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30/07/2006 - 19:54

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Nova ordem: desordem

por Mauricio Teixeira

O futebol brasileiro, com toda a modernidade de instrumentos, aparatos policiais, câmeras, juizados especiais, ouvidores, com todo o exemplo que vem de fora, com toda a excelência que foi a Copa do Mundo, anda para trás em termos de segurança nos estádios.

Vivemos de três doenças: os vândalos; a impunidade; e uma nova era de não saber perder.

– Os vândalos de sempre são os que estragaram o Gre-Nal, brigaram no Maracanã na quarta-feira; Só existem pela impunidade, afinal até eu consigo identificar os rostos vendo pela televisão.

– Os que não sabem perder são os tipos que interromperam o jogo do Corinthians contra o River. Muitas vezes pais de família tomados pelo ódio por um treco besta que é o futebol (e olha que eu vivo disso). Um tipo cada vez mais comum. Não existe apenas no Corinthians, pelo contrário. Qualquer time hoje que perde um jogo importante em casa corre o risco de ter seu patrimônio (incluindo jogadores) degradado pela sua própria torcida.

– Fico com a imagem da torcida da Alemanha saudando seus atletas derrotados em casa na semifinal da Copa do Mundo ou ainda a imagem de torcedores trocando de camisa após as partidas do Mundial. Imagens do mais puro fair play.

– Escapamos no Pacaembu. Escapamos no Beira-Rio. Mas não tenho dúvida que o Brasil caminha passos largos para uma tragédia em seus estádios. E espero sinceramente estar errado nessa.

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2 comentários para “”

  1. Maurício Targino disse:

    Mandou bem, xará

  2. Motahead disse:

    Fica até chato a gente falar isso (soa meio anti-brasileiro e coisa e tal), mas aqui no Brasil é um tal de empurrar com a barriga e não se assumir responsabilidades e a coisa está tomando proporções assustadoras.
    Falou que é para colocar dinheiro em cima para resolver a situação que a turma fica surda-muda e catatônica (parece que não é com eles).
    Parece aquele ditado popular : o que não mata , engorda. Só quando morrer muita gente de uma vez só em um estádio de futebol que talvez, digo talvez, se faça alguma coisa – e mesmo assim depois da turma que deveria cuidar da segurança apontar diversos culpados menos a si próprios.
    É o tal do Deixa que eu Deixo.

Os comentários do texto estão encerrados.

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