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19/08/2004 - 11:48

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Pensem nos haitianos

por Mauricio Teixeira

– A melhor definição que ouvi para o gol de Ronaldinho ontem foi a do Mundo Deportivo. O gol começou com um arranque de cabeça levantada típico do Ronaldinho Gaúcho, teve uma voltinha genial ‘à Zidane’ para tirar dois, e um arrnaque deixando o goleiro para trás totalmente ao estilo Ronaldo Fenômeno. Não é um gol. É quase uma homenagem. Ronaldinho é tão bom jogador quanto ‘cover’.

– Eu não sei se sou um romântico besta, um alienado ou manipulado, ou o quê. A verdade é que sou totalmente terminantemente a favor de amistosos como este do Brasil no Haiti. A expressão no rosto daquelas pessoas, a alegria deles ao ver nossa seleção jogar não tem preço. A seleção deveria fazer isso uma vez por mês. Em vez de amistosos contra seleção da Catalunha, Islândia, etc, vamos percorrer lugares como o Haiti com nossos mediáticos jogadores. Quem viu Pelé Eterno sabe que o Santos fazia o mesmo. Parou guerras, gerou tréguas. E, até hoje, o nome do Rei figura entre os mais populares do Planeta e o Brasil segue com sua fama de país amado por todos, por onde quer que vá. Acho patética a opção de alguns jornais que preferiram cobrir o jogo em suas páginas de Política. Como se outros jogos e/ou amistosos da seleção também não tivessem seus conteúdos políticos. Com certeza os haitianos que lá estiveram ou que viram nossos atletas passar vão lembrar desta partida para sempre. Lembrem-se que os regimes passam, os governantes também. Mas a seleção e os jogadores ficam. Ou alguém ainda acha que um mexicano que viu o Brasil em 70 confunde Pelé ou Tostão com Médici?

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