Publicidade

Publicidade
09/06/2004 - 19:26

Compartilhe: Twitter

Libertadores

As atenções em SP estão voltadas para São Paulo x Once, mas aqui ao lado, no vizinho, um país respira a semifinal entre Boca x River. A seguir, posto um texto que nosso leitor/colaborador/amigo Daelcio de Freitas escreveu sobre o final de semana que esteve lá e sentiu a vibração do SuperClássico!! Divirtam-se

SuperClássico

por Daelcio de Freitas

Com um considerável atraso, envio aos amigos do Blogdebola minha experiência de assistir ao jogão Boca e River, o maior clássico do planeta -segundo os portenhos- em terras argentinas. A partida aconteceu 16 de maio e terminou 1 a 0 para o River Plate. No entanto, como eles vão se enfrentam pelas semifinais da Libertadores, vale falar do jogão.

Infelizmente não pude ver a partida em La Bombonera, como havia planejado antes de partir para uma viagem de quatro dias para a Argentina. O preço do ingresso de 200 pesos (mais de R$ 200) me desanimou logo na chegada ao hotel. A solução foi buscar um bom bar na tarde de domingo. Detalhe: o jogo, que tradicionalmente acontece às 17h, começou às 15h10 por causa de uma tremenda crise de energia que nossos hermanos estão passando.

Depois de almoçar num bom restaurante em Porto Madero, eu e minha mulher seguimos para um pub no mesmo bairro para ver o jogo. Dispostos a torcer pelo River (considero o River o São Paulo da Argentina), nos sentamos, contidos, ao lado de um grupo de torcedores do Boca.

Ao notarmos que a torcida no bar estava relativamente equilibrada (pequena vantagem para o Boca) e o River muito melhor na partida, começamos a nos empolgar com os lances mais agudos. Vale dizer que, nem na hora do gol, nossos vizinhos de mesa esboçaram qualquer atitude de repreensão à nossa tímida comemoração.

O clássico realmente mobiliza o país e parte da América Latina. No nosso hotel, havia gente vinda do Uruguai, do Chile e do México, apenas para ver o jogo no estádio. Pouco antes da partida, o movimento nas ruas diminuiu consideravelmente. Taxistas encostavam seus carros para acompanhar os lances pelas TVs instaladas nos bares. Guardadas as proporções parecia um jogo do Brasil por uma Copa do Mundo.

A julgar pela partida fica fácil de prever que o River vai para a final da Libertadores. Apesar de jogar em casa (sabemos o que significa a força de La Bombonera), o time azul poderia ter perdido de, pelo menos, 4 a 0. Com um time bem armado nos três setores do campo, a equipe de Núñez não deixou o Boca jogar e perdeu várias chances de fazer um placar histórico. Sem nenhum jogador excepcional, o Boca vai depender das alquimias de seu técnico, Carlos Bianchi, para fazer outra final do torneio.

Uma passagem familiar que vale registro: minha mulher, Adriana, que não é muito fã de futebol, disse: eles não desistem de nenhuma jogada! Eu respondi: eles são argentinos.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:

Ver todas as notas

Os comentários do texto estão encerrados.

Voltar ao topo