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07/12/2009 - 00:08

Drama e correria no Couto Pereira

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Quem me contou o abaixo ocorrido é adulto, tem 33 anos, capaz e praticante de boxe. Frequenta estádios eventualmente e não é nenhum marinheiro de primeira viagem em termos de futebol e suas confusões. Não tem, assim, motivos para exagerar no relato que me fez após estar no estádio Major Antonio Couto Pereira, no Alto da Glória, no último domingo depois do jogo Coritiba 1 x 1 Fluminense, que salvou o segundo e rebaixou o primeiro do Brasileirão 2009.

“O jogo acabou e não deu tempo das pessoas ‘sofrerem’. Geralmente quando você tem uma tristeza grande, você precisa chorar de tristeza, colocar para fora, sentir de verdade a perda. Mas foram apenas 30 segundos de choro de tristeza até o primeiro torcedor invadir o gramado. Logo virou choro de pânico. Crianças e mulheres desesperadas.

Vários torcedores invadiram o gramado e a parte onde eu estava começou a ficar agitada, tentando sair. Como as saídas estavam bloqueadas e tinha correria, a turma da arquibancada da rua Mauá foi para cima, o mais longe possível da confusão. Mas do lado de fora, a polícia de elite já estava acionada. E mandava tiros de efeito moral, para cima. Como a gente estava na parte alta do estádio, ficamos com medo e fomos ao chão. Centenas de homens, mulheres e crianças deitadas de bruços no chão do último andar do segundo anel do estádio. Parecia uma guerra. Crianças em pânico.

O helicóptero para resgatar feridos chegou e continuamos ilhados no Couto Pereira. Algumas mulheres desesperadas com seus filhos queriam correr em direção à saída. Eu e alguns torcedores que estavam perto de mim organizamos um cordão de isolamento humano improvisado pois se as pessoas corressem naquele momento seria uma tragédia. O pânico e a corrida desordenada certamente fariam torcedores serem empurrados ou pisoteados na direção das grades.

Conseguimos conter o ímpeto de fugir das pessoas. Nas rádios, os jornalistas mandavam todos ficarem no estádio pois lá fora era uma batalha campal. Ao mesmo tempo, policiais atiravam bombas de borracha na torcida organziada Império Alviverde e alguns fugiam para o nosso lado. Se correr o bicho pega se ficar o bicho come.

Depois de um tempo, resolvi que precisava ir embora. Fui sozinho. Quando saí do estádio na rua Mauá, vi a polícia vindo com bombas e armas. Na minha direção, uma multidão de torcedores correndo e vários policiais os seguindo. Sem saber exatamente o motivo, saí correndo. Como um bandido. Como se tivesse feito algo. Corri como nunca tinha corrido antes. Seis, sete quadras sem parar até chegar na rua José de Alencar, num local mais seguro. Os celulares não funcionavam, os táxis todos lotados. Nos prédios próximos, moradores abrigavam algumas pessoas que fugiam sem direção, como mulheres e idosos.”

O relato é impressionante apesar de não ser diferente de outras grandes confusões em estádios pelo Brasil. As primeiras notícias são de cerca de 20 feridos nos hospitais curitibanos. Alguns são baderneiros que invadiram o gramado. Lamento pelos policiais e por outros inocentes que, como a testemunha que fez o relato acima, poderiam ter se machucado sem ter nenhuma culpa.

Mas, sobretudo, temo pelas crianças. Não se machucaram aparentemente. Espero que não percam o amor por este esporte mas entendo totalmente se perderem.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro Tags: ,
27/05/2009 - 18:13

Barcelona, adversário do Cruzeiro…

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Calma, calma…

Isso é o que se diz aqui na metade azul de Belo Horizonte, palco do jogo Cruzeiro x São Paulo logo mais. Ninguém acredita que possa dar outra coisa.

Amanhã, então, este blog promete:

– Cenas direto da festa na cidade de Barcelona que ninguém viu (a verdade nua e crua);

– Impressões do Estádio Olímpico de Roma que só quem esteve lá sabe contar;

– Tudo.. mas tudo mesmo sobre o duelo do ano, entre Cruzeiro x São Paulo, direto do Mineirão;

– e uma fantástica história de chilenos loucos por futebol em… Porto Alegre, torcendo pelo Coxa contra o Inter

– E otras cositas mas…

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional, Libertadores Tags: , , , , , , ,
04/05/2009 - 13:19

Elias, Ganso, Ibra, Barcelona e o futebol do feriado

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– O Bicho papão do ano é o Barcelona. O único medo que dá é que depois de meter seis no Real Madrid no Bernabeu fique difícil manter a concentração (fica mesmo, vamos combinar). E aí o chatinho Chelsea sob comando do bruxo Hiddink pode conseguir uma das maiores zebras dos últimos anos da Champions League: eliminar o grande time do torneio.

