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Arquivo da Categoria Seleção Brasileira

29/06/2009 - 01:01

Um milhão em ação, ‘pra frente Brasil’, chupa Ashton Kutcher

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Li no colega Xará Stycer, do iG, que tem cerca de 1 milhão de brasileiros no Twitter. Uma parte deles, neste domingo, com a ajuda de perfis (falsos e verdadeiros) e tags (reais e forjadas), inventou uma nova e divertida maneira de torcer para a Seleção Brasileira de futebol, que anda (ou andava) meio distante de seu povo ou sem sair às ruas (como diria o ministro Barbosa do STF).

Quem já foi em jogo da Seleção aqui ou em Copa ou no Haiti sabe que nosso Brasil sil sil tem disparado o grito de guerra mais chato de todos os tempos do universo.

‘Sou brasileeeeeeeeeiro, com muito orguuuuuuulho, com muito amooooooor’

Gritinho sem rima, difícil de ir até o fim, que lembra algum comercial que eu nem lembro a marca. Assim que começa, no estádio, você sabe que não vai terminar, simplesmente porque é chato e longo demais e não empolga nem motiva ninguém.

Voltemos ao Twitter. Durante o jogo Brasil 3 x 2 USA, o mais popular dos perfis na mais comentada rede social da atualidade…

… o homem que sozinho chegou a um milhão de seguidores antes do que a rede CNN ou de qualquer outro usuário: Ashton Kutcher, resolveu twittar ao vivo a final da Copa das Confederações. Pelo boné, vê-se logo que o esporte dele é outro mas, enfim, não deixa de ser bastante significativo e muito legal ele ter feito isso.

Aí ele narrou o primeiro gol americano. Depois o segundo. E depois, empolgado, mandou:

“Se a gente ganhar a Copa das Confederações, podemos chamar esse jogo de soccer sem ninguém poder reclamar por pelo menos um ano” (tradução livre e sem palavrões de ‘If the USA wins the Fifa Confederations Cup we officially get to call the game Soccer with out getting any sh*t 4 atleast 1 year’)

Então o Brasil diminuiu, teve gol a seu favor roubado, empatou, virou o jogo, o Galvão narrou, o Lucio chorou, aquela coisa toda.

E a galera resolveu mandar um chupa para nosso astro de Hollywood, também conhecido como marido da Demi Moore, seguido por quase 2,5 milhões de pessoas até o fechamento desta edição. E o chupa virou um tópico (#chupa), que Kutcher traduziu como ‘suck it’.

E mais e mais brasileiros foram escrevendo #chupa em seus posts até que o próprio Kutcher declarou que #chupa havia se tornado o assunto mais comentado do twitter mundial naquele momento, batendo Michael Jackson e tudo.

“#Chupa is now #1 just like Brazil congratulations”, sentenciou, convencido das derrotas, Kuchter (a tradução é que tanto a seleção brasileira quanto o tópico chupa eram número 1).

Kuchter descobriu que não é soccer, mas sim football o nome deste esporte e o Brasil descobriu um jeito bem mais bacanudo de torcer.

Autor: - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags: ,
29/05/2009 - 15:49

A cascata do volante que sabe sair jogando

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Denúncia urgente! Fomos enganados!

Há uns dois, três anos, surgiu essa história do ‘volante-que-sabe-sair-jogando’. A crônica esportiva enalteceu. Compramos a causa e comemoramos Lucas, Ramires, Hernanes, Cleiton Xavier, Ibson, Elias e etc. É o fim de Josué, Gilberto Silva, entre tantos.

E os técnicos, todos, só com um sorrisinho no canto da boca, como quem dizem: ‘caíram feito patinhos’.

O que era para tornar o futebol mais ofensivo, virou justamente o contrário. Com o moral que jogadores como Ramires e Hernanes ganharam na mídia, os técnicos, sorrateiramente, aproveitaram para empurrar os ‘volantes-que-sabem-sair-jogando’ para o lugar dos meias. E, claro, dois ou até três volantes propriamente ditos (os que não sabem jogar), atrás deles.

Atrás de Hernanes, tem Jean e Eduardo Costa. Ao lado, Jorge Wagner. Atrás de Ibson, tem Toró e Airton. Ao lado, Kleberson. Atrás do Ramires tem Fabrício, Henrique e Marquinhos Paraná. E agora que o meia ofensivo (mesmo), Wagner, pode voltar ao time, Adílson nem precisa quebrar a cabeça. Tira o Ramires, vendido, entra Wagner. Troca o ‘volante que sabe jogar’ pelo meia.

