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Arquivo de maio, 2009

29/05/2009 - 15:49

A cascata do volante que sabe sair jogando

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Denúncia urgente! Fomos enganados!

Há uns dois, três anos, surgiu essa história do ‘volante-que-sabe-sair-jogando’. A crônica esportiva enalteceu. Compramos a causa e comemoramos Lucas, Ramires, Hernanes, Cleiton Xavier, Ibson, Elias e etc. É o fim de Josué, Gilberto Silva, entre tantos.

E os técnicos, todos, só com um sorrisinho no canto da boca, como quem dizem: ‘caíram feito patinhos’.

O que era para tornar o futebol mais ofensivo, virou justamente o contrário. Com o moral que jogadores como Ramires e Hernanes ganharam na mídia, os técnicos, sorrateiramente, aproveitaram para empurrar os ‘volantes-que-sabem-sair-jogando’ para o lugar dos meias. E, claro, dois ou até três volantes propriamente ditos (os que não sabem jogar), atrás deles.

Atrás de Hernanes, tem Jean e Eduardo Costa. Ao lado, Jorge Wagner. Atrás de Ibson, tem Toró e Airton. Ao lado, Kleberson. Atrás do Ramires tem Fabrício, Henrique e Marquinhos Paraná. E agora que o meia ofensivo (mesmo), Wagner, pode voltar ao time, Adílson nem precisa quebrar a cabeça. Tira o Ramires, vendido, entra Wagner. Troca o ‘volante que sabe jogar’ pelo meia.

O Santos, por exemplo, não tem volante que sabe jogar. Isso porque tem um meia ofensivo mesmo, que é o Paulo Henrique e, além do ofensivo Madson. O Corinthians tem Elias, volante que sabe jogar, e Douglas, meia. Um caso raro, diga-se. Mas a má fase do Douglas, infelizmente, acaba minando o resultado que poderia dar. A salvação do modelo pode ser o Inter, que tem D’Alessandro mas tem gente que sabe vir com a bola também de trás.

Até Luxemburgo, que sempre foi o técnico mais ofensivo do Brasil (só lembrar do Cruzeiro e do Santos dele campeões), está sucumbindo. Tinha Cleiton Xavier como segundo volante, com Diego Souza de meia, e dois atacantes. Não é de hoje que Cleiton Xavier ganhou dois escudeiros atrás dele (Souza e Pierre), passando Diego Souza lá para o lado do Keirrison.

Do São Paulo eu tenho até preguiça de comentar. O sindicato dos volantes é muito atuante ali. Contra o Cruzeiro, Muricy escalou um volante de lateral-direito e outro volante de lateral-esquerdo. No meio de campo são quatro volantes, sendo dois propriamente ditos e dois ‘que sabem jogar’. Seis volantes em campo entre os que sabem jogar e os que não sabem.

Aposto que o goleiro Dênis, nos rachões, joga de volante para agradar o Muricy. E a consequência é tão óbvia. A nova função está matando o Hernanes. Como segundo volante, era o melhor da posição no país. Como meia, como 10, não tem bola para isso. Mais do que isso, nas duas chances maiores que o São Paulo teve de empatar contra o Cruzeiro, uma caiu no pé do Eduardo Costa e outra no pé do Jean. Deu no que deu.

Aí meus colegas jornalistas ficam bravos pois o Dunga diz que o Ramires ele só pode chamar para o lugar do Kaká ou do Ronaldinho Gaúcho. Me desculpem, mas Dunga é o único que não está sendo hipócrita nesta história. O Ramires joga como Kaká no Cruzeiro. Fato. Na frente dele, apenas dois atacantes. Nossos técnicos, que não são bobos, dão de ombros e comemoram que a culpa toda vai pro técnico da Seleção. Atuasse o Hernanes de segundo volante, assim como Jorge Wagner, com apenas Jean de volantão clássico, e um Dagoberto de meia de ligação servindo Borges e Washington na frente, Dunga não teria desculpa.

O Muricy anda tão obcecado por esta história que eu sou capaz de apostar que se o Ronaldinho Gaúcho chegar ao Morumbi, ele não o escala de meia, recuando Hernanes, mas sim de atacante, mantendo os quatro volantes no meio.

