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Arquivo da Categoria Futebol Internacional

20/09/2012 - 10:55

Oscar e Zola

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O golaço do Oscar na sua estreia em Champions League (o segundo dele na partida) foi comparado a um gol de Gianfranco Zola, ídolo do Chelsea nos anos pré-Abramovich, na semifinal da FA Cup de 1997, contra o Wimbledon.

Aqui está o tal gol:

E aqui o gif animado de Oscar:

Cá entre nós, com todo respeito ao Zola, ao Wimbledon e a FA Cup.

O drible realmente lembra. Mas sem comparação…

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28/08/2012 - 17:59

Armero… Maicosuel

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Aconteceu, em Udinese e Braga, valendo vaga na fase de grupos da Champions League.

Esse até o Deivid faria…

Mas aí o jogo seguiu e, se o lance não fosse bizarro suficiente, eis que Maicosuel faz isso:

Resultado: Udinese fora da fase de grupo de Champions League, em casa. E você achando que a sua vida que é dura…

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: , , ,
26/07/2012 - 23:27

La Doce

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Questão de uns 3 meses atrás, um SMS do amigo Oliver dizia: “Comprei um livro pra você, mandei pelo correio”. Rara gentileza (livro + correio + presente fora de época), dois ou três dias depois chegou enrolado num papel filme La Doce, do jornalista argentino Gustavo Grabia, sobre a mais famosa (e temida) torcida organizada do Boca Juniors e da Argentina, talvez do mundo.

Apesar do amigo Oliver ser o mentor do sebo/site Raridade, especializado em edições obras especiais, La Doce não é exatamente uma raridade.  Foi lançado no Brasil pela editora do também amigo Marcelo Duarte, a Panda Books. Está nas melhores livrarias, sites e bancas.

Só essa semana finalmente comecei (e terminei) a leitura. La Doce é mais do que um livro com a história da torcida organizada (ou facção criminosa) do Boca. É um estarrecedor relato sobre as relações promíscuas entre seus violentos líderes, o poder público, a política, dirigentes, técnicos e os jogadores.

De Meném a Kirchner, de Maradona a Palermo, o livro de Grabia mostra uma rede digna de filme de Poderoso Chefão de juízes, policiais, promotores e políticos que se envolveram e tomaram proveito do poder emanado das arquibancadas e dos arredores de La Bombonera.

O livro conta a trajetória de ascensão e queda dos maiores líderes da La Doce desde a sua criação, Enrique “Carnicero”, José “El Abuelo” Barrita, Rafael Di Zeo e o atual Mauro Martin. E todas as sangrentas brigas pelo poder entre eles e entre outros membros da torcida.

Como uma máfia, com a conivência de dirigentes, jogadores, a polícia, e a certeza da impunidade, La Doce se notabilizou pela revenda de ingressos doados pelo clube, controlar toda a venda de merchandising e comida nos arredores do estádio, estacionamento, entre outras atividades ilícitas. Passaram de brigas com as mãos dos primeiros anos para sangrentas batalhas com armas de fogo que marcam a torcida até hoje.

Com a maioria dos jogadores nas mãos (invadem a concentração e o clube como querem e os jogadores que “colaboram” com um dinheirinho são poupados das vaias), eles também faturam fortunas levando os craques do Boca para eventos deles, todos cobrados. Um telefonema e os “torcedores” descolavam uma foto com Palermo ou uma pelada com Riquelme. Num episódio anterior, um dos mais lights que o livro relata, ainda com El Abuelo no comando, os torcedores invadiram a concentração e mandaram tocar a bola para um jovem Maradona. El Diez, aliás, foi íntimo de Rafa Di Zeo, o mais charmoso e influente dos capos da Barra, por assim dizer. Recentemente, Martin faria o mesmo com Riquelme, exigindo que o ídolo maior do clube passasse a bola para Palermo, o “melhor amigo” da Organizada entre os jogadores.

Carlos Bianchi, diga-se, ao menos na versão do autor, é um dos poucos técnicos que não aceitou a influência da torcida no seu time. Mas o acordo não foi simples. Os dirigentes tiveram que “pagar um extra” para a arquibancada principal da La Doce poupar o time durante o comando do treinador.

