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21/03/2004 - 17:03

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Carta aberta à diretoria do Atlético Paranaense

Carlos Sperandio Jr

Dia de jogo. Dia normal.
Dia de jogo normal. Sou anormal?
Deixo de ir, doente fico. Vou, doente sou.
Donde tirarei tanto? Paixão tem preço?
Resposta existe, mas não deveria ser questionada.
Afinal, futebol é amor, é cachaça, é religião, é graça
E, sobretudo, é DE graça.
Que Deus ilumine os loucos dirigentes do nosso futebol…

Nada melhor que rir nos momentos em que somos chamados de burros na cara dura. O que a diretoria do Clube Atlético Paranaense fez com seu torcedor nesta semana passada lembrou-me de episódios como a captura da poupança pelo Collor ou, pior, quando sou obrigado a me esconder de pedradas da torcida adversária. Simplesmente não há direito de ação. Não somos consultados antes e nem nos dão o direito ao choro depois. Alguém escuta? Nunca…

Para tanto, não vou chorar aqui com o óbvio. Se cobrar caro é o que querem que ofereçam uma contrapartida. Vamos negociar, senhores. Até estamos dispostos a pagar seu preço, desde que com isso ganhemos algo em troca. Não se esqueçam, somos passionais, portanto, qualquer boa oferta que nos pegue pelo coração nos fará fechar contrato.

O que queremos é a certeza de um bom time, e de resultados relevantes. Por que não apostar isso contra nosso rico e suado dinheirinho? Nós compramos vossos pacotes e vocês nos oferecem uma espécie de “seguro-boa-campanha”. Ou seja, caso não cheguemos a uma Libertadores, por exemplo, vocês admitem vosso erro e nos permitem ganhar um novo pacote para 2005 na faixa. É a Lei da concorrência. Somos Fanáticos. Nossa fé não tem preço. Mas não somos milionários. Torrar dinheiro na caixinha do altar em troca de vergonha, nem na igreja. Sejam razoáveis, acredito que esta pode ser uma solução. Há outra? Quem sabe mudar de nação. Na Europa com certeza seus 13 euros não são um absurdo. Falando nisso, que tal contratar o Beckham?

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