Enfim, a cascata foi armada. Nós caímos. Chegamos a imaginar que seria possível ter um meio de campo no Brasil com peças semelhantes ao do Milan (Gattuso, Pirlo, Seedorf e Kaká) , ou do Manchester United (Carrick, Anderson, Scholes e Cristiano Ronaldo).

Chegamos a imaginar que o sucesso e a pressão seriam tão grandes que Dunga seria obrigado a escalar Ramires, Hernanes, Anderson e Kaká ou Lucas, Ramires, Ronaldinho e Kaká.

Mas foi o contrário.O futebol ficou mais defensivo. Os meias sumiram. Os poucos camisas 10, espécie em extinção, estão perdendo seus empregos para ‘os-volantes-que-sabem-jogar’.

E em vez de ganhar um jogador defensivo que sabe ir para frente, ganhamos um meia que volta para marcar. E eles ainda querem que a gente agradeça. Inverteram a discussão.

E se você, garoto, tentar uma peneira qualquer dia desses num grande clube e perguntarem qual a sua posição, já sabe o que responder, né? Não arrisca, não. Fala volante… Aí depois você decide com qual número de camisa quer jogar.

Fomos enganados… De novo!

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional, Seleção Brasileira Tags: , , , , , ,
28/05/2009 - 16:22

Direto da Arquibancada (quase): Cruzeiro 2 x 1 São Paulo

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(Quase porque só tinha cadeira especial ainda na bilheteria. Então vá lá.)

– Tudo em relação ao Mineirão é especial. Grande e, quando cheio, espetacular. Aquela cobertura que pega parcialmente a arquibancada garante uma acústica que faz dos jogos lá provavelmente os mais barulhentos do Brasil. A torcida do Cruzeiro se inflama como quase todas as outras, mas a quantidade de gente e a acústica fazem dela especial.

– Antes, porém, a torcida sofre um pouco para chegar, pois o estádio é afastado do centro da cidade. Resultado: já que é longe mesmo e não pode vender bebida nos arredores, eles levam a festa pro estádio. Os carros vão parando pelos estacionamentos, as pessoas vão tirando bancos do porta-malas e até churrasqueiras em alguns casos. Lembra muito o que acontece antes dos jogos de futebol americano e de beisebol nos Estados Unidos. Piquenique ou churrasquinho no estacionamento para esquentar.

– Tudo só para esquentar, que fique claro, porque ir ao Mineirão e não comer o Tropeiro é como não ir ao Mineirão. Feito ali quentinho na hora no prato de plástico. Deixa tomo mundo ligadão para o jogo.

– Parentêses: as mulheres que frequentam o estádio na torcida do Cruzeiro não devem em nada às da Arena da Baixada ou o Beira-Rio. Fecha parênteses.

– O Mineirão está com dois belos telões, uma trás de cada gol. Mais legal ainda, os telões ficaram passando gols da final da Copa do Brasil de 2000 Cruzeiro 2 x 1 São Paulo, de virada. E cada vez que o Cruzeiro vira, no telão, a massa ia à loucura comemorando como se tivesse sido naquele momento. Reveja os melhores momentos deste jogaço de 2000.

– E então começa o jogo e…. caaaaiu o bandeirinha! Que cena sensacional. Exatamente a minha frente. Achei que seria substituído. Mas bandeirou no sacrifício (e acertou tudo).

– Kleber e Dagoberto. O que eu posso dizer desses dois? Eles vivem reclamando de perseguição da arbitragem brasileira. Aí chamam um juiz gringo para apitar. Desses que não fazem ideia quem é Kleber e quem é Dagoberto. Desses que deixam o jogo correr como os dois querem e não dão falta besta. Não deu nem 30 minutos de jogo e os dois já estavam amarelados.

– Um juiz caolho que apita futebol feminino no Vietnã daria cartão para Kleber e Dagoberto em qualquer jogo que eles venham a disputar. E eles reclamam de perseguição…

– E o intervalo chega com o Mineirão indo abaixo. O gol fez com que a torcida passasse os 15 minutos gritando e pulando.

