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25/11/2009 - 14:06

Dunga irrita … por fazer tudo certo

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Dunga tem um defeito grave. Não sabe se relacionar com a imprensa em geral, o que não seria tão importante se a própria imagem dele não ficasse comprometida. Parece que ele acorda todas as manhãs e fala: ‘hoje eu vou mostrar para eles’. Por eles, entenda-se forças ocultas. Forças que o massacraram em 1990 e que, mesmo ele virando queridinho em 1994 e unanimidade em 1998, ele, Dunga, preferiu mantê-las (as forças ocultas), como seu oxigênio de cada dia. A impressão é que quando ele termina o churrasco na casa dele e o convidado diz ‘a carne estava ótima’, ele cerra os lábios e xinga todo mundo que o criticou e disse que ele não era capaz.

E eu, apesar de não concordar com esta postura defensiva/ofensiva demais, confesso que entendo. Cada um se motiva como quiser. Cuca disse para o seu time que ninguém na imprensa acreditava que o Botafogo poderia vencer o líder São Paulo. Mentira. Todo mundo disse que Botafogo x São Paulo era o jogo mais difícil dos últimos 4 do São Paulo. Por essa e outras, entendo o Dunga.

O que o Dunga não sabe, talvez, é que ele tem feito tudo certo, mesmo aos olhos de seus críticos. E quando ele trata todo mundo com cordialidade, tchan tchaaan, não existe mais nada a declarar. Foi assim pelos relatos que li (não estive lá) na coletiva que deu ontem em São Paulo, justamente a terra que tradicionalmente mais pega no pé dos treinadores da Seleção.

Dunga tem um grupo treinado e afinado. Convocou a maioria dos jogadores que se destacaram nos últimos 4 anos. Não levou em consideração nomes e sobrenomes. Barrou Kaká e voltou a dar chance quando ele mereceu. Barrou Adriano e deu nova chance quando ele mereceu. Barrou Ronaldinho, deu chance, barrou de novo e deve voltar a dar chance pois ele está merecendo. Ainda não barrou Robinho, mas não acredito que não o fará se o jogador seguir na má fase em que se encontra.

Conseguiu, como nenhum outro treinador havia conseguido, aproveitar o potencial de Luis Fabiano, e dar a ele o moral de ser o 9 titular, independente de Adriano, Ronaldo, Fred ou qualquer outra sombra da última Copa. Se irrita a você, leitor, ou a mim, ele convocar Elano e Julio Baptista, convenhamos, faça um exercício de memória e verá que os dois jogadores sempre atuam bem e/ou foram decisivos em algum momento no trabalho dele. Assim como Diego, talvez o melhor brasileiro em atividade na Europa na última temporada, teve diversas chances e nunca se encaixou bem no time do técnico. Por desempenho, baniu Afonso Alves e Fernando da Seleção e manteve Felipe Melo. Tudo muito coerente.

Dunga é irritantemente coerente.

Mantém motivado os dois melhores laterais pela lado direito do mundo, mesmo que Dani Alves seja reserva. No outro lado, abertamente, discute com a sociedade sobre os dois nomes que vai levar ao Mundial. Tentou de tudo e, no episódio Fábio Aurélio, praticamente desistiu ao ver o jogar não se apresentar novamente e, 3 dias depois, estar em campo pelo Liverpool.

Na entrevista, defendeu o recurso eletrônico para lances como o de Henry, não quer uma concentração festiva como a da última Copa e também tratou do mais delicado dos assuntos, que é Ronaldo. Independente de você achar que o Fenômeno mereça ou não ser chamado para a Copa, é fato que agora ele tem dois finalizadores tinindo em Luis Fabiano e Adriano. Não é certo dizer que Ronaldo vai à Copa agora, nesta fase, fim de temporada, com ele fora de forma novamente e atuando num Corinthians que cumpre tabela. Seria, sim, repetir o erro, convocá-lo agora por pressão ou pelo peso do nome. Será acerto, claro, convocá-lo por merecimento após ou durante a Libertadores.

Não duvido que o faça. Dunga dá motivos para a gente acreditar que só é teimoso em ser coerente até aqui. Irritantemente coerente.

