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Arquivo de março, 2010

24/03/2010 - 17:48

Os clichês do BBB no futebol

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A gente tenta. Mas quem tem twitter, facebook ou lê jornal ou revista acaba bombardeado pelo rolo compressor do Boninho. Com o twitter então, impossível, mesmo que não queira, acaba sabendo e reconhecendo as frases e os clichês que saem da “casa mais vigiada do Brasil”.

Para este blog, não é a primeira vez. Lembro que num dos BBBs eu postei algo sobre participante que era ex-mulher de um jogador de futebol, aqui ó.

Com uma pequena ajuda da amiga, jornalista, especialista, imparcial e ponderada Carina Martins, saudosa Zapeatrix, juntei algumas das frases mais ditas por lá e apliquei ao futebol. E vamos nós aos #clichesBBBnofutebol.

“Vou votar no Felipe Melo por afinidade”, Dunga

“O Brasil tá vendo”, Ronaldinho para Dunga

“Ronaldinho é um grande jogador, não está aqui com o coração”, Dunga

“Eu sou exatamente a mesma pessoa dentro e fora da casa”, #mimimi de Robinho explicando o motivo de não jogar nada na Europa

“Vem ver a Copa aqui fora com a gente Beckham, vem”, Ronaldinho

“Urrruuuuuuu”, Julio Baptista

“Te espero lá fora”, Diego Souza para Domingos

“Voto no Michel Bastos pq não tenho em quem votar”, Dunga

“Vai saber o que eles estão falando de mim na edição para o público”, Adriano

“Essa é a casa mais vigiada do Brasil”, Adriano

“Hernanes está aqui, mas a cabeça está lá fora”, torcida do São Paulo

“Obrigado, Brasil”, Josué e Gilberto Silva

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/03/2010 - 17:35

Odiar o Real Madrid, um esporte (quase) nacional

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O Real Madrid sonha ser Fernando Alonso ou Rafa Nadal. Mas não é. Odiar o Real Madrid não é um esporte meramente catalão, mas sim uma mania nacional em geral na Espanha, salvo os próprios madridistas, claro (veja, eu disse madridistas e não, madrilenhos).

Seja pelos anos da ligação com a mão pesada de Franco, seja pela luta de províncias pela independência, seja pela prepotência, pela inveja, pelo poder econômico, pelo Florentino, pelo Raúl, pelos galáticos. Cada um tem seu motivo para odiar um pouquinho ou um poucão.

Alguns, carregam no peito. Ano passado, em Madri, antes de uma partida do Atlético, fiz questão de comprar numa barraquinha em volta do Vicente Calderón esta camiseta antimadridista.

Não pela ideologia (nada pessoalmente contra o Real, muito menos a favor), mas para trazer de ‘recuerdo’, aumentar a coleção e poder ilustrar bem este sentimento (deles).

Hoje, ao abrir o site de uma loja virtual de Barcelona ligada ao jornal Sport, me deparei com mais dois modelos interessantes, que tem a ver um pouco com a capa do outro jornal, Mundo Deportivo, que ilustra o começo do post. O jornal destaca que o Barça vai a Madri numa alusão à final da Champions League que acontece no Santiago Bernabeu este ano.

Fora da Champions, eliminado pelo Lyon em casa, e da Copa do Rei, eliminado também casa pelo Alcorcón, resta ao Real aguentar esta piadinha:

E mais essa aqui, dizendo que aluga-se o estádio todas as terças e quartas (quando acontecem os jogos das Champions e da Copa do Rei) até agosto:

A loja, aliás, é divertida (tem camisa do 2 x 6) e eu recomendo uma navegada por lá. Aqui

Tudo isso só para imaginar, como diz um amigo de Barcelona, o que vai acontecer caso o Barça conquiste a quarta Champions, segunda seguida, em pleno Santiago Bernabeu e vá comemorar em Cibeles.

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: , , ,
15/03/2010 - 18:43

Armero e o Ritual do Tamanduá Africano’

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Eu sabia que já tinha visto isso…

… em algum lugar.

Pra quem não tem ideia do que está acontecendo, são cenas do antológico Namorada de Aluguel (Can’t Buy Me Love), filme de 1987. O ‘galã’ magrelo Patrick Dempsey hoje é o badalado Dr. Derek Sheperd, da série Grey s Anatomy. A mocinha que tirou o sono de adolescentes da época era Amanda Peterson.

Nerd de tudo, o protagonista, numa baita sacanagem do irmão mais novo, aprende a dançar sem querer num programa do tipo Discovery Channel durante a reprodução do ritual de dança do tamanduá africano. No baile, ele mostra os passos, que acabam pegando.

Aaaa Armero. Descobri onde você aprendeu a dançar. Gênio.

