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04/02/2013 - 15:50

Messi, Neymar e meu sobrinho Daniel

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Meu sobrinho anda crescendo muito.

Futebolisticamente falando, está cada vez melhor, pelo menos para o tio que o vê a cada 2 ou 3 meses. Gosta de jogar no gol, mas eu tenho notado que o passe dele (na areia da praia, no asfalto batido, na grama ou na sala de estar) anda preciso.

“Já fiz mais de 28 embaixadinhas, tio” – diz, controlando a bola um pouco alto demais ainda que meu pai já tenha ensinado que chutando baixinho e perto do pé, ele pode fazer mais de 100.

O domínio de bola mudou. E está cada vez mais difícil para o pesado tio “craque” conseguir driblá-lo. Perdeu a inocência e ganhou aquelas malandragens obrigatórias para quem quer sobreviver em campo, como não cair seco na hora do drible ou virar de bunda, colocar o corpo para a proteger a bola, fazer uma falta para parar a jogada e saber quando o adversário está simulando uma falta. Coisa que tem adulto que passa a vida inteira sem aprender.

Minha irmã diz que ele é um dos três melhores do time de futsal da escola.

Não é um craque nem nada (ainda hahahaha). Mas já é mais do que o esperado numa família de boleiro em que ele chegou a ter sua condição de perna-de-pau decretada. “O Daniel não gosta muito de futebol”, era o eufemismo que usávamos para não dizer que na verdade ele era ruim de bola.

Deu a volta por cima, certamente. Ele ainda gosta mais de andar de skate, de rock, talvez até de jogar Playstation, o que é novidade nesta família de linhagem acima dele com avô-pai-filho boleiros. Mas nunca mais fará feio numa quadra para felicidade comedida de todos nós.

A mudança mais legal é o papo. Dos seis para os sete anos, no caso dele, foi incrível. Uma conversa no telefone agora não se resume a ‘sim e não’ desinteressados. Sou surpreendido por perguntas e comentários. Um dia ele perguntou como estava meu trabalho.

Ao vivo, neste último fim-de-semana, nós começamos a conversar “sério” sobre futebol. Pela praia, trocando passes e trotando, ele ia me explicando algumas de suas teorias. Primeiro me surpreendeu dizendo que os argentinos eram seus inimigos. Eu argumentei que eles eram gente boa e que era apenas um jogo. Ele me repreendeu:

– Não estou falando deles. Estou falando deles jogando futebol.

Respeitei na hora e pensei no ridículo da minha colocação ao olhar em volta. Estávamos em Santa Catarina e a praia em questão estava tomada por argentinos. Daniel está lá há quase 2 meses, em férias. Como não navega na Internet, não tem a menor paciência de ver intermináveis programas e mesas redondas na TV, e não tem pais com vocação para ufanismo, ele desenvolveu essa rivalidade ali naquelas areias mesmo.

Eu mesmo participei de um chute a gol com ele e dois argentinos maiores do que ele, que em castelhano chegaram e pediram para jugar la pelota. Exatamente da mesma forma que eu, na década de 80, tomei contato com eles e seus calções Adidas e cabelos esquisitos pela primeira vez, naquelas mesmas areias.

– Mas o Messi é o melhor do mundo, né? – perguntei, tentando mudar de assunto rápido.

– É. Certeza… Ele é o melhor mesmo, tio. Mas ele se acha um pouco.

– Você acha? Ele vai sempre em direção ao gol, não menospreza ninguém, não se joga. Quem se acha um pouco é o Neymar, eu penso.

– É. O Neymar se acha (breve silêncio e desinteresse pela minha colocação).

– Tio, você viu o drible do Neymar, aquele do chapéu que ele deu por baixo?

– Vi, Daniel. Incrível. Como ele fez aquilo?

– Não sei. Mas uma coisa que eu acho é que o Messi nunca vai conseguir dar esse drible.

(silêncio)

(mais silêncio)

Paro a bola, coloco a mão na cintura, limpo o suor do rosto e penso: – caramba! Quanto sentido tem essa frase. O Messi pode ser o maior jogador de todos os tempos, ganhar todos os torneios, fazer mais de mil gols. Mas ele nunca vai conseguir dar um drible como aquele do Neymar.

Pode não significar nada para um adulto, mas é o futebol na essência aos olhos de uma criança já não tão inocente assim.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional Tags: , ,
28/06/2011 - 17:08

Copa América

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Em 2007, acompanhei a Seleção na Venezuela por 28 longos dias. Puerto Ordaz, Maturin, Puerto La Cruz (dois jogos) e Maracaibo (semifinal e final) foram as quatro cidades em que o Brasil jogou seus seis jogos até ser campeão, o primeiro título de Dunga.

