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Arquivo da Categoria Futebol Brasileiro

04/02/2013 - 15:50

Messi, Neymar e meu sobrinho Daniel

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Meu sobrinho anda crescendo muito.

Futebolisticamente falando, está cada vez melhor, pelo menos para o tio que o vê a cada 2 ou 3 meses. Gosta de jogar no gol, mas eu tenho notado que o passe dele (na areia da praia, no asfalto batido, na grama ou na sala de estar) anda preciso.

“Já fiz mais de 28 embaixadinhas, tio” – diz, controlando a bola um pouco alto demais ainda que meu pai já tenha ensinado que chutando baixinho e perto do pé, ele pode fazer mais de 100.

O domínio de bola mudou. E está cada vez mais difícil para o pesado tio “craque” conseguir driblá-lo. Perdeu a inocência e ganhou aquelas malandragens obrigatórias para quem quer sobreviver em campo, como não cair seco na hora do drible ou virar de bunda, colocar o corpo para a proteger a bola, fazer uma falta para parar a jogada e saber quando o adversário está simulando uma falta. Coisa que tem adulto que passa a vida inteira sem aprender.

Minha irmã diz que ele é um dos três melhores do time de futsal da escola.

Não é um craque nem nada (ainda hahahaha). Mas já é mais do que o esperado numa família de boleiro em que ele chegou a ter sua condição de perna-de-pau decretada. “O Daniel não gosta muito de futebol”, era o eufemismo que usávamos para não dizer que na verdade ele era ruim de bola.

Deu a volta por cima, certamente. Ele ainda gosta mais de andar de skate, de rock, talvez até de jogar Playstation, o que é novidade nesta família de linhagem acima dele com avô-pai-filho boleiros. Mas nunca mais fará feio numa quadra para felicidade comedida de todos nós.

A mudança mais legal é o papo. Dos seis para os sete anos, no caso dele, foi incrível. Uma conversa no telefone agora não se resume a ‘sim e não’ desinteressados. Sou surpreendido por perguntas e comentários. Um dia ele perguntou como estava meu trabalho.

Ao vivo, neste último fim-de-semana, nós começamos a conversar “sério” sobre futebol. Pela praia, trocando passes e trotando, ele ia me explicando algumas de suas teorias. Primeiro me surpreendeu dizendo que os argentinos eram seus inimigos. Eu argumentei que eles eram gente boa e que era apenas um jogo. Ele me repreendeu:

– Não estou falando deles. Estou falando deles jogando futebol.

Respeitei na hora e pensei no ridículo da minha colocação ao olhar em volta. Estávamos em Santa Catarina e a praia em questão estava tomada por argentinos. Daniel está lá há quase 2 meses, em férias. Como não navega na Internet, não tem a menor paciência de ver intermináveis programas e mesas redondas na TV, e não tem pais com vocação para ufanismo, ele desenvolveu essa rivalidade ali naquelas areias mesmo.

Eu mesmo participei de um chute a gol com ele e dois argentinos maiores do que ele, que em castelhano chegaram e pediram para jugar la pelota. Exatamente da mesma forma que eu, na década de 80, tomei contato com eles e seus calções Adidas e cabelos esquisitos pela primeira vez, naquelas mesmas areias.

– Mas o Messi é o melhor do mundo, né? – perguntei, tentando mudar de assunto rápido.

– É. Certeza… Ele é o melhor mesmo, tio. Mas ele se acha um pouco.

– Você acha? Ele vai sempre em direção ao gol, não menospreza ninguém, não se joga. Quem se acha um pouco é o Neymar, eu penso.

– É. O Neymar se acha (breve silêncio e desinteresse pela minha colocação).

– Tio, você viu o drible do Neymar, aquele do chapéu que ele deu por baixo?

– Vi, Daniel. Incrível. Como ele fez aquilo?

– Não sei. Mas uma coisa que eu acho é que o Messi nunca vai conseguir dar esse drible.

