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17/10/2007 - 11:55

No Rio, tem treino melhor que o da Seleção

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BlogdeBola ao vivo do Rio de Janeiro. Cidade fervendo nos termômetros e também ligada no jogo desta noite no Maracanã (diz que vem chuva por aí).

– Cheguei na terça-feira e fui direto ao hotel da seleção, na avenida Oscar Niemeyer, com uma vista deslumbrante. Hotel da Seleção em qualquer lugar já é cheio de penetra. No Rio, vira quase que virada do ano em Copacabana.

– Tanto que eu cheguei a temer pelos… pés dos jogadores. Cinco jogadores desceram para falar com a imprensa. Entrava qualquer um na sala destinada para tal. Ronaldinho, Robinho, Juan, Gilberto e Mineiro desceram de chinelo. E logo multidões de aglomeraram.

– Um cara da imprensa do Equador chegou a subir numa mesa para tentar falar com Ronaldinho e derrubou um vaso, que caiu no chão. Fico imaginando o vaso se espatifando nos pés do 10 da Seleção e ele perde o jogo. O jornalista equatoriano vira o melhor em campo na partida sem nem entrar.

– Aliás, uma vez numa conversa que o Juca Kfouri teve com o pessoal da redação do iG, quando eu lá trabalhava, lembro dele falando da sua matéria na Placar sobre os pés dos jogadores e o quanto ele, a princípio, foi ridicularizado pelos colegas por propor e fazer a pauta e, depois, festejado, ao ganhar um prêmio de reportagem com a mesma. Pois lembrei dele falando isso ontem. Reparei nos pés e realmente são detonados. Tinha gente dizendo até que o Ronaldinho era feio, literalmente, dos pés a cabeça (que maldade!). O importante é que o cara tem uma master paciência de Jó para (tentar) falar com todo mundo, tomar 630 pisões no pé, ouvir 467 seu próprio nome gritado por todos nós e 133 microfones no queixo.

– Mas nem tudo é feio por aqui. E eu já explico.

– No período da tarde, fui no Maracanã. Fazia bons anos que não ia ao Mário Filho, estádio que já me arrepia quando vejo na TV, imagine ao vivo. Depois da reforma, não tinha estado lá. Hoje, com 80 e poucos mil e amanhã, no clássico, matarei a saudade.

– E Dunga colocou o pé na calçada da fama. Merecido, diga-se, afinal trata-se do capitão do tetra. O tetra, para minha geração, é o fim da fila. O tetra na Copa é uma espécie de título de 77 para o corintiano.

– Depois, treino da Seleção e eu perdi resolvendo problemas burocráticos e administrativos. Mas quem se importa. Como eu disse dois tópicos atrás, nem tudo é feio por aqui.

– Na quarta, acordei cedo. Para uma caminhada no calçadão. Copacabana ao Leblon. Pacote completo. Preparando para um dia que será longo.

– E eis que entre os postos 8 e 9, vejo um treino melhor do que eu perdi no Maracanã na véspera. Leila e Ana Paula treinando. Como não acompanho o esporte, eu nem sabia que elas eram (ou ainda são) uma dupla. Tive que parar para uma pausa no cooper, beber uma água de côco e conhecer melhor a modalidade.

– Com todo o respeito ao pessoal da Espn e Sportv, que fazem ótima cobertura da Seleção, tem treino melhor para mostrar de manhã na TV brasileira. O carioca é um cara de sorte mesmo.

– E aí você pergunta. Pô. Tem foto do Ronaldinho e não tem do treino de vôlei. Onde já se viu sair para caminhar com câmera?

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1 comentário para “No Rio, tem treino melhor que o da Seleção”

  1. Edu disse:

    Essa seleção ainda joga no estilo antigo. A Argentina joga mais no estilo europeu. São, alem de técnicos, mais eficientes no conjunto. Acredito que contra a seleção argentina o Brasil vá perder de pouco.

Os comentários do texto estão encerrados.

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