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Arquivo de janeiro, 2010

29/01/2010 - 21:42

Arsenal x Manchester United e a comunicação de massa

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Em 3D, Arsenal e Manchester United vão mudar a forma como se acompanha futebol (de novo)

Por Maurício Targino*

O jogo entre Arsenal x Manchester United no próximo domingo já é considerado histórico. Não apenas pela rivalidade centenária ou a luta pela liderança (quem vencer pode terminar a rodada como líder), mas pelo que representará para o futuro das transmissões esportivas: será o primeiro evento transmitido ao vivo em três dimensões.

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Depois de domingo, o uso da tecnologia 3D do filme Avatar que quebra recordes de bilheteria, promete mudar a história de como assistimos eventos esportivos na TV. Algo que promete ser o fim do mundo como conhecíamos. Um mundo que Manchester United e Arsenal ajudaram a construir já que possuem uma íntima relação com os meios de comunicação audiovisuais. Eles estavam lá em 1902, quando o Manchester United “estrelou” um dos primeiros registros em cinema do futebol e 25 anos depois, em 1927, quando uma partida envolvendo o Arsenal foi a primeira a ser transmitida ao vivo por uma emissora de rádio.

Eles e a mídia

A primeira sessão de cinema de que se tem registro aconteceu em 28 de dezembro de 1895, quando os irmãos Lumière exibiram 10 filmes de curtíssima duração (40 a 50 segundos cada), no porão do Grand Cafe, em Paris. Exatamente quatro semanas antes, do outro lado do Canal da Mancha, Arsenal e Manchester United faziam seu quarto confronto na história do clássico, ainda sob seus antigos nomes.

Jogando em Bank Street (o estádio Old Trafford só seria inaugurado em 1910), o Newton Heath (antigo nome do Man Utd, em referência ao distrito de Manchester onde o time surgiu), usando seu uniforme em verde e dourado, derrotou o Woolwich Arsenal por 5 a 1. Foi a primeira derrota do Arsenal no confronto, já que no primeiro duelo houve empate em 3 a 3, seguido por duas vitórias do time londrino.

Em 06 de dezembro de 1902 (vídeo acima), pouco mais de sete meses após adotar o nome definitivo de Manchester United (assim como as cores do uniforme em vermelho, branco e preto), o time teve sua vitória por 2 a 0 sobre o Burnley fora de casa captadas por câmeras de cinema – um dos mais antigos registros cinematográficos do futebol.

Já o Arsenal foi um dos times envolvidos no primeiro jogo de futebol transmitido ao vivo pelo rádio. Foi em 22 de janeiro de 1927, na partida em Highbury contra o Sheffield United, que terminou empatada em 1 a 1. Em 6 de outubro do mesmo ano, do outro lado do Atlântico, estreava o filme The Jazz Singer, estrelado pelo ator-cantor Al Jolson, inaugurando a era do cinema sonoro.

Dez anos depois, em 16 de setembro de 1937, o Arsenal promovia mais uma revolução nas relações entre o futebol e os meios de comunicação de massa: uma partida-exibição entre o time principal e os reservas do Arsenal foi a primeira partida de futebol a ser transmitida ao vivo pela TV (foto no alto, do Guardian). Em 1939, o Arsenal emprestava seu nome e imagem para o primeiro longa-metragem cujo futebol era o assunto principal: o suspense The Arsenal Stadium Mystery, dirigido por Thorold Dickinson.

O filme girava em torno da morte súbita de um jogador do time fictício Trojans durante uma partida com o Arsenal em Highbury; em campo, os adversários do Gunners foram “dublados” pelos jogadores do Brentford, que utilizaram um uniforme estilizado na partida contra o mesmo Arsenal em 6 de maio de 1939. A escolha da equipe de Londres como “protagonista” do filme não se deu por acaso: os Gunners conquistaram nada menos que 5 campeonatos ingleses na década de 1930.