(silêncio)

(mais silêncio)

Paro a bola, coloco a mão na cintura, limpo o suor do rosto e penso: – caramba! Quanto sentido tem essa frase. O Messi pode ser o maior jogador de todos os tempos, ganhar todos os torneios, fazer mais de mil gols. Mas ele nunca vai conseguir dar um drible como aquele do Neymar.

Pode não significar nada para um adulto, mas é o futebol na essência aos olhos de uma criança já não tão inocente assim.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional Tags: , ,
24/01/2013 - 10:50

36 anos depois, dois novos dribles

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Impressionante como o futebol tem o poder de, vez ou outra, ser inovador. Não é comum, mas as vezes aparece um time como aquela seleção de 74. Ou um jogador de cadência diferente como Zidane. Ou um Romário que, quando todo mundo achava que ele TINHA que dar mais uma passo, ele já batia na bola para espanto (e inércia) geral. Ou ainda um Ronaldinho Gaúcho que levou a NBA para o futebol: olha para um lado e toca para o outro.

Não é sempre que aparece. Os inovadores não necessariamente são os melhores jogadores da história ou os mais vencedores. Seu legado é outro.

Como eu eu disse lá acima, não é comum. E é digno de registrar aqui quando dois “novos dribles” aparecem em pouco menos de um mês de diferença. Nos meus 36 anos, sendo pelo menos 32 de futebol (hahaha), eu nunca tinha visto nenhum dos dois lances.

Primeiro o gol de falta do Falcão. Pode ser um amistoso, um casado contra solteiro, mas é um gol daqueles que você precisa ver 5 vezes só para entender.

E aí depois o Neymar faz esse chapéu invertido quicado. Ou chapéu saque de pingue pongue. Em direção ao gol, de improviso, como se fosse uma coisa corriqueira. O resto do vídeo, a parte palhaçada, é discutível. Mas o primeiro drible é genial.

Impressionante.

Para completar e dar uma cornetada final, fica aqui a dica eterna ao Neymar. Vai para a Europa, meu filho! Como diz o amigo Daniel direto de Berlim. “Queria muito ver ele fazer isso no Pepe.”

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Videos Futebol Tags: ,
22/01/2013 - 14:30

2013, mas pode chamar de 2012 ainda (ou sobre Ganso)

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São vários. Mas se eu tivesse que escolher um e apenas um jogo da minha vida, foi a final do Campeonato Brasileiro de 1986 que, curiosamente, aconteceu em 1987. Mais precisamente 25 de fevereiro de 1987, contra o Guarani em Campinas. Eu já estava mais próximo dos 11 anos do que dos 10 e vivia uma paixão por futebol e por um clube que a idade madura, com seus problemas “reais”, por mais que você insista, é simplesmente incapaz de reproduzir. O resto é Careca. E história.

Este parágrafo acima não tem quase a nada a ver com o que se segue. Minha única inspiração é que era 22 e 25 de fevereiro mas na verdade o torneio que se disputava era o do ano anterior.

E assim o São Paulo tem que encarar seu desafio nesta quarta-feira. A pré-Libertadores ou mata-mata ou Primeira Fase ou seja lá como queiram chamar, na verdade, nada mais é do que uma rodada a mais, mata-mata, do Brasileirão do ano passado. Se vencer, como grande parte dos brasileiros já venceram, está na Libertadores. Se perder, como o Corinthians contra o Tolima, não está na Libertadores.

Muda tudo. Inclusive eu defendo que a pré-Libertadores seja disputada (se for para ser disputada mesmo) ou definida já no ano anterior. Não faz sentido você montar um time como o São Paulo e o Grêmio estão montando se não tiver a Libertadores. Ou você monta um time de Libertadores ou você não monta.

Aqui entra o Ganso.

É quase emocionante ver um time brasileiro contratar um jogador como Ganso de outro time brasileiro. Contusões e problemas de lado, Ganso é dessas joias que aparecem de vez em quando. Outra cadência, outra cabeça, outro jeito de tratar a bola. E ainda jovem e ainda promissor.

