Publicidade

Publicidade

Arquivo de junho, 2003

24/06/2003 - 17:17

Compartilhe: Twitter

Calma, gazelas!

por Mauricio Teixeira

A nossa seleção até que era boa em talentos individuais. Não dá pra negar. Mas, impossível também esquecer que era reserva. Ou nem isso. Talvez um terceiro time reforçado de Lucio, Kleberson (reforços?), Dida e Ronaldinho. Então, por quê o drama de ser eliminado pela Turquia, o terceiro melhor time da Copa do Mundo passada?

Podem me chamar de otimista, cego, patriota bobo, etc. Mas não me conformo muito com este sentimento de ‘vergonha’, ‘papelão’ e os infindáveis adjetivos que os cronistas, narradores e comentaristas adoram chamar a seleção a cada derrotinha em qualquer amistoso caça-níqueis.

Será que não se lembram que quando foi para valer mesmo, nos últimos 12 anos, disputamos as Eliminatórias, classificamos e ainda chegamos na final de todas as últimas três copas, levando duas? Por favor, alguém me aponte algum bom motivo para a seleção manter a invencibilidade contra times africanos em competições oficiais.

Alguém pode, gentilmente, me dizer que grande fiasco é esse ser eliminado na primeira fase (como se tivessem várias outras) pela primeira vez desde a Copa de 1966? Aquilo sim deve ter sido um fiasco (com Pelé, Garrincha e tudo). E perdemos para Portugal cujo grande feito na história das Copas, com todo o respeito aos lusitanos e a Eusébio, foi ser terceiro colocado daquele Mundial também (igual à Turquia, ora pois!).

O Parreira já viveu outra graaaaande ‘vergonha’ do futebol brasileiro que foi perder uma partida das Eliminatórias pela primeira vez. Hahaha. Faz até rir. Só aliviou a barra do Felipão e do Luxa, que perderam várias depois. Perdeu da Bolívia e depois foi lá vencer a Copa de 94.

Ou seja. Pessoal, menos!

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
20/06/2003 - 18:19

Compartilhe: Twitter

Santos/Boca 10 x 0 Milan/Juve

por Mauricio Teixeira

Santos x Boca Juniors. Quem diria? Se antes de começar a disputa da Libertadores me perguntassem qual final eu gostaria de ver, teria cravado esta. Não era palpite. Vontade mesmo. O duelo dos dois é um prato cheio. Uma final recheada de história. Quarenta anos de tradição no mínimo. Excelentes jogadores. Esquemas de jogos diferentes e ambos sempre em busca de vencer. Camisas mais pesadas que a de muitas seleções (Holanda e Espanha, por exemplo). Pra melhorar, tem Brasil de um lado e Argentina do outro. Se fosse Paysandu x Talleres já seria motivo para passar boa parte do dia lendo reportagens a respeito e ficar sentado na frente da televisão (minha namorada que me desculpe). Mas Boca x Santos toma proporções superiores.

Eu sou um fã do futebol europeu de clubes. Sobretudo a Liga dos Campeões. Sempre tenho a sensação que tudo lá é mais bonito. Mais bem jogado e com craques (os nossos) bem melhores. Mas tenho que admitir (com prazer!). Pela rivalidade, pelas grandes forças do continente igualmente representadas e pela história na competição, Santos x Boca é a disputa do ano até aqui e deixa a sonolenta final italiana da Champions entre Milan x Juventus no chinelo. O fato de Real ou Manchester não estarem no lugar de um dos italianos na partida já foi uma ducha de água fria. Mas a seqüência de 3 jogos do Milan rumo ao título (dois contra a Inter e o último com a Juventus) foi a gota chata d´água.

Não tem como Boca x Santos ser pior. Se Robinho e Diego estiverem apagados. Elano e Renato jogam. Se os dois ainda faltarem, Ricardo Oliveira e o coringa Fabiano também garantem. Enfim. Isso apenas do nosso lado (brasileiro, claro). Pois lá do bairro da Boca… vem chumbo!

Juanpi Montoya tem razão

Uma notícia que li esta semana no Último Segundo me chamou a atenção. Dizia que 10% dos colombianos vivem fora do país. Algo entre 4 e 5 milhões de pessoas. Pois acho que os outros 90% adorariam mandar para fora do país (ou aquele lugar) os jogadores do Independente de Medellin e o America de Cali. Na soma, foi 7 a 2 para Santos e Boca jogando fora de casa. Fora o baile! O Montoya, lá em Monaco, é que tá certo!

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/06/2003 - 12:33

Compartilhe: Twitter

Bernardinho

Por Carlos Sperandio Jr

Treinar. V.t.d. Tornar apto, destro, capaz, para determinada tarefa ou atividade; habilitar, adestrar; exercitar-se para jogos desportivos, ou para outros fins.

Ser treinador no Brasil é ter carreira garantida. Não é preciso vestibular, nem grandes vocações. Se você for ex-jogador ou comentarista afiado ajuda bastante, mas não se surpreenda se você conhecer técnicos de futebol que começaram como médicos ou delegados.

