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15/05/2003 - 00:55

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Colunista constrangido: D`Alessandro 10 x 0 Futebol Brasileiro

por Mauricio Teixeira

Não sou desses que acha que quando um time brasileiro joga uma partida internacional, todos precisam torcer a favor. Pelo contrário. Acho que coxa-branca, bugrino, botafoguense e colorado que se preza não torce por Furacão, Ponte, Mengo e Grêmio nem a poder de pancada.

Mas nesta quarta-feira, depois da eliminação corintiana da Copa Libertadores, achei pela primeira vez nos últimos anos que o Brasil foi derrotado. Como engolir que um jogador praticamente adolescente, com a tarja de capitão de um dos times do decadente futebol da decadente vizinha Argentina possa ser tão superior a toda uma equipe brasileira. A toda uma equipe que sem dúvida está entre os 4 melhores times do Brasil. O futebol brasileiro apanhou na bola, na malandragem (???), na torcida, no peso da camisa e, se tivesse preliminar mirim, era capaz de apanhar também.

Não tenho palavras bem definidas para tentar explicar a derrocada tupiniquim. É meio constrangedor. Não gosto de chamar ninguém de burro. Nem vou. Não é bem burro, pra dizer a verdade. É outra palavra que talvez nem exista e hoje eu to meio sem vontade de inventar uma.

Mas o fato é que minha saudosa avó Vivinha, vascaína que tanto acompanhava futebol, sempre dizia: “esses argentinos são bons de catimba.” Se a minha avó sabia, é duro engolir que o Geninho não tenha preparado o time para isso. Mesmo que tenha. É, como disse anteriormente, constrangedor imaginar que jogadores como Liedson, Jorge Wagner, Leandro, Anderson, Fabio Luciano, Fabinho, Kleber e até o pobre do Roger sejam tão inocentes diante de um projeto de craque argentino como o D`Alessandro. O cara acabou com o jogo. Ou melhor. Com a disputa. Em 180 minutos, fez 1 gol, expulsou dois laterais e comandou cada toque de bola de seu time. Fora o baile.

Constrangedor pensar que o único reconhecido craque corintiano, Gil, tenha sido marcado incansavelmente durante toda a partida. Uma vez ouvi um técnico brasileiro dizer que marcação especial, só para Pelé. Será que o Geninho aprendeu na mesma cartilha? Prefiro acreditar que não ao lembrar da dolorosa (para são-paulinos) e vitoriosa marcação de Cocito em Kaká no Brasileirão 2001. Mas, então, como explicar o D`Alessandro, sempre livre, em tudo quanto é lado e com a bola no pé. Será cacoete de time grande?

***

Sei lá. Prefiro terminar logo essa coluna. Antes, pra descontrair, não tem como não comentar o comentário. Quem viu o jogo na Globo ainda teve que aturar a atuação pífia de outro brasileiro. José Roberto Wright, falando que o impecável árbitro colombiano estava péssimo, completou a chanchada brasileira. Foi o constrangimento que faltava!

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