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15/10/2004 - 20:07

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Meia dúzia de palavras sobre a seleção

por Mauricio Teixeira

Kaká – sim, ele fez falta. Aliás, ele faz muita falta. Desde os tempo do São Paulo. Falta para cartão amarelo. Falta para cartão vermelho. Ele faz jus e engrossa a fama de violentos dos Atletas de Cristo. Por isso vive suspenso. E o campeonato italiano, digamos, não vai ser o lugar ideal para recuperá-lo. Mas Parreira que é um sábio homem deveria chegar junto no rapaz. Do jeito que vamos, ficar sem ele num dos 7 jogos de uma Copa do Mundo não seria boa idéia. Bola ele tem. Não precisa das entradas e dos carrinhos que insiste em aplicar. Se fosse Copa, o primeiro carrinho que deu no jogador da Venezuela antes dos 10 minutos de jogo e já estaria na rua.

Adriano x Alex – sempre vou pender para o Alex se a questão é quem subistitui Kaká ou Ronaldinho Gaúcho. O talento tem preferência. Vou além. Acho que o Adriano vai ser eternamente reserva. O tipo de jogo de nossa seleção não combina com o dele. Talvez no lugar do Serginho Chulapa em 1982 seria uma boa. Mas com o atual time técnico e de toques curtos, Adriano vai ser uma excelente opção para mudar o jogo no segundo tempo.

Ronaldinho Gaúcho – a diferença entre o da seleção e o do Barcelona ainda é grande. De qualquer forma, devo discordar do comentário de Antonio no post anterior. Ele é o melhor e mais lúcido entre os criativos da seleção mesmo assim. Exagerou um pouco nos lances individuais contra a Colômbia mas é que dele isso sempre se espera.

Rivaldo – acho que nem Alex nem Adriano nem Diego por enquanto. O único que pode sonhar em substituir Kaká a altura é o velho pentacampeão caso volte a jogar bem e ter ritmo de jogo lá na Grécia.

Renato e Magrão – Não consigo ter confiança em nenhum dos dois. É engraçado isso, mas a verdade é que nos acostumamos um pouco com volantes ou truculentos como Mauro Silva/Dunga/Emerson/Gilberto Silva ou habilidosos como Juninho Pernambucano/Kleberson e até Edmilson. A impressão que tenho é que eles não vão aguentar o tranco num jogo difícil como contra Itália ou Argentina e que ao mesmo tempo serão inoperantes e inúteis em jogos fáceis e retrancados como Chile e Colômbia. Nem lá nem cá. Nem fede nem cheira.

Edu – Eu ainda não entedi a insistência do Parreira nele. O grande beneficiado com a chegada de Edu na seleção foi Zé Roberto, que fica sem um reserva à altura e titular absoluto. O mestre Tostão pede Robinho na função. Concordo com ele mas já estou aceitando testar inclusive outros dois santistas e um atleticano para o caso do Parreira querer ser mais cauteloso: Elano, Ricardinho ou Jadson.

Parreira – Acho que está tranquilo demais. Em 1994, era uma guerra. Agora, é um passeio. Parreira precisa trabalhar mais. Montar alternativas aos esquemas retrancados. Bolar jogadas. Impor mais seriedade aos jogadores. Marcar a saída de bola.

Brasileirão – chega de seleção… Agora é a reta final. Aproveitem!

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