O livro relata também grande parte das mortes promovidas e episódios épicos que envolvem desde brigas internacionais (como uma surra que deram nos hooligans ingleses na Copa de 1986 no México, em viagem grande parte pratrocinada pelo próprio técnico Bilardo) até inglórias batalhas em Buenos Aires contra as barras dos inimigos de outros clubes e mesmo contra grupos rivais dentro da própria La Doce.

Recomendo.

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional, Libertadores Tags: ,
03/07/2012 - 10:38

Essa é a foto do título…

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Espanha, campeã da Euro 2012.

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional Tags:
05/06/2012 - 17:30

Ronaldinho e Tevez ou viva o torcedor

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Isso aqui que vimos hoje…

… me lembrou isso aqui que vimos há pouco tempo.

Viva a criatividade do torcedor. Muito bom.

E, claro, viva a volta por cima dos jogadores.

Elas acontecem.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional, Videos Futebol Tags: ,
24/05/2012 - 17:15

Britânicos vão invadir o metrô de SP

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Este blog não dá ponto sem nó. Reparou que nos últimos posts o assunto futebol inglês quase não sai da pauta, certo? Pudera. Além do feito épico tanto de Chelsea quanto de Manchester City, este blogueiro vem respirando esportes britânicos há mais de dois meses.

Fui gentilmente convidado pela Cultura Inglesa para ser curador de uma da exposição chamada “Universo Esportivo Britânico”, que vai acontecer de 26 de maio a 30 de junho em quatro estações do metrô de São Paulo. A mostra faz parte do 16o Cultura Inglesa Festival, que reúne atrações (todas gratuitas) que vão de teatro e cinema a shows como o da ótima banda Franz Ferdinand no Parque da Independência neste domingo 27.

No que nos diz respeito aqui, a exposição do Universo Esportivo Britânico está dividida em 4 assuntos maiores, um para cada estação do metrô, com rico conteúdo levantado pela mob36, que tem como objetivo mostrar que britânicos e brasileiros têm uma paixão em comum: o esporte.

Na estação Paraíso, o assunto é futebol. Hall da Fama de grandes craques da história do futebol britânico como Ian Rush, George Best, Bobby Charlton, Wayne Rooney entre outros. Histórias gostosas de times como Arsenal, Newcastle e grandes rivalidades como United x Liverpool, Celtic x Rangers entre outras.

Na estação São Bento, no centro da cidade, vamos falar de Olimpíadas já que Londres recebe pela terceira vez os jogos (única cidade a receber três vezes o evento). Grandes nomes do esporte britânico, curiosidades sobre esportes e grandes lendas dos Jogos são retratadas na Mostra.

A estação da Luz, também no centro da cidade, recebe a invasão da velocidade. A tradição dos ingleses no remo com sua tradicional Boat Race, as lendas britânicas no ciclismo e, sobretudo, o foco na Fórmula 1 e a relação entre Brasil e Inglaterra. Para quem não sabe todos os oito títulos brasileiros na categoria foram conquistados correndo em equipes britânicas.

Na estação Corinthians-Itaquera quem entra em campo são tradicionais esportes inventados na Inglaterra como Rúgbi, que cada vez mais ganha adeptos no Brasil, o críquete e o tênis com suas tradições e torneios como Wimbledon.

Em todas as estações estão previstas atividades interativas que vão de remar a jogar pebolim com o Brasil de 1982 contra a Escócia de 1982.

Faz parte da Exposição também a exibição gratuita de quatro filmes de esporte. Os escolhidos pela curadoria (ops) foram Maldito Futebol Clube, Invictus, Carruagens de Fogo e Senna.

Para abrir a exposição, neste sábado dia 26, às 12h30, na estação Paraíso, vamos fazer um bate-papo sobre futebol com Tim Vickery, correspondente da BBC no Brasil, entre outros veículos, Paulo Andrade e Arnaldo Ribeiro, jornalistas dos canais ESPN e especialistas em futebol inglês.

Só chegar na estação, passar a catraca e participar. E, durante todo o mês de junho, quem pegar metrô, descer numa dessas estações e quiser ler umas historinhas gostosas sobre esportes, lembre de mim :)

Confira a programação completa de cinema, mostras, shows, baladas, peças e toda a programação do Cultura Inglesa Festival.