Em um país de pagodeiros e jogadores de futebol, o que parece limitar o aumento exponencial dessa profissão é o fato de que não existe enganador que dure num banco de reservas. Bobeou, por erro próprio ou por tropeço dos seus subalternos, pagou o pato: r-u-a.

Neste campo profissional cativante, sobressai um treinador em especial. Um homem que foi capaz de ganhar em categorias diferentes com equipes diversas. Seu nome: Bernardinho.

Ganhar no voleibol masculino e no feminino tem tanto valor quanto ganhar no pólo aquático e no tênis de mesa. Mostra qualidade de treinar. Conhecer os fundamentos do que se tenta habilitar uma equipe ajuda, mas não é o essencial. A alma do negócio chama-se motivação.

Queria muito ver Bernardinho comandando uma equipe de futebol. Estrategistas, estudiosos e simpatizantes seriam todos colocados no bolso. Com meia dúzia de auxiliares técnicos, Bernardo poderia demonstrar como se transforma um jogador de futebol num atleta, condicionado a vencer.

No atual campeonato brasileiro apenas dois treinadores me lembram o estilo Bernardinho de cativar uma equipe: Geninho e Bonamigo. Palmas para o último, que vem fazendo milagre com um elenco considerado limitado como o do Coritiba.

[]´s

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
17/06/2003 - 18:05

Compartilhe: Twitter

Pessoal… o Zé Marcelo, tão mencionado na coluna anterior, mandou algumas fotos do jogo Athletic Bilbao 3 x 2 La Corunha. Publiquei duas.

fotos: José Marcelo Cestari

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
15/06/2003 - 22:47

Compartilhe: Twitter

Bilbao é aqui

por Mauricio Teixeira

O Atlético-MG irritou todo o campeonato. Teve tudo para acabar com a panca do Cruzeiro. Jogou muito melhor. Perdeu a chance.

Pelas 3 defesas milagrosas do Danrlei que eu vi, o Inter também deixou escapar a oportunidade de ouro de ganhar do Grêmio no Olímpico.

O Santos não chegou a assustar o Azulão e viu seu capitão entregar o jogo. De certa forma, jogou pela janela três pontos rumo ao Cruzeiro.

Outros não perderam a chance. O Coritiba massacrou o Atlético-PR. Eu não vi 100% do jogo. Mas até onde vi, parecia coletivo ataque contra defesa. No Morumbi, o Tricolor com seu implacável camisa 9 Fábio Simplício não perdeu a chance de virar pra cima do Corinthians. O mesmo fez o Flamengo no Vasco.

Pra completar o giro dos clássicos, deu Guarani no Dérbi, Tricolor no Bavi e Criciúma contra o aniversariante da semana Figueirense.

Mas ninguém aproveitou tanto uma chance quanto Ronaldo e o Real Madrid, que meteu logo 4 pra garantir. E nenhum time chegou aos pés da bobeira da Real Sociedad, que perdeu do Celta. E o destino quis que meu amigo Zé, mal chegado em Bilbao para longa temporada, respire toda a ansiedade que nosso Ronaldo vai viver em busca de seu primeiro título nacional.

Depois de vencer a Real Sociedad (da vizinha San Sebastián) por 3 a 0 em fevereiro e o La Corunha neste domingo, o Athletic local colocou uma mão do esquadrão de Madrid na taça de campeão. A outra mão, porém, só domingo que vem. Ronaldo, Zidane e os escudeiros jogam em casa e só precisam vencer. Logo contra quem? Athletic Bilbao. O pesadelo dos líderes!

E aí, Zé? Pra quem você vai torcer?

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
12/06/2003 - 18:39

Compartilhe: Twitter

A raposa vai cuidar do galinheiro

por Mauricio Teixeira

A Copa das Confederações pode ter uma conseqüência trágica para o Brasileirão. O time ‘B’ que o Brasil mandou para terras francesas é muito forte e, dado os adversários, é franco favorito para levar o título. Melhor (ou pior): dando um show de bola parecido com a surra na Nigéria.

De Ronaldinho, Émerson, Adriano, Dida, Lúcio, consagrados na Europa, já se esperava algo assim mesmo. O ‘problema’ todo vai ser segurar Ricardinho, Luiz Fabiano, Gil, Kléber, Alex, Maurinho e toda a artilharia pesada do Brasileirão. Junho e julho é época de fechar contratos na Europa. A hora, propícia para eles, pode ser a ruína do Brasileirão. Menos badalados e mais baratos do que os assediados Robinho, Diego e Kaká, os convocados de Cruzeiro, Corinthians e São Paulo podem não voltar mais dos campos do Velho Continente.

Afinal, quem não contrataria?

Pense no Barcelona, por exemplo. Depois da pífia temporada, dizem que Ronaldinho Gaúcho está nos planos do time da Catalunha. Mas eu iria muito além. Levaria, sim, nosso genial meia gaúcho pelo dinheiro que fosse. Mas, aproveitaria o preço baixo e a boa fase de Luiz Fabiano para aposentar de vez o passado Kluivert. E se Ronaldinho fosse para o Manchester United, tem o Alex dando sopa.