Autor: - Categoria(s): Brasileirão Tags: ,
15/03/2010 - 14:22

Argentina e o Oscar em ano de Copa (de novo)

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Por Maurício Targino

Quem não esteve em Marte nos últimos dias sabe que o filme argentino O Segredo dos Seus Olhos faturou o Oscar de melhor filme estrangeiro. Dias antes de receber o prêmio, já era comentado pela fantástica tomada do estádio do Huracán, o Tomás Adolfo Ducó (não é o Cillindro de Avellaneda, do Racing, como muitos têm se referido), que por si só já valeria o ingresso.


Entretanto, por mais fascinante que seja a cena supracitada, ela é uma dentro de um filme arrebatador. Sim, é apenas mais uma cena do filme.

O segundo triunfo dos vizinhos no prêmio que permanece inédito para os brasileiros levanta mais uma vez a questão: o que o cinema argentino tem para ser “melhor” que o brasileiro? Em um artigo recente, o crítico de cinema Inácio Araújo afirmou que nos filmes argentinos a realidade social surge a partir dos personagens (e do espectador) ao passo que no cinema brasileiro a realidade é “jogada na cara” dos personagens e, principalmente de quem assiste. Assim, o cinema brasilis seria um cinema paternalista, que não deixa o espectador pensar por si só.

O Segredo dos Seus Olhos ilustra bem esse raciocínio. Com idas e vindas num intervalo de 25 anos, mostra a investigação, solução e conseqüências do assassinato de Liliana Coloto (a bela Gabriela Quevedo).  O agente de justiça Benjamin Espósito (o excelente Ricardo Darín), auxiliado por seu colega Pablo Sandoval (o também ótimo Guillermo Francella, quase-sósia de Woody Allen) tenta resolver o caso, a princípio um estupro seguido de morte que acontece no ano de 1974, quando já se vivia a atmosfera de repressão que culminaria no golpe militar anos depois.

Aí entra o observado por Inácio Araújo. O filme não faz referência alguma (ao menos diretamente) a esse clima político. Deixa que os personagens expressem e principalmente o espectador perceba. Não subestima, pelo contrário, estimula a inteligência de quem assiste.

O cinema argentino em geral, e O Segredo dos Seus Olhos em particular, usam de um expediente básico para conquistar o espectador (e uma penca de prêmios também): tudo começa com uma boa e bem-contada história e com bons personagens (e absolutamente todos, do protagonista aos figurantes de O Segredo… são excelentes).

A partir da história e dos personagens bem construídos, só um elenco medíocre e um diretor muito ruim são capazes de estragar o filme. E aqui não é o caso. O protagonista Ricardo Darín inspirou a pérola twitteriana: “Se a Argentina tivesse um Darín no futebol, teria ganho pelo menos dez Copas do Mundo”. Exagero à parte, dá uma medida da qualidade de seu trabalho.

Quanto ao diretor Juan José Campanella (de O Filho da Noiva, também indicado ao Oscar em 2002) pode-se dizer que conduz o filme com firmeza e equilíbrio. Além disso, não se rende fácil ao “clima romântico” entre o protagonista Espósito e sua colega e superiora Irene Menendéz Hastings (a deslumbrante Soledad Villamil, de Un Oso Rojo, um dos grandes filmes argentinos, na humilde opinião deste que escreve). Fosse um filme brasileiro, já se sabe o que logo iria acontecer entre Espósito e Irene…

Assim, sendo, a parte técnica se torna um complemento. E que complemento. A maquiagem dos personagens envelhecidos é magistral, como se pode ver no detalhe das rugas no pescoço de Darín (mostradas em plano fechado num dado momento).

Enquanto o cinema brasileiro reclama da falta de apoio e gasta 12 milhões num lixo como Olga, os hermanos fazem um filme melhor que o outro, sem chororô. E o pior (ou melhor de tudo): com identidade e orgulho da própria arte.

22 libertadores, 14 Copas América, 2 Copas do Mundo, 2 medalhas olímpicas de ouro no futebol e, agora, 2 Oscar. Quem liga para a rivalidade “galvãobueniana” entre Brasil e Argentina, esbraveja que naquilo que importa o Brasil é melhor e tem cinco contra apenas duas.

E complementa que o troco vai ser dado na bola, em junho/julho, na África do Sul. Mas cabe um alerta: sabem em que ano A História Oficial levou a estatueta dourada pela primeira vez para a terra de Maradona?

Sim, foi no mesmo ano em que hoje treinador da Seleção Argentina levantou outro badalado troféu dourado, num país ao sul da terra do Oscar.

Se coincidência faz efeito sobre Brasil x Argentina podem ir colocando as barbas de molho…

Nota do editor do BlogdeBola: agradeço ao Targino pela crônica. Este blog vai vivendo seus últimos momentos antes de uma mega reformulação e vai adiantando que cinema vai fazer parte do novo projeto. Aguardemmmm</span>

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: , ,
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