O Santos, por exemplo, não tem volante que sabe jogar. Isso porque tem um meia ofensivo mesmo, que é o Paulo Henrique e, além do ofensivo Madson. O Corinthians tem Elias, volante que sabe jogar, e Douglas, meia. Um caso raro, diga-se. Mas a má fase do Douglas, infelizmente, acaba minando o resultado que poderia dar. A salvação do modelo pode ser o Inter, que tem D’Alessandro mas tem gente que sabe vir com a bola também de trás.

Até Luxemburgo, que sempre foi o técnico mais ofensivo do Brasil (só lembrar do Cruzeiro e do Santos dele campeões), está sucumbindo. Tinha Cleiton Xavier como segundo volante, com Diego Souza de meia, e dois atacantes. Não é de hoje que Cleiton Xavier ganhou dois escudeiros atrás dele (Souza e Pierre), passando Diego Souza lá para o lado do Keirrison.

Do São Paulo eu tenho até preguiça de comentar. O sindicato dos volantes é muito atuante ali. Contra o Cruzeiro, Muricy escalou um volante de lateral-direito e outro volante de lateral-esquerdo. No meio de campo são quatro volantes, sendo dois propriamente ditos e dois ‘que sabem jogar’. Seis volantes em campo entre os que sabem jogar e os que não sabem.

Aposto que o goleiro Dênis, nos rachões, joga de volante para agradar o Muricy. E a consequência é tão óbvia. A nova função está matando o Hernanes. Como segundo volante, era o melhor da posição no país. Como meia, como 10, não tem bola para isso. Mais do que isso, nas duas chances maiores que o São Paulo teve de empatar contra o Cruzeiro, uma caiu no pé do Eduardo Costa e outra no pé do Jean. Deu no que deu.

Aí meus colegas jornalistas ficam bravos pois o Dunga diz que o Ramires ele só pode chamar para o lugar do Kaká ou do Ronaldinho Gaúcho. Me desculpem, mas Dunga é o único que não está sendo hipócrita nesta história. O Ramires joga como Kaká no Cruzeiro. Fato. Na frente dele, apenas dois atacantes. Nossos técnicos, que não são bobos, dão de ombros e comemoram que a culpa toda vai pro técnico da Seleção. Atuasse o Hernanes de segundo volante, assim como Jorge Wagner, com apenas Jean de volantão clássico, e um Dagoberto de meia de ligação servindo Borges e Washington na frente, Dunga não teria desculpa.

O Muricy anda tão obcecado por esta história que eu sou capaz de apostar que se o Ronaldinho Gaúcho chegar ao Morumbi, ele não o escala de meia, recuando Hernanes, mas sim de atacante, mantendo os quatro volantes no meio.

Enfim, a cascata foi armada. Nós caímos. Chegamos a imaginar que seria possível ter um meio de campo no Brasil com peças semelhantes ao do Milan (Gattuso, Pirlo, Seedorf e Kaká) , ou do Manchester United (Carrick, Anderson, Scholes e Cristiano Ronaldo).

Chegamos a imaginar que o sucesso e a pressão seriam tão grandes que Dunga seria obrigado a escalar Ramires, Hernanes, Anderson e Kaká ou Lucas, Ramires, Ronaldinho e Kaká.

Mas foi o contrário.O futebol ficou mais defensivo. Os meias sumiram. Os poucos camisas 10, espécie em extinção, estão perdendo seus empregos para ‘os-volantes-que-sabem-jogar’.

E em vez de ganhar um jogador defensivo que sabe ir para frente, ganhamos um meia que volta para marcar. E eles ainda querem que a gente agradeça. Inverteram a discussão.

E se você, garoto, tentar uma peneira qualquer dia desses num grande clube e perguntarem qual a sua posição, já sabe o que responder, né? Não arrisca, não. Fala volante… Aí depois você decide com qual número de camisa quer jogar.

Fomos enganados… De novo!

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional, Seleção Brasileira Tags: , , , , , ,
19/05/2009 - 17:35

Cadê o Fred?

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Faça rapidamente uma lista dos atacantes que podem aparecer na lista de Dunga para a Copa do Mundo. Sua lista não vai conseguir fugir de ter Nilmar (meu favorito), vai ter Ronaldo, o mito, pode ter também os que estão lá (Luis Fabiano, Robinho e Pato). E em dois jogos no máximo terá de volta Adriano, que certamente vai se destacar no Flamengo.