Mas Ganso não pode começar jogando contra o Bolívar nesta quarta. O time não tem 6 jogos da fase de grupos para acertar. São apenas dois jogos. Por mais que Ganso esteja há algum tempo no clube, ele ainda é um jogador para a temporada 2013. Mais que a cereja, PH pode ser o recheio do bolo. Vai ser. Em 2013.

Por enquanto, no derradeiro desafio da temporada 2012, ele precisa ficar de lado. O São Paulo perdeu Lucas, o que não é pouco, e não trouxe nem Vargas e nem Montillo. Fica difícil realmente repor, não tanto o jogador Lucas, mas o time que se formou a partir dele. Ney Franco (e eu imagino a saia justa que é ter Ganso e deixá-lo de lado) precisa armar um time parecido com o do ano passado, com Jadson no meio e qualquer outro pela direita (Cañete ou Aloísio). Eu não descartaria o Maicon, se estiver em condições. Sacrifica apenas um e não o time inteiro (o que entrar na vaga de Lucas).

Nesta quarta, é jogo sério. De campeonato. Ganso não foi titular na final da Copa Sul-Americana e nem em qualquer outro jogo que valia a vaga no G4 do Brasileirão. Ele pode ser uma opção.

Ney Franco deveria entrar com o Ganso de fora (sem trocadilhos) e um time de 2012 para terminar a temporada 2012.

Só assim 2013 começará de fato e, com ele, o grande contratado da temporada será anunciado no Morumbi: o craque Paulo Henrique Ganso.

Links:

O jogo da minha vida

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro Tags: , , ,
16/01/2013 - 15:52

Pato não nasceu gato

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[nota do editor – Carla Faria é colaboradora de longa data e, se tudo der certo, volta com as pérolas do Gandula para o BlogdeBola. O texto é dela e não seria de mais ninguém.]

por Carla Faria

Carnaval tá aí, né? Corinthians campeão do mundo, tal. Olha a oportunidade:

Alexandre Pato é companheiro de equipe de Juliana Paes na seleção “dinheiro pode não trazer felicidade, mas me deixa bonitão”. Na mesma medida em que o prodígio evoluiu seu futebol, seu guarda-roupas, carinha e corpão acompanharam as mudanças para melhor. Levantei alguns momentos (outros, importantes, infelizmente não estão mais de pé) para comprovar que o menino só melhora:

Nos tempos de Inter, Pato fazia o Gangsta Style e o frescor de sua juventude era ofuscado pela ~beleza madura~ do ídolo Fernandão.

Nos tempos da primeira convocação para a Seleção brasileira, o jovem Pato já tinha visto a natureza ocupar-se de suas orelhas de abano. De resto, o conjunto da obra estava meia-boca.

Aí o piá vai lá e casa com sua paixãozinha de infância (vi ele contar essa história: o menino Pato tinha fixação pela global Stephanie Brito, à época estrelinha da Malhação). INTEIRO VESTIDO DE BRANCO. Terreiro feelings.

Pausa para as questões estéticas, brecha para as questões eróticas: nos momentos de folga/tédio nas concentrações, ainda casado com Stephanie, Pato trocava figurinhas virtuais com a Felina, personagem que agitou a web em 2009 divulgando fotos e vídeos de picardiazinhas praticadas com grandes ídolos do esporte e show biz. Já tive foto mais reveladora; perdi.

Bye-bye, Brasil, acabou casamento, bora pra Itália. Foi na terra do design que Alexandre Pato aprendeu a escolher a roupa certa, cortar o cabelo direito e andar com as companhias adequadas. Desfrutando nos vestiários da privilegiada vista de vizinho de armário de Maldini, Pato assume que o ídolo italiano foi imprescindível pra que ele tomasse tento e aprendesse a usar direito o mar de dinheiro que ganhava. Oito centímetros maior (lide com essa informação) e com oito quilos a mais de pura massa magra nosso herói virou hominho e saiu de cueca na Vanity Fair.

