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Arquivo de novembro, 2009

30/11/2009 - 12:05

Daniel Alves, Ashley Cole e … Vítor

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Eu não gosto do clichê de que ‘futebol se joga pelas pontas’. Pelo contrário, acho que o futebol mais bonito mesmo é pelo meio. Até pela dificuldade. Pelo meio, mais congestionado, mais difícil, o resultado é mais prazeroso. Momentos como quando Pelé e Coutinho, Romário e Bebeto ou Careca e Maradona entravam na área tabelando, na minha memória, são os mais lindos da história do futebol.

Mas nem todo mundo tem esse talento todo. E, por isso, para se ganhar um jogo contra times fechados, nada como os cantos. E como são poucos os atacantes que fazem boas jogadas pelas pontas, e menos ainda os volantes que chegam na frente, os laterais podem ser os grandes diferenciais dos times.

Nos três jogos que eu vi no domingo, três deles fizeram a diferença. Primeiro, Ashley Cole. Ex-Arsenal, era só tocar na bola que tomava a tradicional vaia no clássico. Mas o lateral do Chelsea, acostumado com a recepção, não ligou. Fez os dois cruzamentos para dois primeiros gols que colocaram o Chelsea ainda mais líder da Premier League. Cole cruzou as duas bolas entre o goleiro e a zaga, em curva, com precisão.

Daniel Alves já tinha feito um passe para o gol da vitória do Barcelona contra a Inter de Milão. Pedro (Pedroca, segundo um amiogo de Barcelona) ainda tentou perder o gol, mas não havia como. Dani não cruzou, passou, de cabeça levantada, por trás de Henry e toda a zaga. Um primor. Eis que no clássico contra o Real Madrid ele nem precisou ir ao fundo para dar outro passe no pé de Ibrahimovic. Dois passes de Dani Alves, duas vitórias fundamentais do Barcelona na temporada.

Para fechar o domingo e o caixão do São Paulo: Vítor. O lateral do Goiás teve um defeito apenas na partida, não ser canhoto para ser chamado por Dunga para a seleção. Participou de 3 dos quatro gols, sendo que fez um golaço, o mais importante da partida, pois naquele momento o São Paulo ainda estava melhor em campo e com vantagem.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional Tags: , , , , , , ,
27/11/2009 - 15:36

Os dez mais do São Paulo de Arnaldo Ribeiro

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arnaldo

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26/11/2009 - 15:57

Proposta para os gandulas

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Que chatice falar de gandula. Arbitragem, pelo menos, é de mais difícil solução. Um problema genuíno. Gandula dando problema chega a ser piada.

Em Copa do Mundo, gandula não atrapalha. Em torneio de tênis, muito menos. Em comum, estes dois eventos têm gandulas neutros, das federações. É a mais óbvia de todas as propostas. Mas, para o esporte mais popular do mundo, vamos supor (eu não acredito) que seja difícil viabilizar e organizar tantos gandulas para todos os jogos.

Então vamos lá.

Proclama, em campo, o capitão do time mandante como anfitrião e responsável pelo jogo (já não é?).

Gandula fez corpo mole, cartão amarelo para o capitão do time.

Se mais um gandula, ou o mesmo, atrapalhar de novo, cartão vermelho. E assim por diante.

Hoje o árbitro expulsa o gandula (???!!!), que acaba por beneficiar ainda mais o infrator. Em vez disso, amarelinho pro capita.

William, Rogério Ceni, Juninho, Fred, Bruno e São Marcos amarelados por causa de um gandula metido a malandro.

Já pensou? Quero ver continuar.