Cheers!

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: , , ,
24/05/2012 - 14:35

Paul Gascoigne, 1996, contra a Escócia

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A Euro está para começar e vou postar alguns gols históricos aqui de vez em quando. Este é do polêmico Paul Gascoigne, na Euro 1966, disputada na Inglaterra, quando o time da casa enfrentou a rival Escócia. Golaço. A comemoração é um barato.

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional Tags:
21/05/2012 - 20:54

Dê uma olhada no lado brilhante do Chelsea

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O Chelsea é o melhor time da Europa. Você pode não gostar e eu respeito. Respeito de verdade. Quase todos os argumentos sobre “futebol feio”, “muito dinheiro”, “retranca”, “panela” são válidos.

Mas se você é boleiro de verdade, de preferência não um grande craque, vai saber reconhecer também. É bonito de ver um time se defender como o Chelsea se defendeu contra o Barcelona.

Quantas vezes EU me vi em campo jogando contra um time muito melhor, em melhor fase, usando as armas que a gente tinha. Lembro de um jogo em 1990 (talvez), em que os “guerreiros” do Círculo Militar do Paraná arrancaram no futsal um empate do Pinheiros (recém Paraná Clube na verdade). Talvez tenha sido uma derrota de pouco e eu esteja enganado, mas fato é que o time deles tinha Ricardinho, Pedrinho, Tcheco, Lipatin e Batatinha. Eu passei a primeira parte da minha vida sendo surrado por essa turma. Eu, meu grande amigo até hoje Bernardo, o Constantino, o Germinal, o goleirão Alessandro, Márcio, Cassiano, ‘Dimais’ para ficar em alguns dos nossos bravos jogadores. A gente se matava para conseguir um resultado desse (empate ou derrota por pouco).

Depois, pelo time de comunicação social da UFPR, a gente arrancou uma inédita classificação para a semifinal com um time que reunia na maioria nerds e patropis contra times de Engenharia e Educação Física. Talvez tenha sido quartas ou oitavas, mas fato é que a gente caçava 11 jogadores com anúncios no mural (era futebol de campo) e eles faziam peneira e campeonato interno para definir a ‘seleção’. Eu e os geniais Pedro, Xubaca, Lycio e outros, a gente basicamente se defendia, “se hidratava” e marcava um golzinho da vitória sabe-se lá como.

Mais recente, jogando os torneios de imprensa, seja pela Folha de SP em 2004 com Lúcio, Arnaldo e Bueno, quando chegamos à semifinal, seja pelo iG em 2011, quando fomos campeões com Fred, Léo, Mario, Gui e cia, em muitas vezes colocamos o time lá atrás contra as “temíveis” equipes do Lance, da Band ou da TV Record. Vitórias sofridas, muitas vezes nos pênaltis, mas muito comemoradas. Eu diria que são as vitórias mais gostosas.

Deixando a egotrip de lado, o Chelsea não é o Círculo Militar, a UFPR ou os ‘iGalácticos’. O Chelsea chegou a ser um dos times que mais jogou futebol no mundo nos últimos tempos. Não é mais. Mas a forma como ganhou esta Champions League, sério, você teria que ser um “não-boleiro” para achar que não foi legal ou que foi fruto “apenas do dinheiro”.

Não sou ingênuo a ponto de achar que o dinheiro não ajudou. Ajudou muito, claro. Mas convenhamos que estrelas tinham o Bayern e o Barcelona. O Chelsea era um timaço em lapidação quando foi concebido e ao longo dos últimos anos. Agora joga com jogadores bons e tímidos como Ramires e Mata, em má fase como Torres, com dois malas/importantes como Lampard e Terry, esforçados como Ivanovic, David Luiz e Cole e com dois gênios envelhecidos em carvalho chamados Petr Cech e Didier Drogba.

Gênios também do mal, diga-se. Derrubaram Felipão e Villas-Boas simplesmente porque não iam com o jeitão deles (quem nunca?). Mandaram embora jogadores que não se enquadraram na panela (quem nunca?). Puxaram o saco do chefe dando a taça para ele levantar (quem nunca? ops..).

