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Arquivo de março, 2009

31/03/2009 - 14:47

‘Kaká mandou, eu passei’

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Algumas histórias são mais legais do que as outras. Na Granja Comary, Adryan, de 14 anos, e Rômullo, de 15 anos, completaram a Seleção Brasileira num treino. Um feito realmente incrível.

Algo parecido aconteceu em Porto Alegre. Junior do Grêmio, Thiago Santos treinou na lateral-direita devido ao problema com Maicon que levou Daniel Alves ser titular. Ao seu lado, simplesmente Kaká. Toda a imprensa noticiou. Ele deu entrevista para todos. O depoimento é legal, veja:

“Me apresentei a ele antes do treino. Falei meu nome mas não achei que ele ia lembrar. Aí, eu estou lá com a bola e ouço o Kaká, atrás, gritando: THIAAAAGO.. THIAAAGO!!! Passei, né? Obrigatório. É o Kaká pedindo a bola”, disse o jovem.

Jovem, mas nem tão garoto assim. Aos 20 anos, Thiago Santos é mais velho do que, por exemplo, Alexandre Pato, da Seleção principal e já praticamente um titular do poderoso Milan.

Na sua posição, inclusive, o Brasil tem Rafael da Silva, do Manchester United, que vem já atuando no time de cima em competições como a Champions League com apenas 18 anos.

A nova realidade do futebol brasileiro e mundial é assim. Dura. Infelizmente, para se chegar lá, as vezes não basta, aos 20 anos, ser das divisões de base de um clube gigante como o Grêmio que a carreira está encaminhada. Imagina a molecada em times menores.

Vamos ver se Thiago Santos vai guardar este momento para sempre na memória como seus 15 minutos(45 na verdade em campo + as entrevistas) e seguir outro caminho ou se um dia voltará a atuar com a camisa amarela. A chance é mínima, ainda que ele tenha cruzado melhor do que muito titular da Seleção durante o treino…

Autor: - Categoria(s): Seleção Brasileira, Sem categoria Tags: , , ,
29/03/2009 - 11:32

Direto da Arquibancada: drama, pastel e ambulatório em Joinville

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– O jogo é Joinville x Criciúma. Primeira rodada do quadrangular final do Campeonato Catarinense. O palco é a Arena Joinville, estádio público da cidade que é a casa do JEC.

– Além dos dois clubes, o quadrangular é disputado também pelo Avaí e pela Chapecoense, que empataram seu jogo de estreia. O primeiro é o unico catarinense na Primeira Divisão do Brasileirão 2009 e o Criciúma, rebaixado na Série B 2008, está garantido na Série C.

– O DRAMA é o seguinte: O Joinville disputa com a Chapecoense uma vaga na Série D. Ou seja, quem ficar atrás nesta briga particular dos dois, simplesmente não tem mais futebol em 2009. Acabou. Só o estadual de 2010.

– Uma cidade como Joinville, de meio milhão de habitantes, grande polo industrial brasileiro, responsável por grande parte do PIB de Santa Catarina, com um dos melhores ‘IDHs’ (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil sem time sequer na quarta divisão. Fica complicado.

– Ou seja: ser campeão é detalhe quase para o time, a torcida e os jogadores. Importante é ficar na frente da Chapecoense e ter emprego (e time) no segundo semestre.

– Por isso a torcida quase lotou a Arena Joinville, alçapão com capacidade para mais de 20 mil pagantes, no sábado a noite. 25 reais o ingresso na arquibancada descoberta adquirido na bilheteria uma hora antes do jogo. Com chuva leve e tudo.

– Torcida, aliás, com várias particularidades. Nunca vi num estádio tanta variedade de camisas de outros times. Flamengo domina, mas camisas do São Paulo, Vasco, Corinthians, Palmeiras, Fluminense, Grêmio e Inter estão por todos os lados nas arquibancadas. Convivendo com muita harmonia, claro. Na porta, tudo quanto é bandeira para vender, ‘até’ do JEC.

Na porta, tudo quanto é bandeira à venda, até do JEC

– Era até engraçado quando o sistema de som do estádio anunciava os gols da rodada. “Flamengo 4 x 0 Resende” era acompanhada de uma comemoração geral. Aí vinha “Vasco 5 x 3′ e ‘eeeeeeeeeeeeee’. ‘São Paulo 1 x 0 Palmeiras’ ‘eeeeeeeeee’ e assim por diante. Tinha torcedor de tudo quanto é time no estádio.