Bonitão virou embaixador Dolce e Gabanna.

Pegou gostoso a filha do primeiro ministro.

Foi capa da versão pra macho da Vogue Itália.

E posou fazendo cara de poucas amigas pra uma consagrada dupla de fotógrafos carcamanos. Imagina discutir a relação com um sujeito com essa expressão, essa barba e esse cabelo? #chatiada

Deve ter sido o ar dos trópicos: recém chegados ao Brasil, os cachos do Pato viraram chapinha. Percebi também que rolou um design de sobrancelha. A camisa do timão até que caiu bem. O próximo passo deve ser rolê na Barra em companhia de Íris Valverde.

Desejo sorte ao rapaz e fico à disposição enquanto personal stylist. E espero que os ventos mudem e descabelem essa cabeleira de cantor sertanejo.

[outras notas do Editor:]


1 – A coluna do Tostão de hoje acaba com uma observação bastante interessante/esquisita sobre Pato, que eu jamais tinha lido ou ouvido falar:

“Suspeito, apenas por observação, com grandes chances de dizer besteira, já que não tenho nenhuma informação científica, que um dos motivos de tantas contusões musculares de Pato é sua maneira de correr, ereto, contraído, com o peito estufado, imponente.”

2 – A média de gols do Pato no Milan, quando em campo…

3 – Essa Carla…

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro Tags: , ,
10/01/2013 - 14:41

As médias…

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Cristiano Ronaldo, aos 27 anos:

595 jogos
344 gols (com os três de ontem)

Isso é a carreira inteira, contando também Sporting, M. United e Portugal.

O que chama a atenção que esta média é muito baixa se comparada apenas ao seu desempenho no Real Madrid. Pelo clube merengue ele soma:

173 jogos
175 gols

Ou seja, além de fazer mais de um por jogo, ele fez metade dos gols da carreira dele pelo time de Madri.

Absurdo, certo?

Mais ou menos.

Absurdo, claro. Não é uma média de um gol por jogo em 10, 20 jogos ou dois meses. É uma média de um gol por jogo em 173 jogos, ou 3 anos e meio.

Mas menos absurdo quando você coloca ao lado dele o cara que tira o sono e faz CR7 ficar com essa carinha animada da foto.

Messi é o seguinte, aos 25 anos.

432 jogos
320 gols

Média 0,74 contando Barça e Seleção

Pior. Se formos levar em conta apenas o período em que CR7 fez os 175 gols em 173 jogos, ou seja, desde que CR7 chegou ao Real, a média de Messi no Barcelona é assim:

195 jogos
209 gols

1,07 gol/jogo

Difícil a vida do português. Chato ser o segundo mesmo quando você se supera e joga demais…

ps.: apenas para ilustrar este post. A média do corintiano Alexandre Pato no Milan, considerada alta para os padrões italianos, é de 63 gols em 150 jogos na equipe. 0,42 por jogo. Média maior que a de Cristiano Ronaldo até chegar no Real Madrid, mas sem comparação a atual fase dos dois maiores jogadores de futebol do momento.

ps2: pode ter um número a mais outro a menos aí. Não são oficiais. Mas deu para entender, certo?

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional Tags: , ,
05/06/2012 - 17:30

Ronaldinho e Tevez ou viva o torcedor

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Isso aqui que vimos hoje…

… me lembrou isso aqui que vimos há pouco tempo.

Viva a criatividade do torcedor. Muito bom.

E, claro, viva a volta por cima dos jogadores.

Elas acontecem.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional, Videos Futebol Tags: ,
23/05/2012 - 14:33

Quarta-feira gorda

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Reproduzo aqui texto que recebi do fiel escudeiro deste blog, o Targino. Ele, que torce pelo Sport, conta sua saga divertida para assistir a rodada da quarta passada, rodeado de todas as torcidas. Hoje, quarta-feira gorda de novo, tem mais.

