista da Folha de SP Lúcio Ribeiro levantou como bandeira ainda em 2011. É só procurar aqui nos arquivos deste blog que compartilho de opiniões parecidas. Mas para resumir, eu acho que o Brasil precisa segurar jogadores, sim, nos seus campeonatos, para elevar o nível do futebol por aqui.

Mas eu acho que antes de segurar um craque do tamanho do Neymar, a gente tem que segurar nossos médios. Repatriar todo o pessoal que está na Ucrânia, na Rússia, em Portugal, na Turquia. Jogadores que não estão nos clubes top das grandes Ligas idem.

Volta Nilmar, Alex, Fernandinho, William. Volta Denílson e Jadson (como voltaram), volta Lucas, volta Anderson. São jogadores bons, mas que poderiam estar por aqui, tornando o campeonato Brasileiro mais forte e os times voltarem a ser as grandes fontes e base da Seleção Brasileira.

Mas Neymar? Não, discordo. Neymar pode ser um Ronaldinho Gaúcho, um Ronaldo, um Romário, um Rivaldo, um Kaká, todos eles eleitos melhores jogadores do mundo. E estes foram grandes porque conquistaram a Europa, sendo a estrela de grandes clubes e vencendo nas Ligas mais difíceis do planeta.

Aqui, Neymar destoa. Em vez de nivelar, desequilibra. Em vez de aprender a encarar bons zagueiros, nada de braçada nas frágeis zagas brasileiras. Em vez de aprender a jogar em pé, é totalmente protegido pelas péssimas arbitragens brasileiras. Em vez de aprender a tocar a bola, pega ela e vai para cima em TODAS as jogadas, o que é bom para ele, mas não necessariamente para um futebol coletivo.

Neymar é um craque  global. Internacional. E precisa provar lá isso, ao lado ou contra Iniesta, Thiago Silva, Cristiano Ronaldo, Sneijder, Messi entre outros. Tão global que é a estrela do comercial “longa metragem” da Nike para a Eurocopa (veja bem, torneio em que só jogam europeus), neste ótimo filme feito pela agência Wieden+Kennedy.

A trilha sonora, para quem curtiu,  é da banda “The Eighties Matchbox B-Line Disaster” e chama Chicken.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , ,
10/01/2012 - 11:03

O difícil papel de ser o número 2 até quando se é o número 1

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Veja a vibrante comemoração de Cristiano Ronaldo no jogo contra o Granada:

Os estragos que o Barcelona está causando e ainda deve causar no futebol mundial em geral e no Real Madrid em particular vão muito além dos títulos e glórias. Cristiano Ronaldo talvez seja a vítima que mais chama a atenção.

O fato de não comemorar o gol não importa muito. Mas os fatos são marcantes. Cristiano Ronaldo anotou, contra o Granada, seu gol 21 em 17 jogos na atual Liga Espanhola. Pelo Real Madrid, são 112 gols em 114 jogos, uma média mais do que espetacular.

Títulos também não serão exatamente um problema. Ano passado, o time ficou com a Copa do Rei que, se não cura as feridas abertas pelo Barcelona, pelo menos fez o próprio Messi chorar de raiva como mostra essa foto, tirada no vestiário logo após a vitória merengue.

Outros títulos virão. Na rodada do último final de semana, o Barcelona tropeçou de novo e o Real Madrid abriu cinco pontos na liderança da Liga. Ou seja, é muito possível, até provável, que o Real seja o campeão espanhol mesmo tomando dois shows de bola do Barcelona já que o clássico que foi um passeio no primeiro turno agora será na casa do Barcelona.

Só existe uma redenção possível: a Champions League. A sonhada décima do Real Madrid, ensaiada e fracassada já desde 2002. Mesmo ela, fico aqui pensando, pode ser um corta-clima grande dependendo como for, principalmente para Cristiano Ronaldo. Neste nível, não basta chegar na frente, é preciso ser o melhor. Se esse título vier sem um confronto direto contra o Barcelona para vingar a temporada passada, vão sempre dizer que é justo, mas faltou alguma coisa.

