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12/12/2003 - 16:18

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Brasil 2014 – EUA candidato

por Maurício Teixeira

O mundo da bola dá umas voltas engraçadas. Um menino craque, que nasceu em Gana, foi morar ainda criança nos Estados Unidos. Pouco tempo depois, o moleque, devidamente naturalizado norte-americano, é tido como a grande promessa do futebol. Se fosse no Brasil seria apenas e tão somente mais um novo Pelé… um Robinho da vida.

Nos Estados Unidos, no entanto, isso toma proporções inimagináveis. Freddy Adu, que nasceu em 1989 (isso mesmo), vem recusando convites de times como Manchester United e Inter de Milão há uns 2 anos. Este ano, porém, a pressão aumentou e a Major League Soccer, a liga de futebol americana, resolveu ela mesmo comprar o menino. Aos 14 anos, com um contrato milionário com a nike e outro com a liga, Adu será draftado a um dos times da liga profissional no próximo dia 16 de janeiro.

A verdade é que seus 14 anos, seus contratos milionários, sua semelhança física com Pelé e a habilidade que tem com a bola já fizeram do garoto uma celebridade. O público dos Estados Unidos, tão reticente em relação ao futebol, não perde uma boa história de sucesso. Se o futebol não pegou por lá quando foi forçado com Pelé e Beckenbauer, com um Tiger Woods deste porte, vai ser moleza.

E a seleção norte-americana, vamos combinar, já não é mais tão fraca assim. As quartas-de-final em 2002 não me deixam mentir. Com a melhor defesa do mundo, o time precisa muito pouco para ser ainda mais competitivo. Talvez Adu seja o ‘homem’, talvez seja apenas um exagero, mas a verdade é que podemos esperar que mais um time chato vai surgir por aí!

ps1: se me perguntarem, eu já vi Adu jogar. Tanto pelo mundial sub-17 quanto pelo sub-20. O garoto realmente é craque. Mas, à primeira vista, parece um dos nossos. Muito cedo para fazer qualquer diagnóstico

ps2: caso essa minha teoria maluca e caótica se concretize, um consolo: eles já não são tão bons assim em basquete como antes!

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