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Arquivo de março, 2009

11/03/2009 - 11:28

Três da Espanha, duas de Portugal e uma da Argentina

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Legal hoje são as capas de jornal graças a três eventos: a sapecada que o Real Madrid tomou em Anfield Road, a maior humilhação da história do futebol português em Champios League do Sporting e o abondono do ‘bebê-chorão’ Riquelme da seleção de Maradona.

– Aqui vão três da Espanha, dois de jornais madridistas/madrilenhos (Marca e As) e um do jornal culé/catalão Mundo Deportivo. Em todos, eu aprendi uma nova expressão, Chorreo, que pelo que apurei com alguns amigos de lá tem relação com água, sair pingando da água, mas também humilhação, deboche, covardia (outras interpretações bem-vindas nos comentários). Enfim, em bom português, o BANHO DE BOLA que o Real levou em Liverpool, apesar da excepcional atuação de Casillas.

– Duas de Portugal, que não precisam de tradução (5 vira, 12 ganha para quem quiser abrasileirar a genial chamada do Record).

– E o nosso bom e velho Olé, da Argentina, repercutindo, de novo, o fato de Riquelme abdicar da seleção, mas que desta vez não sabe direito se fica do lado de Maradona ou do lado de Roman.

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10/03/2009 - 18:47

As goleadas e os amarelos na terça da Champions League

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– Quando faltavam 30 minutos para acabar o jogo e o Sporting precisava de oito gols para se classificar para as quartas da Champions. Animador…

– Aí o Bayern ainda fez mais três. 0 x 5 em Lisboa. 7 x 1 em Munique. 12 x 1 no agregado. Maior diferença da história da Champions League.

– “Somos a vergonha da Europa”, diz no MSN meu caro amigo sportinguista. “Polga conseguiu fazer um contra e falhar em todos os golos. Nunca vi isso”, completou.

– O Liverpool cresceu para cima do Real Madrid (com uma mãozinha da arbitragem no começo… mas nada que mudasse a apatia blanca). 4 x 0. Adiós Real, que praticamente dá adeus também a uma das mais infelizes temporadas de sua história. Fora da Copa do Rey, com chances remotas na Liga Espanhola seis pontos atrás do Barcelona e humilhado com 5 x 0 no placar agregado contra o Liverpool.

– O Villarreal, que havia apenas empatado em casa com o Panathinaikos, ganhou na Grécia por 1 x 2. A Espanha terminou a terça com uma cor apenas na cabeça: amarelo. A amarelada do time de Madri em Liverpool e o amarelo valente do Villarreal na Grécia.

– Mas de tirar o fôlego mesmo foi Chelsea x Juventus. O jogo tinha sido um a zero para os ingleses na Inglaterra. A Juve logo abriu o placar numa belíssima tabela entre Trezeguet e Iaquinta, que marcou.

– Aí o Chelsea teve que ‘marcar’ três gols para valer um. É brincadeira, mas foram dois lances de bola que deu para ficar na dúvida se passou da linha ou não (a falta do Drogba eu achei que entrou e o chute do Lampard nitidamente não) até que no rebote Essien empatasse (foto Reuters).

– A Juventus, nesta altura, precisava de mais dois gols. Então entra ele em campo… Belletti. O homem, o mito da Champions.

– Mal entra e… Belletti mete as duas mãos na bola dentro da área. Pênalti para uma Juventus com um homem a menos. Del Piero marca e enche de esperança o estádio. Um golzinho apenas para a classificação.

– Mas nove minutos depois, ele, o homem, o mito da Champions, entra pela direita e cruza na medida para Drogba empatar o jogo e acabar com a festa italiana. Belletti, o predestinado da Champions, quase fez o terceiro, mas perdeu sozinho com o goleiro.

– O Chelsea do Guus Hiddink está classificado. Guus Hiddink, eu disse.

– Quarta-feira tem mais. Dois ingleses já passaram. Manchester United e Arsenal podem se classificar amanhã e tudo volta a ser uma grande British League novamente. Será?

