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Arquivo de junho, 2009

29/06/2009 - 01:01

Um milhão em ação, ‘pra frente Brasil’, chupa Ashton Kutcher

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Li no colega Xará Stycer, do iG, que tem cerca de 1 milhão de brasileiros no Twitter. Uma parte deles, neste domingo, com a ajuda de perfis (falsos e verdadeiros) e tags (reais e forjadas), inventou uma nova e divertida maneira de torcer para a Seleção Brasileira de futebol, que anda (ou andava) meio distante de seu povo ou sem sair às ruas (como diria o ministro Barbosa do STF).

Quem já foi em jogo da Seleção aqui ou em Copa ou no Haiti sabe que nosso Brasil sil sil tem disparado o grito de guerra mais chato de todos os tempos do universo.

‘Sou brasileeeeeeeeeiro, com muito orguuuuuuulho, com muito amooooooor’

Gritinho sem rima, difícil de ir até o fim, que lembra algum comercial que eu nem lembro a marca. Assim que começa, no estádio, você sabe que não vai terminar, simplesmente porque é chato e longo demais e não empolga nem motiva ninguém.

Voltemos ao Twitter. Durante o jogo Brasil 3 x 2 USA, o mais popular dos perfis na mais comentada rede social da atualidade…

… o homem que sozinho chegou a um milhão de seguidores antes do que a rede CNN ou de qualquer outro usuário: Ashton Kutcher, resolveu twittar ao vivo a final da Copa das Confederações. Pelo boné, vê-se logo que o esporte dele é outro mas, enfim, não deixa de ser bastante significativo e muito legal ele ter feito isso.

Aí ele narrou o primeiro gol americano. Depois o segundo. E depois, empolgado, mandou:

“Se a gente ganhar a Copa das Confederações, podemos chamar esse jogo de soccer sem ninguém poder reclamar por pelo menos um ano” (tradução livre e sem palavrões de ‘If the USA wins the Fifa Confederations Cup we officially get to call the game Soccer with out getting any sh*t 4 atleast 1 year’)

Então o Brasil diminuiu, teve gol a seu favor roubado, empatou, virou o jogo, o Galvão narrou, o Lucio chorou, aquela coisa toda.

E a galera resolveu mandar um chupa para nosso astro de Hollywood, também conhecido como marido da Demi Moore, seguido por quase 2,5 milhões de pessoas até o fechamento desta edição. E o chupa virou um tópico (#chupa), que Kutcher traduziu como ‘suck it’.

E mais e mais brasileiros foram escrevendo #chupa em seus posts até que o próprio Kutcher declarou que #chupa havia se tornado o assunto mais comentado do twitter mundial naquele momento, batendo Michael Jackson e tudo.

“#Chupa is now #1 just like Brazil congratulations”, sentenciou, convencido das derrotas, Kuchter (a tradução é que tanto a seleção brasileira quanto o tópico chupa eram número 1).

Kuchter descobriu que não é soccer, mas sim football o nome deste esporte e o Brasil descobriu um jeito bem mais bacanudo de torcer.

Autor: - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags: ,
22/06/2009 - 20:12

Um enigma ambulante chamado Muricy (ou futebol)

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Agora você está ouvindo o seguinte:

– ‘Injustiça o que fizeram com o Muricy. A diretoria tricolor não sabe o que faz’

Mas você já ouviu, após os últimos títulos:

– ‘O sucesso do São Paulo é fruto da organização, da diretoria prestigiar o mesmo treinador há 3,5 anos. O resultado é claro. Está aí.’

Você também já ouviu:

– ‘O Muricy é o melhor treinador do país. Uma espécie de Bernardinho do futebol. Sabe treinar o time, sabe armar a equipe e principalmente sabe dar bronca em jogador mimado quando precisa. Deveria assumir a Seleção Brasileira’

Mas você já ouviu também:

– ‘Esse Muricy é muito retranqueiro. Só escala volante. O São Paulo joga feio há 3,5 anos. Nunca o São Paulo do Muricy me empolgou’

E você já leu:

– ‘O Muricy é um cara autêntico. Dos poucos no futebol brasileiro. Sem frescura ou politicagem. Um cara assim não se cria na corja de cartolas e empresários do futebol nacional.’

Mas também cansou de ler:

– ‘A grosseria com que Muricy trata os jornalistas e algumas das pessoas a sua volta é de uma deselegância revoltante. Alguém precisa dar um basta nas suas patadas’

Senhoras e senhores, este é Muricy Ramalho, tricampeão brasileiro de futebol.

