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11/06/2010 - 18:47

Bottom 3 do dia 1 da Copa do Mundo

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3 – Perez (México)

Incrível que o Ochoa seja reserva deste “pequeno” Oscar Perez, goleiro mexicano. Ele tentou entregar o ouro várias vezes mas não conseguiu. No gol, não teve culpa, claro, a bola foi no ângulo, mas mesmo no lance sua indecisão de sair e não sair é digna de Trapalhões.

2 – Lodeiro (Uruguai)

Entra em campo e toma vermelho. Entra para a galeria Etcheverry de grandes cagadas da história da Copa. Falta horrorosa. Mas, enfim, o jogo seguiu 0 x 0 e o garoto é jovem.

1 – Mokoena (África do Sul)
Se alguém falhou a ponto de prejudicar sua equipe de maneira decisiva foi o capitão Mokoena. Não sair na rebatida da zaga é erro básico. De zagueiro e capitão, não dá para aceitar.

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11/06/2010 - 11:58

Cinema Perna-de-Pau

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Por Maurício Targino

Em seus primeiros minutos, The Game of Their Lives (que no Brasil foi “fielmente traduzido” para Duelo de Campeões) até promete ser um filme se não excelente, ao menos honesto em sua intenção de resgatar um dos fatos mais impactantes da história do futebol: a vitória da modesta Seleção dos EUA sobre a poderosa Inglaterra na Copa de 1950.

Nas arquibancadas do estádio Robert F. Kennedy em Washington, minutos antes de começar o All-Star Game da Major League Soccer em 2004, está Dent Mcskimming, o único jornalista norte-americano que cobriu a ida do time norte-americano ao Mundial do Brasil. Em off, ele narra a história.

O fato de que o verdadeiro Dent McSkimming morreu em 1976, a princípio não chega a incomodar. Afinal, se está diante de um típico filme norte-americano de Sessão da Tarde. Mas os problemas da película dirigida por David Anspagh começam aí.

No início de 1950, numa pequena comunidade de St Louis, alguns jovens veteranos da II Guerra Mundial começam a se destacar jogando soccer. Quando a Federação Norte-Americana resolve fazer uma seletiva para escolher os jogadores que representarão o país na Copa do Mundo de 1950, eles vêem uma oportunidade de mudar suas vidas e entrar para a história. Sim, você já viu esta história com outra embalagem em outros filmes.

Daí em diante, vemos a preparação, os conflitos, os dramas, tudo contado de forma mais do que convencional (e repleto de inaceitáveis “liberdades criativas”) até a apoteótica vitória sobre os esnobes ingleses.

O elenco tem algumas caras conhecidas como Gerald Butler (300), como o goleiro Frank Borghi, Wes Bentley (Beleza Americana), como o capitão do time Walter Bahr, além de Patrick Stewart como o velho Dent McSkimming. Todos em atuações corretas, mas nada que influencie positiva ou negativamente suas carreiras.

As cenas de futebol são irregulares, pouco convincentes em vários momentos. Mas não chegam a ser o que torna The Game of Their Lives um filme ruim. Isso cabe às já citadas “liberdades criativas” do roteiro de Angelo Pizzi, inspirado no livro homônimo de Geoffrey Douglas. Isso sem contar a intragável trilha sonora de Angelo Roos, que mata por completo qualquer possibilidade de gostar do filme.

Joe Gaetjens, atacante de origem haitiana que marcou o gol da vitória sobre os ingleses, é retratado de maneira ridícula e seu triste fim (desapareceu durante a ditadura de Papa Doc Duvalier no Haiti) não é mencionado.

Dentre as distorções históricas do roteiro, a que mais irrita é a relacionada à campanha dos EUA na Copa. A partida de estréia, derrota por 3×1 para a Espanha em Curitiba, sequer é mencionada. Quem não sabe o mínimo de história do futebol imagina que a vitória sobre a Inglaterra no estádio Independência em Belo Horizonte (ridiculamente encenado no estádio da Laranjeiras, no Rio, com os prédios ao redor aparecendo várias vezes) foi a estréia da equipe.

Recife, onde os EUA fizeram sua derradeira partida na Copa (derrota por 5 a 2 para o Chile) é citada apenas como o local de uma base norte-americana que irá disponibilizar um avião para levar a equipe até Belo Horizonte. Como o filme mostra a equipe hospedada no Rio de Janeiro, mesmo sem ter realizado nenhuma partida lá (exceto nas filmagens), fica a impressão de que foi mera desculpa para a equipe do filme curtir a Cidade Maravilhosa.