Aconteceu numa quarta-feira

Por Targino

Reencontrar por acaso um amigo torcedor do Santa Cruz três dias depois de perder o campeonato estadual para eles pelo segundo ano seguido parecia ser um recado: “Targino, esquece de ver futebol esta noite e vai dormir, rapaz”. Mas é noite de Vasco x Corinthians pela Libertadores. “Vai ser um jogão”, respondi à minha consciência.

Afinal, os dias que antecederam o jogo proporcionaram ao menos um pequeno milagre: leitores, eu vi um flamenguista torcer pelo Vasco. “Calma, é contra o Corinthians”, justificou-se o rubro-negro.

E começa o duelo brasileiro na Libertadores. Chuva pesada, gramado ainda mais. Qualquer leigo já perceberia aos 5 minutos de jogo que daquele charco que se tornou o campo, não ia sair nada. Apenas um monte de jogador enlameado, óbvio.

Fim do primeiro tempo e eis que surge na janela o vizinho vascaíno, convidando para assistir ao segundo tempo lá. Ao seu lado, um amigo trajando a camisa da… Gaviões da Fiel.

Não dava para perder uma oportunidade dessas e a pipoca que iria embalar o intervalo começava a queimar. Sem problemas, até que por descuido este que vos escreve taca açúcar na pipoca. Homersimpsonamente, o problema foi parcialmente resolvido com a adição de mais sal.

No apartamento do vizinho, os amigos e adversários torciam e provocavam um ao outro num quase-silêncio pouco usual num jogo daquela importância.

Bom humor ao encontrar um adversário três dias após a tragédia dos 107 anos (sim, meu time perdeu a final em casa e no dia do aniversário), flamenguista torcendo pelo maior rival, vascaíno e corintiano desprovidos de qualquer animosidade… bem que o futebol poderia ser assim mais vezes. Mas com um joguinho melhor na TV, por favor.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro Tags:
21/03/2012 - 08:14

Os maiores artilheiros

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Messi se tornou o maior artilheiro da história do Barcelona ontem ao marcar seu gol 234 com a camisa catalã. Confesso que fiquei curioso e fui buscar em outros grandes clubes essa estatística para ver o tamanho de uma conquista dessa, ainda mais aos 24 anos.

O maior artilheiro da história do Real Madrid é Raul. Ele passou 17 anos no clube e marcou 323 gols. Interessante o fato de que ele segue na ativa, como Messi, o que dá um cartaz ainda maior ao futebol atual.

Barcelona e Real Madrid têm seus maiores artilheiros na ativa.

Na Inglaterra, o Manchester United vive situação parecida. Se o maior artilheiro da história do clube foi Bobby Charlton, com 249 gols, não será surpresa se Wayne Rooney, aos 26 anos e com 174 gols pelo clube, ultrapassar o lendário Sir. Uma outra particularidade dos Red Devils é que outros 2 jogadores na ativa, Paul Scholes e Ryan Giggs, figuram no top 10 dos artilheiros de todos os tempos do clube.

Situação muito diferente vivem os times italianos. Milan e Inter vivem do passado em matéria de artilheiros históricos. O Milan ainda mantém Pipo Inzaghi no top 10 mas sem nenhuma chance de alcançar o sueco Gunnar Nordahl que na década de 50 marcou 221 gols pela equipe. Na Inter, o mais próximo de ser atual na lista é o aposentado Cristian Vieri, mas muito abaixo de Giuseppe Meazza, o líder.

