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11/05/2009 - 14:14

‘Poupar psicológico’ ou o golaço de Mano Menezes

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Eu sempre sou contra poupar jogador por poupar. Se estiver sentindo algo, se estiver fora de forma, se estiver indo para o sacrifício, claro, faz sentido. Caso contrário, eu sempre acho que a sequência de jogos entrosa, dá ritmo e ajuda mais do que atrapalha. Ainda mais no futebol brasileiro onde as equipes são formadas de seis em seis meses.

Mas tem casos em que o ‘poupar’ pode ser bem interessante. Veja o caso do excelente técnico Mano Menezes na partida contra o Inter. Durante dois meses, só se falou do Inter. E com razão. O time está com um elenco tão bom, entrosado e voando, que será zebra (e decepção) se em novembro não for um dos clubes a disputar o título.

Já o Corinthians vinha com o peso da invencibilidade em casa nas costas. Viria, também, sem Ronaldo, seu ‘decididor’ de jogos desde que o bicho pegou pra valer (Paulistão e Copa do Brasil).

Fosse afoito, Mano Menezes escalaria seu time titular sem Ronaldo. Afinal, ganhar de um candidato ao título, em casa, é quase uma obrigação em campeonato de pontos corridos para quem almeja ser campeão.

O problema é que uma eventual derrota para o Inter com o time titular sem Ronaldo, poderia causar um desgaste psicológico muito maior do que perder 3 pontos na rodada inicial do Brasileirão. Poderia deflorar um sentimento que já existe, mas ainda não tão declarado: a ‘Ronaldo-dependência’. Ela chegaria com tudo na capa dos jornais e na cabeça dos esforçados jogadores do Corinthians, que certamente pensariam não ser capazes o suficiente.

Se era para ‘perder’, então, Mano Menezes deu o golpe de mestre. Não só poupou Ronaldo como poupou geral. Colocou o time reserva de vez e, de certa forma, desqualificou a vitória colorada. A ponto de 0 x 1 ter sido um resultado magro e, não fosse a pintura de Nilmar, hoje o comentário seria em geral o mesmo do zagueiro Jean, que ao final da partida disse que ‘o Inter não é tudo isso que tão falando’.

A manhã de hoje no treino do Corinthians não é de abatimento de André Santos, Douglas, Jorge Henrique, William, Chicão e etc. Eles não jogaram. Não se sentem menos do que ninguém. Ficam com aquele sentimento de que, caso estivessem todos em campo, poderiam vencer. No final das contas o Inter, poderoso, quase que não ganha do reserva do Corinthians. E, mesmo os reservas, se fortaleceram ao sairem do gramado com uma derrota, digamos, honrosa.

O grupo ganha. Não foi só Nilmar que marcou seu golaço no Pacaembu. Mano também.

Já o Muricy…

Alguém tem alguma explicação para o Borges não ter começado jogando depois de tanto tempo que o São Paulo não joga partida alguma?

Autor: - Categoria(s): Brasileirão Tags: , , , , ,
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