Curiosidades: Stan Mortensen, craque inglês da época, é interpretado por Gavin Rossdale, vocalista da banda Bush, que fez relativo sucesso em meados da década de 1990; e o correspondente da BBC no Brasil, Tim Vickery, aparece rapidamente como locutor da rádio BBC na partida retratada no filme.

Ao final dos noventa minutos do filme, fica a sensação de ter assistido uma partida de amadores jogando sem vontade. Mas é um caso típico de filme ruim que deixa uma lição importante: a de como é possível estragar por completo uma grande história através da maneira de contá-la.

PS: não confundir com o documentário de 2002 também chamado The Game of Their Lives, que fala da Seleção Norte-Coreana que disputou a Copa de 1966. Esse sim é um grande filme.

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08/06/2010 - 17:30

Novas tabelas da Copa do Mundo de 2010 (e mais design)

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Se você ainda não recebeu por email, twitter, facebook, orkut, oleole, pombo-correio ou carta a tabela da Copa feita pelo Diário Marca nas últimas três semanas, você não anda frequentando as melhores rodas desta rede. Interativa, moderna, com todas as informações na mesma tela, ela quebra com os tradicionais modelos de tabelinha quadrada que se vê por aí.

Mas caso você seja mais do tipo “tabela na porta do armário”, daquelas como a que a revista Placar colocou dentro do seu guia do Mundial ou os jornais publicaram ultimamente, tenho uma com visual mais bacana para indicar. O designer brasileiro radicado em Londres Renato Lopes lançou esta da imagem abaixo (em baixa aqui, claro) e nem cobra nada pelo download de uma bem grande no site dele para você imprimir e guardar clique aqui.

Por falar em design, ele anda na boca do povo nestas semanas. Principalmente pelo furo deste iG que revelou antes uma logomarca da Copa de 2014 e ainda por levantar dúvidas nesta reportagem sobre os critérios de escolha durante o processo.

De qualquer forma, ainda no assunto criar, chegou ao meu email um desafio mundial da marca Umbro que propõe que os internautas entrem no site e criem seus próprios escudos no concurso Design Your Crest. A companhia escolherá os cinco melhores escudos de todo o mundo e os reproduzirá em camisetas da marca.

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02/06/2010 - 15:32

Confrontos engasgados da Copa 2010 – Uruguai x França

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Uruguai x França – Grupo A – Estádio Green Point, Cidade do Cabo – 11 de junho, 15:30

Logo no primeiro dia da Copa 2010 a tabela reserva um confronto inusitado. As duas equipes se enfrentaram poucas vezes na história, apenas quatro. Foram dois amistosos, um em 1985 com vitória francesa por 2×0 e um empate sem gols em 2008 mas também foram duas vezes em Copas. Nenhuma delas é motivo de orgulho para os franceses. Em 1966, Uruguai e França se enfrentaram pela segunda rodada após empatarem em suas respectivas estreias e a vitória por 2×1 do Uruguai praticamente eliminou os franceses, que chegaram à última rodada precisando vencer a anfitriã Inglaterra, o que não aconteceu. Em 2002, novo confronto pela segunda rodada, após ambos serem derrotados na primeira partida. A França defendia o título e o empate em 0x0 obrigou os dois a vencerem seus jogos na rodada decisiva. Nenhum deles conseguiu e os dois voltaram para casa mais cedo. Henry, astro da classificação francesa com sua “carregada” na partida contra a Irlanda em 2009, foi expulso na partida em 2002 ainda no primeiro tempo. Recoba perdeu um gol inacreditável e ele, ‘Loco Abreu’, também errou das suas. Veja um compacto:

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31/05/2010 - 10:54

Confrontos engasgados da Copa de 2010 – Gana x Alemanha

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Gana x Alemanha – Grupo D – Estádio Soccer City, Johannesburgo – 23 de junho, 15:30

Em circunstâncias normais, essa partida não entraria na lista. Afinal, as duas equipes só se enfrentaram uma vez em um amistoso que a Alemanha venceu por 6×1 em 1993. Para entender o que faz de Gana x Alemanha um jogo com cara de revanche é preciso ir até a final da última FA Cup na Inglaterra. O atacante marfinense Dindane, do Portsmouth, sofreu falta do meia Ballack, do Chelsea. A confusão se formou e o jogador da Seleção da Alemanha acertou um tapa em Boateng, meia do Portsmouth e da Seleção de Gana. Minutos depois, Boateng acertou Ballack num claro revide, lesionando o tornozelo do alemão e tirando-o da Copa do Mundo. Ballack disputaria seu terceiro mundial e seria o capitão de sua equipe. Detalhe insólito: Boateng é alemão de nascimento e optou pela cidadania ganense, a mesma de sua mãe. Reveja o confronto desde o início:

