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20/09/2012 - 10:55

Oscar e Zola

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O golaço do Oscar na sua estreia em Champions League (o segundo dele na partida) foi comparado a um gol de Gianfranco Zola, ídolo do Chelsea nos anos pré-Abramovich, na semifinal da FA Cup de 1997, contra o Wimbledon.

Aqui está o tal gol:

E aqui o gif animado de Oscar:

Cá entre nós, com todo respeito ao Zola, ao Wimbledon e a FA Cup.

O drible realmente lembra. Mas sem comparação…

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21/05/2012 - 20:54

Dê uma olhada no lado brilhante do Chelsea

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O Chelsea é o melhor time da Europa. Você pode não gostar e eu respeito. Respeito de verdade. Quase todos os argumentos sobre “futebol feio”, “muito dinheiro”, “retranca”, “panela” são válidos.

Mas se você é boleiro de verdade, de preferência não um grande craque, vai saber reconhecer também. É bonito de ver um time se defender como o Chelsea se defendeu contra o Barcelona.

Quantas vezes EU me vi em campo jogando contra um time muito melhor, em melhor fase, usando as armas que a gente tinha. Lembro de um jogo em 1990 (talvez), em que os “guerreiros” do Círculo Militar do Paraná arrancaram no futsal um empate do Pinheiros (recém Paraná Clube na verdade). Talvez tenha sido uma derrota de pouco e eu esteja enganado, mas fato é que o time deles tinha Ricardinho, Pedrinho, Tcheco, Lipatin e Batatinha. Eu passei a primeira parte da minha vida sendo surrado por essa turma. Eu, meu grande amigo até hoje Bernardo, o Constantino, o Germinal, o goleirão Alessandro, Márcio, Cassiano, ‘Dimais’ para ficar em alguns dos nossos bravos jogadores. A gente se matava para conseguir um resultado desse (empate ou derrota por pouco).

Depois, pelo time de comunicação social da UFPR, a gente arrancou uma inédita classificação para a semifinal com um time que reunia na maioria nerds e patropis contra times de Engenharia e Educação Física. Talvez tenha sido quartas ou oitavas, mas fato é que a gente caçava 11 jogadores com anúncios no mural (era futebol de campo) e eles faziam peneira e campeonato interno para definir a ‘seleção’. Eu e os geniais Pedro, Xubaca, Lycio e outros, a gente basicamente se defendia, “se hidratava” e marcava um golzinho da vitória sabe-se lá como.

Mais recente, jogando os torneios de imprensa, seja pela Folha de SP em 2004 com Lúcio, Arnaldo e Bueno, quando chegamos à semifinal, seja pelo iG em 2011, quando fomos campeões com Fred, Léo, Mario, Gui e cia, em muitas vezes colocamos o time lá atrás contra as “temíveis” equipes do Lance, da Band ou da TV Record. Vitórias sofridas, muitas vezes nos pênaltis, mas muito comemoradas. Eu diria que são as vitórias mais gostosas.

Deixando a egotrip de lado, o Chelsea não é o Círculo Militar, a UFPR ou os ‘iGalácticos’. O Chelsea chegou a ser um dos times que mais jogou futebol no mundo nos últimos tempos. Não é mais. Mas a forma como ganhou esta Champions League, sério, você teria que ser um “não-boleiro” para achar que não foi legal ou que foi fruto “apenas do dinheiro”.

Não sou ingênuo a ponto de achar que o dinheiro não ajudou. Ajudou muito, claro. Mas convenhamos que estrelas tinham o Bayern e o Barcelona. O Chelsea era um timaço em lapidação quando foi concebido e ao longo dos últimos anos. Agora joga com jogadores bons e tímidos como Ramires e Mata, em má fase como Torres, com dois malas/importantes como Lampard e Terry, esforçados como Ivanovic, David Luiz e Cole e com dois gênios envelhecidos em carvalho chamados Petr Cech e Didier Drogba.

Gênios também do mal, diga-se. Derrubaram Felipão e Villas-Boas simplesmente porque não iam com o jeitão deles (quem nunca?). Mandaram embora jogadores que não se enquadraram na panela (quem nunca?). Puxaram o saco do chefe dando a taça para ele levantar (quem nunca? ops..).