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: , , , , , ,
09/03/2009 - 01:04

A metade de Ronaldo ou a crise do futebol no Brasil

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Não é de hoje que eu penso que o nível do futebol brasileiro está mesmo baixo. Vasculhe os arquivos deste blog e verá meus elogios a Ricardo Oliveira, Zé Roberto, Adriano, Nilmar e vários outros brasileiros em baixa na Europa que deram um tempinho de meses por aqui antes de voltar a tentar a vida em alto nível. Quase todos sobraram em campo (não estou falando dos que chegam já em fim de carreira).

Ricardo Oliveira talvez seja o mais emblemático dos casos. Aqui, fazia gol de esquerda, de direita, de cabeça. Era mais forte, mais ágil, ganhava as divididas e ainda era o mais habilidoso em campo invariavelmente. De volta à Europa, não emplacou no Milan, foi para o terceiro escalão do futebol espanhol no Zaragoza e segue no mesmo escalão, agora no Betis.

Então pense em Ronaldo. Ele é um gênio da história do futebol ninguém duvida. Mas nenhum louco seria capaz de discordar de mim que ele ainda não está em forma suficiente para ser um jogador de futebol profissional.

Mas aí começa sua participação de menos de 30 minutos no derbi e ele se transforma simplesmente no melhor em campo. Primeiro dá um drible no melhor marcador do Brasil, Pierre, que quase cai no chão (não sei se de emoção).

Aí, fora de forma, ele ganha no corpo de um cara forte como Jumar, e manda um chute inacreditável na trave. Mas o mais incrível foi a jogada pela esquerda. Primeiro pela facilidade com que pisou na bola e foi para a ponta esquerda, saindo na frente do adversário. Segundo pelo cruzamento, com a perna que não é a boa (se é que ainda tem alguma boa). Não é um cruzamento qualquer. É uma cavadinha, de leve, sensacional, como não existe por aqui.

Me corrijam, por favor, mas acho que nenhum jogador do Brasil, nem o Jorge Vagner, nosso principal especialista no assunto, costuma dar cruzamentos com esta categoria, ‘tirando o peso’ da bola, numa cavadinha. Quanto menos com a perna errada.

Aí vem o gol que, convenhamos, foi um momento muito mais de estrela deste predestinado jogador de futebol do que propriamente um lance genial.

E, então, o êxtase, a catarse. A felicidade de uma torcida de ter um verdadeiro protagonista do futebol mundial vestindo a camisa de seu clube. Uma coisa que não tem preço e vale mais do que três pontos.

Ronaldo ajuda a confirmar a minha triste teoria de que estamos a pé por aqui. Que nossos craques estão mesmo bem longe de nossos estádios e mais perto de nossos canais de TV a cabo (ainda bem que eles existem).

E Ronaldo prova que precisa apenas de MEIO tempo e MEIA perna. Dá e sobra. E dá até certo medo de pensar no que ele seria capaz de fazer em campo caso começasse a fazer apenas MEIA baladinha. Provavelmente bastaria, infelizmente, para que ficasse no Brasil apenas até o MEIO da temporada.

foto: Reuters

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional Tags: , , , , ,
06/03/2009 - 15:18

Aste Nagusia

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Os deuses do futebol resolveram dar graça ao esporte na Espanha na última semana. Primeiro fizeram o Barcelona perder duas vezes seguidas e a liga, que tinha dez pontos de diferença, ficar com apenas quatro.

Mas o mais legal mesmo, e por isso a saudação em basco acima, foi a classificação do lendário Athletic Bilbao para a final da Copa do Rey. Uma goleada contra o Sevilla na Catedral de San Mamés para ninguém botar defeito. Com direito a invasão de campo e uma fiesta fora de época nas ruas. Sobrou até para a repórter (reparem no torcedor atrás, à esquerda dela).

Eram 24 anos já sem se classificar para a final da Copa, que por ironia, é uma homenagem ao Rei. Logo eles, os bascos, fortes críticos da monarquia.

Para quem não sabe, o Athletic é o quarto time que mais ganhou a Liga Espanhola na história. Só perde para Real, Barcelona e, por um título, do Atlético de Madri. Na Copa do Rey, o time ganhou simplesmente mais títulos do que o Real Madrid, sendo o maior vencedor empatado com o Barcelona, adversário da final este ano (tem uma pendência de um título de 1902, que oficialmente deixa o Athletic com um título a menos, mas o time tem a taça em seu museu e computa o título, assim como eu hehe).

