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10/09/2004 - 13:26

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Ataque de estrelismo

por Mauricio Teixeira

Eu geralmente defendo o Parreira, mesmo ele sendo polêmico. Mas acho que deu um ataque de bobeira nos últimos dias nele. Nem tanto dentro das quatro linhas, que ao meu ver tem escalado a equipe direito com uma ou outra exceção (sou dos que defendem Alex no lugar de Adriano quando Kaká não puder jogar). Mas veja.

1 – Não foi nada bem ao ‘punir’ os atletas de Milan e Bayern. Não foi culpa deles que não puderam jogar no Haiti. Foi ruim para a seleção ficar sem Cafu, Dida e Kaká, Lucio e Zé Roberto. Milan e Bayern pouco se lixam se seus jogadores jogam ou não. Mas eles próprios e a seleção sentem falta. A festa no Haiti foi bonita mas já acabou. Importante era vencer a Bolívia e ganahr de Venezuela e Colômbia pela frente.

2 – Foi pior ainda de fazer o Ronaldinho Gaúcho jogar o amistoso contra a Alemanha. Entendo que é um jogo importante, mas não a ponto de fazê-lo jogar quase inteiro. Resultado: Ronaldinho, que saiu machucado de Barcelona, jogou dois jogos duros, e voltou com dores a Barcelona. Pode desfalcar a equipe pela segunda vez em duas rodadas do Espanhol. Não precisava ter jogado o segundo. Parreira pode ter o direito de convocar, mas não custa manter um bom relacionamento.

3 – No caso de Robinho o mesmo. Uma coisa é ter o craque do Santos no banco de uma partida como a contra a Bolívia, valendo Copa do Mundo. Robinho poderia ser muito útil, sobretudo se a Bolívia tivesse aguentado todo um primeiro tempo fechada, sem tomar gols. Mas, como ele foi convocado para o lugar de Diego e o meia voltou ao time no amistoso de Berlim, nada mais normal que Parreira liberar o atleta para jogar a ‘final’ do Brasileirão contra o Atlético-PR na quarta. Bom apenas para os competentes rubro-negros, que enfrentaram um Santos dilacerado.

4 – Este último o principal. O Parreira sempre foi um técnico comedido. Sério, trabalhador. Mas desta vez estou achando que até ele está entrando na onda de que somos imbatíveis. Realmente temos o melhor time do mundo, disparado. Mas não se pode esquecer que no futebol não existe time imbatível e que quem tem que fazer olé somos nós torcedores, e nunca o técnico.

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