Publicidade

Publicidade
08/07/2003 - 19:23

Compartilhe: Twitter

Minhas rápidas do final de semana

por Maurício Teixeira

Na cola do meu sócio de Blog de Bola, a melhor coisa que podia acontecer ao Santos era mesmo ter quatro jogadores convocados para a seleção olímpica. Diego nem tanto. Mas principalmente Robinho, Alex e Paulo Almeida saíram muito desgastados da Libertadores. O atacante pelo que deixou de fazer. O meia pela pressão das primeiras falhas da carreira e o zagueiro pela irregularidade. Sem contar a decepção natural. Lá na Copa Ouro vai ser outra história. Grandes chances deles voltarem em forma novamente.

***

E o time reserva do Leão, convenhamos, não é nada fraco. Destaque para Nenê, um reserva de luxo.

***

Na constelação santista, Reginaldo Araújo destoa. O lateral poderia ser titular de uma meia dúzia de times deste Brasileirão, mas nunca do Santos. E nem do Coritiba! As duas torcidas na Vila Belmiro pegaram tanto no pé do rapaz, que Leão sabiamente o substituiu no intervalo. A cada toque de Araújo, todos infelizes, a pequena torcida Coxa gritava seu nome enlouquecidamente em meio aos xingamentos da maioria santista.

***

No jogo São Paulo x São Caetano, santo que faz milagre mesmo é o Mário Sérgio. A impressão que eu tenho é que no intervalo ele troca os 11 jogadores. De tão desconhecidos, a mudança passa despercebida pelos árbitros e adversários. Só isso para explicar o tanto que o time corre e o quanto ele é homogêneo, estudado e bem montado. Tanto faz quem joga, o time sabe o que fazer. De azul, no Morumbi, três dias depois da final da Libertadores, até podia enganar algum desavisado.

***

É chato pegar no pé. Ainda mais de cara novo. Mas a verdade é que o atacante Kléber do São Paulo não deveria ser jogador de futebol. Ele pode até ser boa pessoa, mas acho que precisa de outra carreira. Ele é o que chamo de jogador sem recurso. Ele não compensa a falta de habilidade com força, pois ele é fraco. Ele não compensa o chute ruim com velocidade, pois ele é lento. Ele não compensa os toques errados com bom cabeceio, pois ele é baixo. Juro que esperei um ano de entradas no segundo tempo para escrever isso. Mas agora não dá mais.

***

A que ponto chegamos. A grande reserva moral e de qualidade do futebol carioca da atualidade é o Renato Gaúcho.

***

Momento Estatuto do Torcedor 1 – Entendo que pode até ser um começo. Mas é definitivamente deprê! No Morumbi, na porta do banheiro feminino, fica uma senhora sem luva nem nada, com um rolo de papel higiênico que já não é dos melhores. A cada entrada de uma usuária, ela dá duas voltas com o papel na própria mão e entrega para a aventureira. Sorte deles que bebidas com álcool seguem proibidas nos estádios paulistas.

***

Momento Estatuto do Torcedor 2 – Não sei se é por causa da praia. Mas o fato é que independente do estado das instalações da Vila Belmiro, chama a atenção a simpatia e a gentileza dos funcionários do estádio. Por favor, obrigado e sorriso no rosto até mesmo com a torcida adversária. Outra coisa!

***

Por fim, sigo achando que o Ilan não é jogador de seleção. Aliás, como toda a seqüência de bons atacantes do Atlético Paranaense. De Oséas a Ilan, passando por Lucas, Kléber e Alex Mineiro. Tudo jogador de fases boas. Mas só. Assim como achava o Paulo Rink um jogador interessante, aposto que deles todos, talvez o Dagoberto seja o único que poderia dar alguma coisa num grupo de seleção. Aliás, Ricardo Gomes, sou mais ele do que o Nadson.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:

Ver todas as notas

Os comentários do texto estão encerrados.

Voltar ao topo