Forçando a barra algum otimista colocará Keirrison, Grafite ou Hulk. Os cruzeirenses, esses sortudos fazedores de grandes atacantes, pensarão, com razão, em Guilherme. Vagner Love não será descartado. Os gremistas tentarão naturalizar Maxi López e lá da Ilha do Retiro ouviremos o coro de Ciro. Não me surpreenderei se Borges, que é o ‘matador-zero-carisma’, seja lembrado, pois há tempos que aqui nesta terra só dá ele.

Mas e o Fred? Cadê o Fred?

Fred teve uma das melhores trajetórias do futebol brasileiro dos últimos tempos ao chegar a Copa de 2006. Pintou como um novo Ronaldo, pois chutava bem com as duas pernas, tinha velocidade, bom cabeceio e cabeça no lugar.

No Mundial, entrou em campo numa das cenas mais interessantes que já presenciei ao vivo. Parreira coloca ele em campo em Munique, contra a Austrália, e um grupinho de senhoras/torcedoras/turistas (típico do Brasil em Copas) lamenta:

– Fred, quem é Fred? Esse Parreira não dá. Nunca ouvi falar deste Fred.

Fred apresentou-se para aquelas senhoras ao marcar o segundo gol brasileiro. Gol de estrela, comemoração diferente, marcante.

Copa terminada e Fred é um dos poucos ‘absolvidos’. Ele saiu ileso e léguas na frente de Adriano como substituto natural de Ronaldo, que tinha sua carreira, mais uma vez, dada como encerrada (arrã).

Mas aí, o que aconteceu? Nada… Fred não fez nada. Conformou-se com entrar de vez em quando no time titular do Lyon (uma espécie de túmulo do futebol brasileiro – ou alguém discorda que o Juninho tem condição de ser titular de Milan, Chelsea, Real ou Barça?). Na Seleção de Dunga, foram 6 convocações, um gol apenas e não é chamado desde junho de 2007 (obrigado, Rodolfo Rodrigues), quando foi cortado da Copa América por contusão. Já em janeiro de 2008, uma capa da revista Placar colocava cinco candidatos a camisa 9 da Seleção. Fred sequer aparecia.

Não é de hoje que Fred parece ter desistido. Uma síndrome meio ‘Ronaldinho Gaúcho’ de se conformar em ser coadjuvante, qualquer coisa tá bom. Deveria ter abandonado o Lyon já em 2007 ou 2008, caso quisesse realmente dar uma nova guinada na carreira.

Aconteceu em 2009 e, claro, não está tarde para ela, a guinada. Pelo contrário, ele tem apenas 25 anos de idade e o mundo pela frente. O problema é que, para quem chegou relativamente em forma já há mais de dois meses, Fred segue devendo. Num Fluminense com os bons Thiago Neves e Conca ao lado, não dá para ele ter tão poucos gols e nenhum decisivo.

Afinal, ele é o Fredgol da foto que ilustra este post, retirada do site oficial do jogador. A marra toda deste site precisa entrar em campo e mostrar alguma coisa. Mostrar que não desistiu.

Oportunidade melhor do que contra o Corinthians de Ronaldo no Maracanã lotado nesta quarta-feira, ele dificilmente terá.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional, Seleção Brasileira Tags: , , , , ,
02/04/2009 - 02:31

Brasil 3 x 0 Peru – fácil, fácil…

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– 3 x 0. Meio sonolento. Mas 3 x 0. Boa vitória. Importante.

– O sono começou nas arquibancadas. Os cambistas passaram o dia tentando vender quilos de ingressos na Rua dos Andradas e toda a região central. Não venderam boa parte deles (bem feito) e o resultado foi o segundo anel vazio atrás dos dois gols (mais do lado do terceiro gol brasileiro).

– Luis Fabiano mostrou o faro do gol de sempre. Marcou seis gols já. Mas alguma coisa diz lá no fundo que ele não vai emplacar sempre. Não sei exatamente o motivo mas sempre parece que vai aparecer um Pato, um Nilmar, um Adriano, um Ronaldo e na última hora tirar o cara da jogada. Parece que não combina com o time, não parece à vontade às vezes. Ele me lembra o Alex, que arrebentou nas duas eliminatórias (2002 e 2006), capitão da Copa América e na hora da Copa foi preterido. A sorte dele é que até hoje não vi técnico mais coerente (teimoso?) do que o Dunga com o que ele mesmo pensa. Para o bem e para o mal. Mas isso é só uma sensação minha. Nem opinião, nem informação.