Mas gênios vencedores. Lendas num time de bairro que demorou 50 anos para ganhar outra Premier League e mais de 100 para levantar uma Champions. Uma trajetória para entrar aos anais do futebol, como a vitória da Alemanha contra a Hungria em 1954. Um time que bateu o sangue nos olhos do Napoli, a genialidade do Barcelona e a camisa pesada do Bayern.

Cheers, Chelsea.

ps: Essa foto é emblemática. Em plena crise na Europa e no mundo, austeridade sendo discutida, o futebol para (‘pára’, para os antigos) a reunião do G8. Tudo bem que Cameron (que torce para o Aston Villa) e Merkel (que aparentemente tem simpatia pelo Energie Cottbus) têm interesses pessoais nos resultados e os outros europeus se interessam obviamente pelo futebol. Mas o Obama? Bem… que esporte é esse? Como alguém pode não gostar?

ps2.: Todos os nomes constantes neste texto são reais. Já os resultados e datas podem ser (sem querer) mera ficção. Alguns deles foram há mais de 20 anos. Favor dar um desconto.

ps3: O iGalácticos vai com tudo em busca do bicampeonato da Copa de Imprensa, que começa na semana que vem.

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15/05/2012 - 12:11

City: a diferença é a torcida

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O juiz apitou e o Manchester City foi de forma dramática campeão inglês de futebol depois de mais de 40 anos “na fila”.

Com um caminhão de dinheiro primeiro da Tailândia e depois das arábias, o City conseguiu, em pouco mais de 5 anos, o título, contratando grandes jogadores internacionais, sobretudo Yaya Touré, David Silva e Sergio Aguero para ficar nos de maior sucesso.

Quem olha desavisado pode achar que o Manchester City é uma espécie de Cosmos ou de São Caetano  turbinado.

Aí que está a diferença.

O City, com toda a humilhação que ser rival da mesma cidade do Manchester United pode representar, é um time grande. Grande mesmo, destes que divide a cidade em metade azul e metade vermelha.

Tailandeses e árabes não inventaram estes clubes. Eles são centenários e a invasão de campo ao fim do jogo, como disse Mauro Cézar Pereira na excelente transmissão comandanda por Paulo Andrade na ESPN, não era de um bando de figurantes. Era de torcedores de verdade, aqueles ingleses barrigudos e branquelos que lotam o estádio e os pubs há 44 anos, de chuva a chuva, de frio a frio, em busca da chegada deste momento.

O City é grande e tinha média, nos anos 90, de 30 mil pagantes por jogo no estádio mesmo na TERCEIRA divisão. Seu estádio anterior, o Maine Road, chegou a ter capacidade para 100 mil pessoas. O atual transforma o clube no de sexta maior torcida do país. Não é um clube de aluguel. Não é um Grêmio Barueri a espera de jogadores de empresários.

Investir no City é mais ou menos como se um caminhão de dinheiro chegasse ao Atlético-MG. Time de tradição, com mais de 40 anos sem Brasileirão, com quedas de divisão e com uma massa gigantesca de torcedores apaixonados e dispostos a tudo pelo clube.

Ou ao Santa Cruz e seu mundão do Arruda.

Se me perguntarem, não gosto do modelo do City e do Chelsea. Acho dinheiro demais, sem sentido (pra não dizer irregular, provavelmente). O que eu acho porém pouco vai importar. O modelo está provando que dá certo, ou pelo menos torna os times mais competitivos. Provavelmente vai virar definitivo.

Mas que ninguém diga que City e Chelsea, antes de tudo, não sejam verdadeiros clubes de futebol.

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: , ,
28/04/2012 - 17:17

“Pra quem você está torcendo?”

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Essa foi a pergunta que eu mais ouvi na semana que passou.

A semana que passou, aliás, vai ser difícil ter outra tão emocionante. Os embates Chelsea x Barcelona e Bayern x Real Madrid foram antológicos. Cada um do seu jeito, foram espetaculares para dizer o mínimo.

E o mais engraçado de acompanhar estes jogos, seja conversando com as pessoas, sendo vendo os comentaristas, seja lendo as redes sociais e blogs, foram as defesas ferrenhas desta ou daquela posição.

Pouca gente assistiu indiferente a estes dois jogos. Eu ouvi de tudo.