Mas não é apenas Muricy que é assim. Este é o futebol. Ninguém especificamente inventou ele assim. Ele é assim. O que é bonito hoje, amanhã é feio (né, Keirrison e Hernanes?). O que não deu certo ontem, amanhã vai parar na Copa do Mundo (né, Felipe Melo e Doni?). Ronaldo, que é quem fala melhor no mundo do futebol hoje, é o dono da frase que melhor resume tudo isso: “cada gol que faço, fico mais bonito e um quilo mais magro”.

O Manchester United mantém Alex Fergunson como mandante supremo de seu time há mais de 20 anos. Isso inclui negociar jogadores, salário, falar com empresários, fechar patrocinadores – um absurdo para os padrões brasileiros de ética no futebol, diga-se. Mas Fergunson, cá, é visto como modelo de sucesso, continuidade e profissionalismo. O que não deixa de ser também, claro. Mas que também não impede que o time perca o jogo mais importante do ano para o Barcelona, que tem em Guardiola um estreante em sua primeira temporada como treinador (EXATAMENTE COMO DUNGA).

O São Paulo manteve 3,5 anos o Muricy no cargo e fez certo. Mas não podemos esquecer que o mesmo São Paulo contratou Paulo Autuori em abril de 2005 para que ele fosse campeão da LIBERTADORES apenas 4 meses depois.

Futebol é assim. Acontece para todos os lados. Melhor ser profissional e ter planejamento, mas saber atuar rápido e trocar suas peças em nome do resultado também é profissionalismo e planejamento. E nem tudo que é bom para o Manchester United ou para o Los Angeles Lakers – Phil jackson está há 4 anos na franquia nesta sua segunda e vitoriosa passagem. Antes já havia dirigido o time por cinco temporadas, além de ficar 9 anos a frente do Chicago Bulls – é bom para o São Paulo ou para o Botafogo.

Não vejo porque um técnico de futebol tenha que ter vida eterna para que um time seja considerado ‘profissional’.

Não é um cargo qualquer o dele como o de pessoas que passam a vida na mesma empresa. Ser técnico de um time grande de futebol é desgastante. Muricy teve muito mais sucessos do que fracassos, mas estava com a data de validade um pouco vencida. Sem criatividade para inovar nas suas formações (o São Paulo virou o reino dos volantes). Sem forças para motivar seus jogadores mimados. Sem tanta influência entre seus chefes (as pessoas esquecem que treinador tem chefe). E, o mais grave, passava a impressão de não ter mais um pingo de alegria enquanto trabalhava. Mesmo assim, tenho certeza que, como aconteceu no Beira-Rio e nos Aflitos, ele segue com a porta aberta e o carinho da torcida no Morumbi pelos ótimos serviços prestados.

Por isso, depois de pensar um pouco, não me filiei ao Partido dos Defensores do Muricy. Acho que estava na hora de partir. De conhecer novos ares, descansar um pouco e pensar na sua ranzinice crônica e galopante. Não que ele seja péssimo. Pelo contrário. Ele é um dos três melhores técnicos do futebol brasileiro e provavelmente 50 vezes melhor do que o Ricardo Gomes. Mas não é isso que está em jogo. Apenas não entro para o time dos ‘com pena’ do técnico e ‘com raiva’ da diretoria, que tem muitos outros problemas.

Muricy tem mercado e terá emprego quando quiser. Certamente não vai fazer parte da massa de desempregados que afeta nosso país. Ficará em casa se quiser, irá para o Catar se quiser, assumirá o Internacional se bem entender. E, amanhã, você ainda vai ouvir aquele repórter perspicaz perguntar na coletiva no final do jogo em que o time do Muricy bater o São Paulo:

‘Muricy, essa vitória é uma resposta sua para a diretoria do São Paulo?’

Esse é o futebol…

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro Tags: ,
17/06/2009 - 09:34

Depois do Atari, um elefante que se transforma em Pelé

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Juro que a intenção não é transformar este blog numa central de vídeos bizarros com o maior jogador de todos os tempos como tema.

Mas o que dizer deste artista maluco que faz o Pelé sair de dentro de um elefante?

Quem me passou essa foi o nosso sempre atento correspondente e cônsul da Tuna Luso em … Yokohama, o Haroldo.

Veja o outro vídeo bizarro do Pelé, jogando Atari dublado em espanhol.

Autor: - Categoria(s): Videos Futebol Tags:
16/06/2009 - 15:44

A pegada gaúcha da final da Copa do Brasil sem favoritos

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Todos os anos, quando a Copa do Brasil começa, tem uma final provável. Times fortes que bateram na trave para ganhar a vaga na elite (Libertadores), acabaram ficando no segundo escalão (Copa do Brasil) e, por isso, entram como favoritos.

Ano passado, o Palmeiras e o Inter eram os candidatos óbvios. O Sport matou os dois favoritos e mais o Vasco. O Corinthians, da série B e sem estrelas, chegou a uma improvável final onde também morreu na BombonIlha do Retiro.