Mas gênios vencedores. Lendas num time de bairro que demorou 50 anos para ganhar outra Premier League e mais de 100 para levantar uma Champions. Uma trajetória para entrar aos anais do futebol, como a vitória da Alemanha contra a Hungria em 1954. Um time que bateu o sangue nos olhos do Napoli, a genialidade do Barcelona e a camisa pesada do Bayern.

Cheers, Chelsea.

ps: Essa foto é emblemática. Em plena crise na Europa e no mundo, austeridade sendo discutida, o futebol para (‘pára’, para os antigos) a reunião do G8. Tudo bem que Cameron (que torce para o Aston Villa) e Merkel (que aparentemente tem simpatia pelo Energie Cottbus) têm interesses pessoais nos resultados e os outros europeus se interessam obviamente pelo futebol. Mas o Obama? Bem… que esporte é esse? Como alguém pode não gostar?

ps2.: Todos os nomes constantes neste texto são reais. Já os resultados e datas podem ser (sem querer) mera ficção. Alguns deles foram há mais de 20 anos. Favor dar um desconto.

ps3: O iGalácticos vai com tudo em busca do bicampeonato da Copa de Imprensa, que começa na semana que vem.

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15/05/2012 - 12:11

City: a diferença é a torcida

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O juiz apitou e o Manchester City foi de forma dramática campeão inglês de futebol depois de mais de 40 anos “na fila”.

Com um caminhão de dinheiro primeiro da Tailândia e depois das arábias, o City conseguiu, em pouco mais de 5 anos, o título, contratando grandes jogadores internacionais, sobretudo Yaya Touré, David Silva e Sergio Aguero para ficar nos de maior sucesso.

Quem olha desavisado pode achar que o Manchester City é uma espécie de Cosmos ou de São Caetano  turbinado.

Aí que está a diferença.

O City, com toda a humilhação que ser rival da mesma cidade do Manchester United pode representar, é um time grande. Grande mesmo, destes que divide a cidade em metade azul e metade vermelha.

Tailandeses e árabes não inventaram estes clubes. Eles são centenários e a invasão de campo ao fim do jogo, como disse Mauro Cézar Pereira na excelente transmissão comandanda por Paulo Andrade na ESPN, não era de um bando de figurantes. Era de torcedores de verdade, aqueles ingleses barrigudos e branquelos que lotam o estádio e os pubs há 44 anos, de chuva a chuva, de frio a frio, em busca da chegada deste momento.

O City é grande e tinha média, nos anos 90, de 30 mil pagantes por jogo no estádio mesmo na TERCEIRA divisão. Seu estádio anterior, o Maine Road, chegou a ter capacidade para 100 mil pessoas. O atual transforma o clube no de sexta maior torcida do país. Não é um clube de aluguel. Não é um Grêmio Barueri a espera de jogadores de empresários.

Investir no City é mais ou menos como se um caminhão de dinheiro chegasse ao Atlético-MG. Time de tradição, com mais de 40 anos sem Brasileirão, com quedas de divisão e com uma massa gigantesca de torcedores apaixonados e dispostos a tudo pelo clube.

Ou ao Santa Cruz e seu mundão do Arruda.

Se me perguntarem, não gosto do modelo do City e do Chelsea. Acho dinheiro demais, sem sentido (pra não dizer irregular, provavelmente). O que eu acho porém pouco vai importar. O modelo está provando que dá certo, ou pelo menos torna os times mais competitivos. Provavelmente vai virar definitivo.

Mas que ninguém diga que City e Chelsea, antes de tudo, não sejam verdadeiros clubes de futebol.

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11/05/2012 - 12:27

Wembley, um campo de futebol

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O lendário estádio de Wembley, em Londres, não recebe jogos da Premier League. Nenhum dos vários times londrinos manda seus jogos lá. Pelo contrário, numa cidade relativamente apertada como a capital inglesa, todos usam seus estádios próprios, como Stamford Bridge, Emirates, White Hart Lane, Upton Park, Craven Cottage e The Den (entre muitos outros).

De mandante mesmo, apenas a Seleção Inglesa, que disputa amistosos e jogos das Eliminatórias. Tudo para ser um elefante branco com capacidade para 90 mil pessoas. Mas veja que interessante a agenda só de FUTEBOL (futebol, deixa shows e outros esportes para lá) de Wembley nos últimos e próximos dias.