Para ilustrar, veja o futebol brasileiro e a lista dos maiores artilheiros de gols marcados em apenas um clube do site RSSSF:

Santos: Pelé, 1091 gols
Vasco: Dinamite, 617 gols
Flamengo: Zico: 502 gols
Inter: Carlitos, 325 gols
Fluminense: Waldo, 314 gols
Botafogo: Quarentinha, 313 gols
Corinthians: Claudio, 305 gols
Palmeiras: Heitor, 285 gols
Grêmio: Alcindo, 264 gols
Atlético-MG: Reinaldo, 255 gols
Bahia: Carlito, 253 gols
São Paulo: Serginho, 243 gols
Cruzeiro: Tostão, 242 gols

Muito mais do que ingleses e espanhois, brasileiros e italianos têm motivos para o saudosismo.

Ps: alguns números da lista brasileira divergem de informações em sites oficiais. Por ex. Heitor, que no site do Palmeiras tem pelo menos mais 30 gols. Mas as fontes do RSSSF são boas – no caso do Palmeiras, o livro de Orlando Duarte – e, além disso, o ponto do Blog é indiferente com 10, 20, 30 gols a mais ou a menos nesta lista de craques.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional Tags: , , , , , , ,
14/03/2012 - 15:02

Lucas, do São Paulo, pode ser o novo… Júlio Baptista

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Se você lê este título achando que estou falando mal do Lucas, já pode parar por aqui.

Lucas, ex-Marcelinho, camisa 7 do São Paulo, é talvez o jogador mais supervalorizado que o futebol brasileiro já teve notícia.

Lucas não é craque, nem nunca será, como já disse Arnaldo Ribeiro, da ESPN, autor de, entre outras coisas, o livro que reúne os 10 maiores jogadores da história do São Paulo.

O que não quer dizer também que Lucas seja de todo ruim.

Não é culpa do Lucas essa supervalorização. Toda vez que algum comentarista elenca a “grande nova geração do futebol brasileiro”, enumera Ganso, Neymar e Lucas. Lucas vai meio no embalo, não entendo bem como chegou ali.

Tanto fizeram, que Lucas acreditou. Ele para na frente de um adversário na ponta e ensaia movimentos e dribles de Neymar. Tudo muito constrangedor para quem assiste. Se alguém fizer uma estatística séria verá que ele não completa nem metade de suas jogadas. Mário Tilico, que não era lá essas coisas, era objetivo perto dele.

Ano passado, quando Lucas jogou como meia, não conseguiu completar nenhuma jogada que recebeu de costas para o gol. Em alguns momentos, dava para ver que companheiros como o ex-jogador Rivaldo (ex mesmo, já ano passado) ficavam sem jeito de tentar tabelar com ele. A bola simplesmente jamais voltava. Leão, com ele na ponta, agora, talvez seja o que melhor entendeu suas limitações. Não teria problema algum ter Lucas na ponta, mas o problema é que ele acha que precisa resolver todos os jogos, ir para cima como Neymar. E Lucas não é Neymar. Lucas jamais será Neymar. Lucas pode ser outra coisa…

Aqui entra Julio Baptista. Se você teve preconceito ao ver o título deste post, peço licença para dar uma pincelada rápida no currículo de Júlio.

Baptista jogou como atacante e zagueiro na base do São Paulo antes de virar volante no time principal. Limitado tecnicamente (qualquer semelhança…), impressionava pelo seu vigor físico (qualquer semelhança…) e alternava boas jogadas com pixotadas incríveis (qualquer semelhança…).

Vendido, foi para o Sevilla encontrar a glória. Com o vigor físico que sempre teve, foi cada vez mais a frente e num time cujo forte era contra-atacar, virou o segundo atacante, ou o meia mais ofensivo, e marcou época arrancando para o gol (foram 50 deles). Tornou-se La Bestia, o jogador mais valorizado da Espanha.

Julio foi para o Real Madrid. Não se pode dizer que deu certo ou errado. Afinal, como assim alguém compra o Júlio Baptista para jogar no Real Madrid de Zidane, Ronaldo, Figo, Beckham, Figo e Raul?