1) Gente torcendo contra o Barcelona “porque ganha tudo”, “porque o Messi não é tudo isso”, “porque torço pelo mais fraco”, “porque o Barcelona precisa de uma lição”, “porque futebol é para macho”, “porque eu fui barrado no aeroporto de Barcelona”, “porque sou torcedor do Chelsea” e uma infinidade de outros motivos.

2) Gente torcendo pelo Barcelona porque “ama o futebol bonito”, “porque o Chelsea é o anti futebol”, “porque o Chelsea é só dinheiro (como aliás, era o maior argumento quando todos torceram pelo Napoli)”, “porque odeio o Cristiano Ronaldo”, “porque eu sou fã da Shakira”, “porque sou torcedor do Barcelona” e mais uma infinidade de outros motivos.

3) Gente torcendo contra o Real Madrid “porque o Mourinho é muito arrogante”. “porque o Cristiano Ronaldo só quer saber de se ver no telão”, “porque o Bayern é um timaço”, “porque sou torcedor do Bayern” e mais uma infinidade de motivos.

4) Gente torcendo pelo Real Madrid “porque no Playstation eu sou Real”, “porque ninguém aguenta mais a marra do Barcelona”, “porque eu a-mo o Kaká”, “porque o Bayern vai amarelar”, “porque o Cristiano Ronaldo é um gênio”, “porque o Mourinho é o máximo”, “porque sou torcedor do Real” e mais uma infinidade de motivos.

E sabe o que é mais legal? Todo mundo tem razão. Ninguém é melhor ou pior por escolher torcer para este ou aquele time. Os argumentos são definitivos, dos dois lados. Chatos são os caras que ficam querendo ensinar. Que acham que só eles sabem. Que consideram que o futebol europeu tem que seguir elitizado, longe das TVs abertas, dos jornais populares ou dos comentaristas mais folclóricos.

A única certeza é que você, em pleno 2012, não vai deixar ninguém ficar te dizendo para quem você tem que torcer ou o que você precisa sentir. Abaixo aos chatos!

Futebol é isso. Quando é bom, as pessoas tomam partido. Viram “torcedores desde criancinha” de timaços da Catalunha ou de endinheirados clubes de bairro de Londres.

E aí? Para quem você estava torcendo?

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: , , ,
04/03/2012 - 18:14

Os treinadores e as demissões

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Nem sempre é fácil dar um passo à frente. O ex-futuro-quase promissor André Villas-Boas durou pouco no Chelsea. Ele vinha bombando no Porto, com uma carreira que se anunciava a do “novo Mourinho”. O hype todo o levou ao Chelsea mas não foi suficiente para mantê-lo no cargo. Ele ficou apenas um mês a mais do que Felipão, diga-se.

Depois de Mourinho, Avram Grant, Felipão, Guus Hiddink, Carlo Ancelotti,  e agora Villas-Boas passaram pela equipe e apenas Guus Hiddink talvez tenha deixado saudades, para dizer uma palavra que Villas-Boas e Scolari entendem bem o significado.

O time de Londres é uma exceção entre os grandes ingleses no quesito manter técnico no cargo. Arsene Wenger, do Arsenal, está há 16 anos. O “absurdo” maior é Alex Fergunson, que comanda o Manchester United há 26 anos. Mesmo Roberto Mancini, do Manchester City, que pode ser chamado de “neo-Chelsea”, está há mais de 3 anos no cargo.

Legal transportar essas estatísticas para outro futebol estrelado, o Espanhol. Na comparação mais cruel dos últimos anos, Barcelona e Real Madrid também se diferenciam por este tema.

Enquanto nos últimos 25 anos o Real Madrid teve 25 treinadores, Luxemburgo, Capello e Mourinho incluídos, o Barcelona deu emprego para apenas 13 (TREZE) treinadores.

Entre eles, Van Gaal, Rijkaard e ninguém menos do que Cruyff. Além, é claro, deste novo mito que se apresenta, que é Guardiola. Um estudioso que, ao contrário dos que alguns podem imaginar, é fundamental mesmo num time que tem Messi.

Guardiola, aliás, como bem disse Lucio Ribeiro em sua coluna da Folha, o homem que espera uma ligação para ser treinador da Seleção Brasileira na Copa de 2014.

Quem mais poderia ser?