Em 22 de agosto de 1964, os melhores momentos da derrota do Arsenal por 3×2 para o Liverpool em Anfield “estrelaram” a primeira edição do BBC’s Match of the Day – até hoje o mais famoso programa esportivo da TV britânica.

Na década de 1990, mais precisamente em 1997, o cinema ganhava sua adaptação de Febre de Bola, best-seller escrito em 1992 por Nick Hornby, um fanático pelo Arsenal. Foi a primeira grande produção britânica a mostrar a paixão de um torcedor de futebol como mote central.

O contra-ataque do Manchester United no cinema se deu em dose tripla a partir da virada do século. Primeiro em 2000, com a cinebiografia Best, com o ator inglês John Lynch interpretando o atacante norte-irlandês George Best, ídolo dos Red Devils nos anos 1960 e 70. No filme dirigido por Mary McGukian, Lynch também tem créditos de roteiro e produtor executivo.

Dois anos depois, foi lançado Bend it Like Beckham (no Brasil, Driblando o Destino), da anglo-indiana Gurinder Chadha. O filme conta a história de Jess Bahmra (interpretada pela atriz Parminder Nagra), uma garota indiana que vive em Londres, sonha em ser jogadora profissional de futebol, tal como seu ídolo David Beckham, na época ainda jogador dos Red Devils.

Em 2009, outro ídolo do Manchester United não só cedeu seu nome como também co-estrelou um filme: Eric Cantona foi ator e personagem em À procura de Eric, elogiado filme de Ken Loach que concorreu à Palma de Ouro no Festival de Cannes. A trama gira em torno de Eric Bishop, um carteiro em crise existencial que recebe conselhos do ídolo rebelde do Manchester United.

No “duelo midiático” entre os rivais, vitória apertada dos Gunners por 5 a 4. Será que a primeira partida de futebol transmitida ao vivo em 3D terá um número tão elevado de gols? Respostas no domingo, a partir das 14:00 (horário de Brasília), no Emirates Stadium, em Londres. E já vá separando óculos para os próximos capítulos.

*Mauricio Targino é jornalista, rubro-negro do Recife, autor do BlogSport, cineasta nas horas vagas, pesquisador, fuçador, entre outras coisas.

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21/01/2010 - 15:48

Três jogos para Ronaldinho virar, mesmo, unanimidade

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Ronaldinho faz parte do grupo de Dunga na Seleção. Não é um estranho como Ronaldo ou qualquer outro que possa aparecer nestes poucos meses de novidade no grupo (Roberto Carlos, por exemplo). Se Ronaldinho fez apenas 3 jogos em 2009, nos outros anos ele foi um dos mais presentes em convocações. Mesmo em má fase, Dunga jamais o descartou. Como não vinha merecendo, não era convocado, critério que o técnico usa muito bem com a maioria de seus comandados, com exceção talvez de Gilberto Silva, Robinho e alguns outros.

No final de 2009, Ronaldinho começou a mostrar melhoras no clube, ainda insuficientes para ser o melhor do Milan, mas já era uma melhora nítida. Agora, Ronaldinho mostra que está em forma ou feliz ou como quer que gostem de dizer toda vez que ele arrebenta. Contra a Juventus, um clássico, fora de casa, foi o dia do ‘clique’. Foi lá que todo mundo finalmente concordou que ele voltou. Depois, no jogo contra o Siena, um show de bola, daqueles dos tempos do Barcelona.

Então é o seguinte. Ele está em forma (o mínimo que pode fazer). Ele é um craque (até Dona Gilda, 90, a minha avó, sabe) e mostrou contra o Siena lampejos do jogador que, entre 2003 e 2006, mudou o jeito de se jogar futebol. O que está faltando? Falta mostrar que voltou a ser competitivo.

E ele tem toda a chance, em três partidas. A primeira é domingo, com transmissão da Espn,às 17h45. O Milan pega a líder Inter, na última chance de diminuir a diferença e quem sabe estragar a festa do penta do rival. Ronaldinho precisa fazer a diferença nesta partida, para começar a mostrar que voltou a ser competitivo.