\'eeee\'

– Torcedor ‘JEC only’, daqueles com tatuagem do time, ficava atrás do gol do portão principal do estádio. Ali fica a torcida organizada União Tricolor, que gritou o jogo inteiro e, seguindo a cartilha do protesto para times em fase ruim, usa sua faixa de cabeça para baixo.

– A torcida do Tigre compareceu. Pequena, mas barulhenta. Criciuma, bem ao sul do estado, fica mais de 300 km de Joinville, que fica na divisa com o Paraná.

– Antes de começar o jogo, a famosa escalação dos jogadores feita pela torcida. O momento especial fica por conta da apresentação de Marcelo Silva, o Marcelinho, camisa 10 rodado. Nascido em Imbituba, ele já passou por Atlético-PR, Náutico, Vila Nova, Figueirense, Vitória e os próprios Criciúma e Joinville. É com ele que a torcida se identifica. E, como os jogadores ficam separados da torcida apenas por um fosso (veja na imagem o quanto o goleiro escuta), você vê no rosto de Marcelinho que ele também se identifica com o clube. Solta um grito forte ouvido por todos e pede raça ao time.

Torcida fica na orelha do goleiro

– O jogo começa muito pegado e brigado. Jogo bom de briga. Gosto deste tipo de jogo. O Criciúma fechadinho, com Basílio, o 7 capitão, como uma espécie de líbero atrás dos zagueiros e incomodando muito tanto na catimba como na excelência na marcação.

– Aos poucos, porém, o Criciúma vai mostrando que o contra-ataque pode ser matador. Foram umas duas chances no primeiro tempo. O time da casa pouco mostrou. Quase sempre as jogadas iluminadas saiam mesmo dos pés de Marcelinho, mas o time não conseguia finalizar.

– Confesso que não sei a quantas anda em todos os estados a proibição de venda de bebida alcoólica nos estádios. Sei que em SP, a medida foi definitivamente adotada. Mas no intervalo percebi que na Arena Joinville, a cerveja segue liberada. Eu não tenho nada contra, pelo contrário, mas preferi ficar no refrigerante com um pastel de carne: R$ 4,50.

– E o segundo tempo começa com contornos de drama. Aos 3 minutos, o Criciúma mostra boa qualidade nos passes e Zulu cruza na medida para Kempes, com visual Oséas (ou Luis Fabiano?) empurrar para o gol.

– Mal acontece o gol e o sistema de som avisa: ‘Atenção senhor Rubens, seu cunhado Carlos está no ambulatório do estádio’.

– Não foi só o Carlos que passou mal. No gol, Fábio Oliveira dividiu com Kempes e teve uma contusão. Saiu e entrou um garoto, Aldair, que a imprensa local fez elogios pela ousadia nos últimos jogos. Aldair usa a chuteira igual a do Alexandre Pato, amarela, e é um meia habilidoso, ciscador. Pisa na bola, tenta lances de efeito. Mas, nervoso, com a torcida sem paciência para pedaladas, não conseguia acertar. De qualquer forma, nascido em 1991, o garoto ainda tem chão pela frente.

– Aí vem a menina do ótimo sistema de som do estádio de novo: ‘Atenção senhor David, seu cunhado Henrique está passando mal no ambulatório do estádio’.

– Um torcedor que não tinha falado nada até então, vira para mim e diz: ‘não basta ter que trazer o cunhado para o estádio, você ainda tem que cuidar do cara. Se cunhado fosse bom, não começava com…’ Lembrei do meu pastel. Mas aparentemente tudo bem.

– A torcida alterna momentos de descontrole e xingamentos com acreditar. Pressão total. Alaçapão funciona e… pênalti aos 46 minutos do segundo tempo. Confesso que estava do outro lado e não faço ideia se foi ou não. Mas Lima, o centroavante do JEC, cobrou com paradinha e tirou do goleiro Márcio Angonese.