– Dava até para ouvir o coro, tímido, de: ‘O Barcelona, pode esperar, a sua hora vai chegar!’

– O jogo começa ainda melhor no segundo tempo. O São Paulo vai para cima e Fábio mostra porque é considerado um dos melhores goleiros do Brasil. Quando o empate finalmente sai, a torcida do São Paulo, atrás do gol na geral, explode.

– O Cruzeiro não tinha na partida a habitual inspiração e, então, foi na força. Zé Carlos é chamado e a torcida aplaude. É a dose bruta para peitar Miranda, André Dias e o reino encantando dos volantes do MUricy (assunto para outro dia).

– O São Paulo poderia ter feito o segundo, mas sempre esbarrou em Fábio. O Cruzeiro foi, então, e fez. Festa do torcida. O mesmo resultado da final da Copa do Brasil 2000 e a vantagem do empate no Morumbi.

– O São Paulo também sai feliz com o gol fora de casa. Resta saber como será a volta…

Leia outros Direto da Arquibancada

Autor: - Categoria(s): Direto da Arquibancada, Libertadores Tags: , , , , ,
27/05/2009 - 18:13

Barcelona, adversário do Cruzeiro…

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Calma, calma…

Isso é o que se diz aqui na metade azul de Belo Horizonte, palco do jogo Cruzeiro x São Paulo logo mais. Ninguém acredita que possa dar outra coisa.

Amanhã, então, este blog promete:

– Cenas direto da festa na cidade de Barcelona que ninguém viu (a verdade nua e crua);

– Impressões do Estádio Olímpico de Roma que só quem esteve lá sabe contar;

– Tudo.. mas tudo mesmo sobre o duelo do ano, entre Cruzeiro x São Paulo, direto do Mineirão;

– e uma fantástica história de chilenos loucos por futebol em… Porto Alegre, torcendo pelo Coxa contra o Inter

– E otras cositas mas…

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional, Libertadores Tags: , , , , , , ,
19/05/2009 - 17:35

Cadê o Fred?

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Faça rapidamente uma lista dos atacantes que podem aparecer na lista de Dunga para a Copa do Mundo. Sua lista não vai conseguir fugir de ter Nilmar (meu favorito), vai ter Ronaldo, o mito, pode ter também os que estão lá (Luis Fabiano, Robinho e Pato). E em dois jogos no máximo terá de volta Adriano, que certamente vai se destacar no Flamengo.

Forçando a barra algum otimista colocará Keirrison, Grafite ou Hulk. Os cruzeirenses, esses sortudos fazedores de grandes atacantes, pensarão, com razão, em Guilherme. Vagner Love não será descartado. Os gremistas tentarão naturalizar Maxi López e lá da Ilha do Retiro ouviremos o coro de Ciro. Não me surpreenderei se Borges, que é o ‘matador-zero-carisma’, seja lembrado, pois há tempos que aqui nesta terra só dá ele.

Mas e o Fred? Cadê o Fred?

Fred teve uma das melhores trajetórias do futebol brasileiro dos últimos tempos ao chegar a Copa de 2006. Pintou como um novo Ronaldo, pois chutava bem com as duas pernas, tinha velocidade, bom cabeceio e cabeça no lugar.

No Mundial, entrou em campo numa das cenas mais interessantes que já presenciei ao vivo. Parreira coloca ele em campo em Munique, contra a Austrália, e um grupinho de senhoras/torcedoras/turistas (típico do Brasil em Copas) lamenta:

– Fred, quem é Fred? Esse Parreira não dá. Nunca ouvi falar deste Fred.

Fred apresentou-se para aquelas senhoras ao marcar o segundo gol brasileiro. Gol de estrela, comemoração diferente, marcante.

Copa terminada e Fred é um dos poucos ‘absolvidos’. Ele saiu ileso e léguas na frente de Adriano como substituto natural de Ronaldo, que tinha sua carreira, mais uma vez, dada como encerrada (arrã).