Ps: Este post apela para ter audiência e coloca uma foto do Guardiola, que nem é figura-central do post, só para agradar o incansável público feminino do carequinha que as vezes frequenta este blog

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional, Seleção Brasileira Tags: , , , ,
16/09/2010 - 19:40

Sobre Neymar

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Autor: - Categoria(s): Brasileirão, Futebol Internacional Tags: ,
24/07/2010 - 11:14

Green? Não… blue

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Petr Cech machucado, Hilario é o substituto natural. Mas, no amistoso contra o Ajax, por que não dar uma chance a Ross Tumbull, terceira opção, até para ver como andam as coisas? Ancelotti então…

É…

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional, Videos Futebol Tags: , ,
01/02/2010 - 10:09

Iniesta e o gol mais sexy de 2009

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*Este post quase teve o título de ‘com bola e tudo’, mas este blogueiro ainda tem um pouco de classe.

Estou colocando o google reader em dia e achei uma pérola. O diário Marca comenta um certo ‘baby boom’ que está se passando em Barcelona nestas últimas semanas. Um hospital viu o número de nascidos subir de 9 a 10 para 15 novos bebês por dia. Um aumento de 50%.

As enfermeiras, sempre atentas, foram procurar o que havia acontecido 9 meses antes. A lua, melhor explicação de sempre, não era o motivo para espanto geral. O que havia acontecido 39 semanas antes foi isso…

O gol mais incrível de Iniesta, que classificou o Barcelona para a final da Champions League que venceria mais tarde. Perto desta semi, o Barcelona ainda ganhou por 6 x 2 do Real Madrid, o que poderia ser outra causa da animação geral na cidade.

Vai dizer que o futebol não explica tudo…

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , ,
30/11/2009 - 12:05

Daniel Alves, Ashley Cole e … Vítor

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Eu não gosto do clichê de que ‘futebol se joga pelas pontas’. Pelo contrário, acho que o futebol mais bonito mesmo é pelo meio. Até pela dificuldade. Pelo meio, mais congestionado, mais difícil, o resultado é mais prazeroso. Momentos como quando Pelé e Coutinho, Romário e Bebeto ou Careca e Maradona entravam na área tabelando, na minha memória, são os mais lindos da história do futebol.

Mas nem todo mundo tem esse talento todo. E, por isso, para se ganhar um jogo contra times fechados, nada como os cantos. E como são poucos os atacantes que fazem boas jogadas pelas pontas, e menos ainda os volantes que chegam na frente, os laterais podem ser os grandes diferenciais dos times.

Nos três jogos que eu vi no domingo, três deles fizeram a diferença. Primeiro, Ashley Cole. Ex-Arsenal, era só tocar na bola que tomava a tradicional vaia no clássico. Mas o lateral do Chelsea, acostumado com a recepção, não ligou. Fez os dois cruzamentos para dois primeiros gols que colocaram o Chelsea ainda mais líder da Premier League. Cole cruzou as duas bolas entre o goleiro e a zaga, em curva, com precisão.

Daniel Alves já tinha feito um passe para o gol da vitória do Barcelona contra a Inter de Milão. Pedro (Pedroca, segundo um amiogo de Barcelona) ainda tentou perder o gol, mas não havia como. Dani não cruzou, passou, de cabeça levantada, por trás de Henry e toda a zaga. Um primor. Eis que no clássico contra o Real Madrid ele nem precisou ir ao fundo para dar outro passe no pé de Ibrahimovic. Dois passes de Dani Alves, duas vitórias fundamentais do Barcelona na temporada.

Para fechar o domingo e o caixão do São Paulo: Vítor. O lateral do Goiás teve um defeito apenas na partida, não ser canhoto para ser chamado por Dunga para a seleção. Participou de 3 dos quatro gols, sendo que fez um golaço, o mais importante da partida, pois naquele momento o São Paulo ainda estava melhor em campo e com vantagem.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional Tags: , , , , , , ,
15/04/2009 - 18:30

Semifinais definidas

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Manchester United x Arsenal

Barcelona x Chelsea

Vai ser de arrepiar. O lógico é dar Manchester United x Barcelona na final em Roma. Com Cristiano Ronaldo, que renasceu justamente contra o Porto, rival dos tempos de Sporting, contra o grande jogador do torneio até aqui, que é Lionel Messi.

Mas futebol não tem lógica. Chelsea e Arsenal foram muito bem nas quartas. Convincentes e consistentes.

Pode dar qualquer coisa.

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