– Kaká voltou razoável. Mas não dá para comparar o que foi o jogo no Equador com o que o Peru se propôs a fazer no Beira-Rio. Júlio César, o melhor goleiro do mundo, quase foi surpreendido no segundo tempo na única vez que a bola chegou. Estava frio e desatento, provavelmente. Injusto até com Ronaldinho, apesar dele merecer uma reserva, pois não dá para comparar as duas situações de jogo.

– Uma coisa Dunga tem razão. O time tem 22 titulares mesmo. Essas duas rodadas foram mais do que prova. Entrou Kleber, saiu marcelo, entrou Daniel Alves, saiu Maicon. Entrou Josué, Elano, Julio Baptista. No final, parece tudo a mesma coisa, né? Mais uma vez: tanto para o bem quanto para o mal.

– Eu já tinha observado outras vezes, sobretudo durante o longo período em que fiquei na Copa América. Mas a velocidade com que o Daniel Alves chega na bola ou na marcação é algo impressionante.

– Por falar em rapidez, de tanto pedir Pato (a primeira vez foi aos 23 do primeiro tempo), a torcida convenceu Dunga a colocar o jogador. Ele e Ronaldinho. Bem, não foi o sonho da torcida a atuação dos dois, mas pelo menos matou a saudade da gauchada. Pato arremessou até as chuteiras para a torcida no final.

– Quando completou as duas substituições de Pato e Ronaldinho, Dunga experimentou uma sensação diferente. Teve seu nome gritado pela torcida. Mas, na coletiva depois, disse que não fez a votnade da torcida. Apenas precisava dar mais movimentação ao time.

– E o Felipe Melo, depois dessa jogada, deve ter carimbado seu passaporte para a Copa. Ele tem cara de ser aquela aposta do treinador, aquele ‘achado’ que só ele percebeu. Depois dessa, vai até o fim. Se bobear, titular. Veja pelo lado bom. Poderia ter sido o Afonso Alves. Independente disso, Felipe Melo está mais à vontade na Seleção do que o veterano penta Gilberto Silva.

– E o Kaká foi dizer que em uma semana melhorou mais do que em 3 no Milan. A comisão técnica brasileira ficou toda prosa. Esqueceram de fazer outra conta. Anderson, Maicon, Luisão e Marcelo com lesões musculares. O Brasil recuperou um e ‘estragou’ quatro.

– No final das contas, importante mesmo foi o resultado… da Bolívia. Se der para somar os 6 deles, virou goleada.

– E que saudades que eu tenho da arquibancada.

Autor: - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags: , , , ,
01/04/2009 - 18:39

Tribuna de imprensa do Beira-Rio

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Uma coisa são os 100 anos de glórias do Internacional, homenageados no post logo abaixo deste. E também a estrutura do clube, a formação de craques, a dupla de ataque Nilmar e Taison, os sócios e tudo o que o Internacional tem de bom.

Mas o estádio Beira-Rio precisa urgente de uma reforma na sua tribuna de imprensa. São duas filas de mesas e cadeiras da Skol, aquelas de boteco, presas umas nas outras por fios de telefone. Na área de ‘imprensa escrita’, categoria que inclui sites, nem tomada tem para que os profissionais liguem seus computadores.

Além disso, as mesas ficam num degrau e as cadeiras no degrau logo acima. Todo mundo tem que ficar arcado em direção ao micro, que fica abaixo da linha do joelho, o que em 20 minutos já serviu para este blogueiro sentir dor nas costas, imagino daqui a quatro horas. Pra terminar, a primeira fila de mesas da Skol tem a visão do gramado prejudicada por uma grade que separa a tribuna dos torcedores.

Como aqui é estádio garantido para a Copa de 2014, imagino que logo será providenciado, pois o padrão Fifa jamais permitiria algo assim. Mas fica aqui o registro de que não precisava esperar a Fifa mandar para ter condições mínimas de trabalho.

Autor: - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags:
31/03/2009 - 14:47

‘Kaká mandou, eu passei’

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Algumas histórias são mais legais do que as outras. Na Granja Comary, Adryan, de 14 anos, e Rômullo, de 15 anos, completaram a Seleção Brasileira num treino. Um feito realmente incrível.