Mas aí, o que aconteceu? Nada… Fred não fez nada. Conformou-se com entrar de vez em quando no time titular do Lyon (uma espécie de túmulo do futebol brasileiro – ou alguém discorda que o Juninho tem condição de ser titular de Milan, Chelsea, Real ou Barça?). Na Seleção de Dunga, foram 6 convocações, um gol apenas e não é chamado desde junho de 2007 (obrigado, Rodolfo Rodrigues), quando foi cortado da Copa América por contusão. Já em janeiro de 2008, uma capa da revista Placar colocava cinco candidatos a camisa 9 da Seleção. Fred sequer aparecia.

Não é de hoje que Fred parece ter desistido. Uma síndrome meio ‘Ronaldinho Gaúcho’ de se conformar em ser coadjuvante, qualquer coisa tá bom. Deveria ter abandonado o Lyon já em 2007 ou 2008, caso quisesse realmente dar uma nova guinada na carreira.

Aconteceu em 2009 e, claro, não está tarde para ela, a guinada. Pelo contrário, ele tem apenas 25 anos de idade e o mundo pela frente. O problema é que, para quem chegou relativamente em forma já há mais de dois meses, Fred segue devendo. Num Fluminense com os bons Thiago Neves e Conca ao lado, não dá para ele ter tão poucos gols e nenhum decisivo.

Afinal, ele é o Fredgol da foto que ilustra este post, retirada do site oficial do jogador. A marra toda deste site precisa entrar em campo e mostrar alguma coisa. Mostrar que não desistiu.

Oportunidade melhor do que contra o Corinthians de Ronaldo no Maracanã lotado nesta quarta-feira, ele dificilmente terá.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional, Seleção Brasileira Tags: , , , , ,
14/05/2009 - 16:41

Podia ser melhor que a Libertadores, mas ainda é a ‘Copinha’ do Brasil

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O Barcelona está a um empate de ser campeão espanhol. Está também na final da Champions League. Nem por isso o time deixou de, na última quarta, entrar em campo para disputar (e vencer o Athletic Bilbao) a final da Copa do Rei, a Copa do Brasil deles.

O Manchester United está a um empate de ser campeão inglês. Está também na final da Champions League. Nem por isso, deixou de ser campeão da Copa da Liga Inglesa 2009 (a Carling Cup) na final contra o Tottenham. Mais ainda, foi para a semifinal da FA Cup, a Copa do Brasil deles, e perdeu nos pênaltis para o Everton.

Nas Copas nacionais europeias, é assim. Todo mundo joga, independente se está na Champions League, Copa da Uefa ou onde quer que esteja. Já aqui, no Brasil, aquela que deveria ser uma competição espetacular, vira quase de segundo escalão.

A Copa do Brasil sem os times que estão na Libertadores perde muito e vira a ‘Copinha’ do Brasil. Chega a ser patético imaginar que o São Paulo, para ter o título inédito da Copa do Brasil que falta na sua galeria de troféus, precisa dar um jeito de NÃO se classificar para a Libertadores um ano desses.

Como comemorar uma conquista tão importante se você não enfrentou aqueles que, teoricamente, são os 5 melhores times do Brasil (no atual caso São Paulo, Grêmio, Palmeiras, Cruzeiro e Sport).

Como explicar que o Sport, atual campeão, não pode defender seu título, pois está agora em ‘outro nível’, acima.

Com todos os times na disputa, num país como o Brasil em que existem muito mais equipes com tradição de títulos do que nos europeus, a Copa do Brasil, desde antes das oitavas-de-final, já seria um campeonato de nível muito maior do que a própria Libertadores, que na atual fase ainda reúne times como os fracos venezuelanos, por exemplo, em plenas quartas.

A CBF precisa dar um jeito de organizar o calendário e colocar todo mundo na Copa do Brasil, como era na época em que ela foi criada. Caso contrário, a Copa do Brasil seguirá sendo uma competição menor, um prêmio de consolação ou o ‘caminho mais curto para a Libertadores’.

Para aqueles que gostam da desculpa do calendário apertado, aqui vão alguns números interessantes.