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25/11/2009 - 16:17

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Eu sempre esqueço de avisar, mas eu tenho uma conta no twitter

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25/11/2009 - 14:06

Dunga irrita … por fazer tudo certo

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Dunga tem um defeito grave. Não sabe se relacionar com a imprensa em geral, o que não seria tão importante se a própria imagem dele não ficasse comprometida. Parece que ele acorda todas as manhãs e fala: ‘hoje eu vou mostrar para eles’. Por eles, entenda-se forças ocultas. Forças que o massacraram em 1990 e que, mesmo ele virando queridinho em 1994 e unanimidade em 1998, ele, Dunga, preferiu mantê-las (as forças ocultas), como seu oxigênio de cada dia. A impressão é que quando ele termina o churrasco na casa dele e o convidado diz ‘a carne estava ótima’, ele cerra os lábios e xinga todo mundo que o criticou e disse que ele não era capaz.

E eu, apesar de não concordar com esta postura defensiva/ofensiva demais, confesso que entendo. Cada um se motiva como quiser. Cuca disse para o seu time que ninguém na imprensa acreditava que o Botafogo poderia vencer o líder São Paulo. Mentira. Todo mundo disse que Botafogo x São Paulo era o jogo mais difícil dos últimos 4 do São Paulo. Por essa e outras, entendo o Dunga.

O que o Dunga não sabe, talvez, é que ele tem feito tudo certo, mesmo aos olhos de seus críticos. E quando ele trata todo mundo com cordialidade, tchan tchaaan, não existe mais nada a declarar. Foi assim pelos relatos que li (não estive lá) na coletiva que deu ontem em São Paulo, justamente a terra que tradicionalmente mais pega no pé dos treinadores da Seleção.

Dunga tem um grupo treinado e afinado. Convocou a maioria dos jogadores que se destacaram nos últimos 4 anos. Não levou em consideração nomes e sobrenomes. Barrou Kaká e voltou a dar chance quando ele mereceu. Barrou Adriano e deu nova chance quando ele mereceu. Barrou Ronaldinho, deu chance, barrou de novo e deve voltar a dar chance pois ele está merecendo. Ainda não barrou Robinho, mas não acredito que não o fará se o jogador seguir na má fase em que se encontra.

Conseguiu, como nenhum outro treinador havia conseguido, aproveitar o potencial de Luis Fabiano, e dar a ele o moral de ser o 9 titular, independente de Adriano, Ronaldo, Fred ou qualquer outra sombra da última Copa. Se irrita a você, leitor, ou a mim, ele convocar Elano e Julio Baptista, convenhamos, faça um exercício de memória e verá que os dois jogadores sempre atuam bem e/ou foram decisivos em algum momento no trabalho dele. Assim como Diego, talvez o melhor brasileiro em atividade na Europa na última temporada, teve diversas chances e nunca se encaixou bem no time do técnico. Por desempenho, baniu Afonso Alves e Fernando da Seleção e manteve Felipe Melo. Tudo muito coerente.

Dunga é irritantemente coerente.

Mantém motivado os dois melhores laterais pela lado direito do mundo, mesmo que Dani Alves seja reserva. No outro lado, abertamente, discute com a sociedade sobre os dois nomes que vai levar ao Mundial. Tentou de tudo e, no episódio Fábio Aurélio, praticamente desistiu ao ver o jogar não se apresentar novamente e, 3 dias depois, estar em campo pelo Liverpool.

Na entrevista, defendeu o recurso eletrônico para lances como o de Henry, não quer uma concentração festiva como a da última Copa e também tratou do mais delicado dos assuntos, que é Ronaldo. Independente de você achar que o Fenômeno mereça ou não ser chamado para a Copa, é fato que agora ele tem dois finalizadores tinindo em Luis Fabiano e Adriano. Não é certo dizer que Ronaldo vai à Copa agora, nesta fase, fim de temporada, com ele fora de forma novamente e atuando num Corinthians que cumpre tabela. Seria, sim, repetir o erro, convocá-lo agora por pressão ou pelo peso do nome. Será acerto, claro, convocá-lo por merecimento após ou durante a Libertadores.

Não duvido que o faça. Dunga dá motivos para a gente acreditar que só é teimoso em ser coerente até aqui. Irritantemente coerente.