Algo parecido aconteceu em Porto Alegre. Junior do Grêmio, Thiago Santos treinou na lateral-direita devido ao problema com Maicon que levou Daniel Alves ser titular. Ao seu lado, simplesmente Kaká. Toda a imprensa noticiou. Ele deu entrevista para todos. O depoimento é legal, veja:

“Me apresentei a ele antes do treino. Falei meu nome mas não achei que ele ia lembrar. Aí, eu estou lá com a bola e ouço o Kaká, atrás, gritando: THIAAAAGO.. THIAAAGO!!! Passei, né? Obrigatório. É o Kaká pedindo a bola”, disse o jovem.

Jovem, mas nem tão garoto assim. Aos 20 anos, Thiago Santos é mais velho do que, por exemplo, Alexandre Pato, da Seleção principal e já praticamente um titular do poderoso Milan.

Na sua posição, inclusive, o Brasil tem Rafael da Silva, do Manchester United, que vem já atuando no time de cima em competições como a Champions League com apenas 18 anos.

A nova realidade do futebol brasileiro e mundial é assim. Dura. Infelizmente, para se chegar lá, as vezes não basta, aos 20 anos, ser das divisões de base de um clube gigante como o Grêmio que a carreira está encaminhada. Imagina a molecada em times menores.

Vamos ver se Thiago Santos vai guardar este momento para sempre na memória como seus 15 minutos(45 na verdade em campo + as entrevistas) e seguir outro caminho ou se um dia voltará a atuar com a camisa amarela. A chance é mínima, ainda que ele tenha cruzado melhor do que muito titular da Seleção durante o treino…

Autor: - Categoria(s): Seleção Brasileira, Sem categoria Tags: , , ,
26/03/2009 - 13:24

Pessoal à vontade nos bastidores da Seleção

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O site da CBF, desde a última Copa, manda muito bem com fotos dos bastidores, jogadores nos vestiários, vídeos virais (o famoso de Ronaldinho humilhando Robinho).

Entre as fotos de ontem, porém, Marcelo do Real Madrid parece um pouco mais à vontade do que o normal, não?

Outras fotos de bastidores ontem, aqui.

Autor: - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags: ,
05/03/2009 - 14:44

Douglas, 2009, lembrou Rinaldo em 1990

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Sergio, Gil Baiano, Paulão, Adílson e Leonardo; César Sampaio, Donizete Oliveira, Cafu e Pelé; Charles e Rinaldo. Técnico Falcão.

E assim o Brasil entrou em campo em 31 de outubro de 1990 naquele Seleção Brasileira 1 x 2 Resto do Mundo. Jogo comemorativo dos 50 anos de Pelé, com ‘Ele’ jogando 43 minutos no primeiro tempo com a 10 que eternizou.

Pelé participou do jogo, fez uma ou outra jogada. Num lance que entrou para a história, Rinaldo, na época do Fluminense, partiu com a bola pela esquerda contra apenas um zagueiro e abriu-se um clarão para que rolasse para o meio onde Pelé vinha, sem marcação (talvez até de propósito), para fazer seu último gol na carreira.

Rinaldo não tocou e também não fez o gol. Procurei muito esta jogada pela Internet e não encontrei. Encontrei os melhores momentos do jogo (quem foi o editor que tirou este lance do compacto?????) no Globo Esporte, mas sem o famoso lance fominha de Rinaldo que todo o boleiro que viu este jogo jamais esquecerá.

Tudo isso para dizer que o clima, ontem, em Itumbiara, depois que o Douglas não passou aquela bola, foi mais ou menos o mesmo que o mundo sentiu em relação ao Rinaldo, que ‘curiosamente’ sumiu da seleção.

Separam Pelé e Ronaldo várias coisas, a começar pela idade no referido jogo, o momento que viviam (um aposentado há anos e outro tentando voltar), passando pelas contusões que um e outro sofreram (as de Ronaldo infinitamente mais graves), além das polêmicas fora e dentro de campo.