Julio foi para o Arsenal. Lá, nunca conseguiu trocar passes como Henry e Fabregas, mas mesmo assim fez bonito e, entre seus feitos, está ter marcado 4 gols contra o Liverpool. Na época, na seleção de Dunga, foi um dos responsáveis pela aula de futebol na final da Copa América com a humilhante vitória contra a Argentina de Messi e cia, com o mais bonito dos gols sendo dele.

Do Arsenal, Julio foi a Roma. Esboçou ser La Bestia de Sevilla mais uma vez. Brilhou num rendimento que deixaria Adriano Imperador com vergonha de sua passagem pelo time da capital. Agora, no Málaga, depois de duas contusões, tem a sua temporada ameaçada, mas segue como um dos principais jogadores da Liga no circuito “off Real e Barcelona”.

Recapitulando: Júlio jogou no São Paulo, no Sevilla, no Real Madrid, no Arsenal, na Roma e no Málaga. Tem mais de 100 gols na carreira, alguns muito importantes. Nos dois maiores times que defendeu, São Paulo e Real Madrid, não se destacou. Nos outros, foi (é) um jogador que qualquer treinador gostaria de ter no elenco. Na Seleção, não deveria ter ido para a última Copa mas certamente tem seu lugar na história com o golaço contra a Argentina em 2007 em Maracaibo.

Volto para o assunto deste post.

O principal gol do Lucas foi contra os reservas da Argentina num amistoso. O gol foi de Sevilla, não de Real Madrid, já que Lucas pegou a bola na intermediária e saiu num contra-ataque fulminante. No São Paulo, quando pega a bola limpa na frente, pode vir coisa boa. Se precisar pensar, não vai rolar. Se tiver algum marcador ao lado, não vai passar. E eu não to falando de Baresi ou Gamarra, mas sim do fulano do Santa Cruz que o anulou ano passado no jogo de ida da Copa Brasil. Pode até parecer pra torcida que ele vai pra cima e “tenta”. Mas está errado. Ele e o cara que falou pra ele que ele tem condição de ir pra cima. Ele é um bom corredor e um bom chutador, e que pode ainda melhorar suas poucas virtudes.

Júlio Baptista é um vencedor no futebol. Sua carreira é impecável e ele pode não figurar em listas dos melhores mas certamente fez um bom papel na profissão que escolheu.

Existe uma chance de salvar Lucas. É só colocar na cabeça dele que, se ele se esforçar muito, talvez ele possa vir a ser o novo Julio Baptista.

E ser um novo Júlio Baptista é muito bom.

Ps: Ilustro este post com alguns dos momentos de La Bestia

Ps2: Juro fazer um post mais curto na próxima…

Ps3: Lucas pode acabar com um jogo essa semana, faz parte da vida do caboclo que se mete a escrever e dar opinião queimar a língua. Mas vai ter que nascer de novo pra mudar a minha opinião.

Ano passado, pelo Malaga

Pelo Arsenal, fazendo 2 contra o maior rival do time, o Tottenham, no empate de 2 x 2

Pelo Real Madrid, Julio marca contra o BARCELONA

Pelo Arsenal, fazendo 4 gols contra o LIVERPOOL

Pela Roma, gol da vitória, de bicicleta, aos 46 minutos do segundo tempo

Pela Seleção, o golaço que abriu caminho pra vitória na final da Copa América 2007

Pelo São Paulo, do céu ao inferno, contra o Galo

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional Tags: , ,
05/03/2012 - 19:30

De Petrolina a Lisboa

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O que está acontecendo com estes torcedores?

Eu vi hoje é digno de virar viral. O amigo André Feijoo, notório sportinguista, postou o não menos sensacional torcedor do Benfica dando o recado ao vivo para a televisão portuguesa antes de mais um jogo do que espera do seu time…

Antes, há algumas semanas, Mauricio Targino, habitué deste blog, postou pela segunda vez o reclamão de Petrolina, figura folclórica que fica ao lado da entrada do túnel do time visitante recepcionando com gosto o time adversário, desta vez o Santa Cruz.

Genial!

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional Tags: ,
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