Dunga, como a maioria de seus antecessores, teve a “desvantagem” de não poder contar com força total para a disputa da competição. Parece esquisito, mas por não ter contado com Kaká, Lúcio, Ronaldinho, Adriano e boa parte da equipe que havia fracassado no Mundial anterior, jogava o favoritismo para Riquelme, Messi, Tevez, Aguero e cia.

O que se viu foi uma vitória para lá de convincente na final contra os argentinos, depois do Brasil sofrer contra o Uruguai e mesmo perder do México na fase de grupos. Dunga saiu vitorioso e montou seu grupo de operários que formou a base do (também fracassado) grupo da Copa.

Mano Menezes tem a vantagem (será mesmo?) de ir com sua equipe principal. O favoritismo é todo da Argentina pela bola inacreditável que Messi vem jogando. Mas de uma seleção brasileira com força máxima a três anos de receber uma Copa do Mundo, não se espera ser a segunda do continente.

Vai ficar nas costas de uma molecada boa de bola, sobretudo Thiago Silva, Pato, os Lucas, Ganso e Neymar, a responsa dessa vez. Um time que precisa se superar além de sua habilidade técnica para conseguir vencer. Não vai ser fácil mas, por esta molecada, vale a pena pagar para ver …

Ps.: Se alguém espirrou com a poeira que estava por aqui neste blog, saúde…

Autor: - Categoria(s): Seleção Brasileira, Videos Futebol Tags: , , , , ,
26/05/2010 - 10:35

Confrontos engasgados da Copa 2010 – Argentina x Nigéria

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Argentina x Nigéria – Grupo B – Estádio Ellis Park, Johannesburgo – 12 de junho, 11:00

Os bicampeões mundiais enfrentarão velhos conhecidos no Grupo B. Além de Coréia do Sul (adversária da estréia na Copa de 1986) e Grécia (que sofreu o último gol de Maradona em Mundiais, na primeira partida de ambas as equipes em 1994), a seleção argentina iniciará a luta pelo seu sonhado tricampeonato contra a Nigéria. As duas equipes repetem o confronto que já ocorreu em duas Copas, na de 1994 e 2002, ambas na primeira fase e com vitória da Argentina, respectivamente por 2×1 e 1×0. Apesar da freguesia em Mundiais, a Nigéria bateu os argentinos na disputa da medalha de ouro Olímpica em Atlanta 1996. Para o hoje técnico da Seleção Argentina, o confronto com os nigerianos tem um sabor ainda mais especial: foi contra eles que El Pibe d’Oro fez última partida como jogador em Copas do Mundo: seu teste de doping positivo causou seu banimento da Copa de 1994.

Veja os melhores momentos da virada da Nigéria em 1996.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
04/12/2009 - 10:18

Dia de sorteio, é dia de ‘maldito/bendito’ seja

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Eu não canso de ver este comercial. Para mim, o melhor de futebol de todos os tempos. A parte dos ‘sorteios e dos grupos de la muerte’ já dá a dica do clima de hoje.

twiiter.com/mautex

Autor: - Categoria(s): Copa do Mundo, Futebol Internacional Tags: , ,
25/10/2009 - 11:49

Maradona: vestindo a camisa

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Olha só a camiseta que eu cruzei em Madrid (seguindo com o D).

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: , ,
11/03/2009 - 11:28

Três da Espanha, duas de Portugal e uma da Argentina

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Legal hoje são as capas de jornal graças a três eventos: a sapecada que o Real Madrid tomou em Anfield Road, a maior humilhação da história do futebol português em Champios League do Sporting e o abondono do ‘bebê-chorão’ Riquelme da seleção de Maradona.

– Aqui vão três da Espanha, dois de jornais madridistas/madrilenhos (Marca e As) e um do jornal culé/catalão Mundo Deportivo. Em todos, eu aprendi uma nova expressão, Chorreo, que pelo que apurei com alguns amigos de lá tem relação com água, sair pingando da água, mas também humilhação, deboche, covardia (outras interpretações bem-vindas nos comentários). Enfim, em bom português, o BANHO DE BOLA que o Real levou em Liverpool, apesar da excepcional atuação de Casillas.

– Duas de Portugal, que não precisam de tradução (5 vira, 12 ganha para quem quiser abrasileirar a genial chamada do Record).

– E o nosso bom e velho Olé, da Argentina, repercutindo, de novo, o fato de Riquelme abdicar da seleção, mas que desta vez não sabe direito se fica do lado de Maradona ou do lado de Roman.

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: , , , , , ,
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