Com o jogo de ontem, contra o Wigan, o Manchester United já completou 63 partidas na temporada 2008-2009. Vidic participou de 53 deles. Cristiano Ronaldo, de 51 e Tevez, de 49. Em oito meses. Ou seja, cada um deles jogou, em média, um jogo a cada 4 dias. Pelo clube apenas, diga-se, pois todos eles ainda defendem suas seleções nacionais.

Nunca vi nenhum deles reclamando. Pelo contrário, Cristiano Ronaldo deu um xilique no final de semana porque foi substituído e Tevez pediu para sair do time porque não é aproveitado como gostaria.

Autor: - Categoria(s): Libertadores Tags: , , , , , ,
11/05/2009 - 14:14

‘Poupar psicológico’ ou o golaço de Mano Menezes

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Eu sempre sou contra poupar jogador por poupar. Se estiver sentindo algo, se estiver fora de forma, se estiver indo para o sacrifício, claro, faz sentido. Caso contrário, eu sempre acho que a sequência de jogos entrosa, dá ritmo e ajuda mais do que atrapalha. Ainda mais no futebol brasileiro onde as equipes são formadas de seis em seis meses.

Mas tem casos em que o ‘poupar’ pode ser bem interessante. Veja o caso do excelente técnico Mano Menezes na partida contra o Inter. Durante dois meses, só se falou do Inter. E com razão. O time está com um elenco tão bom, entrosado e voando, que será zebra (e decepção) se em novembro não for um dos clubes a disputar o título.

Já o Corinthians vinha com o peso da invencibilidade em casa nas costas. Viria, também, sem Ronaldo, seu ‘decididor’ de jogos desde que o bicho pegou pra valer (Paulistão e Copa do Brasil).

Fosse afoito, Mano Menezes escalaria seu time titular sem Ronaldo. Afinal, ganhar de um candidato ao título, em casa, é quase uma obrigação em campeonato de pontos corridos para quem almeja ser campeão.

O problema é que uma eventual derrota para o Inter com o time titular sem Ronaldo, poderia causar um desgaste psicológico muito maior do que perder 3 pontos na rodada inicial do Brasileirão. Poderia deflorar um sentimento que já existe, mas ainda não tão declarado: a ‘Ronaldo-dependência’. Ela chegaria com tudo na capa dos jornais e na cabeça dos esforçados jogadores do Corinthians, que certamente pensariam não ser capazes o suficiente.

Se era para ‘perder’, então, Mano Menezes deu o golpe de mestre. Não só poupou Ronaldo como poupou geral. Colocou o time reserva de vez e, de certa forma, desqualificou a vitória colorada. A ponto de 0 x 1 ter sido um resultado magro e, não fosse a pintura de Nilmar, hoje o comentário seria em geral o mesmo do zagueiro Jean, que ao final da partida disse que ‘o Inter não é tudo isso que tão falando’.

A manhã de hoje no treino do Corinthians não é de abatimento de André Santos, Douglas, Jorge Henrique, William, Chicão e etc. Eles não jogaram. Não se sentem menos do que ninguém. Ficam com aquele sentimento de que, caso estivessem todos em campo, poderiam vencer. No final das contas o Inter, poderoso, quase que não ganha do reserva do Corinthians. E, mesmo os reservas, se fortaleceram ao sairem do gramado com uma derrota, digamos, honrosa.

O grupo ganha. Não foi só Nilmar que marcou seu golaço no Pacaembu. Mano também.

Já o Muricy…

Alguém tem alguma explicação para o Borges não ter começado jogando depois de tanto tempo que o São Paulo não joga partida alguma?

Autor: - Categoria(s): Brasileirão Tags: , , , , ,
08/05/2009 - 12:05

5,4,3,2,1… GOOOOOOOOL

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O futebol em 2009 virou está virando uma espécie de NBA do Fabio Sormani. Não tem jogo ganho até que a sirene toque, o juiz apite, o ‘cronômetro zere’, ‘at the buzzer’. E não são gols quaisquer. São gols de classificação, cesta que vale passar pelo playoff.