Artilheiro e líder do campeonato espanhol, melhor campanha da Champions League até aqui. Craque que chuta com a direita, a esquerda, cabeceia, corre mais do que todos, joga num time de ponta. Mas é, como foi ontem na votação da Fifa, o segundo. Mesmo quando é o primeiro.

Jan Ulrich

Essa história começa a me lembrar a de Jan Ulrich, ciclista alemão fenômeno que venceu a Tour de France em 1997. No ano seguinte, Lance Armstrong venceu pela primeira vez e venceria outras seis seguidas, se tornando o maior mito da história da prova. Ulrich, no melhor estilo Cristiano Ronaldo, foi vice em 4 destas sete vitórias de Lance.

Ulrich ganhou uma medalha olímpica em 2000 e é considerado um dos melhores ciclistas de todos os tempos. Em 2003, foi escolhido o maior esportista alemão mesmo no auge de Michael Schumacher. Mas, como Cristiano e Messi, Ulrich encontrou Lance pela frente.

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: ,
22/07/2011 - 09:55

Cristiano Ronaldo, por ippon

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08/02/2011 - 12:49

Ronaldo, brilha muito no…

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Keeping the magic (and the blog) alive

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional, Videos Futebol Tags: ,
29/06/2010 - 19:23

Grandes momentos da Copa

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(versão “tire as crianças da sala)

Cristiano Ronaldo



Joachim Low

(Veja Eboué falando coreano e Capello usando o cotovelo em mais vídeos abaixo)

Autor: - Categoria(s): Copa do Mundo Tags: ,
11/01/2010 - 13:11

Quem sabe, sabe…

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Messi fez um golaço no final de semana. Por cima do goleiro. Se não viu, procure. Gol de craque consagrado (com Champions e Mundial de Clubes e o título de melhor do mundo, já dá pra consagrar, vai?).

Mas eu queria destacar duas matadas de bola aqui. Uma resultou em gol e a outra, não.

Cristiano Ronaldo, por pouco, não marcou contra o Mallorca. A matada de perna esquerda é de craque e o chute de direita passou raspando. Veja no segundo 45 deste vídeo abaixo.

E Ronaldinho, no clássico contra a Juve, mostrou que a classe ainda existe. Faltava estar em forma, coisa que parece acontecer pela primeira vez desde 2006 (pelo menos neste começo de temporada). Matou a bola no peito já deixando ela cair para a perna direita e procurando o canto. Por conta da bagunça feita pela torcida da Juve, só dá para ver o gol no replay.

Por fim, por falar em gols, o do sul-africano Pienaar pelo Everton contra o Arsenal por cobertura foi lindo. Mas foi no dia seguinte que um gol parecido fez o queixo do mundo da bola cair um pouco. É sempre bom ver um jovem nascer para o futebol, independente se ele vingará como Messi ou se naufragará como Freddy Adu.

O espanhol Sergio Canales, do Racing Santander, foi o jogador da rodada. Fez os dois gols na vitória de seu time fora de casa contra o Sevilla. Canales nasceu nos anos 90, mais precisamente em 16 de fevereiro de 1991, ou seja, ainda tem 18 anos.

Canhoto, ele não é atacante, mas sim um meia ofensivo, posição das mais carentes em todo o futebol mundial. Foi titular em apenas 3 partidas no campeonato e já marcou 4 gols. Joga no time do brasileiro Henrique, zagueiro do Barça que está emprestado. Veja os dois golaços do garoto, que na Inglaterra já é chamado de ‘bonitão e bom de bola’.

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Site Oficial do Canales
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22/12/2009 - 01:17

O locutor e o gol

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Escolher melhor jogador do ano ou melhor time da década é das coisas mais polêmicas que existe. Todos os votos são válidos. Não existe medida para emoção. Cada um sente como quiser e cada um escolhe a que quiser.

Gol mais bonito então, muito mais difícil. Eu vi gols da Segunda Divisão que poderiam figurar na lista dos mais da Fifa nesta segunda. O campeão foi um gol do Cristiano Ronaldo que, para mim, devo confessar, poderia muito bem ser o gol mais bonito do ano realmente. Sobretudo pelo fato de que eu assistia ao jogo naquele momento e o calor da jogada, a importância do gol e mais a narração na Espn (não me lembrarei do narrador) fazem todo um conjunto.