– 1 x 1. Torcida apreensiva, mas aliviada. Sabor de vitória. O quadrangular final do catarinense vai ter jogos de todos contra todos em turno e returno. Avaí e Criciúma têm um ponto a mais pela campanha na primeira fase.

– E a caravana do ‘Direto da Arquibancada’ segue rumo a Porto Alegre.

Autor: - Categoria(s): Direto da Arquibancada, Futebol Brasileiro Tags: , ,
28/03/2009 - 14:59

Nova camisa da Inglaterra

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Gosto é gosto. Eu não sei vocês, mas para mim a camisa branca que a Inglaterra de Lampard estreou hoje contra a Eslováquia no amistoso é a mais bonita do mundo. Primeiro que achar para vender, avisa.

O Guardian, de onde saiu essa foto, tem um álbum com a história da evolução do uniforme aqui. Para mim, essa atual só perde para a histórica vermelha de 1966.

Autor: - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: , ,
26/03/2009 - 13:24

Pessoal à vontade nos bastidores da Seleção

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O site da CBF, desde a última Copa, manda muito bem com fotos dos bastidores, jogadores nos vestiários, vídeos virais (o famoso de Ronaldinho humilhando Robinho).

Entre as fotos de ontem, porém, Marcelo do Real Madrid parece um pouco mais à vontade do que o normal, não?

Outras fotos de bastidores ontem, aqui.

Autor: - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags: ,
25/03/2009 - 12:20

Vários ataques

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Começo com o Corinthians, claro. Afinal errei, para variar, meu palpite no clássico. Como se todo mundo sempre acertasse palpite de clássico. Deveria fazer como todo mundo e repetir a ladainha: ‘clássico é clássico… não tem favorito’. Mas eu não aprendo e nem pretendo aprender.

O futebol sempre prega peças. Acho só engraçado que nos comentários tenha tanta gente intolerante com a opinião alheia e confunda as coisas. De qualquer forma, viva o futebol.

Douglas fez seu melhor jogo do ano e Dentinho brilhou na linda cabeçada. Bom saber que dá para dar um tempo a Ronaldo, dentro e fora de campo. Pelo menos até hoje. Eu estarei lá, aliás.

Santos

Será que esse montoado de bons jogadores vai virar um time? E eu vou dar um tempinho ao Neymar. Falei demais dele semana passada. Só acho uma coisa. Temque ir sim para a Sub-17. Não pode queimar esta etapa do garoto.

Nilmar e Taison

E o passe de ombro do Nilmar ontem? E o de calcanhar? Três dele, três do Taison. O melhor ataque do Brasil, se é que dá para fazer essa comparação em tempos de estaduais.

E a gente só tem a mesma pergunta a fazer. A mesma do ano passado:

“O Colorado vai ser favorito só no papel de novo para os títulos nacionais este ano ou vai vingar?”

Keirrison e Ortigoza?

E o Luxa ontem resolveu prestigiar o Jéci, hein? O cara faz um gol contra aos 12 minutos do primeiro tempo e foi substituído aos 27 do primeiro tempo. Tudo bem que foi para inverter o esquema de três zagueiros. Mas em casa ainda. E, claro, o cara que entrou no lugar, virou o jogo.

Fora isso, o Palmeiras finalmente parece não ter mais um jogador apenas que sabe se posicionar na área. Em outros tempos, essas duas bolas só teriam sobrado para o Keirrison. Mas sobraram para o Ortigoza.

Maradona, Tevez, Messi e Aguero

Tudo bem que o jogo é contra a Venezuela em casa. Mas Maradona enche os olhos da boleiragem ao escalar Tevez, Messi e Aguero no ataque da Argentina. Programão para sábado às 19h10.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional Tags: , , , , , , ,
20/03/2009 - 10:53

Confrontos das quartas da UEFA Champions League

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É amigo… haja coração.

Arte do iG Esportes

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
19/03/2009 - 19:24

Zico e o carrinho

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Esse comercial antigo da Kichute é muito bom. Zico diz como se reconhecer um craque. Tá na cara que ele mesmo nunca usou um, já que não era assim tão comum entre os craques, certo?

Como o politicamente correto (ufa) ainda não existia na época, ou engatinhava, o comercial ia direto ao target: bom para dar um carrinho de frente com trava e tudo e, por que não, fazer a barreira andar na malandragem.