A revista Maxim do mês passado reuniu gols no finalzinho famosos, como o de Ricardinho contra o Santos ou o de Adriano contra a Argentina. Mas são anos de futebol à disposição de quem fez a seleção. Incrível é que em 2009, mais propriamente nos últimos 10 dias, já tenha pelo menos três gols dignos de entrar para a história envolvendo as três competições interclubes mais importantes do mundo. Dois deles classificaram, inclusive, para a final. Veja o top 3:

Primeiro foi o Claiton Xavier, aos quase 42 minutos do segundo tempo com um jogador a menos, tirando o Colo Colo e classificando o Palmeiras para as oitavas da Libertadores.

Depois veio o Iniesta, aos 48 do segundo tempo, com o gol que colocou o Barcelona na final da Champions League (só isso). Também com um a menos

Na quinta-feira foi a vez de Ilsinho, do Shakthar, fazer aos 44 do segundo tempo o gol da classificação de seu time para a final da Copa da Uefa contra o Werder Bremen. O time empatava de 1 x 1 e o resultado classificava o Dínamo Kiev.

Este ano, por via das dúvidas, melhor não sair mais cedo do estádio. Espera até o fim.

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional, Videos Futebol Tags: , , , , , ,
06/05/2009 - 21:14

Iniesta 2009, como Bakero 1991

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O resumo do jogo do Barcelona é o áudio da narração da rádio catalã Mundo Deportivo. Play no player!

 

O resto, quem viu, viu. O Barcelona não mereceu a classificação neste jogo. Mereceu pelo resto do ano, pelo conjunto da obra. Mas na partida o Chelsea perdeu por não matar o jogo com todas as chances que teve.

`Visca Barça`, que viu neste lance de Iniesta uma repetição de outro gol histórico, o de Bakero, contra o Kaiserlautern, na Alemanha, quando no jogo de ida o Barcelona havia ganhado por 2 x 0 e, na volta, perdendo por 3 x 0, Bakero acertou a cabeçada aos 45 cravado do segundo tempo. Veja

E que venha 27 de maio. Manchester United (favorito) x Barcelona.

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: , ,
05/05/2009 - 19:51

Marra também é pra quem corre…

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Meu velho companheiro e fundador deste blog há mais de 6 anos, Carlos ‘Dr. J’ Sperandio, me ajudou neste post do passeio do Manchester United (e sobretudo do Cristiano Ronaldo) contra o Arsenal em pleno Emirates, 1 x 3 carimbando o Red Devils (que fica bem melhor de azul, eu acho) na grande final da Champions League de 27 de maio em Roma.

O terceiro gol é daqueles, mais do que bonitos, que mostra entrosamento, técnica e uma força física de fazer inveja a qualquer jogador de futebol no planeta. Cristiano Ronaldo sai de uma linha imaginária entre o meio-de-campo e a linha da grande área de Van Der Sar. Não é oficial, claro, mas cronometramos (eu e o Dr. J) que foram 7 segundos desde o calcanhar pro Park até a hora q ele toca para o gol. Foram 58 metros mais ou menos em 7 segundos. Ou 30 km/h de média (não de máxima).

Não à toa, o Cristiano Ronaldo aparece nesta excelente foto da EFE na comemoração. Repara na camisa que os companheiros todos usam e na dele… que de tão apertada, deve ser modelo especial baby-Ronaldo-look. “Ele nesta foto parece que é uma figura de game de futebol do Playstation”, sentenciou Dr. J.

Ps1: Como eu disse, marra é também pra quem corre. E ele correu demais o jogo todo.

Ps2: Meu papel aqui (tenho um?) não é torcer, lógico. Mas dá vontade de que o Barcelona consiga a classificação para a grande final. Até porque, por mais matador que seja o ataque culé e as apresentações do melhor jogador do ano até aqui, Messi, eu ainda duvido que o Barcelona consiga bater o Manchester.

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: , ,
04/05/2009 - 13:19

Elias, Ganso, Ibra, Barcelona e o futebol do feriado

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– O Bicho papão do ano é o Barcelona. O único medo que dá é que depois de meter seis no Real Madrid no Bernabeu fique difícil manter a concentração (fica mesmo, vamos combinar). E aí o chatinho Chelsea sob comando do bruxo Hiddink pode conseguir uma das maiores zebras dos últimos anos da Champions League: eliminar o grande time do torneio.