Dunga irrita … por fazer tudo certo

Dunga tem um defeito grave. Não sabe se relacionar com a imprensa em geral. Parece que

acorda todas as manhãs e fala: ‘hoje eu vou mostrar para eles’. Por eles, entenda-se forças

ocultas. Forças que o massacraram em 1990 e que, mesmo ele virando queridinho em 1994 e

unanimidade em 1998, ele, Dunga, preferiu mantê-las (as forças ocultas), como seu oxigênio

de cada dia. A impressão é que quando ele termina o churrasco na casa dele e o convidado diz

‘a carne estava ótima’, ele cerra os lábios e xinga todo mundo que o criticou e disse que

ele não era capaz.

E eu, apesar de não concordar com esta postura defensiva/ofensiva demais, confesso que

entendo. Cada um se motiva como quiser. Cuca disse para o seu time que ninguém na imprensa

acreditava que o Botafogo poderia vencer o líder São Paulo. Mentira. Todo mundo disse que

Botafogo x São Paulo era o jogo mais difícil dos últimos 4 do São Paulo. Por essa e outras,

entendo o Dunga.

O que o Dunga não sabe, talvez, é que ele tem feito tudo certo, mesmo aos olhos de seus

críticos. E quando ele trata todo mundo com cordialidade, tchan tchaaan, não existe mais

nada a declarar. Foi assim pelos relatos que li (não estive lá) na coletiva que deu ontem em

São Paulo, justamente a terra que tradicionalmente mais pega no pé dos treinadores da

Seleção.

Dunga tem um grupo treinado e afinado. Convocou a maioria dos jogadores que se destacaram

nos últimos 4 anos. Não levou em consideração nomes e sobrenomes. Barrou Kaká e voltou a dar

chance quando ele mereceu. Barrou Adriano e deu nova chance quando ele mereceu. Barrou

Ronaldinho, deu chance, barrou de novo e deve voltar a dar chance pois ele está merecendo.

Ainda não barrou Robinho, mas não acredito que não o fará se o jogador seguir na má fase em

que se encontra.

Conseguiu, como nenhum outro treinador havia conseguido, aproveitar o potencial de Luis

Fabiano, e dar a ele o moral de ser o 9 titular, independente de Adriano, Ronaldo, Fred ou

qualquer outra sombra da última Copa. Se irrita a você, leitor, ou a mim, ele convocar Elano

e Julio Baptista, convenhamos, faça um exercício de memória e verá que os dois jogadores

sempre atuam bem e/ou foram decisivos em algum momento no trabalho dele. Assim como Diego,

talvez o melhor brasileiro em atividade na Europa na última temporada, teve diversas chances

e nunca se encaixou bem no time do técnico. Por desempenho, baniu Afonso Alves e Fernando da

Seleção e manteve Felipe Melo. Tudo muito coerente.

Dunga é irritantemente coerente.

Mantém motivado os dois melhores laterais pela lado direito do mundo, mesmo que Dani Alves

seja reserva. No outro lado, abertamente, discute com a sociedade sobre os dois nomes que

vai levar ao Mundial. Tentou de tudo e, no episódio Fábio Aurélio, praticamente desistiu ao

ver o jogar não se apresentar novamente e, 3 dias depois, estar em campo pelo seu clube.

Na entrevista, defendeu o recurso eletrônico para lances como o de Henry, não quer uma

concentração festiva como a da última Copa e também tratou do mais delicado dos assuntos,

que é Ronaldo. Independente de você achar que o Fenômeno mereça ou não ser chamado para a

Copa, é fato que agora ele tem dois finalizadores tinindo em Luis Fabiano e Adriano. Não é

certo dizer que Ronaldo vai à Copa agora, nesta fase, fim de temporada, com ele fora de

forma novamente e atuando num Corinthians que cumpre tabela. Seria, sim, repetir o erro,

convocá-lo agora por pressão ou pelo peso do nome. Será acerto, claro, convocá-lo por

merecimento após ou durante a Libertadores.