Dunga irrita … por fazer tudo certo

Dunga tem um defeito grave. Não sabe se relacionar com a imprensa em geral. Parece que

acorda todas as manhãs e fala: ‘hoje eu vou mostrar para eles’. Por eles, entenda-se forças

ocultas. Forças que o massacraram em 1990 e que, mesmo ele virando queridinho em 1994 e

unanimidade em 1998, ele, Dunga, preferiu mantê-las (as forças ocultas), como seu oxigênio

de cada dia. A impressão é que quando ele termina o churrasco na casa dele e o convidado diz

‘a carne estava ótima’, ele cerra os lábios e xinga todo mundo que o criticou e disse que

ele não era capaz.

E eu, apesar de não concordar com esta postura defensiva/ofensiva demais, confesso que

entendo. Cada um se motiva como quiser. Cuca disse para o seu time que ninguém na imprensa

acreditava que o Botafogo poderia vencer o líder São Paulo. Mentira. Todo mundo disse que

Botafogo x São Paulo era o jogo mais difícil dos últimos 4 do São Paulo. Por essa e outras,

entendo o Dunga.

O que o Dunga não sabe, talvez, é que ele tem feito tudo certo, mesmo aos olhos de seus

críticos. E quando ele trata todo mundo com cordialidade, tchan tchaaan, não existe mais

nada a declarar. Foi assim pelos relatos que li (não estive lá) na coletiva que deu ontem em

São Paulo, justamente a terra que tradicionalmente mais pega no pé dos treinadores da

Seleção.

Dunga tem um grupo treinado e afinado. Convocou a maioria dos jogadores que se destacaram

nos últimos 4 anos. Não levou em consideração nomes e sobrenomes. Barrou Kaká e voltou a dar

chance quando ele mereceu. Barrou Adriano e deu nova chance quando ele mereceu. Barrou

Ronaldinho, deu chance, barrou de novo e deve voltar a dar chance pois ele está merecendo.

Ainda não barrou Robinho, mas não acredito que não o fará se o jogador seguir na má fase em

que se encontra.

Conseguiu, como nenhum outro treinador havia conseguido, aproveitar o potencial de Luis

Fabiano, e dar a ele o moral de ser o 9 titular, independente de Adriano, Ronaldo, Fred ou

qualquer outra sombra da última Copa. Se irrita a você, leitor, ou a mim, ele convocar Elano

e Julio Baptista, convenhamos, faça um exercício de memória e verá que os dois jogadores

sempre atuam bem e/ou foram decisivos em algum momento no trabalho dele. Assim como Diego,

talvez o melhor brasileiro em atividade na Europa na última temporada, teve diversas chances

e nunca se encaixou bem no time do técnico. Por desempenho, baniu Afonso Alves e Fernando da

Seleção e manteve Felipe Melo. Tudo muito coerente.

Dunga é irritantemente coerente.

Mantém motivado os dois melhores laterais pela lado direito do mundo, mesmo que Dani Alves

seja reserva. No outro lado, abertamente, discute com a sociedade sobre os dois nomes que

vai levar ao Mundial. Tentou de tudo e, no episódio Fábio Aurélio, praticamente desistiu ao

ver o jogar não se apresentar novamente e, 3 dias depois, estar em campo pelo seu clube.

Na entrevista, defendeu o recurso eletrônico para lances como o de Henry, não quer uma

concentração festiva como a da última Copa e também tratou do mais delicado dos assuntos,

que é Ronaldo. Independente de você achar que o Fenômeno mereça ou não ser chamado para a

Copa, é fato que agora ele tem dois finalizadores tinindo em Luis Fabiano e Adriano. Não é

certo dizer que Ronaldo vai à Copa agora, nesta fase, fim de temporada, com ele fora de

forma novamente e atuando num Corinthians que cumpre tabela. Seria, sim, repetir o erro,

convocá-lo agora por pressão ou pelo peso do nome. Será acerto, claro, convocá-lo por

merecimento após ou durante a Libertadores.

Não duvido que o faça. Dunga dá motivos para a gente acreditar que só é teimoso em ser

coerente até aqui. Irritantemente coerente.

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