Agora a final acontece em Valencia, no estádio Mestalla, muito mais próximo de Barcelona mas nada que assuste o fanático torcedor basco.

Estive num Athletic x Barcelona na Catedral uma vez. Era válido pela primeira rodada do Campeonato Espanhol e marcava a estreia de ninguém menos do que Ronaldinho Gaúcho com a camisa do Barcelona em jogos oficiais. A partida foi um a zero para o Barça, com gol de Cocu, mas com uma pressão incrível de uma torcida que, não à toa, ganha muitas Copas, pois sufoca mesmo o adversário.

Leia o ótimo texto do blog Buela de Capoton sobre esta grande final.

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: ,
05/03/2009 - 14:44

Douglas, 2009, lembrou Rinaldo em 1990

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Sergio, Gil Baiano, Paulão, Adílson e Leonardo; César Sampaio, Donizete Oliveira, Cafu e Pelé; Charles e Rinaldo. Técnico Falcão.

E assim o Brasil entrou em campo em 31 de outubro de 1990 naquele Seleção Brasileira 1 x 2 Resto do Mundo. Jogo comemorativo dos 50 anos de Pelé, com ‘Ele’ jogando 43 minutos no primeiro tempo com a 10 que eternizou.

Pelé participou do jogo, fez uma ou outra jogada. Num lance que entrou para a história, Rinaldo, na época do Fluminense, partiu com a bola pela esquerda contra apenas um zagueiro e abriu-se um clarão para que rolasse para o meio onde Pelé vinha, sem marcação (talvez até de propósito), para fazer seu último gol na carreira.

Rinaldo não tocou e também não fez o gol. Procurei muito esta jogada pela Internet e não encontrei. Encontrei os melhores momentos do jogo (quem foi o editor que tirou este lance do compacto?????) no Globo Esporte, mas sem o famoso lance fominha de Rinaldo que todo o boleiro que viu este jogo jamais esquecerá.

Tudo isso para dizer que o clima, ontem, em Itumbiara, depois que o Douglas não passou aquela bola, foi mais ou menos o mesmo que o mundo sentiu em relação ao Rinaldo, que ‘curiosamente’ sumiu da seleção.

Separam Pelé e Ronaldo várias coisas, a começar pela idade no referido jogo, o momento que viviam (um aposentado há anos e outro tentando voltar), passando pelas contusões que um e outro sofreram (as de Ronaldo infinitamente mais graves), além das polêmicas fora e dentro de campo.

Une os dois as glórias pelo futebol brasileiro, títulos em Copas do Mundo, a fama de melhores do mundo cada um em sua época e um amar e odiar constante das falhas e virtudes destes dois seres humanos, sempre tão evidentes e polêmicos.

ps.: abaixo emprestei o vídeo com os ‘melhores momentos” daquela partida direto do Globo Esporte. Mas se alguém achar ou tiver guardado o lance do Rinaldo, por favor, mande nos comentários.

ps2.: Leia mais do Rinaldo no site do Milton Neves, onde estava a foto que ilustra este post.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Seleção Brasileira Tags: , , ,
04/03/2009 - 15:45

A saga de Hércules Leônidas

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Pessoal que torce pelo Sport vai gostar mais. Mas boleiro que gosta de uma história bem boa não vai achar nada ruim a saga de Hércules Leônidas, um ‘louco por futebol’.

Aqui vai o começo e o link para o resto…

Ninguém sabia ao certo quem era ele. Para os médicos, era apenas o paciente 130505, como constava em seu prontuário. No tal prontuário algumas informações como:

“Data de entrada: 15 de junho de 2008”

“O indivíduo foi encontrado na esquina das ruas (nome omitido por exigência do editor) e (mais um nome omitido por exigência do editor, seja lá quem for), balbuciando palavras e expressões incompreensíveis em vários idiomas estrangeiros, dentre os quais foi possível identificar os idiomas espanhol e arabe. O referido indivíduo exalava um odor desagradável, provavelmente resultante de vários dias sem banho, além de encontrar-se em avançado estado alcoólico.”