O gol que eu votaria, no entanto, seria o do Grafite. Não por ser brasileiro (patriotada não é comigo), mas sempre acho mais bonito um gol de técnica e/ou lances inesperados do que canhões para o gol. Mas, mais do que isso, a narração em inglês deste gol vale o show. O narrador, de tão abismado pelo lance, resolve prestar uma homenagem aos locutores brasileiros, narrando gol como se narra por aqui. Para quem foi pego de surpresa, sim, uma baita emoção.

Isso me lembrou (também juro que não sou saudosista) um momento de Careca, o grande camisa 9 do Brasil na década de 80. Momento dele e de Luciano do Valle. No Maracanã, na semifinal da final do Brasileiro de 1986, Careca fez uma pintura que se fosse nos dias de hoje, renderia uma indicação da Fifa para melhor gol do ano.

Careca, na cara do gol, podendo dar um bico para as redes do Maraca, inventou de encobrir o goleiro E o zagueiro de uma forma que Zidane não tentaria em final de Copa. Mas depois do toque por cima, ninguém sabia exatamente se a bola havia entrado ou não. Luciano do Valle, no auge da forma, em vez de gritar gol, gritou ‘espetacular’ e depois emendou ‘gênio’, numa daquelas narrações que faz menino de 10 anos nunca mais esquecer. Achei o vídeo com gol, narração e entrevista do Careca no youtube e, só por isso, já valeria o ano de 2009.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional Tags: , , ,
08/07/2009 - 19:44

As coisas que o dinheiro de Florentino não compra

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Não tem como falar menos do Real Madrid do que o mundo todo está falando. Afinal, eles contrataram, de uma vez, os dois últimos melhores jogadores do mundo. Contrataram mais gente também, como o ótimo Benzema, o competente Albiol. E ainda querem mais gente, com Maicon fazendo parte da mais megalomaníaca das listas.

Gastaram tanto dinheiro que fica até difícil lembrar que cerca de 400 km do Santiago Bernabeu tem um timaço de futebol, campeão da tríplice coroa (Copa, Liga e Champions), na última temporada. Um time que talvez tenha uma ou outra baixa, mas que também está preparando contratações.

Time que tem o atual (e não passado) melhor jogador do mundo, Messi. Mas tem mais do que isso. Tem Xavi e Iniesta, o melhor meio-campo do mundo. E, finalmente, pelo menos nos últimos anos, o Barcelona tem algo que o Real Madrid não pode comprar.

O sentimento.

O sentimento de Xavi e Iniesta. A liderança e o amor de Puyol pelas cores de seu clube (mais do que um clube, como diz o slogan). Algo que Raúl representa em Madrid mas que, certamente, não terá mais tanto espaço no clube.

Algo que Kaká e Cristiano Ronaldo até podem desenvolver, mas que leva um certo tempo. Vão precisar de muito futebol para superar essa lacuna.

Não sou daqueles românticos, que acredita no amor à camisa puro e simples e acima de tudo. Acho que isso é uma coisa ultrapassada quando se pensa que jogar futebol também é um trabalho e o profissionalismo, em 90% dos casos, é mais desejável do que o amadorismo (no sentido amor mesmo da palavra).

Mas tem coisas que motivam mais do que as outras. E, no caso do Barcelona, com Messi por lá desde que ‘nasceu’ praticamente, com Xavi, Iniesta jogando o que jogam e ainda sendo de casa, e, sobretudo, a garra de Puyol, a motivação deve ser um grande obstáculo para o dinheiro de Florentino Perez.

Os três melhores jogadores do time e mais o capitão (que não é assim, digamos, um gênio da bola) só vestiram uma camisa na vida. Formados, criados e mantidos desde as canteras do FC Barcelona.

Para não deixar o fã do Real Madrid totalmente desanimado, eu termino com um vídeo daquela que promete ser a maior rivalidade de ‘sentimento’ da temporada. Cristiano Ronaldo e Puyol se degladiando na última final da Champions League. Parace que Cristiano já chega com uma boa briga comprada com o capitão catalão. Eu chamaria de um bom começo…

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