E a Inter de Milão? Com baixíssimo custo, o time poderia formar o lado esquerdo com Kléber e Ricardinho. Dez bolas na cabeça do Vieri por jogo ou o seu dinheiro de volta. A Roma, sem Cafu, pode ficar com Maurinho e perpetuar assim o brasilianismo na ala direita.

O Arsenal, que já não é estranho aos brasileiros graças aos dedicados Edu e Gilberto Silva, tem a chance de ouro de levar Gil para ir aos poucos ocupando a vaga dos trintões Bergkamp e Wiltord e formar dupla com Henry. Sem contar o mercado francês, espanhóis como Valencia e La Corunha, Porto e Benfica, o desesperado Bayer Leverkusen e etcs.

Enfim, levar esse time para Europa, durante as contratações para a temporada 2003/2004, com ótimos jogadores com preços lá embaixo, é mais ou menos como colocar a raposa para cuidar do galinheiro. E o Brasileirão? Bom, a gente dá um jeito…

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
10/06/2003 - 15:29

Compartilhe: Twitter

Brasil, Alex e os amigos do Maurício

por Maurício Teixeira

Quarta-feira é dia de jogo da seleção brasileira. Ao contrário da maior parte dos comentários que ouvi por aí, nem achei a convocação do Parreira tão ruim assim. Pelo contrário. Um time com Gil e Luís Fabiano na frente. O genial Ronaldinho Gaúcho por todos os cantos. E tudo organizado pelo Ricardinho não pode ser chamado de time ruim. Melhor que a Holanda, a Espanha, Uruguai, Nigéria e mais algumas seleções de peso.

***

Mas não tem como negar que futebol mesmo, nesta quarta, pra valer, será Cruzeiro x Flamengo. Jogão dentro de campo. Alex em fase de ouro e o Flamengo, mesmo não sendo lá essas coisas, de volta aos seus grandes dias de garra rubro-negra. Depois do Maraca lotado. Agora é a vez do Mineirão. Tudo perfeito. Não fosse…

O sr. Wanderley Luxemburgo consegue! Que showzinho patético. O homem tem um timão nas mãos. Jogadores de primeira em campo. Arma o time com perfeição. Mas fala demais. O Luxa deveria vir com versão muda também. Ou tecla SAP. Quando começasse a chorar além da conta. Tentar ganhar no grito. O torcedor apertava e entrava uma dublagem qualquer de venda de Elisbelt ou RevoStyler.

***

Pra terminar, não podia deixar de falar do clássico de domingo passado lá em São Bernardo do Campo, contra o time do meu amigo Daelcio. Os apadrinhados do Blog de Bola deram um show em campo e venceram a partida por 11 a 6. Agradecimentos aos leitores craques Leoberto, Bernardo, Aladim, Pedro, Arthur, Duda, Paulo, Evandro e Geraldo.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
03/06/2003 - 11:47

Compartilhe: Twitter

Aldair: 13 anos de paixão dos romanos

por Maurício Teixeira

Hoje eu resolvi contratar um italiano para escrever a coluna para mim. Sobre um brasileiro que começou a vida subnutrido, vivendo naquilo que o nosso país tem de pior e que venceu como poucos na sua vida. Aldair é um zagueiro que destoou de seus contemporâneos. Bom jogador dentro e fora de campo.

Muito poderia falar dele. De seus títulos, do como como conduziu a imagem de nosso país e do nosso futebol no exterior ou de sua condição de titular nos 13 anos em que esteve na Roma. Mas à italiana, de forma mais dramática, prefiro aqui dar voz aos torcedores romanos e a seu maior craque.

Os torcedores, que foram ao Estádio Olímpico para a sua partida de despedida contra uma seleção brasileira, estamparam uma faixa com os seguintes dizeres: “Te amar por 13 anos foi fácil, difícil será ficar sem você”.

Como se não bastasse, Francesco Totti, o grande jogador do clube e também um dos melhores do mundo, escreveu a seguinte carta para Aldair. Fiquem com ela.

Olá Pluto

Jogaremos nossa última partida juntos e eu ainda não consigo pensar que essa seja sua partida de adeus do futebol, porque ninguém como você parece tão soberano naquele tapete verde. Faltará um pedaço de Roma lá atrás, sem você para defender nosso gol.

Não quero, contudo, cair no sentimentalismo, e escrevo para te agradecer. Mais do que pela sua carreira de jogador, pela pessoa que você é. Nos faltará o seu modo reservado de ser, o seu jeito de falar só o essencial, mas eficazmente. Poucas palavras, que resistem ao tempo.

Caro Pluto, sua ausência será sentida por todos nós, mas sobretudo por mim. Treze anos juntos, dividindo alegrias, tristezas, brincadeiras e emoções indescritíveis. Você me viu crescer e amadurecer como jogador, e espero também como homem. Você deixa seu testemunho, como disse alguns dias atrás, mas apenas virtualmente. Porque acredito que, na Roma, um lugar para você existirá sempre. Obrigado por tudo,

Francesco Totti

ps. A tradução é de Gian Oddi, correspondente da Revista Placar em Roma.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
Voltar ao topo