Estes tempos, de certa forma, voltaram. Tem comercial de futebol de tudo quanto é jeito (inclusive um que Eto’o sai peladão do vestiário atrás de sua chuteira Puma). Ano passado, na campanha mundial da Nike para futebol, um comercial ‘longa metragem’ mostrava tanto dribles de Ronaldinho como cotoveladas de Materazzi, vômito do jogador após a balada e até um jogador sendo zoado por Cristiano Ronaldo e Ibrahimovic. Como tudo meio que fazendo parte do jogo. Relembre aqui.

Autor: - Categoria(s): Videos Futebol Tags: , ,
19/03/2009 - 11:40

Sobre o clássico de domingo do Paulistão

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– Coloca o Ronaldo no seu time, cria um monte de expectativa em todos, deixa ele fazer dois gols decisivos em dois jogos. Agora tira ele de campo… Resultado: o mais chato dos domingos de futebol dos últimos tempos. E a sensação é a de que, mesmo que fosse 3 x 0 para o Corinthians, ou 4 x 2 para o Santo André, ia continuar sendo chato.

– Essa é a primeira das consequências ruins de não ter Ronaldo em campo. A diminuição do interesse geral. A outra…

– …bem, a outra, é que o time do Corinthians é fraco do meio para frente, ‘me desculpem’ dizer. Ronaldo não merecia um time fraco assim nessa sua volta meia bomba.

– O Fred, que tá muito mais em forma e, ao contrário do Fenômeno, ainda tem que provar futebol, olha para o lado e vê Thiago Neves e Conca. Ronaldo não vê nada. Vê Dentinho ainda em formação, talvez.

– Sou capaz de dizer que três reservas do São Paulo já davam para o gasto para o Corinthians jogar o triplo do que joga: Arouca, Hugo e Dagoberto.

– Falei do São Paulo e do Fluminense, mas olha essa lista ‘meio para frente’ do Santos: Madson, Lucio Flavio, Bolanos, Molina, Paulo Henrique, Kleber Pereira, Roni e Neymar. Se dá para o gasto? Eu acho que dá inclusive para o título.

– Perdi duas chances seguidas de ver Neymar em campo e fazer o meu Direto da Arquibancada lá. E vou perder a próxima porque resolveram colocar um show de música que vou comparecer na capital paulista no mesmo horário do clássico Corinthians x Santos. Mas depois a prioridade é dele.

– Pelos oito bons jogadores do Santos, pela vontade do Mancini, pelo Neymar e por um time mais consistente, aponto o Santos favorito para domingo.

– Só não cravo porque do outro lado tem Corinthians em casa.

– E tem Ronaldo…

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro Tags: , , , ,
18/03/2009 - 11:45

Sobre Neymar

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Estou ensaiando há uma semana de escrever sobre o Neymar.

Aí eu abro a coluna do Tostão hoje e leio as palavras da salvação logo nos dois primeiros parágrafos:

Comentarista esportivo não deveria ser ansioso, apressado, chamar uma promessa de craque, ser amigo de atletas, técnicos e dirigentes, entrar para a turma do oba-oba nem ser um refém da indústria do entretenimento, que quase só pensa em promover o espetáculo, aumentar a audiência e vender mais anúncios.

Por outro lado, comentarista não deveria, em situações especiais, ter medo de se encantar por um jogador no início da carreira. Domingo foi um dia especial. Vi a primeira partida de Neymar, 17 anos, como titular do Santos. Fiquei empolgado, como fiquei quando vi pela primeira vez Zico, Ronaldo, Ronaldinho, Romário e outros.

Esse segundo parágrafo me encanta. Os chatos do futebol querem acabar com a emoção de ver um craque surgindo. Querem saber só de encher a paciência pela cor da chuteira dele, pelo contrato, pelo empresário, ou porque não deu entrevista a este ou aquele veículo.

Perde-se a essência. A essência do garoto surgindo, venha ele ser um craque ou não e isso pouco importa.

Ainda fico atordoado quando lembro da tarde de domingo em que fui ao parque Antarctica ver a estreia do tal Alexandre Pato. Não sei o que será do Pato (ainda que ele esteja indo muito, mas muito bem) mas aqueles 45 minutos iniciais jamais sairão da minha memória.