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26/05/2010 - 10:35

Confrontos engasgados da Copa 2010 – Argentina x Nigéria

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Argentina x Nigéria – Grupo B – Estádio Ellis Park, Johannesburgo – 12 de junho, 11:00

Os bicampeões mundiais enfrentarão velhos conhecidos no Grupo B. Além de Coréia do Sul (adversária da estréia na Copa de 1986) e Grécia (que sofreu o último gol de Maradona em Mundiais, na primeira partida de ambas as equipes em 1994), a seleção argentina iniciará a luta pelo seu sonhado tricampeonato contra a Nigéria. As duas equipes repetem o confronto que já ocorreu em duas Copas, na de 1994 e 2002, ambas na primeira fase e com vitória da Argentina, respectivamente por 2×1 e 1×0. Apesar da freguesia em Mundiais, a Nigéria bateu os argentinos na disputa da medalha de ouro Olímpica em Atlanta 1996. Para o hoje técnico da Seleção Argentina, o confronto com os nigerianos tem um sabor ainda mais especial: foi contra eles que El Pibe d’Oro fez última partida como jogador em Copas do Mundo: seu teste de doping positivo causou seu banimento da Copa de 1994.

Veja os melhores momentos da virada da Nigéria em 1996.

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24/05/2010 - 14:30

Confrontos engasgados da Copa 2010 – Inglaterra x EUA

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Inglaterra x EUA – Grupo C – Estádio Royal Bafokeng, Rustenburgo – 12 de junho, 15:30

17 dias após a partida entre ingleses e norte-americanos pela Copa 2010 serão exatos 60 anos de uma outra partida histórica entre ambos. Na Copa de 1950 as duas equipes se enfrentaram pela primeira vez. A Inglaterra, inventores do futebol e que se julgavam a melhor equipe do mundo, participava de uma Copa pela primeira vez e vinha de uma vitória sobre o Chile por 2×0 na estréia. Estados Unidos, com uma equipe semi-profissional, perdera por 3×1 para a Espanha.

No entanto, os cerca de 10 mil presentes no Estádio Independência em Belo Horizonte presenciaram aquela que é considerada a maior zebra da história dos mundiais. Aos 38 minutos de jogo, Joe Gaetjens, haitiano de nascimento e que trabalhava como cozinheiro quando convocado para defender a seleção ianque, marcou de cabeça o único gol da partida. O resultado causou tanta perplexidade que muitos jornais da Inglaterra, ao receberem a notícia “England 0x1 USA” julgaram ser um erro de digitação e publicaram que o English Team vencera por 10×1. Desde então, os EUA só voltaram a vencer seus ex-colonizadores uma vez, num amistoso em 1993. A Inglaterra venceu os outros sete encontros, incluindo um 10×0 em 1964. Mas aquela partida de 29 de junho de 1950 não sai da cabeça dos ingleses. Nem dos norte-americanos, que podem bater no peito e dizer que NUNCA perderam da Inglaterra em Copas.. já que jamais se enfrentaram depois disso.

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06/01/2010 - 12:18

Ano de Copa – ano de desastre no calendário

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Feliz ano velho, boleiros.

Parece que foi ontem.

A Libertadores de 2006 foi interrompida no meio das quartas-de-final devido à disputa da Copa do Mundo da Alemanha. O Internacional foi a Quito no dia 10 de maio enfrentar a LDU. Perdeu de 2 x 1 e teve que esperar 40 dias para poder dar o troco, no dia 19 de julho, quando Renteria, aos 42 minutos do segundo tempo, fez o 2 x 0 que selou de vez a vaga do Colorado para a semifinal.

Incômodo semelhante passou o São Paulo, que ainda teve que encarar uma disputa de pênaltis com o Estudiantes, após os 40 dias da primeira partida. Rogério Ceni e Mineiro, inclusive, ficaram estes 40 dias fora, pois estavam disputando a Copa do Mundo.

Mas ainda tem a cereja do bolo. O mais mambembe e ridículo dos momentos de amadorismo da história do calendário sul-americano que se tem notícia. Ricardo Oliveira, o craque de última hora da equipe do Morumbi, então emprestado ao São Paulo, jogou a primeira partida da decisão e, pasmem, teve que retornar à Europa antes do segundo jogo da final. É como se Messi ou Cristiano Ronaldo fossem impedidos de jogar a última final da Champions League entre Barcelona e Manchester United depois de disputar o torneio todo.