Une os dois as glórias pelo futebol brasileiro, títulos em Copas do Mundo, a fama de melhores do mundo cada um em sua época e um amar e odiar constante das falhas e virtudes destes dois seres humanos, sempre tão evidentes e polêmicos.

ps.: abaixo emprestei o vídeo com os ‘melhores momentos” daquela partida direto do Globo Esporte. Mas se alguém achar ou tiver guardado o lance do Rinaldo, por favor, mande nos comentários.

ps2.: Leia mais do Rinaldo no site do Milton Neves, onde estava a foto que ilustra este post.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Seleção Brasileira Tags: , , ,
28/01/2009 - 18:02

Rodízio do (Ronaldinho) Gaúcho

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Os times da Europa adotam o tal rodízio. Como jogam muitos torneios sempre (e não reclamam), os times são diferentes a toda hora. Alguns são mais irritantes, como o Liverpool por exemplo, que só em final de Champions League você consegue descobrir realmente qual é o 11 titular (e olhe lá).

Outros são ainda mais irritantes, como Manchester United, que faz rodízio e sempre tem o melhor time do mundo. Sai Rooney entra Tevez. Sai Scholes, entra Anderson. Não importa se joga o terceiro time, o Manchester United é sempre favorito.

Os times brasileiros, os que têm elenco minimamente decente, também começam a fazer o mesmo, ainda que a nossa cultura seja diferente. Muricy, claro, é um dos pioneiros. Não que ele seja gênio, mas ele é o cara que tem dois times de alto nível a sua disposição. Mas, é lógico, no primeiro jogo que perder com craques no banco, vai ser cobrado.

Mas tem um ‘rodízio’ que deixou de ser rodízio há algum tempo. Desde que 2009 chegou, Ronaldinho só foi titular no Milan contra a Roma. Nos demais, banco! Três jogos seguidos com o de hoje. Não me parece um rodízio, mas sim uma condição do jogador que, convenhamos, já deveria estar em forma nesta altura do campeonato.

Tem entrado no segundo tempo, na vaga de Alexandre Pato, que aproveita Beckham, Seedorf e Kaká em campo para voltar a marcar gols e jogar bem.

Ps: Depois falam que a gente pega no pé. Mas enquanto foi titular e decidiu clássico e tudo no final do ano passado, Dunga não chamou Ronaldinho. E, claro, bem agora, que ele nem é titular do Milan, está fora de forma ainda, ele está de volta.

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional, Seleção Brasileira Tags: ,
08/01/2009 - 13:28

Ingressos para a Copa do Mundo de …. 1970

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Um tesouro passou pela minha mão em dezembro. Só passou mesmo e já está devidamente guardado numa cidade perto da capital paulista.

São todos (menos um e já explico) os ingressos dos jogos do Brasil na Copa de 70. A feliz proprietária deles, Melissa, ganhou os ingressos do avô, Zé Vaquero, falecido em 2008.

Zé Vaquero ficou viúvo muito cedo e resolveu, ainda na década de 70, não casar novamente (por opção, segundo a neta coruja) e unir duas de suas paixões: futebol e viagens.

E assim trabalhou para ir a duas Copas seguidas, a de 1970 no México e a de 1974 na Alemanha. Na Copa de 70, ele foi a todos os jogos. Guardou todos os ingressos, menos um, o da grande final.

O ingresso daquele lendário Brasil 4 x 1 Itália foi roubado do seu Zé Vaquero. A história de como ele sumiu é nebulosa. Outras pessoas que estavam com ele também perderam justamente o ingresso da final. Não está descartada a hipótese de que o roubo tenha acontecido dentro do gramado do estádio Azteca já que todo boleiro que se preza lembra da antológica invasão de campo após a partida em que jogadores como Tostão acabaram de cuecas pois até as meias foram arrancadas por um público mexicano em êxtase.

Melissa morou nove anos com o avô. Acompanhou de perto a sua paixão por esportes. Um dia, durante uma Copa (vista pela TV desta vez), ele foi buscar os ingressos numa caixinha. A neta, que é designer, ficou encantada por aqueles pedaços de papel. “Achei o máximo pois eles são lindos. Coisa de designer”, diz ela. “Ele percebeu que eu gostei e me deu os ingressos na hora.”

Gente do ramo diz que estes ingressos podem valer de 5 a 10 mil reais perto de uma Copa do Mundo ou em alguma comemoração especial da Copa de 70 (como os 40 anos do tri em 2010 em plena Copa da África). E teria um valor ainda maior caso o da final não tivesse sido roubado.

Mas Melissa avisa a quem interessar possa: “Não vendo de jeito nenhum. Tem um valor sentimental muito grande para mim.”

Autor: - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags: ,
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