Mas não precisa dizer mais nada. Não leia aqui… vá logo ler por lá na coluna do Tostão.

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro Tags: ,
12/03/2009 - 12:59

Direto da Arquibancada: estreou no Pacaembu o Ronaldo Futebol Clube

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– Um milhão de reais de renda bruta. Joguinho de quarta-feira a noite com chuva. Esse Ronaldo…

– Primeiro ele empata um clássico no último minuto. Agora ele joga 75 minutos e marca o gol da virada.

– E o Twitter logo após o jogo era só gente assim: ‘Vi um gol do Ronaldo ao vivo’. ‘Pronto, agora já posso morrer. Vi um gol do Ronaldo no campo’. Ninguém precisava de mais de 140 caracteres para dizer se tinha ou não valido a penas pegar chuva no Pacaembu.

– Viu mais. Viu ele brincar com o banco, chutando a bola com violência antes de começar o jogo em cima deles. Viu Ronaldo perder um gol ‘que não costuma perder’, viu ele buscar a bola nas redes no momento do gol de André Santos.

– Viu Ronaldo, para dar um nó em quem, dia após dia, insiste em comparar a sua chegada com a de Garrincha, fazer um lance de Mané na intermediária de seu próprio campo, antes de emendar o três dedos mais lindo desta fraquíssima partida para o companheiro livre na ponta esquerda.

– Sobre a torcida do Corinthians que esteve ontem no Pacaembu, algumas considerações a se fazer. Primeiro que eu nunca vi tanto ‘não-corintiano’ vendo um jogo do Corinthians. Nem na época do Tevez, que juntava amantes de futebol de outras torcidas também, isso aconteceu.

– O resultado (e me corrija quem esteve, como eu, no Pacaembu e que habitualmente, como eu, vai ao Pacaembu) foi uma torcida mais quieta e tímida do que o normal. Seja pelo ingresso caro, que leva quem não vai muito ao estádio a conseguir a entrada, seja pela quantidade de são-paulinos, palmeirenses, santistas e afins lá presentes.

– O ‘Louco por ti, Corinthians’, que arrepiava a segunda divisão no ano passado, foi totalmente abafado pelo grito ensandecido de quando Ronaldo foi anunciado como titular no placar eletrônico 15 minutos antes da bola rolar.

– O ‘Não Para, Não Para’ não foi nada perto dos minutos de aplausos e gritos ‘desorganizados’ de Ronaldo, assim que o atacante meteu a bola para o gol no segundo tempo.

– Está inaugurado, goste ou não goste, o fenômeno Ronaldo Futebol Clube. Todo boleiro que se preza na cidade vai ver um jogo dele nestes próximos meses, independente do time. Flashes e mais flashes pipocavam das arquibancadas. Parecia noite de final de Champions League.

– Digo mais. Se o Corinthians quiser dar uma de Santos do Pelé, pode mandar jogo no Maracanã, no Mineirão, no Couto Pereira, em La Bombonera que vai lotar em todos os lugares (não mais apenas em Londrina ou Ribeirão Preto).

– Prova disso é que quando ele saiu, ainda mais com a chuva chata que caía, não foi pouca gente que foi embora, apesar do perigo iminente de um empate do São Caetano.

– A torcida do Corinthians vai ter que conviver com isso. E com orgulho, creio eu.

– Fora isso, o time do Corinthians ontem foi fraco, irritou a torcida várias vezes. Jorge Henrique corria feito doido, mas não conseguia encostar e fazer jogadas com Ronaldo. Douglas não acertava os passes. A entrada do Dentinho melhorou o jogo.

– Senti Ronaldo menos no jogo também. As vezes até meio longe, alheio. A própria comemoração do gol foi tímida (não que precisa ir para o alambrado toda vez, mas esperava mais animação pelo primeiro gol em casa). Talvez pelo adversário, talvez pelo cansaço, talvez pela facilidade dele, em marcar. Só espero que não seja falta de motivação (já). Fato é que, como sempre em sua carreira, Ronaldo sempre brilhará mais em grandes jogos.

Autor: - Categoria(s): Direto da Arquibancada, Futebol Brasileiro Tags: , ,
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