– Afinal, o ano do Barcelona está ganho depois dessa humilhação pública em Madri. Mas que os deuses nos permitam a final Manchester United x Barcelona em Roma.

– Outro grande momento do futebol europeu no feriado. Ibrahimovic sendo vaiado pela própria torcida da Inter na partida contra a Lazio. Aí ele pega a bola, tira do zagueiro e bate para abrir o placar. Depois dá um passe primoroso para o segundo gol. Nos dois lances, mandou a torcida calar a boca sem dó. Está muito na cara que o sueco está de saída (Real Madrid?).

Por aqui

– Vamos voltar ao Brasil. Não sei se alguém reparou, mas surgiu um novo camisa 10 no futebol brasileiro. Eu tava com saudade já de ver um cara que pega a bola no meio e toca pra frente, na vertical e não faz passe de lado para os alas. Não é volante que sabe sair jogando nem atacante que vem buscar jogo. É o 10. Posição do Alex do Fenerbahçe, posição que a gente gostaria de ver o Ronaldinho jogar.

– Alguém sabe de quem eu estou falando? Paulo Henrique, o tal Ganso santista. O Neymar tem todos os holofotes mas, para mim, a grande revelação do Paulistão foi Paulo Henrique.

– E alguns vão dizer: ‘mas ele erra muito passe’. Pois é, quem toca na frente, enfia a bola entre os zagueiros, tenta tabela pelos espaços mais apertados, erra mais passe mesmo. Quem toca de lado, realmente não erra passe. Volante e zagueiro dificilmente erra passe. Paulo Henrique cansou de colocar o Kleber Pereira na cara do gol nos dois jogos. Fora isso, lançou Triguinho, Neymar e mesmo Madson diversas vezes. Sabe receber a bola de costas para o gol e virar, ou vir com ela dominada.

– Mesmo assim, Paulo Henrique está longe de figurar ente os três melhores do torneio. É apenas uma grata surpresa que, perdendo um pouco mais a timidez, ganhando força, pode encher os olhos no Brasileirão.

Top 3 Paulistão

– Na terceira posição fica Madson. Não é um cracaço de bola, mas ninguém correu mais do que ele nas quatro últimas partidas (o Jorge Henrique chegou perto na corrida, mas não criou nem um terço do que o baixinho santista criou e decidiu). Chuta bem, dribla, vai para a linha de fundo, corre atrás do prejuízo. Dá gosto de ver.

– O segundo lugar é uma espécie de primeiro: Elias. O mais voluntarioso também. Não acho que seja um jogador de seleção ou algo do gênero (ao contrário de André Santos, que merece uma chance), mas acho Elias, além da cara do Corinthians, o retrato deste título.

– O primeiro não tem nem graça. Ronaldo nem precisou jogar o campeonato inteiro e muito menos fazer grande partida no jogo de volta para ganhar o prêmio. Acabou com o São Paulo no Morumbi e com o Santos na Vila. Fica devendo uma apresentação de gala no Pacaembu. Quem sabe já não acontece nesta quarta…

– Por falar em Atlético-PR, sei não viu? Campeão e terceiro colocados do paranaense precisam entrar bem espertos no Brasileirão, ainda que os dois tenham chances de classificação na Copa do Brasil (Coxa já classificado). Considerando o elenco e mesmo a campanha que os quatro grandes de São Paulo, os três do Rio, os dois do RS, o Cruzeiro, o Sport e até o Vitória fizeram na pré-temporada, a dupla atletiba entra em desvantagem, pelo menos aparentemente, para mais da metade dos clubes do torneio. Ou estou enganado?

– Falando em estaduais, que vexame o fogo no William, o campo lotado de gente e a pancadaria no Ba-Vi. Sem contar ‘nosso amigo’ Domingos…

– E o Botafogo… ai ai ai. Nem com reza brava.

– Por último, meus parabéns ao Avaí pelo título e a Chapecoense pela vaga na série D.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro Tags: , , , , , ,
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