14 e 15 de abril

Disputadas em um jogo só, as duas semifinais da Budweiser FA Cup, a Copa da Inglaterra, tiveram como sede Wembley. No dia 14, os dois grandes times de Liverpool, cidade a quase 300 quilômetros de Londres. No clássico, o Liverpool venceu o Everton por 2 x 1. Público pagante: 87 mil pessoas. No dia seguinte, dois times de Londres fizeram a outra semifinal. O Chelsea venceu o Tottenham por 5 x 1. Público pagante: 85 mil pessoas.

5 de maio

A final da mesma FA Cup foi vencida pelo Chelsea, por 2 x 1 contro o Liverpool. Público pagante: 89 mil pessoas.

12 de maio

The FA Carlsberg Trophy, acredite, é um campeonato amador (ou semi profissional) de futebol na Inglaterra.  266 times participaram este ano, com equipes que flutuam em Ligas que podem ser consideradas como quinta a oitavas divisões, por assim dizer. Neste sábado o York City enfrenta na final o Newport County em Wembley. Como curiosidade, na final do ano passado, vencida por 1 x 0 pelo Darlington contra o Mansfield Town teve público de 24 mil pessoas. Os ingressos custam de 15 a 30 libras.

13 de maio

The FA Carlsberg Vase é uma competição parecida com esta acima, mas com clubes ainda abaixo da oitava divisão (licença poética, já que não tem esse nome). São clubes amadores nas piores colocações do sistema geral inglês, conhecido como National League System. É como meu time que joga às quintas-feiras ter a chance de jogar uma final no Maracanã. Este ano, Dunston UTS e West Auckland Town farão a final em Wembley. Ano passado, com um público pagante de 8 mil pessoas, o Whitley Bay, maior vencedor do torneio com 4 conquistas, venceu o Coalville Town por 3 x 2. Ingressos a 25 libras.

19 de maio

A segunda divisão na Inglaterra tem um jeito próprio de classificar equipes para a Premier League. Os dois primeiros (que este ano foram Reading e Southampton) sobem direto. a Terceira vaga na elite é decidida entre o terceiro, o quarto, o quinto e o sexto colocados na Segunda Divisão. Eles jogam uma semifinal (terceiro x sexto, quarto x quinto) e uma final. Essa final é disputada em Wembley todos os anos. Desta vez, o West Ham, time londrino, enfrenta o Blackpool. No ano passado, na partida em que o Swansea bateu o Reading por 4 x 2, o público pagante foi 86 mil pessoas.

26 de maio

O acesso da terceira divisão para a segunda (League One para Championship) tem o mesmo sistema. Classificam direto os dois primeiros e os quatro seguintes disputam playoff com os dois vencedores fazendo a grande final em Wembley. Ano passado este jogo não foi disputado em Wembley por conta da final da Champions League, mas a final de 2010 entre Millwall e Swindow Town teve público de 73 mil pessoas. O dupla que fará a final em 2012 ainda não está definida.

27 de maio

O acesso da quarta divisão para a terceira (League Two para League One) segue o mesmo procedimento. Então, no dia 27 de maio, times da quarta divisão entrarão em Wembley para decidir o terceiro classificado para a terceira divisão. Em 2010, o Rotherham United perdeu por 3 x 2 para o Degenham & RedBridge, time de Londres, com público de 32 mil pessoas.

2 de junho

A Inglaterra recebe a Bélgica para o último amistoso antes da Eurocopa. Ingressos já estão esgotados.

Enfim…

Wembley receberá nos próximos 15 dias jogadores de todas as divisões da Inglaterra, de salários diversos, que vão de jogadores que não ganham um tostão a Wayne Rooney, que ganha uma fortuna por mês. Todos eles têm em comum o que eu e você temos: paixão pelo esporte. E Wembley é o cenário de sonho, não importa seu salário.

Fico pensando aqui no nosso simpático e central Pacaembu e como ele vai sobreviver ao Itaquerão, ao Novo Palestra e ao Morumbi. Talvez seja só uma questão de organizar calendários e promover jogos e torneios diferentes. Só fico na dúvida se o brasileiro gosta tanto de futebol como os ingleses gostam.

Acho que não…

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