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Arquivo de setembro, 2003

29/09/2003 - 16:41

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Pontos corridos, graças a Deus!

por Mauricio Teixeira

A merecida disparada do Cruzeiro sempre faz ressurgir os apologistas do campenato com playoffs e final. Pois é exatamente agora, faltando 13 rodadas, que o Brasileirão está começando a ter graça na minha opinião. Tomemos apenas a próxima rodada:

Sábado

1 – O Atlético Paranaense está a passos largos rumo a um perigoso grupo de risco de rebaixamento e uma vitória em casa sobre o Fluminense (mais do que dentro do grupo) seria um excelente e aliviador resultado. Sem contar que a torcida rubro-negra ia ‘adorar’ perder do novo rival Fluminense a essa altura do campeonato.

2 – O Paysandu precisa agora jogar com margem de erro do tapetão e tomar muito cuidado para não cair. O Inter ainda tem chances inclusive de ser campeão. Pois os dois se enfrentam no Mangueirão em mais uma partida decisiva.

3 – São Caetano x Ponte Preta fazem parte de dois grupos distintos. O primeiro luta para chegar na Libertadores e o segundo apra não cair.

4 – O Grêmio não pode nem pensar em empatar com o Figueirense em casa. Já o time Catarina, se beliscar uns pontinhos do lanterna, volta a sonhar com a Libertadores.

5 – São Paulo x Santos é covardia. É o jogo da rodada por motivos óbvios.

Domingo

6 – Vitória e Corinthians fazem parte do mesmo grupo intermediário que pode muito bem vbeliscar uma vaga para a Libertadores.

7 – Para o Goiás, o jogo contra o Bahia em casa já não é mais tanta sangria para vencer. Para os baianos, porém, a Segundona anda batendo na porta.

8 – O Mineirão deve lotar domingo com a repentina subida de produção do Galo. O time já é quinto e pode buscar os líderes teoricamente. Azar do Vasco, que também ensaia uma reação e pode complicar.

9 – Juventude x Fortaleza é um clássico de desesperados. O time de Caxias deve lotar a casa para pressionar o adversário igualzinho ao Corinthians.

10 – O Guarani está na bica da Libertadores. E o Coritiba é um dos candidatos ao título. Fora a rivalidade particular destes dois verdões desde os tempos da Segundona. Ninguém pode perder.

11 – O Flamengo tem a chance de ouro de voltar a ficar entre os 8 primeiros no campeonato e salvar a honra do futebol carioca. O Paraná Clube não tem nada a ganhar ou perder, mas adora complicar para cariocas. O Maraca será um belo palco.

12 – Para terminar, o Criciúma, fortíssimo candidato à vaga na Libertadores, em casa, vai ser o time que vai finalmente tirar 3 pontos do Cruzeiro. Será?

13 – Enfim, você vê algum motivo para algum dos 24 clubes do Brasileirão jogar a toalha ou mesmo alguma das torcidas não lotar o estádio depois de 33 rodadas? Eu não!

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25/09/2003 - 16:06

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Becks, chute inicial

Pessoal, a Thays Barca, habitué por aqui, mandou de regalo desde a Espanha a foto abaixo. Tive que diminuir muito para entrar, mas trata-se do primeiro gol de falta do Beckham pelo Real Madrid no Santiago Bernabeu. A legenda é o seguinte: o cara posicionado para bater é o Zidane. No meio, o inglês que acabou batendo e, atrás, nosso amigo Roberto Carlos afiando as chuteiras se fosse o caso.

Valeu Thays!

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/09/2003 - 10:58

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Top 10 perguntas que eu não consigo responder do Brasileirão

Mauricio Teixeira

10 – Quem será o campeão?

9 – Qual será o pior dos cariocas?

8 – Será que o Grêmio não vai mais ganhar nenhuma?

7 – Por que eu não consigo parar de torcer para o Goiás?

6 – Onde o Vasco pensa que vai com Edmundo, Beto e Donizete? (não respondam, por favor)

5 – Por que o Corinthians fechou com Jamelli, Robert e Andre Luis?

4 – Por que a torcida do São Paulo não enche o Morumbi mesmo com o time entre os 4 primeiros desde sempre?

3 – Com a excelente campanha que faz, por que o Coritiba deixou o Tcheco ir embora para a Arábia?

2 – Como o Luis Fabiano consegue ser tão bom e tão cabeça dura ao mesmo tempo?

1 – Por que até agora eu não consigo botar fé no título inédito do Cruzeiro?

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/09/2003 - 16:20

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Este blog faz um post relâmpago apenas para dizer que foi ao Morumbi no domingo e viu duas coisas: uma de deixar enojado e um mea-culpa:

1 – o Luis Fabiano sem vontade de jogar e com jeito de estrela só porque esquentou o banco no Ronaldo em duas partidas da seleção. Patético!

2 – O garoto Kleber, tão detonado na coluna aí embaixo, continua sendo grosso e sem recurso. Mas ontem demonstrou muita raça, muita vontade de jogar e deu um banho de humildade no Luis Fabiano. O melhor em campo!