– Afinal, o ano do Barcelona está ganho depois dessa humilhação pública em Madri. Mas que os deuses nos permitam a final Manchester United x Barcelona em Roma.

– Outro grande momento do futebol europeu no feriado. Ibrahimovic sendo vaiado pela própria torcida da Inter na partida contra a Lazio. Aí ele pega a bola, tira do zagueiro e bate para abrir o placar. Depois dá um passe primoroso para o segundo gol. Nos dois lances, mandou a torcida calar a boca sem dó. Está muito na cara que o sueco está de saída (Real Madrid?).

Por aqui

– Vamos voltar ao Brasil. Não sei se alguém reparou, mas surgiu um novo camisa 10 no futebol brasileiro. Eu tava com saudade já de ver um cara que pega a bola no meio e toca pra frente, na vertical e não faz passe de lado para os alas. Não é volante que sabe sair jogando nem atacante que vem buscar jogo. É o 10. Posição do Alex do Fenerbahçe, posição que a gente gostaria de ver o Ronaldinho jogar.

– Alguém sabe de quem eu estou falando? Paulo Henrique, o tal Ganso santista. O Neymar tem todos os holofotes mas, para mim, a grande revelação do Paulistão foi Paulo Henrique.

– E alguns vão dizer: ‘mas ele erra muito passe’. Pois é, quem toca na frente, enfia a bola entre os zagueiros, tenta tabela pelos espaços mais apertados, erra mais passe mesmo. Quem toca de lado, realmente não erra passe. Volante e zagueiro dificilmente erra passe. Paulo Henrique cansou de colocar o Kleber Pereira na cara do gol nos dois jogos. Fora isso, lançou Triguinho, Neymar e mesmo Madson diversas vezes. Sabe receber a bola de costas para o gol e virar, ou vir com ela dominada.

– Mesmo assim, Paulo Henrique está longe de figurar ente os três melhores do torneio. É apenas uma grata surpresa que, perdendo um pouco mais a timidez, ganhando força, pode encher os olhos no Brasileirão.

Top 3 Paulistão

– Na terceira posição fica Madson. Não é um cracaço de bola, mas ninguém correu mais do que ele nas quatro últimas partidas (o Jorge Henrique chegou perto na corrida, mas não criou nem um terço do que o baixinho santista criou e decidiu). Chuta bem, dribla, vai para a linha de fundo, corre atrás do prejuízo. Dá gosto de ver.

– O segundo lugar é uma espécie de primeiro: Elias. O mais voluntarioso também. Não acho que seja um jogador de seleção ou algo do gênero (ao contrário de André Santos, que merece uma chance), mas acho Elias, além da cara do Corinthians, o retrato deste título.

– O primeiro não tem nem graça. Ronaldo nem precisou jogar o campeonato inteiro e muito menos fazer grande partida no jogo de volta para ganhar o prêmio. Acabou com o São Paulo no Morumbi e com o Santos na Vila. Fica devendo uma apresentação de gala no Pacaembu. Quem sabe já não acontece nesta quarta…

– Por falar em Atlético-PR, sei não viu? Campeão e terceiro colocados do paranaense precisam entrar bem espertos no Brasileirão, ainda que os dois tenham chances de classificação na Copa do Brasil (Coxa já classificado). Considerando o elenco e mesmo a campanha que os quatro grandes de São Paulo, os três do Rio, os dois do RS, o Cruzeiro, o Sport e até o Vitória fizeram na pré-temporada, a dupla atletiba entra em desvantagem, pelo menos aparentemente, para mais da metade dos clubes do torneio. Ou estou enganado?

– Falando em estaduais, que vexame o fogo no William, o campo lotado de gente e a pancadaria no Ba-Vi. Sem contar ‘nosso amigo’ Domingos…

– E o Botafogo… ai ai ai. Nem com reza brava.

– Por último, meus parabéns ao Avaí pelo título e a Chapecoense pela vaga na série D.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro Tags: , , , , , ,
29/11/2008 - 15:36

Keirrison na capa

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Vamos registrar aqui, afinal, não é todo dia que a camisa do Coxa é destaque principal digital do As, jornal presepeiro e genial da Espanha.

E o pobre do Vasco, sem Eurico e sem documento, que a princípio teria a sorte de não enfrentar um time fora de casa que briga por algo, vai encarar o Coritiba batido que realmente que não briga por nada, mas que tem um piá looooooooouco pra ser artilheiro do campeonato.

Uma esperança para o Vasco: o Keirrison não é nenhum Ronaldo, daqueles que pega a bola, dribla dois, chuta de esquerda e de direita e resolve. Muitos dos gols de Keirrison são de pênalti e a maioria daquele toquinho final, sem goleiro, de presença de centroavante matador. Então ele depende do time todo. Sempre. Vamos ver o que acontece no Couto Pereira neste domingo.

 

Autor: - Categoria(s): Brasileirão, Futebol Internacional Tags: , , ,
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