Leia a íntegra de ‘Os 14 Trabalhos de Hércules Leônidas, parte 1’, por Mauricio Targino.

Autor: - Categoria(s): Libertadores Tags: ,
04/03/2009 - 09:01

Palmeiras 1 x 3 Colo Colo – as coisas que vi da arquibancada

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– Não sei como foi na TV, mas obviamente Cleiton Xavier se sacrifica em nome de Diego Souza. Essa é uma boa desculpa, mas não é só isso. O novo 10 do Palmeiras sumiu a valer no jogo mais importante que disputou em casa até agora. Se é coincidência ou será algo repetitivo só o tempo (ou o próximo clássico) dirá.

– Diego Souza definitivamente não acerta no Palmeiras. Mas, convenhamos, junto com o incansável Pierre, foi dos poucos que procurou o jogo. Cleiton Xavier não apareceu. Outro presente foi Williams, enquanto aguentou…

– …falar nele, a velocidade de Williams é algo inacreditável. Nos primeiros 30 minutos de jogo, ele ganhou todas na corrida, tanto na frente como ajudando na marcação. Mas a impressão é de que vai perdendo fôlego com o decorrer do jogo. No segundo tempo, perdeu na corrida num contra-ataque do Colo Colo que quase resultou em gol. De duas uma: ou ele começa a dosar no começo ou terá que ser uma substituição obrigatória sempre.

– O goleiro Bruno estava disperso no segundo tempo. Cabeça baixa. Quando a bola estava com o Palmeiras no ataque, ele estava parado com as mãos na cintura. E quase não ‘aqueceu’ ou gritou. Na jogada do terceiro gol, esse ‘sono’ ficou claro já que o atacante adiantou a bola na corrida e o goleiro, que estava plantado na frente do gol, sequer tentou sair para abafar a jogada. Com o time todo no abafa e dois zagueiros lentos, Bruno tinha que se adiantar e ficar na cabeça da área quando o Colo Colo, que só vivia de contra-ataque, estivesse com a bola. Após o terceiro gol, apenas se lamentou.

Keirrison, matador, fez um belo gol de cabeça e perdeu o grande lance para empatar o jogo. Longe da bola, abriu pouco espaço, movimentou-se mal, embolando o já fechado ferrolho chileno. Foi péssimo na partida e mesmo assim quase saiu como herói. Ou seja, a fase é boa mesmo.

– A parte experiente do time do Palmeiras, Marcão e Edmilson, foi a mais vaiada pela torcida. Marcão na lateral esquerda não aguenta. E Edmílson, que falou estar arrepiado de voltar a ouvir a torcida brasileira nas primeiras vitórias, sentiu ontem a parte ruim de entender o que a torcida grita. Lento, foi o mais vaiado de todos. Nos últimos 10 minutos, não podia tocar na bola que ganhava vaia geral.

– Luxa, que ganhou um coro especial da torcida de que só ganha o ‘Paulistinha’, foi para o vestiário de paletó e voltou só de camisa no calor insuportável que fazia na cidade de São Paulo. Ouviu poucas e boas da tal turma do amendoim.

– Naquela região, aliás, uma parte da torcida ficou irritada com a eloquencia de um narrador chileno no momento do segundo gol. O ‘gol’ dele extrapolava o vidro e chegava forte no silêncio que tomava conta daquele setor.

– Não é desculpa, lógico. Até porque o juiz não foi mal em lances decisivos. Mas as arbitragens sul-americanas são coniventes demais com a catimba dos times não-brasileiros e argentinos. Ontem foi irritante o número de vezes que o jogo parou para atendimento de jogadores chilenos. Além do tempo perdido, que nunca é totalmente recuperado, esse cai-cai vai minando jogadores e torcedores.

– Jogo às 21h50 é um absurdo. Mas jogo às 20h00, em São Paulo, é desumano. Detona todo o trânsito da cidade e faz com que boa parte do estádio só consiga entrar aos 40 do primeiro tempo. Acho que 20h30 é o ideal (para a cidade de São Paulo).

Autor: - Categoria(s): Direto da Arquibancada, Futebol Brasileiro Tags: , , , , ,
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