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18/09/2003 - 12:29

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Discrepâncias – as do Geraldo e outras

por Maurício Teixeira

Geraldo é o meu pai. E discrepância é uma palavra dele. Pelo menos eu a ouço desde que me entendo por gente. As discrepâncias do Geraldo vão desde a absurda distribuição de renda no Brasil até a hora que o adolescente Maurício chegava do bar em pleno dia de semana com faculdade e estágio por fazer.

Fui no Aurélio e fiquei meio decepcionado. O verbo discrepar é apenas e tão somente ser diferente, diferir, o que não é de todo ruim, pelo contrário. Mas a discrepância a que me refiro é bem mais pesado. Uma discrepância é uma coisa fora de propósito, sem sentido no senso comum. Perdoe-me o Aurélio, mas vou seguir com meu velho pai. Pelo respeito, pelo costume e também porque ficaria sem meu raciocínio a essa altura do campeonato.

Pois antes, durante e depois do clássico sofrível, em todos os níveis, entre São Paulo e Fluminense na última quarta-feira pela Copa Sul-Americana, a única palavra que me vinha na cabeça é a tal da discrepância.

O futebol brasileiro é tão mal-administrado, tão sofrível, sem critério e sem objetivo que discrepâncias aparecem de todos os lados. Uma, ontem, personifica tudo para mim.

Quem leu este blog há cerca de 1 ou 2 meses pode se lembrar do que eu escrevi sobre o atacante Kléber do São Paulo. Abre aspas: é chato pegar no pé. Ainda mais de cara novo. Mas a verdade é que o atacante Kléber do São Paulo não deveria ser jogador de futebol. Ele pode até ser boa pessoa, mas acho que precisa de outra carreira. Fecha aspas. Isso entre outras coisas.

Bom, chego de férias que passei longe das notícias e dos jogos e uma das pessoas que me defendeu na época vira para mim e diz: “Maurício, o cara está gastando a bola. Jogou tudo contra o Grêmio pela Sul-Americana.”

Vendo São Paulo x Fluminense, constato a discrepância: a total falta de critério do futebol brasileiro, as condições calamitosas dos times do Rio de Janeiro e o amadorismo em todos os níveis fazem com que o grosso do Kleber tenha um futuro mais bonito e promissor do que o bom Carlos Alberto do Fluminense.

O São Paulo tem um time montado desde o ano passado. Tem jogadores de personalidade que chamam a responsabilidade como Ricardinho, Fabiano, Gustavo Nery. Tinha Luis Fabiano e Reinaldo no ataque, que davam conta do recado. No banco, Rico e Kleber. Eles entravam de vez em quando, com certo critério, sem grandes responsabilidades.

Com a saída de Reinaldo, sem um grande craque, tanto fazia quem entrasse, pois o time tava montado, sabia como jogar e jamais jogaria a responsabilidade de uma partida nas costas de um garoto.

O primo pobre tricolor do Rio, ao contrário, não tem time mas tem um craque. Um craque que desde cedo já está lidando com a derrota da maneira mais dura que pode acontecer. Um jogador de ouro, que colocado em campo com critério, em times bem montados, não deixaria nada a desejar a D’Alessandro, Kaká, Sesc ou qualquer outro destes bons meias de perna direita que surgem pelo planeta bola. Um craque, enfim, que precisava jogar num bom time brasileiro (que deveria ser o próprio Flu), ficar uns 3 ou 4 anos por aqui e depois ir pra Europa pra jogar na Itália/ França/ Espanha/ Inglaterra e não Ucrânia/ Rússia/ Turquia/ Coréia.

O Fluminense não é o único. Tenho certeza absoluta de que Jô, Abuda, Wendell e Bobô do Corinthians são muito melhores que o Kleber. Mas, lançados assim, de qualquer jeito num Corinthians tão em frangalhos e de aluguel, pode apostar que os quatro e provavelmente mais este que escreve vão engolir mais essa discrepância chamada Kleber.

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09/09/2003 - 20:22

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Uma tarde com os Galáticos

Mauricio Teixeira

Tudo o que eu relato a seguir aconteceu num treino do Real Madrid, dia 16 de agosto, na Ciudad Desportiva (CT do time cerca de 2km do Santiago Bernabeu), na véspera da partida Valencia x Real Madrid, pelo troféu Naranja.

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Custou 3 euros. Cerca de 10 reais. Tinha umas mil pessoas. O primeiro momento de grande interesse foi a chega dos craques, de carro. Quer dizer.. eu costumo chamar meu carro de carro. Aquilo era outra coisa. Do Beckham ao Portillo, só máquinas de primeira.

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A torcida monta uma espécie de corredor polonês e saúda cada um deles. Os craques, preocupados em não atropelar ninguém, respondem do jeito que podem. Fiquei longe do tumulto mas Dona Isabel, torcedora fanática, sentou do meu lado e disse que o mais simpático de todos naquela tarde foi o Guti; e o menos, Ronaldo.