Depois disso, em fevereiro e março, o Milan tem a duríssima missão de encarar o Manchester United em dois jogos pelas oitavas da Champions League. Do outro lado, pelo menos um jogador que será protagonista na Copa, Wayne Rooney. Mostrar um futebol de alto nível contra um adversário deste porte, com craques e numa competição de altíssimo prestígio é outra coisa.

Ronaldinho não precisa fazer 3 gols em cada uma destas partidas para convencer o mundo de vez. Não espero deles chapéus, letras, bicicletas e hattricks. Ronaldinho, na verdade, tem apenas a obrigação de fazer parte do jogo, colaborar e ser competitvo.

Se, ainda assim, encantar como contra o Siena, aí já vira covardia.

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional, Seleção Brasileira Tags: , , , , ,
20/01/2010 - 11:27

Tevez: dois gols, um dedo do meio e campeão de audiência

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A fase de Carlitos Tevez é mesmo incrível.

Fez os dois gols no clássico contra o Manchester United, dando a vitória, de vitória, ao ‘sofrido’ Manchester City.

O Man United é seu ex-clube, de onde ele saiu mesmo tendo feito ótimas apresentações.

Gary Neville apoiou a decisão de Alex Fergunson de não renovar com o argentino.

Na comemoração, Tevez provocou um pouco o adversário, como quem diz: ‘falaram demais.’

Eis que um cinegrafista flagra Neville, no banco, mostrando dedo do meio ao argentino. A Associação de Futebol Inglesa vai avaliar e não descarta punir o jogador, cheio de moral por lá, apesar de pouco jogar ultimamente (foto reprodução)

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Além disso, segundo o próprio Guardian, o jogo, sobretudo após a virada do City, tansmitido pela BBC1, foi o campeão de audiência no horário, com média de 7,3 milhões de espectadores, ou 29% de share. Nos 15 minutos finais, chegou a 32%. O número é maior do que a soma do segundo e terceiros colocados.

O Big Brother Celebrity, que começou após a partida, para se ter uma ideia, ficou apenas com 15%. Tevez é o grande hermano da vez na Inglaterra.

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19/01/2010 - 11:20

Robinho, antes, precisa fazer o seu trabalho direito

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Robinho vai a Copa. É tão fato quanto Julio César vai a Copa.

Mas ao contrário do goleiro, que segue a mesma boa fase de sempre, Robinho não joga bem na seleção desde a Copa das Confederações.

Mais grave. Enquanto Julio César faz valer o salário na Inter e a cada partida mostra que merece aumento no clube, Robinho segue, aos 26 anos que completará semana que vem, sendo um jogador que ainda vale mais do que joga.

Na Seleção, pelas duas Copas das Confederações e sobretudo pela sua magistral Copa América em 2007, não se pode acusá-lo de nada. A atual má fase e a apagada Copa do Mundo não são motivos suficientes para tirá-lo da lista de 23 que vão a Copa. No máximo, ser reserva, mas isso é problema do Dunga.

Mas Seleção não paga seu salário. E como ele tem jogado nos clubes?

Robinho, todos os anos, renova a ladainha de que seu objetivo é ser o melhor jogador do mundo. Quando fala isso, já começa mal, dando a impressão (que nunca passou na Seleção, diga-se) de que quer ser mais importante que o clube.

Volte um pouco no tempo e veja como foi a longa passagem de Robinho no Real Madrid. Quando chegou, era apenas a surpresa, o xodó, o reserva querido de monstros como Zidane, Ronaldo e Figo. Mas mesmo após a saída dos 3, demorou para se firmar. Quando finalmente tinha tudo para ser o craque do time (e, aí sim, potencial para ser melhor do mundo, indiretamente), saiu. Não se achava valorizado em Madri, como se ele fosse o maior artilheiro da história da Champions League, como Raul, ou dono da melhor média de gols do clube, como Ronaldo.