Bom. Nem gosto de lembrar. Essas coisas me desanimam.

Corta para 2010. Devem ter aprendido, certo?

Fon fon fon. Errado. Não aprenderam.

A Libertadores vai parar de novo em maio. E vai ter a sua final no dia 18 de agosto. Desde que o mundo é mundo, a gente sabe que em junho, a cada quatro anos, tem ‘só’ a Copa do Mundo. Não é coisa que precisa lembrar. E eu não estou aqui dando notícia exclusiva ao afirmar que já está marcado o mesmo evento para junho de 2014, 2018 e 2022. Tem gente que não marca férias, casamento, batizado e, se puder planejar, não deixa nascer filho em junho de Copa.

Em 2010, tem só gente grande, como se diz, na Libertadores do lado brasileiro. As três maiores torcidas do Brasil e mais os campeões Cruzeiro e Internacional. Com os argentinos fora, é barbada que vai ter Brasil nos jogos finais. Sem falar do Brasileirão, claro, que também não merecia parar por tanto tempo.

É tão esdrúxulo esfriar o ímpeto das torcidas no momento máximo de seus clubes (todo mundo sabe que se torce mais para clube do que seleção no Brasil) quanto seria humilhante para a Copa do Mundo, evento máximo, ter que dividir atenção com qualquer outra competição.

O ideal, claro, era fazer tudo a seu tempo. Acha difícil? É só ligar para a UEFA e perguntar como.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional Tags: , , , , , , ,
04/12/2009 - 10:18

Dia de sorteio, é dia de ‘maldito/bendito’ seja

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Eu não canso de ver este comercial. Para mim, o melhor de futebol de todos os tempos. A parte dos ‘sorteios e dos grupos de la muerte’ já dá a dica do clima de hoje.

twiiter.com/mautex

Autor: - Categoria(s): Copa do Mundo, Futebol Internacional Tags: , ,
13/08/2009 - 16:19

Grandes (novas) figuras das Copas: ‘O Flanelinha’

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Estava colocando a leitura em dia (World Soccer de julho) e li com atenção a reportagem sobre segurança na África do Sul feita pelo veterano (todas as Copas desde 1966) Keir Radnedge.

Gosto de ler os gringos falando sobre o tema já que nós, brasileiros, nem sempre somos parâmetros para estes assuntos, até por lidarmos com uma violência parecida todos os dias.

Radnedge cobriu a Copa das Confederações e, sem negar as belezas naturais e o povo acolhedor locais, descreve alguns acontecimentos. Entre eles, coisas corriqueiras do nosso Brasil-sil, como o seu colega da agência Reuters que foi coagido a dar dinheiro para policiais, assalto usando arma de fogo, invasão de um bar por cinco homens armados, o sumiço de dinheiro no hotel das seleções brasileira e egípcia e até sequestro relâmpago.

“Em todos os lugares em que estive, nunca me foram relatados tantos incidentes criminais envolvendo colegas, profissionais e convidados em geral como aqui”, diz o veterano.

Mas o que mais me chamou a atenção foi a sua narração indignada sobre o momento em que outro jornalista teve que ‘dar dinheiro para que uma pessoa cuidasse de seu carro’ enquanto estacionado ao redor do estádio.

Sim, um flanelinha legítimo, daqueles que guardou o navio de Pedro Álvares Cabral enquanto o gajo dava uma volta pra curtir a paisagem e, dos quais, 500 anos depois, ainda não conseguimos nos livrar. ‘Profissão’ que, ao contrário do cambista, este sim uma praga mundial, não existe no mundo desenvolvido e por isso causa tanta estranheza ao ex-chefão da World Soccer Magazine.

Aí eu imagino 2014. Aqui a Copa terá responsabilidades nacionais: fazer tudo certo, bem feito, com reflexos posteriores para a melhoria da sociedade e, claro, sem afronta e roubalheira aos cofres públicos e/ou privados, além do detalhe de ganhar o mundial (fácil, hein?).

Mas terá também uma responsabilidade internacional (que não sabemos ainda de qual tamanho) de ser melhor organizada do que a da África do Sul. Pela tradição no futebol, índices de IDH, tamanho do PIB, instituições democráticas, imprensa atuante, etc e etc, tudo leva a crer que este objetivo é muito mais fácil do que o primeiro de ser alcançado (eu disse ‘leva a crer’).

Mas confesso que estou bastante curioso, na verdade, para saber o que vai ser dos flanelinhas…

Posso cuidar do carro, tia? Deixa 15 reais adiantado…

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional Tags: ,
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