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O treino começa com a tradicional corridinha. Cada volta dos craques perto do alambrado é um furor. Sobretudo feminino. Fora o Raul e o Michel Salgado, o resto do time ‘dá migué’ igualzinho aos brasileiros. Começa com um pique mas cada vez vai encurtando a distância a ser percorrida.

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O primeiro contato com a bola é no tradicional bobinho. O técnico Queiróz divide os jogadores em 4 grupos. Eis o momento mais constrangedor do treino. Eu não queria estar na pele do Beckham. Mas a verdade é que num dos grupos ficaram o inglês, Zidane, Figo, Ronaldo, Roberto Carlos e o habilidosíssimo argentino Solari.

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Bom, não demorou muito e o ‘novato’ caiu no bobo. Beckham é ótimo jogador. Mas você já imaginou ficar num bobo com Zidane, Ronaldo e Figo? Coitado. Bom, antes que ficasse chato, lá pelo 20º toque, o Roberto Carlos meio que de propósito deixou o marido da Vitória sair da situação complicada em tempo.

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O Roberto, aliás, é o grande showman do treino e, disparado, o que faz mais questão de entrosar Beckham aos companheiros. Até inglês ele deve arranhar com o novo galático. Está sempre disposto a explicar algo.

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Depois do bobinho, Queiróz separou dois times e deu o colete rosa para um deles. Como eram 8 contra 8, não dava pra dizer que era o time titular. Mas tinha todos os galáticos, menos Roberto Carlos.

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É impressionante como o Guti, o Portillo, o Morientes (que ainda estava no elenco) e todos os espanhóis reservas chegam junto nas divididas. Pode ser Zidane, pode ser Ronaldo, pode ser o que for. Eles entram duro.

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Mesmo com a chegada do Beckham, salta aos olhos a pressão a que Ronaldo é submetido o tempo todo. Não foi nem um nem dois gritos de ‘gordo’ que eu ouvi. O público só sossegou quando ele fez um daqueles golaços deixando o goleiro sentado.

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Zidane. Zidane vale o ingresso. Do jogo e do treino. Como nunca tinha visto de tão perto, fiquei impressionado. Ele cola a bola no pé igualzinho na televisão. Ele dá uns passes impossíveis. Tem uma passada descompassada que acaba com qualquer bom marcador de raciocínio lógico. Zidane é outro nível de futebol. É outra coisa. Ele fez um gol no treino que foi tão genial que até os colegas espanhóis invejosos foram aplaudir. Grudou a bola no pé esquerdo, esperou a passagem do Ronaldo, trocou para o direito e mandou um tiro cruzado que a bola grudou no ângulo. Todos os três toques na bola que deu neste lance, entretanto, pareciam o mesmo.

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Aliás, é muito comum o discurso afinado dos reservas. “Eu jogo bem. Poderia ser titular. Mas é que na minha posição joga o melhor do mundo.” Ouvi isso no Marca e no As da boca do Guti, do Portillo, do Morientes e do Solari.

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Coletivo acabado, começa o que eu chamei de treino de especialistas.

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De um lado do campo, Ronaldo, Raul, Portillo e Morientes bombardeiam Casillas de chutes de perna esquerda, de direita, de fora da área, de dentro, sem-pulo e etc. Ronaldo foi o que menos fez gols e por isso teve que pagar 20 flexões de braço devidamente contadas pelos outros 3 (e mais toda a torcida).

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Do outro, Beckham, Figo, Zidane e Roberto cobram faltas no pobre do Cesar. Finalmente a hora do inglês brilhar, certo? Mais ou menos. Ele realmente fez 3 ou quatro golaços. Mas ficou atrás da precisão irritante do Zidane.

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Roberto Carlos não fez nenhum gol e pagou as flexões. Mas foi o protagonista ao simplesmente quebrar a barreira de madeira no meio depois de um de seus chutes delicados.

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Sabe o que faz o resto da equipe nesta hora? Corre. Isso mesmo. Salgado, Cambiasso, Helguera, Pavon, Guti. O resto da equipe fica correndo em volta do campo. Nada mais justo já que a função deles na equipe é exatamente isso.

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Pra terminar, Ronaldo levanta de suas flexões. Ao meu lado ainda ouço murmúrios de ‘gordo’. ‘Mais rápido, gordo’, diz um deles, com a camisa 7 do Raul. No caminho até o vestiário, porém, Ronaldo toma a bola do Figo com um drible sensacional de brincadeira e posiciona a bola pra cobrar uma falta. O nosso amigo torcedor já começa a bufar. ‘El gordo ahora quer cobrar faltas también?’ Ronaldo ajeita, cobra, a folha seca encobre a barreira e cai no canto baixo de Cesar. Gol…

***

Levanto, pego minhas coisas, olho bem no olho do nosso amigo torcedor, dou uma leve levantada de sobrancelha reflexiva e vou embora…

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