Na saída, fez uma lambança com o Chelsea, outro time grande onde, naturalmente, é possível ser o melhor do mundo. Acabou no Manchester City, clube em que poderia jogar com o pé nas costas, desde que mostrasse metade da vontade de Carlos Tevez, Kaká ou Rooney em campo.

Robinho, agora, está irritando os ingleses como já irritou os espanhois. Os bastidores dizem que ele não gosta da cidade, do time, do estilo de jogo, do clima, de jogar fora de casa e de nada do que tem lá. Ainda que tenha certo exagero da ávida imprensa inglesa, fato é que chamaram um técnico mais latino para ver se o problema era o polêmico Mark Hughes. Mas até Mancini está cansando do jogador.

Pediu em público para ele melhorar e jogar, independente se o jogo é em casa ou fora, de quanto ele custou (jogador mais caro da história da Inglaterra) ou de qualquer outra coisa, para voltar a ser titular. “Gramado é tudo igual, onde quer que esteja”, diz com toda a propriedade o treinador.

Recentemente, li o blog de um fã do City no site do Mirror, da Inglaterra, e me chamou a atenção a forma como o torcedor, que no final ainda dá crédito a Robinho, começa o texto (tradução livre).

“Ele não pode jogar quando está frio, não consegue quando está molhado, e não joga bem fora de casa, ele não joga quando o jogo fica violento e ao que parece ele não se sente bem jogando no escuro.

Dêem a ele o impecável gramado do estádio City of Manchester numa tarde de sol em setembro e talvez ele jogue. Se a vibe estiver boa. Se a lua estiver em urano…”

Engraçado um técnico italiano e um torcedor inglês pensarem que Robinho virou ‘um jogador fresco’. Duro um brasileiro humilde de São Vicente ter que ouvir algo assim. Um cara que dá tudo quando está com Dunga na seleção. Um verdadeiro operário que, quem acompanha sabe, treina e corre tanto quanto volante quando está na Seleção.

Que Robinho vai a Copa, eu tenho certeza. Que ele já jogou em campos piores do que os gramados da Premier League, eu posso apostar.

Mas está na hora dele parar de querer ser o melhor jogador do mundo para querer, primeiro, apenas fazer seu trabalho direito.

Antes que seja tarde demais.

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18/01/2010 - 02:56

Trinaldinho e Diego na capa

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Achei engraçada a capa da Gazzetta dello Sport que tem Ronaldinho como a grande estrela da rodada, como não poderia deixar de ser, pela atuação e os 3 gols contra o Siena.

Abaixo do astro, numa propaganda, tem Diego com cara de feliz, com um companheiro passando a mão no rosto dele, vendendo um pós-barba ou seja lá o que for.

Só assim mesmo para Diego e o pessoal da Juve aparacer na capa do jornal, já que a fase deles não é, definitivamente, das melhores.

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Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: , , ,
11/01/2010 - 13:11

Quem sabe, sabe…

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Messi fez um golaço no final de semana. Por cima do goleiro. Se não viu, procure. Gol de craque consagrado (com Champions e Mundial de Clubes e o título de melhor do mundo, já dá pra consagrar, vai?).

Mas eu queria destacar duas matadas de bola aqui. Uma resultou em gol e a outra, não.

Cristiano Ronaldo, por pouco, não marcou contra o Mallorca. A matada de perna esquerda é de craque e o chute de direita passou raspando. Veja no segundo 45 deste vídeo abaixo.

E Ronaldinho, no clássico contra a Juve, mostrou que a classe ainda existe. Faltava estar em forma, coisa que parece acontecer pela primeira vez desde 2006 (pelo menos neste começo de temporada). Matou a bola no peito já deixando ela cair para a perna direita e procurando o canto. Por conta da bagunça feita pela torcida da Juve, só dá para ver o gol no replay.