Não duvido que o faça. Dunga dá motivos para a gente acreditar que só é teimoso em ser

coerente até aqui. Irritantemente coerente.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , ,
13/04/2009 - 17:53

Adriano segue na ativa… na vitrine

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E no caminho para o Pacaembu para ver o clássico Corinthians 2 x 1 São Paulo, uma breve passada no shopping ali perto para um café. Surpresa ver que a loja da Nike, pelo menos até domingo, ainda insistia com o ex-futuro-quase-quem-sabe-atleta Adriano na sua vitrine.

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: ,
09/03/2009 - 01:04

A metade de Ronaldo ou a crise do futebol no Brasil

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Não é de hoje que eu penso que o nível do futebol brasileiro está mesmo baixo. Vasculhe os arquivos deste blog e verá meus elogios a Ricardo Oliveira, Zé Roberto, Adriano, Nilmar e vários outros brasileiros em baixa na Europa que deram um tempinho de meses por aqui antes de voltar a tentar a vida em alto nível. Quase todos sobraram em campo (não estou falando dos que chegam já em fim de carreira).

Ricardo Oliveira talvez seja o mais emblemático dos casos. Aqui, fazia gol de esquerda, de direita, de cabeça. Era mais forte, mais ágil, ganhava as divididas e ainda era o mais habilidoso em campo invariavelmente. De volta à Europa, não emplacou no Milan, foi para o terceiro escalão do futebol espanhol no Zaragoza e segue no mesmo escalão, agora no Betis.

Então pense em Ronaldo. Ele é um gênio da história do futebol ninguém duvida. Mas nenhum louco seria capaz de discordar de mim que ele ainda não está em forma suficiente para ser um jogador de futebol profissional.

Mas aí começa sua participação de menos de 30 minutos no derbi e ele se transforma simplesmente no melhor em campo. Primeiro dá um drible no melhor marcador do Brasil, Pierre, que quase cai no chão (não sei se de emoção).

Aí, fora de forma, ele ganha no corpo de um cara forte como Jumar, e manda um chute inacreditável na trave. Mas o mais incrível foi a jogada pela esquerda. Primeiro pela facilidade com que pisou na bola e foi para a ponta esquerda, saindo na frente do adversário. Segundo pelo cruzamento, com a perna que não é a boa (se é que ainda tem alguma boa). Não é um cruzamento qualquer. É uma cavadinha, de leve, sensacional, como não existe por aqui.

Me corrijam, por favor, mas acho que nenhum jogador do Brasil, nem o Jorge Vagner, nosso principal especialista no assunto, costuma dar cruzamentos com esta categoria, ‘tirando o peso’ da bola, numa cavadinha. Quanto menos com a perna errada.

Aí vem o gol que, convenhamos, foi um momento muito mais de estrela deste predestinado jogador de futebol do que propriamente um lance genial.

E, então, o êxtase, a catarse. A felicidade de uma torcida de ter um verdadeiro protagonista do futebol mundial vestindo a camisa de seu clube. Uma coisa que não tem preço e vale mais do que três pontos.

Ronaldo ajuda a confirmar a minha triste teoria de que estamos a pé por aqui. Que nossos craques estão mesmo bem longe de nossos estádios e mais perto de nossos canais de TV a cabo (ainda bem que eles existem).

E Ronaldo prova que precisa apenas de MEIO tempo e MEIA perna. Dá e sobra. E dá até certo medo de pensar no que ele seria capaz de fazer em campo caso começasse a fazer apenas MEIA baladinha. Provavelmente bastaria, infelizmente, para que ficasse no Brasil apenas até o MEIO da temporada.

foto: Reuters

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional Tags: , , , , ,
17/02/2009 - 09:42

Inter 2 x 1 Milan – a narração mais divertida

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Lembra do Tiziano Crudeli perdendo a linha quando Berlusconi anunciou que Kaká ficava no Milan? Ele é um personagem folclórico da ‘crônica esportiva’ italiana. Neste vídeo a seguir, porém, foi a vez dele de ficar quietinho. Pois ao lado dele estava o não menos escandalosos jovem Filippo Tramontana, que é o narrador/torcedor da Inter.

Veja a seguir os dois, lado a lado, durante o espetacular clássico de domingo. Na edição, cortaram o gol de Pato, que é uma pena. Mas já dá para sentir como funciona o esquema do programa Diretta Stadio 7 Gold.

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional, Videos Futebol Tags: , ,
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