Em anos recentes, Paulista de Jundiaí, Santo André e Figueirense estiveram em finais, com exceção recente a 2006, quando Flamengo e Vasco decidiram.

Este, aliás, sempre foi o barato da Copa do Brasil. Mesmo no tempo em que todos jogavam, equipes como o próprio Sport, o Ceará, o Criciúma e o Goiás jogaram a final.

Desta vez é diferente. Pegue qualquer previsão da lógica (e futebol nem sempre dá a lógica) e a final Corinthians x Internacional seria cravada. Sem São Paulo, Grêmio, Palmeiras, Cruzeiro e Sport, não existiam outras duas forças equivalentes em todo o resto do futebol brasileiro. Coritiba e Vasco foram azarões na reta final mas desta vez não vingaram. Corinthians e Inter figuram, inclusive, entre os favoritos do Brasileirão, onde todos os times jogam.

Por isso, o duelo Internacional (mais forte porém mais desfalcado) x Corinthians (menos técnico mas com o fenômeno Ronaldo), não tem favorito.

Até porque os dois times se equivalem no que existe de mais precioso na hora de decidir em mata-mata. Corinthians e Inter têm a pegada gaúcha no sangue (ou na cuia).

Foi com essa pegada que Mano Menezes subiu o Corinthians ano passado e fez o time vencer São Paulo e Santos (na garra e na bola) para ser campeão paulista. É a marcação e a correria desde o Jorge Henrique. É a consistência na marcação de Cristian e Elias.

É com a mesma pegada gaúcha que nem sempre Abel soube impor ao Inter do ano passado que Tite faz seus jogadores (todos os 22 do grupo) comerem grama o tempo todo e jogarem sob a batuta do maestro Guiñazu. É só você ouvir o (já não mais tão garoto) Taison dar uma entrevista para ver o quanto ele tá com o sangue nos olhos.

O Inter não tem o seu principal jogador, Nilmar, e um outro jogador razoável, Kléber. O Corinthians não tem André Santos que, se não dá para cravar principal jogador por conta do poder de decisão de Ronaldo, é certamente muito mais importante para o conjunto do time do que Ronaldo.

Vai ser uma grande final. Digna dos tempos em que a Copa do Brasil tinha todos os pergonagens principais em seu elenco.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Sem categoria Tags: , , , , , ,
06/06/2009 - 17:20

‘Revelino’, irmão do Emile Heskey, e Zico, filho do jornalista

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Para quem está com o inglês em dia, delícia este post no blog do Guardian sobre pessoas homenageadas com nomes de jogadores.

Destaque para o irmão de Emile Heskey, autor do segundo gol da Inglaterra no jogo deste sábado pelas Elimatórias, que se chama Revelino, com ‘e’ mesmo, em homenagem a Rivelino, o nosso patada atômica (o ‘e’ foi de propósito, para diferenciar um pouco o nome).

Outro felizardo tem como nome a escalação inteira de um time de futebol, o Queens Park Rangers de 1973.

O próprio jornalista, autor do post, batizou o filho, nascido no último 30 de março, com o seguinte nome: Joshua Zico Burnton.

Já que o assunto é Zico lá em Londres, vale lembrar a famosa ‘fla’mília Santos, com Zicomengo, Flamena e Flamozer.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional Tags: , , , ,
03/06/2009 - 02:48

Pelé jogando Atari

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Incrível como algumas coisas acontecem.

1) Dois leitores deste blog pediram mais comerciais bizarros, como este do Crouch, este do Zico e este do Fernando Torres que eu tinha postado aqui.

2) Depois de anos, a NBA me chamou a atenção de novo e eu tenho visto os jogos todos, que estão muito emocionantes, inclusive pela arbitragem digna de Brasileirão. (E-díl-son!)

3) Por causa dessa nova-velha mania (assistir a NBA), comecei a seguir no twitter a lenda, o mito, Kareem Abdul-Jabbar (eu já seguia a NBA, o impagável Shaq e o boleiro-mor Steve Nash, que comenta jogos da Champions League em seu twitter).

4) Dois dias depois, uma amiga, que tem altura para ser jogadora de basquete mas que prefere negar suas aptidões naturais para esportes, me manda esta pérola! Mario Andretti, Edson Arantes do Nascimento e Kareem Abdul-Jabbar, juntos, jogando Atari com dublagem em espanhol. Assista você mesmo Pelé jogando videogame mais de 20 anos antes do Neymar pegar num joystick.

ps.: o blog do Sormani, só sobre basquete, nesta reta final da NBA que começa na quinta, está pegando fogo…

Autor: - Categoria(s): Videos Futebol Tags: , , ,
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