Por fim, por falar em gols, o do sul-africano Pienaar pelo Everton contra o Arsenal por cobertura foi lindo. Mas foi no dia seguinte que um gol parecido fez o queixo do mundo da bola cair um pouco. É sempre bom ver um jovem nascer para o futebol, independente se ele vingará como Messi ou se naufragará como Freddy Adu.

O espanhol Sergio Canales, do Racing Santander, foi o jogador da rodada. Fez os dois gols na vitória de seu time fora de casa contra o Sevilla. Canales nasceu nos anos 90, mais precisamente em 16 de fevereiro de 1991, ou seja, ainda tem 18 anos.

Canhoto, ele não é atacante, mas sim um meia ofensivo, posição das mais carentes em todo o futebol mundial. Foi titular em apenas 3 partidas no campeonato e já marcou 4 gols. Joga no time do brasileiro Henrique, zagueiro do Barça que está emprestado. Veja os dois golaços do garoto, que na Inglaterra já é chamado de ‘bonitão e bom de bola’.

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Site Oficial do Canales
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06/01/2010 - 12:18

Ano de Copa – ano de desastre no calendário

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Feliz ano velho, boleiros.

Parece que foi ontem.

A Libertadores de 2006 foi interrompida no meio das quartas-de-final devido à disputa da Copa do Mundo da Alemanha. O Internacional foi a Quito no dia 10 de maio enfrentar a LDU. Perdeu de 2 x 1 e teve que esperar 40 dias para poder dar o troco, no dia 19 de julho, quando Renteria, aos 42 minutos do segundo tempo, fez o 2 x 0 que selou de vez a vaga do Colorado para a semifinal.

Incômodo semelhante passou o São Paulo, que ainda teve que encarar uma disputa de pênaltis com o Estudiantes, após os 40 dias da primeira partida. Rogério Ceni e Mineiro, inclusive, ficaram estes 40 dias fora, pois estavam disputando a Copa do Mundo.

Mas ainda tem a cereja do bolo. O mais mambembe e ridículo dos momentos de amadorismo da história do calendário sul-americano que se tem notícia. Ricardo Oliveira, o craque de última hora da equipe do Morumbi, então emprestado ao São Paulo, jogou a primeira partida da decisão e, pasmem, teve que retornar à Europa antes do segundo jogo da final. É como se Messi ou Cristiano Ronaldo fossem impedidos de jogar a última final da Champions League entre Barcelona e Manchester United depois de disputar o torneio todo.

Bom. Nem gosto de lembrar. Essas coisas me desanimam.

Corta para 2010. Devem ter aprendido, certo?

Fon fon fon. Errado. Não aprenderam.

A Libertadores vai parar de novo em maio. E vai ter a sua final no dia 18 de agosto. Desde que o mundo é mundo, a gente sabe que em junho, a cada quatro anos, tem ‘só’ a Copa do Mundo. Não é coisa que precisa lembrar. E eu não estou aqui dando notícia exclusiva ao afirmar que já está marcado o mesmo evento para junho de 2014, 2018 e 2022. Tem gente que não marca férias, casamento, batizado e, se puder planejar, não deixa nascer filho em junho de Copa.

Em 2010, tem só gente grande, como se diz, na Libertadores do lado brasileiro. As três maiores torcidas do Brasil e mais os campeões Cruzeiro e Internacional. Com os argentinos fora, é barbada que vai ter Brasil nos jogos finais. Sem falar do Brasileirão, claro, que também não merecia parar por tanto tempo.

É tão esdrúxulo esfriar o ímpeto das torcidas no momento máximo de seus clubes (todo mundo sabe que se torce mais para clube do que seleção no Brasil) quanto seria humilhante para a Copa do Mundo, evento máximo, ter que dividir atenção com qualquer outra competição.

O ideal, claro, era fazer tudo a seu tempo. Acha difícil? É só ligar para a UEFA e perguntar como.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional Tags: , , , , , , ,
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