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20/01/2009 - 09:36

Os NOVEs do Paulistão

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É muito legal ter quatro atacantes de respeito num campeonato regional. Somando ainda Alex Mineiro no Grêmio, Obina No Flamengo, Leandro Amaral no Fluminense, Guilherme no Cruzeiro, Nilmar no Inter, Carlinhos Bala no Náutico, Fumagalli no Sport, entre outros matadores, promessa de vários gols pelo Brasil nos mais variados torneios.

Mas vamos aos quatro grandes paulistas.

Kleber Pereira – acho que tem todas as chances de ser o artilheiro do campeonato. Por dois motivos. Primeiro pela sua capacidade incrível de fazer gols. Segundo porque o Santos contratou na medida. Concentrou todos os seus esforços para contratar gente para auxiliar o matador. Lucio Flávio é um dos principais garçons do Brasil. Madson joga para o time e leva a bola para o ataque. Leo deixou saudades no país ao ser um dos melhores cruzadores de bola e apoiadores que já passou recentemente pela Vila. E os atacantes que chegaram, Roni e Bolanos, ambos, são segundo atacantes, daqueles que preparam mais do que propriamente fazem gols. Ou seja. Ano passado o Santos teve apenas um artilheiro. Este ano o Santos tem um time bom, que segue jogando para seu artilheiro.

Keirrison – Assista aos 21 gols que Keirrison marcou no Brasileirão do ano passado e, salvo uma exceção ou outra, verá que K9 é um matador. Não como Kleber Pereira, que faz gol de todos os jeitos, ou como Ronaldo dos grandes tempos, que criava seus próprios gols trazendo a bola e driblando. Keirrison tem uma característica própria: está sempre muito bem posicionado na área para não ter nada mais do que o trabalho de empurrar para o gol. Só que ele chega num time desarrumado. Se Diego Souza não funcionar, Keirrison não funcionará. Se os laterais não forem bons, Keirrison não funcionará. O ex-Coxa está longe de ser um salvador da pátria. Um Tevez, um Nilmar ou mesmo um França, que pode chegar. Keirrison cairia como uma luva num time armado como o do Santos ou mesmo o Flamengo, que tem dois laterais muito bons, um meio de passe primoroso com Ibson e Kleberson e um segundo atacante como Marcelinho Paraíba. Fora isso tudo, o Palmeiras não vive um bom momento geral. Muita pressão e uma Libertadores duríssima sem o bom time do ano passado. E talvez não seja a melhor hora de uma promessa ganhar status de salvador do time. Que o diga Diego Souza em 2008…

Washington – Todo ano é a mesma história. “O São Paulo precisa de um matador” ou ainda “Falta aquele camisa 10 no Morumbi”. Pois é… e todo ano o São Paulo é campeão. Nove por nove, o São Paulo teve durante um semestre o melhor disponível no mercado mundial na época. Adriano destoava tanto do resto do time do São Paulo, que até atrapalhou. Ele era muito melhor do que os outros. Fazia todos os gols praticamente, recebia todas as bolas. De tanto insistir em Adriano, o São Paulo acabou por sair de suas características. A bola saía dos pés de Rogério Ceni para a cabeça de Adriano. Jorge Wagner não tinha outra jogada a não ser alçar a bola na área para o Imperador disputar (e quase sempre ganhar) dos pobres e minguados zagueiros do futebol brasileiro. Fato é que o São Paulo fracassou na Libertadores. Muito mais do que isso, não jogou bem o semestre todo. Sempre dependendo do Imperador. Foi embora Adriano e os problemas acabaram. Borges voltou e com ele a solução. O São Paulo tem sim um matador. Chama-se Borges e faz gol de todos os jeitos. E é low profile. Nunca está em listas de possíveis contratações. Está sempre pronto a marcar e a ser solidário. Com ele, Dagoberto desencantou. Não é o Zico como achavam, mas faz sim o que o São paulo precisa e precisou nos dois últimos títulos. E o 10 é uma mistura de Hernanes com Jorge Wagner e Dagoberto, que funciona e muito. O time é 10. E agora ganha reforços na medida. Washington, no clichê da bola, chega para somar e dar uma opção de mudança de esquema para Muricy. Talvez para o Paulistão sirva bem, pois tem muito coração e raça. Mas jamais para ser titular absoluto. A base do tricampeão brasileiro tem preferência.

Ronaldo – Chegamos ao Fenômeno. O melhor dos atacantes de futebol que ainda está na ‘ativa’. O rei da superação, de marcar gols, de hipnotizar adversários, de enfeitiçar companheiros que vão fazer o diabo por ele. O mestre do marketing, do estádio lotado, da atenção da imprensa e o centro das discussões de futebol do planeta. Tenho certeza que com 10% do Ronaldo da seleção de 2002 (que nem era o melhor), já é suficiente. 30% do Ronaldo do Real Madrid basta também (sua média de gols em campo pelos Merengues é incrível). E 80% do Ronaldo do Milan (o que esteve em campo e teve boa média de gols e não o que se machucou e jogou tão pouco), basta para o Corinthians. Mas isso a partir de março, porque ele vai voltar, vai ter uma contusão muscular, vai parar de novo e só vai engrenar na reta final do Paulistão. A favor do Ronaldo, como de Kleber Pereira, um time que se apresenta muito bem montado e com um objetivo: dar bola pro Ronaldo marcar gols. O time é tão para o Ronaldo, que o Souza até lá vai cansar de marcar gols. Contra, os joelhos…

De qualquer forma, a movimentação do Pacaembu no sábado com o Corinthians e no domingo com o Santos mostra a empolgação e o interesse da torcida no Paulistão. Não será pouca coisa…

Autor: - Categoria(s): Futebol Brasileiro Tags: , , , , , , , ,

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2 comentários para “Os NOVEs do Paulistão”

  1. woiski disse:

    Washington, Alex Mineiro, Aloísio, Borges, Dagoberto, Kléber Pereira, Keirrison. impressionante como o futebol paulista gosta de pegar atacante que foi formado e/ou consagrou no futebol paranaense.

  2. isabela disse:

    gente meu time do coraçao é o santos por isso quero q esse ano ele ganhe!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    santoa,santos

Os comentários do texto estão encerrados.

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